Caminhos de Oya

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23/04/2025

"Ogum odeia brigas sem sentido"

Ogum, senhor das batalhas justas,
não se envolve em brigas vazias.
Sua espada não se levanta por orgulho,
seu escudo não protege vaidades.

Ogum odeia a discórdia sem razão,
as palavras que ferem por ferir,
as lutas que nascem do ego e da inveja.

Para ele, cada batalha tem propósito,
cada movimento é guiado pela justiça.
Ele é guerreiro, mas não é violento.
É firme, mas não cruel.

Quem anda com Ogum aprende a escolher suas lutas,
a não gastar energia com conflitos tolos,
a se afastar da confusão que nada constrói.

Ogum ensina que o verdadeiro guerreiro
é aquele que evita a guerra quando pode,
mas enfrenta sem medo quando precisa.

Patakori Ogum! Me dá sabedoria para saber quando lutar,
e paz para saber quando calar.E🌿S⚔️J🌿

08/03/2025
08/03/2025
08/03/2025
08/03/2025

A cidade de Gomorra ardia em excessos. Noites regadas a prazer e pecado, ruas de poeira e desejo, esquinas onde se vendia o corpo e a alma. Ali, entre beijos roubados e promessas quebradas, vivia Maria Mulambo.

Ninguém sabia ao certo de onde viera. Uns diziam que fora uma princesa caída, mulher de sangue nobre que trocou os salões dourados pelo perfume das ruas. Outros sussurravam que era filha da própria perdição, nascida do desejo e do abandono. Mas todos falavam dela.

E falavam com medo, com desejo, com ódio. Uns queriam que ela vivesse, outros que ela morresse. Ela era liberdade em uma terra onde as correntes eram invisíveis, mas fortes. Os homens a desejavam, as mulheres a invejavam, os santos a julgavam.

"Mulher à toa", diziam. "Demônio em pele de mulher." Mas quem a via sabia da verdade: Maria Mulambo era amor e dor, era vinho derramado e lágrima seca.

Naquela noite, a cidade sussurrava seu nome com fervor. Uns a queriam viva, outros a queriam morta. Um julgamento sem juízes, um veredito selado pelo desejo dos hipócritas. E então, veio a sentença. Traída pelo próprio encanto, entregue àqueles que nunca a amaram, Maria foi lançada ao vento, ao pó, ao esquecimento.

Mas esquece-se quem pode, não quem deve. O tempo passou, Gomorra caiu, mas Maria Mulambo não morreu. Seu espírito dança entre as ruas e vielas, entre os becos e os sonhos proibidos. Porque ela não era de ninguém, mas todos sempre foram dela.
Texto: Maria Padilha
Foto: Mundo espiritual - Arte religiosa.

25/10/2024

Endereço

São Paulo, SP

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