27/05/2026
Informativo oficial
O que constrói um terreiro é, além da coragem, o compromisso e dedicação. Somando eles chegamos a principal coluna que sustenta a espiritualidade: o comprometimento.
Ontem a filha da casa do Pai Thomé de Aruanda, Cida Baptista, concluiu sua passagem pela terra e retorna ao berço de sua mãe, Nanã Buruque.
Dos 21 anos da casa do Pai Thomé, por 18 anos Cida esteve dedicada em prol da caridade, do amor e da escolha diária de viver a umbanda como seu amuleto, semanalmente dedicando sua vida e espiritualidade em prol de deixar dezenas de consulentes mais aliviados através de um passe.
Cida teve momentos de dor, mas mesmo fraca esteve de pé para acolher e abraçar aos que, por alguma razão, estavam mais fracos que ela. Ser médium é isso; deixar de lado suas próprias feridas para ajudar ao próximo, com a caridade. Sendo uma médium de cura ela bem sabia da responsabilidade que um abraço do seu preto velho teria na vida de outra pessoa.
18 anos não se pode resumir em poucas palavras. Hoje nossos corações se encontram abatidos, mas felizes em saber que agora ela poderá descansar as dores da carne enquanto retorna ao mundo espiritual.
Nossa homenagem a Cida não permite que usemos fotos em preto e branco, se ao longo de 18 anos ela coloriu tantas vidas.
Como o próprio Pai Thomé nos ensina: "Na umbanda somos todos como um grão de areia, mas sem esse grão, a praia não seria a mesma".
Obrigado pelos anos de dedicação, sabemos que hoje estamos nos despedindo da carne, mas o espírito permanecerá em nossa corrente pela eternidade.
Nossos sentimentos aos que acompanharam o processo de perto e se dedicaram a Cida, certamente tornaram os dias dela mais felizes.