29/05/2026
“Por que o Caboclo do meu irmão brada, grita, bate no peito… e o meu não?
Por que a Criança dele canta, br**ca, bate palmas… e a minha permanece quietinha no canto?
Por que o Marinheiro da outra Médium sorri, conversa tanto… e o meu eu mal sinto a vibração?
E o Exu? Aquele Exu lindo, forte, que bebe, fuma e dá gargalhadas… enquanto o meu mal quer dizer o nome.
E a Pombagira? A dela gargalha, dança, fuma… e a minha apenas caminha pelo Terreiro.
Por quê?”
Porque cada Entidade trabalha de uma forma. Cada Médium possui uma mediunidade única. E cada manifestação acontece conforme a necessidade, a firmeza, a maturidade espiritual e a verdade daquele encontro.
O problema é que, muitas vezes, estamos mais preocupados em observar a incorporação do irmão ao lado do que em sentir aquilo que acontece dentro de nós.
Queremos comparar. Copiar. Parecer mais fortes. Mais “vistosos”. Transformar a Gira em espetáculo. E é aí que nos afastamos do essencial.
Umbanda não é performance. Umbanda é fundamento. É simplicidade. É amor. É caridade.
Nem toda Entidade vai gritar. Nem toda Entidade vai gargalhar. Nem toda força precisa chamar atenção para ser verdadeira. Às vezes, a presença mais silenciosa é justamente a mais profunda.
Quando entrar em uma Gira, não entre para competir, impressionar ou se comparar.
Entre para servir. Para aprender. Para se entregar ao sagrado. Porque quem realmente trabalha na Luz não precisa provar nada para ninguém.
✍️ Casa de Caridade Caminheiros do Bem
deumbanda
(Ao copiar ou compartilhar dê os devidos créditos)