Formando Filhos de Umbanda

Formando Filhos de Umbanda Umbanda Universalista em um conteúdo didático e descomplicado. Quase três décadas de Religião.

2026 começou e os terreiros estão retomando suas atividades. Chegou a hora de colocar na balança e colocar em prática su...
19/01/2026

2026 começou e os terreiros estão retomando suas atividades. Chegou a hora de colocar na balança e colocar em prática suas metas como médium, independentemente se for você for um visitante fixo de uma casa ou um Filho de Santo. Todos são médiuns e firmam o seu compromisso com a Espiritualidade. Quando estamos em um solo sagrado as responsabilidades aparecem. E todos os médiuns, novamente: visitantes e trabalhadores; precisam listar suas responsabilidsdes:
- viver o momento daquele solo sagrado;
- sentir e vibrar a energia do local;
- se desligar do mundo lá fora para focar no que está disposto a viver;
- ouvir as músicas com atenção e deixar a energia te encantar;
- ter respeito pelos horários e principalmente pelos momentos de silêncio;
- ser educado com quem está ao seu lado;
- se permitir aprender com as entidades;
- buscar conhecimento sobre a Espiritualidade;
- comungar da presença da Espiritualidade naquele local;
- aprender que uma abertura de Gira é um momento de oração;
- ser respeitoso com os visitantes e trabalhadores, juntos vocês somam à egrégora espiritual;
- saber esperar o seu momento;
- entender que Hierarquia existe para organização da doutrina;
- banhos e chás rezados pela Espiritualidade são remédios;
- velas são canais ancestrais de força e sabedoria;
- o branco é sagrado;
- a cabeça tampada é respeito aos Orixás e Espiritualidade daquele local;
- guias são meios de conexão com a Espiritualidade, proteção e energia;

2026 é ano 1 na numerologia, ano de recomeçar e redesenhar suas metas terrenas e espirituais. Ano de se forjar um novo humano, um novo médium.

A caridade começa quando colocamos em prática o que aprendemos dentro de um Terreiro e ela nos proporciona autoconhecimento e evolução.

Terreiro de Umbanda é uma escola com organização de uma empresa. Dose suas expectativas e se entregue de coração aberto aos ensinamentos e vivências. Quando um Orixá desce em terra ele manifesta sua VIDA. Quando uma entidade te dá uma bronca, ela te ensina a encerrar algo dentro de você pelo seu bem! Não é fácil, sabemos, mas basta confiar!

Axé!

Sumida, eu sei, mas 2025 foi um ANO maluco! Porém, venho aqui trazer uma desconstrução e informações importantes sobre a...
22/12/2025

Sumida, eu sei, mas 2025 foi um ANO maluco! Porém, venho aqui trazer uma desconstrução e informações importantes sobre a existência do Papai Noel na Umbanda! Questionamento estranho? Não, tem um fundamento, vai por mim...

Na Umbanda Universalista — uma vertente que busca integrar conhecimentos de diversas tradições espirituais e filosóf**as — a figura do Papai Noel não costuma ser vista apenas como um personagem comercial, mas sim como um arquétipo espiritual. O Papai Noel é associado ao arquétipo do Mestre de Sabedoria ou do Ancião Benevolente. Ele representa a energia da caridade desinteressada, da fraternidade e da pureza (o espírito da criança).

Embora o Papai Noel não seja um Orixá, em muitas casas de Umbanda Universalista ele é relacionado a vibrações específ**as:

- Pai Oxalá: Devido à sua veste branca (em algumas tradições originais) e à mensagem de paz, união e amor incondicional.
- Pretos Velhos: Pela imagem do ancião que traz conforto, paciência e sabedoria aos "filhos".
- Linha de Ibeji (Crianças): Pela forte conexão com a alegria infantil e a renovação da esperança.

Assim, o Papai Noel é visto como um "forma-pensamento" alimentada por milhões de pessoas focadas em presentear, perdoar e se reunir. Os espiritualistas acreditam que espíritos socorristas e falanges de luz aproveitam essa abertura emocional da humanidade para realizar curas e limpezas espirituais. Nesse sentido, o Papai Noel é um símbolo lúdico para a descida da energia crística à Terra.

Embora o nome "Santa Claus" venha de São Nicolau (um bispo cristão), a imagem e os rituais do Papai Noel são profundamente enraizados no paganismo europeu, especialmente nas tradições nórdicas e germânicas:

(CONTINUA NO PRIMEIRO COMENTÁRIO)

POLÊMICA: "Sonhei com a Maria Padilha, será que ela é minha Guia de Cabeça?" 💣Pessoal, precisamos ter muito cuidado com ...
14/10/2025

POLÊMICA: "Sonhei com a Maria Padilha, será que ela é minha Guia de Cabeça?" 💣
Pessoal, precisamos ter muito cuidado com sonhos em geral. Vamos retomar alguns ensinamentos importantes sobre o que é sonhar:

- Freud defende que o sonho é a "realização disfarçada de um desejo" do inconsciente, expressando conteúdos que não podem ser ditos conscientemente.
- Jung vê o sonho como uma representação simbólica do psiquismo do indivíduo, servindo para trazer à tona conflitos internos e material para o autoconhecimento.
- A Neurociência explica os sonhos como um subproduto da atividade cerebral durante o sono, especialmente na fase REM (Rapid Eye Movement), que envolve o processamento de informações e memórias.

Ou seja: você viu a Maria Padilha no sonho. Isso foi real? Calma, macumbeiro, vou te ajudar!

➡ A Carroça na Frente dos Bois

Quando iniciamos o processo de conexão com a Espiritualidade, é normal que o nosso desejo interno imediato seja descobrir quem nos acompanha. Mas o mais "correto" seria o jovem macumbeiro querer se conhecer, se fortalecer, estudar e, só depois, aprender a ser médium.

Infelizmente, com os "Umbandistas de plantão" nas redes e a venda massiva de Búzios e Tarot pela internet, a carroça das entidades tem sido colocada na frente dos bois — aka médiuns — de forma, muitas vezes, descuidada.

Antes de querer o nome, responda:

- Você sabe cuidar de uma Entidade?
- Você conhece as responsabilidades de um médium com consciência de um Guia?
- Você tem o que fazer com essa Entidade agora?
- Por que você quis saber o nome? Foi o Ego?
- O que você mudou na sua vida de fato ao saber da sua Entidade?
- Você tem um Terreiro para buscar orientação? Gemini e ChatGPT não são Terreiros, tá?
- Será que sua ansiedade por respostas não está te prejudicando? Será que foi mesmo um sonho revelador ou um desejo interno disfarçado?

Eu acredito em partes...

Há quem defenda que sonhos são conexões diretas com a Espiritualidade e que podem sim revelar informações como Orixás, Guias e até vidas passadas. Eu acredito em partes.

Todo sonho pode ter um valor e uma informação, mas ele não deve ser levado à sério e à risca isoladamente.

Exemplo: Sonhou com a Maria Padilha? Ótimo. Guarde essa informação para você, sossegue, agradeça mentalmente e siga a vida. Aguarde por outras comprovações antes de acreditar 100% no que você sonhou. A mente prega peças, e você pode ter caído em mais uma.

"Ah, mas eu já sonhei com a Padilha 3x! E ela me passou que fuma cigarrilha e que sua vela é vermelha!"

Calma, macumbeiro... você já colocou na internet: "O que oferecer para Maria Padilha?" Pois é... cigarrilha e vela vermelha.

Com o crescimento do assunto "macumba" nas redes, está cada vez mais fácil ser impactado por esse tipo de informação. A verdade é que seu sonho pode não ter revelado nada além do que seu inconsciente captou online. Sossegue!

Aprenda a esperar. Permita-se trilhar a jornada de descoberta da Umbanda. Não tenha pressa em saber quem te acompanha se você mesmo ainda precisa de tanta orientação. Calma... respire. Ninguém vai tirar seus Guias de você, mas se permita aprender a doutrina com respeito e serenidade.

Viver a Umbanda é uma jornada linda e cheia de surpresas, e a maioria delas acontece no Terreiro, não enquanto você dorme.

Axé!

Fanático religioso ou médium de verdade?Uma das maiores dúvidas do médium é se ele realmente "ouve" as entidades durante...
11/10/2025

Fanático religioso ou médium de verdade?

Uma das maiores dúvidas do médium é se ele realmente "ouve" as entidades durante a semana. Por muito tempo, todo médium é assombrado pela pergunta: "Será que é coisa da minha cabeça? Estou ouvindo minha entidade ou sou eu falando comigo mesma(o)?"

Quando saber se é a espiritualidade ou você "se dizendo coisas"? Eis o grande mistério de ser macumbeiro.

Essa é uma dúvida para a qual, confesso, nunca teremos uma resposta final. A capacidade da mente humana de se autoenganar é poderosa. Às vezes, o processo de "ouvir" uma orientação — que traduzimos como intuição — pode ser ora a entidade falando, ora o nosso bom senso sobre como agir em determinada situação.

É comum termos afinidade e uma relação "próxima" com os espíritos que nos acompanham, mas é crucial manter os pés no chão. Não é porque você se livrou de uma emboscada que 100% do tempo foi alguma entidade que te tirou de lá. E a sua capacidade de se cuidar e se livrar de desafios? Afinal, foram as entidades que te ensinaram a ser mais confiante, ter mais coragem e discernimento na vida, não foram? Então...

A espiritualidade não é uma muleta perpetuamente disponível para te ajudar na fila do mercado porque uma criança está chorando e isso te irritou, ou porque alguém te tratou mal. Os bons conselhos e aprendizados que você recebe dentro do Terreiro te ajudam a ser mais sensato, autocontrolado, sereno e resiliente. Isso vem da espiritualidade, sim, mas ela não f**a plantada 24/7 observando e te ajustando. Você ainda precisa errar, e vai errar.

Cuidado com o fanatismo e a fantasia mental sobre a presença e a orientação constante da espiritualidade no seu dia a dia. E cuidado se você ficou bravo neste momento e sua mente disparou um "Mas eu não faço isso!" Será?

➡ A Polêmica da Obediência

A obediência é outro ponto sensível na vida do médium. No processo doutrinário e educativo da Umbanda, as entidades pedem para fazermos banhos, fazermos 'x' coisa, não fazermos mais 'y', sermos mais assim ou menos assado. E aí, cumpadre, a sentença é sua se quiser fazer o contrário.

A obediência à espiritualidade é um prato cheio de vivências. Há quem siga exatamente como a entidade pede, quem siga pela metade, e há aquele que "esquece" de acender a vela ou de fazer o banho porque ficou ocupado(a). A vida é uma correria, super compreensível, mas o banho, o chá e a vela fazem parte da ritualística de conexão com a espiritualidade após o atendimento. O mínimo é seguir o que foi pedido.

A obediência é um gesto de respeito e de fé. Se você não segue o que foi pedido, não adianta muito reclamar depois. Se não puder fazer, tudo bem retornar e conversar. A espiritualidade não fecha as portas para seus filhos. Já o contrário...

Enfim, ouvir as entidades, seja mental ou terrenamente, é uma jornada de mil dúvidas, mas algo possível de ser alinhado para que não vire loucura do ego ou fanatismo. Até sobre isso você pode perguntar num atendimento dentro do terreiro e, vá por mim, ninguém vai te julgar.

Essa é uma dificuldade "normal" e uma eterna dúvida. "Será que fui eu ou o Caboclo?" Bem... só vivendo para ter a resposta. O ponto é: O quão obediente você foi? E deu certo?

Axé!

Exu: Resiliência, Transgressão e Ressignif**ação na Cultura BrasileiraExu é, sem dúvida, uma das figuras mais complexas,...
01/07/2025

Exu: Resiliência, Transgressão e Ressignif**ação na Cultura Brasileira

Exu é, sem dúvida, uma das figuras mais complexas, controversas e fundamentais das religiões afro-brasileiras. Como orixá da comunicação, do movimento e das encruzilhadas, ele ocupa um lugar central na cosmologia iorubá e nas práticas religiosas do Candomblé, da Umbanda e de outras tradições afro-diaspóricas. Contudo, sua trajetória no Brasil foi marcada por profundas deturpações, especialmente no contexto do colonialismo, onde Exu foi sistematicamente demonizado por meio de interpretações eurocêntricas e religiosas que não reconheciam sua lógica interna.

Este artigo analisará a origem iorubá de Exu, sua trajetória histórica no Brasil, os impactos do sincretismo negativo, bem como suas ressignif**ações contemporâneas na arte, na academia e na sociedade. Ao fazê-lo, busca-se compreender como Exu transcende os estereótipos e se afirma como símbolo de resistência cultural, potência transformadora e mediação entre mundos.

Exu na Tradição Iorubá: O Mensageiro e a Ordem Cósmica

Na tradição iorubá, Exu (Èṣù) é um orixá fundamental para o equilíbrio cósmico. Ele é o mensageiro entre os homens e os demais orixás, aquele que conduz os pedidos feitos aos deuses e garante que os rituais sejam recebidos no plano espiritual.

Pierre Verger, em sua clássica obra Orixás, descreve Exu como “o mais humano dos orixás”, por sua proximidade com os homens, sua inteligência aguda e sua capacidade de lidar com ambiguidades. Reginaldo Prandi aprofunda essa visão ao afirmar que “Exu não é o caos, mas o princípio dinâmico que permite a ordem existir. Sua ambiguidade é estrutural, não moral” (PRANDI, 2001, p. 45). Ou seja, Exu é um agente de transformação, necessário para o funcionamento do universo. Ele não representa o mal, mas sim a possibilidade, a dúvida, o trânsito entre forças complementares.

A ligação de Exu com o axé é fundamental para compreender sua importância. O axé é a força vital que anima todas as coisas e seres, e Exu é o orixá que movimenta e redistribui esse poder. Ele é o catalisador do axé, responsável por manter o fluxo entre o sagrado e o profano, o divino e o humano, o visível e o invisível. É também por isso que nenhuma cerimônia religiosa começa sem a devida oferenda a Exu, pois é ele quem abre os caminhos para os demais orixás. Seu caráter dual, brincalhão, às vezes desafiador, está profundamente conectado à própria lógica iorubá de complementaridade e dinamismo, diferindo substancialmente da moralidade binária do cristianismo.

A Demonização de Exu no Brasil Colonial: Sincretismo Negativo e Repressão

Foi exatamente essa divergência de lógicas que contribuiu para a deturpação de Exu no processo de colonização. Com a chegada dos europeus e o início do tráfico transatlântico de escravizados, as religiões de matriz africana foram sistematicamente combatidas e reinterpretadas por uma ótica cristã, que via o mundo em termos absolutos de bem e mal. Exu, por sua natureza ambígua e seu papel de mediador entre mundos, foi rapidamente associado ao Diabo cristão.

Missionários católicos e pastores protestantes, sem compreender os fundamentos da cosmologia africana, passaram a retratar Exu como entidade maligna. Como analisa Luiz L. Marins em A Diabolização das Religiões Africanas, essa demonização não foi apenas uma ignorância conceitual, mas uma ferramenta ideológica para justif**ar a repressão cultural e religiosa dos africanos escravizados.

Esse sincretismo forçado e negativo teve consequências duradouras. A associação entre Exu e o Diabo consolidou-se na cultura popular brasileira, sendo reproduzida em novelas, filmes, músicas e discursos religiosos. Yvonne Maggie, em Orixás, Caboclos e Guias, demonstra como esse processo de marginalização alimentou o preconceito contra as religiões afro-brasileiras e seus praticantes, associando Exu à feitiçaria, ao “mal” e à criminalidade. Isso resultou na perseguição de terreiros, no silêncio forçado de práticas religiosas e na estigmatização de médiuns e sacerdotes.

Exu na Cultura Contemporânea: Símbolo de Empoderamento e Transgressão

Hoje, Exu ultrapassa os limites dos terreiros. Ele é símbolo de abertura de caminhos, de liberdade e de ruptura com modelos autoritários de pensamento. Exu está nas artes visuais, nas manifestações culturais de rua, nos coletivos afrodiaspóricos, nas universidades e até em campanhas publicitárias que buscam dialogar com a diversidade cultural brasileira. Sua imagem passa a ser reivindicada como instrumento de empoderamento, resistência e criatividade. Como afirma Muniz Sodré em O Terreiro e a Cidade, Exu é a chave que desestabiliza as fronteiras impostas entre o sagrado e o profano, entre o centro e a periferia, entre o possível e o impossível. Ele é, por excelência, a metáfora da transgressão criadora.

Conclusão: Exu, um Olhar Plural para o Brasil

Conclui-se, portanto, que Exu é muito mais do que os estereótipos negativos que ainda circulam no imaginário social. Ele é um orixá profundo, de múltiplas camadas simbólicas e com um papel essencial na manutenção do equilíbrio e da comunicação entre mundos. Sua trajetória no Brasil revela tanto as violências do racismo religioso quanto a potência da resistência cultural negra.

Ressignif**ar Exu é também um gesto político, uma maneira de reconhecer e valorizar a contribuição africana para a formação do Brasil. Como tal, a demonização de Exu deve ser vista como uma das formas mais explícitas de ignorância religiosa e preconceito étnico-cultural, ainda presentes em muitos discursos contemporâneos. A valorização de sua imagem e de seus fundamentos é um passo necessário para a construção de uma sociedade plural, que respeite as diferenças e celebre a riqueza de suas heranças espirituais.

Repensar Exu, portanto, é pensar o Brasil em sua diversidade. É compreender que a encruzilhada não é o fim, mas o começo de novos caminhos. É entender que o mensageiro ainda tem muito a dizer àqueles dispostos a ouvir.

E que, nas palavras dos antigos, antes de tudo e de todos, é preciso saudar: Laroyê Exu!

Axé

(Autor desconhecido)

A sincretização de Xangô com São João Batista se dá por diversas similaridades simbólicas e atributos que ambos comparti...
24/06/2025

A sincretização de Xangô com São João Batista se dá por diversas similaridades simbólicas e atributos que ambos compartilham, mesmo que de origens distintas:

Fogo e Calor: Tanto Xangô quanto São João Batista são fortemente associados ao elemento fogo. Xangô é o orixá do trovão, do raio e do fogo, que ele utiliza para purif**ar e transformar. As festas juninas, em homenagem a São João, são marcadas pelas fogueiras, que também simbolizam purif**ação, renovação e celebração. Essa conexão com o fogo é um dos pontos mais evidentes do sincretismo.

Justiça e Equilíbrio: Xangô é conhecido como o Orixá da Justiça, da lei e do equilíbrio. Ele é aquele que pondera as situações, buscando a retidão. São João Batista, em sua narrativa bíblica, é descrito como um profeta justo, que pregava a honestidade e a retidão, preparando o caminho para Jesus e batizando aqueles que buscavam a purif**ação. Essa ligação com a justiça e a verdade é um elo importante entre as duas figuras.

Poder e Liderança: Xangô é um orixá de grande poder, um rei governante na mitologia iorubá. Na Umbanda, ele é visto como um líder maduro e conhecedor. São João Batista, embora não um rei, teve uma figura de liderança espiritual e profética em sua época, sendo o último dos profetas a anunciar a chegada do Messias.

Data Celebrativa: Um fator prático que contribuiu para o sincretismo é a proximidade das datas de celebração. O dia de São João Batista é 24 de junho, e as festividades juninas, com suas fogueiras, naturalmente se alinharam com as celebrações e o simbolismo de Xangô para os praticantes das religiões de matriz africana.

Em resumo, o sincretismo de Xangô com São João Batista não é meramente uma sobreposição de imagens, mas sim uma intersecção de atributos e simbolismos que permitiram aos africanos escravizados manter suas crenças e práticas religiosas, dando-lhes uma "fachada" católica para escapar da perseguição, ao mesmo tempo em que preservavam a essência de sua fé em Xangô.

MUITAS POLÊMICAS NO AR! A Umbanda é uma religião brasileira que se estrutura sobre três pilares fundamentais: o culto ao...
16/06/2025

MUITAS POLÊMICAS NO AR!

A Umbanda é uma religião brasileira que se estrutura sobre três pilares fundamentais: o culto aos Orixás africanos, a conexão espiritual pautada nos ensinamentos kardecistas, e a sabedoria cristã, simbolizada por Jesus Cristo como o Grande Curador.

Existem preceitos e práticas cruciais que devem ser seguidos pelos terreiros, garantindo a essência e a seriedade da doutrina:

Gratuidade da Caridade - A caridade deve ser sempre gratuita. Cuidado com casas que cobram por entradas, trabalhos de limpeza, banhos ou insumos como velas. Os atendimentos espirituais, realizados por meio de Guias (entidades), também devem ser oferecidos de forma gratuita. Todo umbandista tem o direito de ser atendido para sanar questões terrenas, espirituais e emocionais.

Respeito e Orientação sobre Guias de Proteção - O uso de guias de proteção, guias de Orixás ou de linhas de trabalho específ**as do visitante não deve ser julgado, mas sim orientado. Se a pessoa se sente confortável em carregar o axé no peito, o papel do terreiro é auxiliar e orientar sobre os cuidados adequados com esses elementos.

Desenvolvimento Mediúnico Consciente - O desenvolvimento mediúnico não deve ser cobrado. Ele faz parte da vivência do umbandista ao se associar a um terreiro, que deve ser um espaço seguro para as práticas e conexões. O desenvolvimento mediúnico é um direito de todos, mas não pode ser banalizado. É fundamental ter um Sacerdote (Pai ou Mãe de Santo) que acompanhe a jornada e sustente um ambiente seguro para a chegada das entidades. Sem esse acompanhamento, a doutrina da Umbanda pode ser comprometida e utilizada indevidamente, especialmente em espaços não religiosos ou residências.

Velas: Canais Energéticos com Orientação - Velas são canais energéticos e seu uso requer orientação. Acendê-las de forma puramente "intuitiva", sem o respaldo da espiritualidade de um terreiro, pode abrir canais de conexão indevidos, atraindo energias negativas para sua casa.

Altar em Casa: Busque Orientação - A montagem de um altar em casa é um ponto sensível. Busque sempre a orientação de um terreiro de confiança antes de montá-lo e cultue de forma harmoniosa e direcionada.

Orixá não é Brinquedo! Saber quem rege seu Ori é um direito de todo umbandista. Contudo, entenda a seriedade dessa informação e não a banalize expondo seus Orixás em redes sociais ou buscando-a por vaidade ou ego. Conhecer seus Orixás é um ato sagrado que exige respaldo e desenvolvimento dentro da Doutrina Umbandista.

Preceito é Algo Sério - O preceito é algo sério. O consumo excessivo de álcool, cigarro e o uso de entorpecentes afetam diretamente o seu canal mediúnico. O uso desenfreado de bebidas dentro de terreiros, por exemplo, pode ser um ponto de atenção sobre a seriedade e a conduta daquele local.

Pais e Mães de Santo: Pilares, não Deuses - Pais e Mães de Santo não são Deuses na terra. Cuidado para não desumanizar essas figuras. Eles são pilares de sustentação do sagrado e verdadeiros professores sobre Umbanda, Caridade, Orixás e Espiritualidade. Lembre-se: eles também são humanos, se cansam e têm suas necessidades.

A Força das Ervas na Umbanda - A frase "Sem Folha não Tem Orixá!" resume a profunda conexão da Umbanda com a natureza e o poder das ervas. Os banhos de ervas são ferramentas poderosas que nos trazem fortalecimento energético, purif**ação profunda, proteção, energia e muito mais. Para aproveitar ao máximo esses benefícios, é essencial procurar entender das ervas, já que cada uma possui propriedades e finalidades específ**as. O primeiro passo para um uso consciente é conhecer suas características. Além disso, é fundamental receber orientações dentro do Terreiro; seu sacerdote ou sacerdotisa poderá indicar as ervas adequadas para cada situação, a forma correta de preparo e o momento ideal para utilizá-las, garantindo que você esteja alinhado com a espiritualidade. Por fim, é importantíssimo cuidar da sua espiritualidade com amor e respeito à natureza. Os banhos de ervas são um ato de fé e conexão, e devem ser utilizados com intenção e gratidão, honrando a sabedoria da natureza e os ensinamentos da Umbanda.

Espero que tenham gostado! Enviem suas dúvidas via mensagem privada!

Axé! Mãe Tatá.

**andoAUmbanda

Santo Antônio, o "Santo Casamenteiro", é uma figura de humildade e caridade, conhecido por auxiliar as pessoas em suas j...
13/06/2025

Santo Antônio, o "Santo Casamenteiro", é uma figura de humildade e caridade, conhecido por auxiliar as pessoas em suas jornadas amorosas. No Brasil, o dia 12 de junho marca o Dia dos Namorados, mas para muitos, é também o "último dia de solteirice", já que a fé em Santo Antônio sugere milagres e novos caminhos para o amor no dia 13.

Quando a cultura Yorubá chegou ao Brasil, seus praticantes, buscando manter suas crenças sob a opressão, criaram sincretismos religiosos. Santo Antônio, com sua simbologia de caminhos abertos, humildade e caridade, foi naturalmente associado a divindades africanas. Ele é sincretizado com o Orixá Exu, que no panteão africano, representa o movimento, o futuro, o ímpeto, o trabalho e a abertura de caminhos para a evolução terrena e espiritual. Exu é a própria palavra em ação, a comunicação que conecta o Orun (céu) e o Ayê (terra), o mensageiro entre as divindades e os seres humanos, e a energia oriunda de Olorun (o Deus Supremo) responsável pela fala e por todas as interações.

Além disso, Santo Antônio também é sincretizado com Ogum Xoroquê. Esta associação se dá pela força protetora e guerreira do santo, que se alinha com a energia de Ogum, o orixá do ferro, da guerra, da tecnologia e da abertura de caminhos através da superação de obstáculos. Ogum Xoroquê, em particular, é uma qualidade de Ogum que carrega também aspectos de Exu, reforçando a ideia de movimento e caminhos.

Assim, o dia 13 de junho celebra essas diversas conexões de fé. Santo Antônio, nascido Fernando de Bulhões em Lisboa, Portugal, em 1195, dedicou sua vida à pregação e à ajuda aos pobres. Conhecido por sua oratória poderosa e seus milagres, ele foi canonizado menos de um ano após sua morte, em 1232, pelo Papa Gregório IX. Ele pertencia à Ordem Franciscana e é, de fato, um dos santos mais populares do Brasil. Santo Antônio é patrono de diversas cidades brasileiras, como Santo Antônio da Patrulha (RS), Santo Antônio do Monte (MG) e Santo Antônio de Jesus (BA), entre outras.

Que neste dia, a fé e a simbologia de Santo Antônio, Exu e Ogum Xoroquê inspirem a abertura de caminhos para o amor, a prosperidade e a evolução em sua vida!

Viver da Macumba é bom, mas tem um preço. O cansaço físico e mental de um médium é algo ~quase~ inevitável. Buscar o equ...
08/05/2025

Viver da Macumba é bom, mas tem um preço. O cansaço físico e mental de um médium é algo ~quase~ inevitável. Buscar o equilíbrio entre as responsabilidades terrenas e espirituais deveria ser o primeiro tópico no 'Manual do Novo Médium' mas, infelizmente, tenho visto que o encantamento pela espiritualidade pode levar a pessoa a simplesmente esquecer de que o corpo tem limitação.

Nestes anos de experiência trago esse conselho embasada numa realidade que não só pertence ao meu universo. Tenho visto e ouvido as pessoas falarem sobre a falta de limites de terreiros em termos de horários e que, muitas vezes, o humano está exausto no dia seguinte e precisa trabalhar. Também já vivi isso na pele e reafirmo: não faz bem.

A busca pelo equilíbrio é uma tarefa que precisa ser amparada e ofertada pela casa e o médium também precisa aprender a sinalizar. O cansaço pode ser evitado com uma série de autocuidados: banhos de ervas, meditação, firmezas, autocuidado em geral, boas noites de sono e resguardo. Quando pisamos no Terreiro precisamos estar de corpo e alma e não só de corpo OU alma. Uma coisa precisa da outra, fato.

Para evitar um esgotamento mental é necessário ensinar a doutrina e ferramentas aos médiuns que eles coloquem em prática no dia a dia para sustentar a conexão. A Espiritualidade aguarda o momento certo para trabalhar, o médium não precisa correr. As casas não precisam correr.

Enfim, descansem. E se a rotina estiver apertada, questionem! Ser um Filho de Umbanda é entender que temos muitas responsabilidades, mas que se o nosso 'cavalo', 'b***o', 'instrumento', 'canal', ou seja, corpo; não estiver em ordem, como que conseguimos trabalhar?

Preceitos, boa alimentação, exercício físico e tempo de qualidade para lazer também complementam a caminhada pela espiritualidade para evitar a estafa mental e física. Então, organize-se! :)

Mais algum conselho? Dividia conosco aqui nos comentários.

Axé!

"Eu sou filho de São Jorge e não temo mal algum!" Salve São Jorge! Ogunhê, meu Pai!Que a tua espada, Pai Ogum, corte tod...
23/04/2025

"Eu sou filho de São Jorge e não temo mal algum!" Salve São Jorge! Ogunhê, meu Pai!

Que a tua espada, Pai Ogum, corte todos os males e nos conduza com coragem na estrada da vida. Que tua força inquebrantável e tua fé inabalável inspirem todos os filhos da Umbanda que te reconhecem também na imagem do Santo Guerreiro, São Jorge — o grande ferreiro, o guardião dos caminhos, o Senhor da Luta Justa.

No dia 23 de abril, todos os filhos e filhas de fé voltam seu coração para ti. Porque ser filho(a) de Ogum é carregar no peito a coragem de seguir, a estratégia de guerrear com sabedoria, e a disciplina de vencer batalhas externas e internas com honra.

Carregar e honrar esta divindade é se emocionar com o toque do atabaque, é sentir o coração pulsar ao ouvir teu nome, é se encher de amor, esperança e força renovada.

Exu abre os caminhos para Ogum passar.
Ogum abre os caminhos para Oxalá iluminar.
E nesse fluxo sagrado, caminhamos com firmeza, fé e propósito.

Hoje é dia de feijoada, de oferenda, de oração e louvor.
Hoje é dia de inspiração, de força espiritual, de exaltação.
Hoje é dia de São Jorge, hoje é dia de Ogum.

Ogunhê, meu Pai! Patakori Ogum!
Que tua luz nos guie sempre!

Você já duvidou do que o seu Guia falou?  Calma... Todo médium passa por isso!  Durante a jornada espiritual de desenvol...
18/03/2025

Você já duvidou do que o seu Guia falou? Calma... Todo médium passa por isso!

Durante a jornada espiritual de desenvolvimento mediúnico, um dos pontos que, em tese, mais demora para se firmar é a confiança do médium no que é dito pela entidade na incorporação. Muitas vezes, nos questionamos e até nos surpreendemos com o que foi dito, pois talvez enxergássemos aquilo de forma diferente.

É NORMAL TER INTERFERÊNCIA?

Sim! A interferência na fala é algo normal de acontecer. No começo, ninguém consegue não interferir.
"Ah, mas eu sou médium inconsciente!"Será mesmo?

Na Umbanda, de forma geral, o médium tem incorporação consciente, justamente para poder aprender durante os atendimentos. Claro, existem aqueles que precisam de mais doutrina, que precisam fechar melhor o canal, e isso faz parte do processo. Mas na Umbanda, isso não é visto como um erro.

E, mais uma vez, estamos generalizando, pois esse é um tema polêmico! Há quem defenda a incorporação inconsciente, e isso daria outro post inteiro.

SOU EU OU É A ENTIDADE?

Agora, quantas vezes você já não se questionou: "Sou eu ou é a entidade? Será que tive interferência?". Isso é normal. Esse processo leva tempo e requer desenvolvimento. Por isso, é essencial:
✅ Estar ativo no terreiro
✅ Participar dos cursos
✅ Buscar orientações sobre a incorporação
✅ Praticar meditação semanalmente
✅ Manter os banhos de Ori em dia
✅ Trabalhar o relaxamento físico e mental

Todas essas ferramentas ajudam a garantir uma boa incorporação e a reduzir as interferências. E se ainda assim acontecer? Bem, espera-se que a casa tenha responsáveis pelo desenvolvimento mediúnico para orientar e acompanhar esse processo.

QUANDO ESTAREI PRONTO?

Se te colocaram para atender o público, isso deveria signif**ar que você está pronto e que a casa confia na sua mediunidade. Agora, se a entidade se exalta, xinga, bebe e fuma em excesso, dá show na hora de incorporar, pede um monte de coisas e age como se mandasse no terreiro... polêmica: você está mesmo na Umbanda? O processo de incorporação na Umbanda deve ser discreto e leve. Esse "show" que vemos por aí reflete mais o ego do médium do que qualquer outra coisa. A Umbanda é sobre caridade e acolhimento, não um palco para exuberância e performance.

COMO CUIDAR PARA EVITAR PROBLEMAS?

📖 Estudo, entrega, desenvolvimento e orientação.

Sempre recebo relatos de pessoas que não têm acesso aos sacerdotes, que o desenvolvimento dura um ano, ou que a casa cobra pelo desenvolvimento ou exige coisas materiais dos médiuns. Gente, onde está a simplicidade? Se você sente a manifestação dos seus guias, procure um terreiro que não complique mais do que já é. Estude sobre mediunidade, busque fontes seguras, pergunte! Vejo um movimento preocupante dentro da Umbanda: o silenciamento e isolamento dos médiuns iniciantes, como se fossem pessoas julgadas como não aptas ao trabalho espiritual. Será?

Todos merecem atenção, orientação e, acima de tudo, respeito.

Cada médium tem seu tempo para desenvolver e não existe uma única metodologia que possa engessar esse crescimento. O individualismo dos médiuns precisa ser assistido e cuidado. Fico triste ao ver médiuns cheios de Axé e preparados sendo colocados de escanteio apenas porque o terreiro tem regras em cima de regras.

Enfim, a mediunidade deve ser tratada com carinho e dedicação, tanto pelo médium quanto pela casa.

Axé!

Endereço

São Paulo, SP

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