Templo de Pesquisa e Práticas Umbandistas " Caminhos de Oxala"

Templo de Pesquisa e Práticas Umbandistas " Caminhos de Oxala" Nossa Missão
Não queremos apenas ser mais um terreiro de umbanda. Quereremos uma Umbanda que seja um Estado de Espírito.

Quereremos um centro de solidariedades, onde todos sofram as aflições e comemorem o justo regozijo de cada um.

02/04/2026

Só relembrando!!!
A Páscoa para os umbandistas
Apesar de já ter postado anteriormente sobre o significado da Páscoa para os umbandistas, mas por ver muitos irmãos de fé agirem como se fossem católicos, é que resolvi voltar a falar sobre os rituais e simbolismos católicos nesta data.
Jejuar, não comer carne, comer peixe e bacalhau = esta é uma tradição especificamente católica, que está tão arraigada na mente das pessoas, por milênios de monopólio da Igreja Católica no mundo, que as pessoas repetem este rito sem ao menos se perguntarem qual é o fundamento. Em primeiro lugar, desculpa informar, mas peixe também é carne. Em segundo lugar, espíritas e umbandistas verdadeiros não seguem este ritual católico. É certo que não há, nas sagradas escrituras (Bíblia), nenhuma norma ou referência que regulamente o consumo de peixe na semana santa. Esta foi uma prática regulamentada por interesses comerciais do Vaticano. Sim, o Vaticano! Isto porque o Vaticano, na virada dos séculos XV e XVI, financiava a maior parte das expedições marítimas e era proprietário da maior frota de bacalhoeiros (barcos de pesca de bacalhau). Acontece que seus armazéns estavam abarrotados de bacalhau, quase não havia saída, seu consumo era muito baixo, pois naquela época as pessoas eram ainda mais carnívoras. Então, antes que sua mercadoria de bacalhau estragasse, pensaram em como escoar a produção, advindo daí a ideia de maximizar seus lucros, com o Vaticano e seus padres proibindo o consumo de carne na Quaresma, dizendo que era pecado e que podiam substituir a carne dita vermelha por peixes e bacalhau. Não deu outra: o consumo de bacalhau explodiu! Grande sacada comercial! E até hoje as pessoas repetem este ritual e nem se perguntam por que... Além do mais, se a ideia é o sacrifício, é jejuar, não tem cabimento se fartar de pratos feitos de peixe e bacalhau! Falando em sacrifício, a Umbanda não trabalha com esta estória de sacrifício, pois não adianta a pessoa "se sacrificar" na semana santa e passar o resto do ano sendo egoísta, mau, fofoqueiro, maledicente e outros tantos defeitos. Os Orixás e Entidades desejam que as pessoas evoluam espiritualmente, praticando a caridade e sendo boas umas com as outras, tratando-se como irmãos.
Ressurreição = a Umbanda não acredita na ressurreição, mas sim na vida eterna e na reencarnação. Ressurreição, segundo o dicionário, é renascer, é o corpo físico voltar à vida. Ora, sabe-se que isto é cientificamente impossível e que todos os nossos Orixás, Entidades e espíritos iluminados, falam em vida após a morte física, o espírito vive, mas a carne (corpo) não. Então, não tem cabimento chorar e se lamentar pela morte de Jesus Cristo (Oxalá para nós umbandistas). Na verdade, ele não morreu, apenas foi para outra dimensão, uma dimensão muito melhor e superior, devido a sua adiantada evolução espiritual. Respeita-se o sacrifício físico que o grande Mestre se impôs e mais ainda respeita-se o ensinamento que ele quis passar: que existe vida após a morte e que a vida espiritual é mais importante do que a vida carnal. Portanto, Páscoa, para nós umbandistas, é época de reflexão e agradecimento a Oxalá pelo ensinamento e exemplo repassado. Mas sem sacrifícios, pois o fato de estarmos vivendo neste planeta de provações já é sacrifício suficiente...
Ovo e coelho de chocolate = o ovo e o coelho são símbolos de fertilidade desde a antiguidade. Entre diversos povos, era hábito presentear nesta data com ovos de verdade pintados e coloridos, como forma de lembrar a passagem dos hebreus pelo deserto. Os franceses tiveram a ideia de fazer estes símbolos de chocolate. Outra grande sacada comercial! Muito gostosa, por sinal... Não que devemos abandonar este ato, até porque é um gesto simpático presentear as pessoas queridas com algo que simboliza carinho e doçura, mas sem nos endividarmos o restante do ano por causa deste costume...
Então, como o umbandista deve se comportar perante a Páscoa? Simplesmente respeitando e agradecendo em oração a Cristo, mas não apenas nesta época, mas durante toda a sua vida. Devemos continuar em nossa missão de ajudar o próximo, sermos caridosos e procurarmos sempre melhorar como seres humanos.
Feliz Páscoa a todos os irmãos de fé!

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21/03/2026

A parábola da verdade e a mentira

Era uma vez, em uma terra distante, duas figuras que representavam conceitos universais: a Verdade e a Mentira. Ambas eram amigas, mas suas naturezas eram diametralmente opostas.

A Verdade era uma luz brilhante, que iluminava o caminho daqueles que buscavam entendimento e justiça. Ela era clara, firme e constante, mesmo diante das dificuldades. Sempre falava com sinceridade e mostrava o que realmente era, independentemente de quem estivesse ouvindo.

A Mentira, por outro lado, era uma sombra sutil, que se escondia nas palavras doces e nas aparências enganosas. Ela adorava criar histórias e confundir as pessoas, fazendo com que acreditassem em algo que não era real. Sua beleza era passageira, pois sua essência era a ilusão.

Um dia, uma jovem chamada Sabedoria encontrou-se diante de uma encruzilhada. Ela tinha que escolher entre seguir a Verdade ou a Mentira. A Verdade lhe prometeu liberdade e paz, mesmo que fosse difícil enfrentar a verdade. A Mentira, por sua vez, ofereceu facilidades e atalhos, embora fosse uma estrada perigosa.

Sabedoria pensou por um momento e decidiu seguir a Verdade. Ao fazer isso, ela enfrentou dificuldades, mas também descobriu a força do caráter e a paz que vem ao saber que está vivendo de acordo com a realidade. Com o tempo, ela percebeu que a mentira pode parecer atraente no começo, mas sempre traz consequências ruins, pois destrói a confiança e a integridade.

Assim, a parábola da Verdade e da Mentira nos ensina que, embora a mentira possa parecer mais fácil ou mais atraente por um instante, é a Verdade que nos leva a uma vida plena, baseada na honestidade e na autenticidade. E, no final, prevalece aquele que escolhe ser verdadeiro consigo mesmo e com os outros.

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19/03/2026

A morte é um dos fenômenos mais universais e inevitáveis da condição humana. Desde os tempos mais remotos, ela tem sido tema de reflexão, medo, esperança e questionamentos filosóficos, religiosos e científicos. Sua presença na vida de todas as pessoas nos leva a refletir sobre o significado da existência, o valor do tempo e a forma como encaramos o fim de nossa jornada terrena.

Para muitas culturas, a morte representa uma passagem para uma nova etapa, seja ela espiritual, reencarnatória ou uma união com o universo. Em religiões como o Cristianismo, o Islã e o Hinduísmo, ela é vista como uma transição para uma vida após a morte, carregada de esperança ou punição, dependendo do comportamento durante a vida. Já para outros, a morte é o encerramento definitivo da consciência, uma pausa definitiva na existência. Independentemente da crença, ela nos lembra da finitude da vida e da importância de aproveitar cada momento com intensidade e propósito.

Do ponto de vista filosófico, a morte desperta questões sobre o sentido da vida e a autenticidade de nossas ações. O filósofo francês Martin Heidegger afirmou que a consciência da finitude é o que dá autenticidade à nossa existência, incentivando-nos a viver de forma plena, sem deixar para depois o que podemos fazer hoje. A morte, assim, não deve ser vista apenas como um final triste, mas como uma motivação para valorizar o presente, fortalecer nossos laços e buscar um significado maior em nossas ações.

No aspecto emocional, a morte de entes queridos causa dor, luto e reflexão sobre o legado deixado. É um momento de despedida difícil, mas também de reconhecimento da importância daqueles que marcaram nossas vidas. O processo de luto ajuda a aceitar a perda e a entender que, mesmo ausentes fisicamente, o amor e as memórias permanecem vivos em nossos corações.

Por fim, a morte nos convoca a pensar sobre o que realmente importa. Ela nos lembra de que a vida é passageira e que devemos cultivar valores como amor, solidariedade, gratidão e esperança. Encarar a morte com compreensão e aceitação pode nos ajudar a viver de forma mais consciente, valorizando cada dia e deixando um legado de humanidade e compaixão.
A morte é uma realidade que transcende culturas e épocas, desafiando-nos a refletir sobre o sentido da vida e a maneira como a vivemos. Ao aceitá-la como parte do ciclo natural, podemos aprender a valorizar ainda mais a preciosidade do tempo que nos foi concedido.

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09/02/2026

LEIAM COM ATENÇÃO E DEIXE SEU COMENTÁRIO.
REFLEXÃO: CURSOS E FORMAÇÃO DE MÉDIUNS.
A conformidade do Povo de Umbanda. O sagrado tornou-se um meio altamente lucrativo, hoje em dia tem Dirigentes de terreiros, Pais e Mães de Santo ministrando cursos de magias, incorporação, ervas, pontos riscados, pontos cantados, defumações, danças, assentamentos de Orixás e Guias etc. etc. etc. Pasmem, cursos de Pai e Mãe de Santo com Diploma EAD ou presencial. Quando você abre seu note book ou PC se depara na internet, Instagram, Youtube, facebook , podcast entre outras plataformas ofertando cursos com diplomas disso e aquilo, muito triste isso se não fosse trágico. Não sou contra ensinar, esclarecer, informar seus médiuns, pois cada casa tem um fundamento que é passado ao dirigente gratuitamente pelo seu guia chefe." VIVER PARA A UMBANDA E NÃO DA UMBANDA". Tentaram codificar á umbanda, até criar uma "Bíblia" Umbandista com um Papa. O médium é um ser ávido de conhecimento tornando-se presa fácil na mão dos ditos gurús e cursos, formando cegos dirigindo cegos.
A reflexão apresentada aborda uma preocupação legítima com a autenticidade e a integridade da prática da Umbanda na contemporaneidade. A seguir, faço uma análise e comentários sobre os pontos levantados:
1. Comercialização e Lucro Excessivo:
A transformação do sagrado em uma mercadoria, com a oferta de cursos, diplomas e formações pagos, muitas vezes com a promessa de conhecimento que deveria ser passado de forma tradicional e espiritual, levanta questões sobre a preservação dos princípios éticos e espirituais da Umbanda. A espiritualidade deve ser acessível e baseada na transmissão de saberes de forma responsável, não na busca por lucros.
2. Formação e Capacitação:
Embora a formação de médiuns e dirigentes seja importante, ela deve respeitar os fundamentos tradicionais e espirituais. Cursos de curta duração, oferecidos de forma indiscriminada, podem distorcer ou simplificar conhecimentos que exigem dedicação, vivência e conexão com os guias e o terreiro.
3. Digitalização e Oferta de Cursos:
A presença de plataformas digitais amplia o acesso ao conhecimento, mas também aumenta o risco de superficialidade, de formação de médiuns e dirigentes sem a devida preparação. A responsabilidade de orientar e formar médiuns de forma sólida recai sobre os dirigentes e guias sérios, que devem zelar pela autenticidade dos ensinamentos.
4. Autenticidade e Fidelidade à Tradição:
A frase "Viver para a Umbanda e não da Umbanda" é um alerta para a importância de manter a essência da religião, priorizando a vivência, o compromisso espiritual e a fidelidade aos princípios tradicionais, ao invés de buscar apenas ganhos materiais ou notoriedade.
5. Risco de Codificação e Estruturas Institucionais:
A tentativa de criar uma espécie de "bíblia" umbanda, com uma autoridade centralizada semelhante a um "Papa", pode ameaçar a diversidade e a liberdade de expressão dentro da religião. Cada terreiro e cada guia possuem sua própria forma de interpretar e praticar a umbanda, o que é uma riqueza, mas também um desafio para manter a unidade e a autenticidade.
6. Médiuns e Gurus:
O médium deve ser um canal de conexão com os guias e não um produto de consumo ou uma figura de autoridade baseada apenas no conhecimento técnico ou em diplomas. A formação deve ser feita com responsabilidade, amor e dedicação, sempre respeitando o desenvolvimento espiritual do médium.
Conclusão:
A preocupação com a mercantilização e a distorção da essência da Umbanda é válida e deve ser debatida continuamente. É fundamental valorizar a tradição, a ética, a vivência e a conexão espiritual verdadeira, evitando que interesses comerciais e a busca por notoriedade obscureçam o verdadeiro propósito da religião: a ajuda, o crescimento espiritual e o respeito às entidades e aos fundamentos ancestrais.

MOLINARI

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PESQUISA: UMBANDA X PSICOLOGIA X NEUROCIÊNCIAA psicologia como ciência busca explicar o comportamento humano e processos...
04/02/2026

PESQUISA: UMBANDA X PSICOLOGIA X NEUROCIÊNCIA

A psicologia como ciência busca explicar o comportamento humano e processos mentais, enquanto a religião de Umbanda envolve crenças espirituais e práticas religiosas. Embora ambas tenham perspectivas diferentes, não necessariamente devem estar em conflito. É importante reconhecer que a psicologia e a neurociência não têm como objetivo invalidar fenômenos espirituais ou religiosos, mas sim fornecer explicações e compreensões baseadas em métodos de investigação científica.

A psicologia pode estudar e analisar os fenômenos relacionados à religião de Umbanda do ponto de vista psicológico, como a influência das crenças e práticas religiosas nas emoções, comportamentos e bem-estar dos indivíduos. Isso pode incluir a exploração das experiências espirituais, rituais, tradições, papéis sociais e aspectos psicossociais da religião de Umbanda.

A neurociência, por sua vez, pode contribuir para a compreensão dos processos neurológicos que ocorrem durante as práticas religiosas, como a meditação e os estados alterados de consciência. Estudos de neuroimagem, por exemplo, podem ajudar a identificar os padrões de atividade cerebral associados a essas práticas e a compreender como elas afetam o cérebro e a mente.

No entanto, é importante destacar que a psicologia e a neurociência não podem provar ou invalidar a existência de entidades espirituais ou de fenômenos sobrenaturais. Esses são temas que estão além do escopo da ciência, pois envolvem questões de fé, crenças pessoais e experiências subjetivas.

MOLINARI

Prezados irmãos na Fé,É com grande alegria que comunicamos a última gira de encerramento de nosso ano litúrgico, que aco...
02/12/2025

Prezados irmãos na Fé,
É com grande alegria que comunicamos a última gira de encerramento de nosso ano litúrgico, que acontecerá em 03/12/2025. Encerramos mais um ciclo com perseverança e fé, enfrentando muitas lutas, tropeços e quedas, mas sempre amparados pelos nossos Orixás e Guias Espirituais, que nos sustentaram e fortaleceram para seguir em nossa jornada de evolução.
Reconhecemos que os tropeços e perdas podem abalar nossa autoestima, afetando pessoas que amamos e bens materiais, porém, muitos poderão afirmar que este foi um ano de conquistas e vitórias. Contudo, valorizamos sobretudo os aspectos emocionais e afetivos que cultivamos ao longo do caminho.
Face a tudo isso, somos gratos e abençoados pelos nossos queridos, “BOIADEIROS”, Abrimos 2025 com eles e fechamos o mesmo que com seu laço e sua toada vêm resgatar o que ficou para trás, promovendo a cura das feridas em nossas almas, muitas vezes ocasionadas pelos espinhos na aridez dos caminhos que trilhamos.
Que possamos encerrar este ciclo com gratidão e esperança renovada para o próximo ano.
Marromba Getruá Seo Boiadeiro
Tríade Sagrada: Pai Xangô, Mãe Yansã e Pai Ogum
Axé e bênçãos a todos
Molinari e Fátima.

consagração a YemanjáEstamos as vésperas de mais uma consagração a nossa Divina mãe Iemanjá. Devemos nos conscientizar e...
30/11/2025

consagração a Yemanjá
Estamos as vésperas de mais uma consagração a nossa Divina mãe Iemanjá. Devemos nos conscientizar e começarmos a desenvolver, um novo relacionamento entre religião e o meio ambiente.
A Umbanda prega a simplicidade e o retorno à Natureza e tem como fundamento o culto aos Orixás e a prática de Oferendas como forma de reverenciá-los. Não podemos transformar reverência em desrespeito. O planeta pede socorro! Toneladas de lixo contaminam as praias e matam peixes e animais marinhos em geral com resíduos plásticos, vidros e isopores que são jogados ao mar muitas das vezes como oferenda, será isso que nossa Mãe Yemanjá quer? Obvio que não!
Milhares de pessoas vão as praias neste mês de Dezembro de norte a sul deste Pais, muitos a passeios e muitos numa missão religiosa, porém a falta de estrutura oferecida a população no que tange a coleta de lixo, segurança , ambientes sanitários adequados, estacionamentos etc etc etc...e principalmente a falta de respeito e educação colaboram para um cenário triste e desolador. Algumas iniciativas por parte de federações e associações de Umbanda e candomblé no tocante a organização do evento acabam encarecendo e inviabilizando devido as altas taxas cobradas na ocupação do solo e sem oferecer as estruturas adequadas.
Face ao exposto, nossa casa não participa mais desse evento e por respeito a natureza e a Divindade, já alguns anos fazemos a consagração no nosso próprio terreiro.

·POEMA "O MAR DE UM MARINHEIRO"Sob o céu de anil, o mar se estende, Misterioso e vasto, que nunca se rende. Suas ondas d...
26/10/2025

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POEMA "O MAR DE UM MARINHEIRO"
Sob o céu de anil, o mar se estende, Misterioso e vasto, que nunca se rende. Suas ondas dançam em ritmo sem fim, Segredos antigos, guardados por si.
Brisa salgada, perfume de liberdade, Carrega histórias, traz saudade. Reflete o sol, dourado e brilhante, Canta canções de um mundo distante.
Na espuma branca, sonhos a se desfazer, Na calmaria, paz a envolver. Mar, eterno amante, de mistérios sem par, Tu és poesia, és vida a pulsar

POVO CIGANO, SUA HISTÓRIA, ORIGENS E ETNIAS.O povo cigano, também conhecido como ciganos ou romani, possui origens étnic...
21/09/2025

POVO CIGANO, SUA HISTÓRIA, ORIGENS E ETNIAS.
O povo cigano, também conhecido como ciganos ou romani, possui origens étnicas que remontam às regiões do Norte da Índia e Paquistão, especialmente ao grupo étnico conhecido como os povos indo-arianos. Estima-se que sua migração começou por volta do século IX ou X, passando por diferentes áreas do Oriente Médio e do Norte da África antes de chegarem à Europa.
Ao longo dos séculos, os ciganos desenvolveram uma cultura distinta, marcada por sua língua própria — o romani — e por tradições culturais únicas. São um povo nômade ou seminômade, embora muitos atualmente tenham estabelecido comunidades fixas. Sua identidade étnica é rica e complexa, resultado de uma mistura de influências indiana, europeia, árabe e de outros povos com os quais tiveram contato ao longo de sua história.
Resumindo, as origens étnicas do povo cigano são principalmente indianas, com uma história de migração e intercâmbio cultural que contribuiu para a sua identidade distinta.
As comunidades ciganas, também conhecidas como povos Romani ou Romaní, são um grupo étnico diverso com uma presença global significativa. A seguir, apresento uma visão geral sobre subgrupos e comunidades ciganas ao redor do mundo:
1. Principais subgrupos ciganos
Os ciganos não formam uma comunidade homogênea; eles se subdividem em diversos grupos, muitas vezes com línguas, tradições e costumes específicos. Alguns dos principais subgrupos incluem:
• Roma (Romani): O maior grupo cigano, distribuído principalmente na Europa, com várias subcategorias baseadas em regiões de origem e dialetos. Exemplos:
o Kalé (ou Kale): Uma das maiores comunidades Romani na Europa Ocidental, especialmente no Reino Unido, França e Espanha.
o Vlax: Originários da Valáquia, na Romênia, com dialetos Vlax.
o Lovari: Encontrados principalmente nos Balcãs e na Hungria.
o Sinti: Comunidades na Alemanha, França, Itália e Suíça.
o Romungro (ou Hungarian Roma): Distribuídos na Hungria e Eslováquia.
• Ciganos de origem turca e balcânica: Como os Balkan Roma e Turco Roma.
• Gitanos: Comunidades ciganas na Espanha, que têm uma cultura distinta e uma história própria.
• Manush: Comunidades ciganas na Turquia e na França.
2. Distribuição geográfica das comunidades ciganas
• Europa: Principalmente na Europa Oriental, Central e Sul, incluindo países como Romênia, Bulgária, Hungria, Eslováquia, República Tcheca, Sérvia, Croácia, Espanha, França, Itália e Grécia.
• Ásia: Origem dos Romani é frequentemente atribuída à Índia, especialmente ao norte do subcontinente, com migrações que ocorreram há vários séculos. Existem comunidades ciganas na Índia, Turquia, e outros países asiáticos.
• América: Comunidades ciganas estabelecidas em países como Brasil, Estados Unidos, México, Argentina, entre outros, muitas vezes resultado de migrações recentes.
• África: Algumas comunidades ciganas, especialmente na África do Norte, como no Marrocos e na Tunísia.
4. Desafios e questões atuais
As comunidades ciganas frequentemente enfrentam marginalização, discriminação, acesso limitado à educação e saúde, além de dificuldades na preservação de suas culturas e línguas.
CONCLUINDO: Saber e ter o conhecimento da história do povo cigano, suas raízes, grupos e subgrupos, corroboram para que possamos ter uma compreensão e sinergia na manifestação desses espíritos na linha de Umbanda.
T.P.P.U” CAMINHOS DE OXALÁ”
MOLINARI

03/08/2025

A trajetória do ser humano, em sua dimensão psicológica e espiritual, é marcada por períodos de obscuridade, introspecção profunda e desafios internos. Esses momentos de crise, muitas vezes acompanhados de sentimentos de desespero e vazio, representam convites ao mergulho nas profundezas da alma e ao enfrentamento de aspectos inconscientes que carregamos.

Nessa busca por autoconhecimento, emergem camadas ocultas do nosso ser — memórias esquecidas, sombras psicológicas e aspectos de nós mesmos que não reconhecemos facilmente. Essas sombras representam experiências passadas, traumas e desejos reprimidos que, quando confrontados com coragem e maturidade, podem ser iluminados e ressignificados. A tristeza profunda e até a depressão são, muitas vezes, sinais de que é hora de explorar esses recantos internos, que guardam lições essenciais para nossa evolução.

A travessia noturna da alma, conceito inspirado por São João da Cruz, simboliza esse período de crise de fé e de sentido, uma fase de purificação onde o ego se desfaz de suas ilusões para se reconectar com a essência divina. Essa crise, longe de ser patológica, é uma etapa necessária para a reconstrução de uma nova consciência mais alinhada com o propósito maior do espírito.

Antes dessa travessia, a alma passa por "ensaios" — experiências de fracasso, desilusão e tristeza — que atuam como sinais de que estamos no caminho de transformação. Nesse processo, nossas faculdades inatas, como a intuição, ética, senso de justiça e bondade, tornam-se bússolas internas que nos orientam. Mesmo quando nos desviamos, o Criador ou as forças superiores nunca nos abandonam; somos amparados por inspirações, guias e mestres espirituais, encarnados ou não.

No campo do inconsciente, tudo o que desconhecemos de nós mesmos reside na penumbra. O confronto com essas partes ocultas exige que desmontemos as defesas do ego, permitindo que a luz da consciência ilumine nossas sombras — medos, culpas e vergonhas reprimidos. Essa jornada de autoconfronto revela a dualidade inerente à existência: o conflito entre luz e sombra, bem e mal, instinto e razão. O verdadeiro caminho não é vencer essa dualidade, mas integrá-la, aceitando todas as nossas facetas de forma incondicional, promovendo uma profunda transformação interior.

A intuição, como voz da alma, desempenha papel fundamental nesse percurso. Ela fornece lampejos de sabedoria que orientam nossas escolhas além do raciocínio lógico. Desenvolver a confiança na intuição demanda o amadurecimento da mente espiritual, que amplia nossa percepção e nos conecta com a inteligência do espírito. Quanto mais ouvirmos essa voz interior, maior será nossa capacidade de navegar com autenticidade pela jornada.

Por fim, a travessia pela obscuridade é, na verdade, um caminho de volta ao lar — à nossa essência divina. Ao confrontarmos corajosamente as sombras, aceitarmos a dualidade e escutarmos a intuição, operamos uma verdadeira alquimia interna: transmutamos dor em propósito, medo em liberdade e escuridão em luz. Assim, mesmo que a noite seja longa e o mergulho profundo, ela anuncia o nascimento de um eu mais íntegro, consciente e luminoso, prenúncio de um novo amanhecer espiritual.

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24/06/2025

SIMPLES ASSIM !!!
Muitas vezes as pessoas acham que a Umbanda, mais precisamente, os Guias Espirituais estão a disposição para adivinhações, para dizer as coisas que almejam, como marido, negócios estão para acontecer, e detalhe, muitas vezes tem que acontecer do jeito que foi planejado, saber de amores que sumiram, e por ai vai...! Claro, que os Guias tem permissões de falar algumas coisas, como: "Tem tudo para dar certo, mas faça sua parte", "A pessoa que você almeja está próxima, mas olhe para os lados", "estamos ajudando para que tudo acontece, mas não vacile nos caminhos, Orai e Vigiai", alguns trabalhos de ajuda como mandalas, magias, descarrego, desobsessão...mas seguramente, nunca adivinhações ou previsões, se assim fosse, não precisaria ter pessoas desaparecidas, era só ir a um terreiro de Umbanda, também não precisaríamos mais de remédios e nem de médicos encarnados, estaríamos famosos pelos nossos milagres...O que existe meus irmãos é força, determinação, fé, vontade, aliados aos trabalhos espirituais que nossos queridos Guias através de nossos Orixás nos oferece, e assim alcançar o merecimento de ser curados, de receber bens materiais que lutou para obter, mas o maior de todos, de receber os bens espirituais para crescer e evoluir.
A vida é feita de escolhas, diariamente podemos escolher qual o caminho a seguir e nesta escolha mudar acontecimentos, como por exemplo posso ir a uma festa e conhecer uma pessoa legal ou decidir ficar em casa e assistir televisão, também posso acordar pela manhã e sair para trabalhar, mas sem antes xingar São 'Pedro pela chuva, ou acordar e aceitar a previsão do tempo, colocar sapatos mais fechados no caso se for mulher ou um sapato de couro se for homem, deixando o tênis de lado e chegar ao trabalho dando bom dia a todos, pois graças a Olorum temos trabalho , temos um ganha pão. Eu escolho meus caminhos, eu escolho como cumprir meu carma, ou eu o cumpro da melhor maneira possível, ou da pior maneira possível, isso se chama "LIVRE ARBÍTRIO". Ao reencarnarmos nós escolhemos as dividas a serem pagas, então escolhemos a família, condição social, pessoas que nos cercam e os grandes acontecimentos que iremos ser testados, são as provas terrenas. Concordam que aqui é a grande escola da vida da qual precisamos fazer provas para ver se passaremos de ano, ou permaneceremos na mesma série ou grau escolar? assim é a grande roda da vida.
Então você pode perguntar, se eu faço meus caminhos, pra que vou a um TERREIRO para ser ajudado? ai eu pergunto: Porque uma pessoa precisa ir a escola?, para aprender, não é verdade? Nossos amados Guias são nossos professores, psicólogos, pais, irmãos, amigos, profundos conhecedores da leis de Deus e vem n os ensinar a andar, ensinar qual melhor caminho a trilhar...como diz Emmanuel:" O pastor conduz seu rebanho, mas quem tem que caminhar são as ovelhas" eu adoro essa frase, ela representa bem que devemos fazer e a quem seguir. JESUS ao curar dizia " VAI QUE TUA FÉ TE CUROU" a doutrina nos explica as enfermidades e curas e qual atuação para se chegar a uma cura, depende de pensamentos e vontades da pessoa que os guias benevolentes trabalham nos fluidos já impregnados das qualidades do pensamento e sentimentos que os fazem vibrar, essa atuação se dá no perispírito da pessoa, pois quase todas as perturbações vibratórias do perispírito se originam as doenças orgânicas e psíquicas dessa ou de outras vivências.....mas não vou entrar no mérito dessa questão, pois para isso precisaríamos de algumas aulas, minha intensão é demonstrar que temos as rédeas de nossos passos e atos. Sabendo de tudo isso tenho mais certeza que minha felicidade depende de mim e de minha Fé, mas sei que precisamos de ajuda, e essa ajuda eu busco na minha religião de UMBANDA que me faz crescer dentro dos caminhos de DEUS. Os sofrimentos irmãos, são para nossa evolução, bendito aquele que aprende com suas dificuldades. Eu aprendi a encarar cada obstáculo como degraus de Luz, pois cada um deles me fortalecem, me dando base para enfrentar a próxima tempestade....
Nossos Orixás e Guias espirituais nos ensina a construirmos nossa casa encima de uma rocha para quando vier as tempestades, enchentes, ventos...ela esteja sobre bases firmes. Para construirmos essa casa requer muito esforço e dedicação.....A ROCHA representa OLORUM(DEUS) e todo seu mistério e a casa somos nós. Se construirmos nossa vivência em seus ensinamentos alcançaremos a felicidade.
Esses dias recebi um texto que tinha uma frase assim:´" Para sermos Umbandistas precisamos saber lidar com a Ingratidão". Refletindo em cima dessa frase simples e curta, porém, sábia e profunda, observamos nos terreiros de umbandistas pessoas e médiuns que frequentam com algum tempo, fazem mudanças significativas, mas basta um não do GUIA ou dos Dirigentes da casa, para que essas pessoas( sem generalizar) dizer que o terreiro é fraco ou o Guia é fraco, isso me faz pensar na ingratidão ou como é simples esquecerem as coisas boas que lhes aconteceram; agora saindo da ingratidão e indo para a construção, qual base essas pessoas construíram suas casas? Base de areia, pois basta a primeira dificuldade para suas casas desabarem e pior, querem culpar aqueles que lhe deram a mão. Para sermos Umbandistas teremos que ter nossas casa bem construídas, pois vamos depararmos com essa situação por muitas vezes e com outras piores, mas vamos ver muitas pessoas crescerem e evoluírem.
A Umbanda, é amor, caridade, seriedade, evolução, servir....cada casa tem sua ritualística mas dignas de respeito, " A UMBANDA cabe a cada pessoa em seu estágio evolutivo desde que tenham como base: Não matar, não cobrar, evangelizar, vestir branco e utilizar as coisas da natureza"
Quando vierem ao terreiro de Umbanda, venham para pedir ajuda e conforto espiritual e não venham para pedir solução para seus problemas, pois a solução só caberá a ti irmão.
Lembre-se e pensem nisso! Em vez de se lamentarem, de ter autopiedade, de criticarem, ou ter ingratidão. Olhem para cima, com certeza terá uma mão estendida lhe chamando para sua evolução, para seu crescimento, para sua reforma interior, para sua auto análise como filho de Olorum(Deus) e esta mão , eu sei que é Olorum(Deus)atuando através de nossos queridos ORIXÁS E GUIAS ESPIRITUAIS, à nos conduzir nos caminhos de nosso pai misericordioso. Lembre-se e nunca se esqueça de quem caminha são as Ovelhas.
MOLINARI

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