19/08/2026
🪘 Enquanto houver tambor, haverá memória.
Enquanto houver canto, haverá resistência.
Enquanto houver terreiro, haverá ancestralidade.
É a voz de um povo que aprendeu a transformar dor em resistência, silêncio em canto e ancestralidade em força. É o toque que atravessou gerações, carregando consigo histórias que muitas vezes tentaram apagar mas que nunca deixaram de ecoar.
Na Umbanda, quando o tambor chama, não é apenas música.
É chão vibrando.
É corpo lembrando.
É ancestralidade respirando.
É a cultura preta dizendo, mais uma vez: nós estamos aqui.
Cada toque guarda uma história. Cada canto carrega uma memória. Cada mão que toca o tambor se torna elo entre quem veio antes, quem está aqui e quem ainda virá.
Por isso, hoje, minha homenagem é à nossa curimba.
Aos que cantam. Aos que tocam. Aos que sustentam a gira através da música. Aos que aprenderam com quem veio antes e seguem ensinando sem sequer perceber que, naquele momento, estão mantendo viva uma herança ancestral.
Que nunca nos falte coragem para honrar nossas raízes.
Porque quando a curimba toca, nossos ancestrais não são passado.
Eles são presença.
Axé àqueles que mantêm o tambor vivo.
E respeito à cultura preta que nos ensinou que sobreviver também pode ser uma forma de cantar.