Ilê Àşę Jágųnlátôgímã

Ilê Àşę Jágųnlátôgímã Fundado em janeiro de 2009 e dirigido pelo Bàbálòrìşà Luciano Ti Jagun, o Ilê Àşę Jágųn

O ODÚ DA RIQUEZA E DA PROSPERIDADE                          OBARÁ-MEJI Regente: Xangô/Oxóssi/Logun-EdéO Odu Obará é o od...
04/03/2026

O ODÚ DA RIQUEZA E DA PROSPERIDADE
OBARÁ-MEJI

Regente: Xangô/Oxóssi/Logun-Edé

O Odu Obará é o odu da riqueza, da prosperidade. Ele abre na casa de Ifá, no grande oráculo, pela 6a. casa, os seis ministros que absorvem. Respondem com seis búzios fechados e traz em sua caída quase todos os Orixás, mas principalmente Xangô, Iansã, Logum Edé, Oxóssi. Esse Odu é o odu do progresso. Ele foi gerado e nasceu de um bloco maciço de ouro e suas arestas foram representar as grandes riquezas da natureza.

Contam os itans que o Odu Obará fez e sua fecundação junto com Ejilajeborá e de Obará nasceu então os caminhos dos progressos. Obará nasceu de Ejilajeborá com Orain que por sua vez, não vem na cabeça de ninguém, e quem é de Xangô não tem Obará na cabeça, tem Obará pelo caminho de progresso no dia a dia. Ajejalunga foi quem gerou Obará junto com Ejilajeborá. Aje quer dizer a mãe terra, a natureza, a riqueza, por isso que esse odu tem a prosperidade, tem o caminho do progresso, tem tudo o que se pode pensar de positivo, porém este Odu traz muita traição, falsidade, mentira, sofrimento da pessoa ou de parentes, traz também muita vaidade.

As pessoas deste odu devem tomar cuidado com miséria, roubos e furtos, gostam muito de fofocas, calúnias, sempre chorando miséria, pois não podem viver sem dinheiro, está sempre diante de grandes oportunidades e vitórias, principalmente nos negócios e demandas, tem muito medo da justiça, verdade e solidão. Devem fazer segredo dos seus projetos, senão fracassam logo em seus negócios, Trazem muitos feitiços e são sempre vítimas de invejas e são perseguidas gratuitamente, porém as possibilidades de melhoria de vida são muitas, só é necessário um bom líder espiritual em sua vida, tem grandes ideais a realizar, mas não sabem como começar e fracassam às vezes por não pedirem ajuda e o sofrimento não é duradouro, porém o Odu Obará é um odu de tanta prosperidade, de tanta riqueza que não se despacha Obará, não se pode despachar o progresso da vida de ninguém. Quando se positiva o Odu Obará para ele dar caminhos, a parte negativa dele se desfaz e ele passa a caminhar com o lado positivo. Obará se cultua, mesmo que não se tenha ele na cabala.

Esse odu representa riqueza, ele foi gerado das profundezas de uma mina de ouro. Suas arestas representam a riqueza, e a prosperidade, é o mais rico e quando se chama por ele, tem que gritar em voz alta, (pois Obará é surdo) e de preferência numa quarta-feira de lua cheia.

As pessoas com esse ODU têm grande proteção espiritual e costumam vencer pela força de vontade, especialmente em profissões relacionadas à Justiça. Mas são com freqüência vítimas de calúnias e não têm sorte no amor. Devem aprender a silenciar sobre seus projetos e a determinar por onde começá-los. Seu ponto vulnerável é o sistema linfático.

A história de Olókun e sua filha Ajé é um conto popular Yọrùbá que explica a origem da riqueza e o poder das mulheres na...
01/09/2025

A história de Olókun e sua filha Ajé é um conto popular Yọrùbá que explica a origem da riqueza e o poder das mulheres na cultura Yọrùbá. Segundo a história, Olókun era o deus do mar e o dono de todas as riquezas que jaziam sob as ondas. Ele era conhecido por sua riqueza e poder, e muitas pessoas buscavam seu favor para se tornarem ricas. Um dia, Olókun decidiu enviar sua filha Ajé à terra dos mortais para ensiná-los os segredos da riqueza e da prosperidade. Ajé era uma deusa poderosa e bela, e rapidamente se tornou conhecida como a deusa da riqueza e da prosperidade. Porém, com o passar do tempo, Ajé começou a perceber que os homens do mundo mortal não respeitavam seu poder e nem sua autoridade. Eles a viam como uma mulher e, portanto, acreditavam que ela era inferior a eles. Ajé ficou brava e frustrada com isso, e resolveu dar uma lição nos homens. Ela retirou toda a sua riqueza e prosperidade da terra, deixando os mortais sofrendo na pobreza e na miséria. Os homens logo perceberam seu erro e imploraram a Ajé que devolvesse sua riqueza para eles. Ajé concordou, mas apenas com a condição de que respeitassem seu poder e autoridade como mulher. A partir desse dia, Ajé ficou conhecida como a deusa da riqueza e do poder, sendo reverenciada tanto por homens quanto por mulheres. Sua história se tornou um símbolo da importância de respeitar as mulheres e seu poder, e continua sendo uma parte importante da cultura Yọrùbá até hoje.

KOLOFE                                                  OMOLU AZAWANYAzawany ou Azoani, divindade chamado por muitos de ...
01/08/2025

KOLOFE
OMOLU AZAWANY

Azawany ou Azoani, divindade chamado por muitos de Morte!
Para quem não sabe quem é Omolú Azawany, é um pouco complexo de distinguir e citar suas propriedades, mas em questão de personalidades, é seco e muito esperto.
Azawany é uma energia que se divide em duas, ora Omolú, ora Oxóssi. Sim...! É um orixá mejí que se contém juntamente as energias de Odé o caçador. Azawany é constituído em duas formas iniciais. Como Omolú é o curandeiro. Como Oxóssi é o assassino. Ou seja, se define na cura e na morte.
Na fase Omolú, Azawany é jovem e muito esperto, vive na terra das floresta e é quem quem fertiliza a terra transformando a paisagem das florestas. Por isso tamanha ligação com Oxúmarê também, pois, é a chuva quem fertiliza a terra, e é este Omolú que suga a água para ser dado às raízes das plantas.
Azawany é oriúndo de Savé onde vivia em cultos com Nanã. Porém, após ser abandonado e criado por Iyámonjá em Tapá, Omolú ainda jovem saía para se aventurar, e nisso sempre ia parar nas florestas, onde conheceu seu irmão Oxóssi. Este, um grande e jovem caçador, muito hábil e inteligente, ensinava à Omolú como viver na floresta e com tantos animais e plantas selvagens, que somente Oxóssi sabia lidar.
Muitos anos se passaram, e Oxóssi e Omolú ainda continuavam amigos e parceiros, porém, cada um tinha um objetivo, Oxóssi em ser o grande caçador e feiticeiro e Omolú recuperar o trono de Savé que sua mãe Nanã deu à Oxúmarê.
Oxóssi se tornou o rei de Ketú e se tornara o maior caçador de todos, com seu Aramefá ( a corte dos dicípulos de Oxóssi, os Odé's ) comandava as terras de Ketú, Ilê-Ifé e Igbô. Já Omolú, se tronou o rei de Savé, tomando o trono que Oxúmarê usurpou dele para sí, e assim, Omolú foi proclamado Obáluaiyê.
Porém, houve um tempo de seca que castigava Savé, e Omolú ficou muito doente e fraco, seus povos Savalunos procuravam às terras de Ketú para se abrigar, Oxóssi viu o ocorrido, e os povos das fronteiras de Savé à Ketú começaram se unir, assim surgiu o povo Ewê-Fón ( Nação cujo culto são voltados às divindades de Jêje e Ketú ). Oxóssi procurou Orúnmilá-Ifá para entender o que acontecera com o reino Savaluno e com Omolú, este lhe disse que Omolú estava muito doente e fraco, e que sua doença se devia a seca e a escassez de comida. Oxóssi, sendo o deus da alimentação, levou grandes quantidades de comidas e comidas para Omolú. Cuidou de Omolú muito tempo, porém, nada que fazia curava Omolú, Oxóssi procurou Ossaíyn para saber qual o antídoto poderia curar Omolú. Ossáiyn diagnosticou Omolú, e disse que ele estava com lepra, e que a única cura para Omolú seria a seiva da babosa. Oxóssi precisava encontrar a planta, porém, se saisse, Omolú ficaria sem seus cuidados. Então Oxóssi convocou Oyá, a esposa de Omolú que estava em guerra para encontrar a tal planta. Oyá foi à procura, e encontrou a planta que Omolú tanto precisava. Mas ao chegar à terra de Savé, Omolú estava morto, e não havia nada que poderia ser feito, então Oxóssi pegou seu pó mágico chamado Arolê ( pó vermelho que Oxóssi usa para adentrar as matas ) e jogou sobre Omolú, tornando sua palha amarelado em tom de vermelho e Oxóssi se juntara à essas palhas. Oyá correu para buscar o espírito de Omolú, e ao cair do pó, Oyá pegou seu espiríto e voltou novamente à seu corpo. Omolú voltou a vida!
Desde então, Omolú ficou eternamente grato à Oxóssi e Oyá sua mulher, com o Arolê, Omolú teria em sí a energia de Oxóssi, este fora Oxóssi, é o único que se utilizou do pó vermelho.
Esta é uma das lendas que diz sobre a união de Omolú à Oxóssi e também a ligação com Oyá o amor de sua vida. Desse dia em diante, Omolú passou ser chamado de Azawany que em linguagem Fón dos povos Dahoemanos significa " Palha Vermelha ". O Omolú que se veste das palhas rubras seria também considerado aquele que voltou da morte.
Seu culto é muito antigo, dado ao Omolú caçador das terras Dahoemanas, Omolú Azawany é o mais espertos entre todos os Omolú'

KOLOFE                    NUNCA SE ESQUEÇA......Acendi uma vela, de joelhos na encruzilhada. Lágrimas corriam pelo meu r...
08/05/2025

KOLOFE
NUNCA SE ESQUEÇA......

Acendi uma vela, de joelhos na encruzilhada.
Lágrimas corriam pelo meu rosto, o desespero tomava conta do meu ser.
Enquanto rezava pedia proteção, sentia meu coração dilacerado.
Tudo estava parado, minha vida não caminhava, sem emprego, sem casa...
Rogava a Exú que me amparasse
O que eu havia feito de tão errado para que me castigasse?
O sino na igreja deu 12 badaladas, era meia noite, ouvi uma gargalhada e então um homem veio caminhando em minha direção, uma capa negra o envolvia, seus olhos despiam minha alma
Baixei a cabeça e saudei “Laroyê Exú, Laroyê Exú, Laroyê Exú”
Ele parou, estendeu a mão e me disse “Nunca te castiguei filho, nunca te virei as costas, tu veio a mim e pediu trabalho, eu corri gira pra lhe dar o que havia de melhor, vi que chorava sozinho antes de dormir, e coloquei alguém em teu caminho, Na tua mesa nunca faltou, nem de comer nem de beber, enquanto tu estivesse com tudo isso esqueceu de mim, nunca mais um copo de água sequer você se lembrou de me dar, passou mal dizer às pessoas e falar que todos tinham inveja de ti, seus pensamentos rancorosos e cheios de amargura me afastaram, já não conseguia mais te aconselhar...
Agora que perdestes tudo, lembras quem sou eu?
Vem aqui me pedir ajuda e perguntar o porquê do castigo?
Quem sou eu pra lhe castigar menino? Tu é quem me deixaste de lado, me afastas-te e por isso não consigo lhe ajudar!
Então me lembrei que depois que conquistei tudo, deixei de ir ao terreiro, deixei de fazer meus banhos de defesa e deixei de saudar Exu
O arrependimento tomou conta de mim, meu coração doía, coloquei a cabeça no chão e perdi perdão, me senti ainda mais perdido
Aquilo me corroía, eu me sentia um nada, um ingrato.
Até que uma mão tocou minha testa, levantando e tirando minha cabeça do chão... “Não faça isso não filho, teu Ori é sagrado e deve ser protegido”
Ele me estendeu a mão e me levantou
Eu sabia que dali pra frente, tudo seria diferente, eu jamais deixaria minha fé de lado por conta da ambição!
Exú me guiaria pelos caminhos mais uma vez, mas dessa vez seria diferente
Eu não iria afastá-lo!

“NUNCA SE ESQUEÇA DE QUEM UM DIA JÁ LHE ESTENDEU A MÃO”

PALAVRAS DURAS, MAS VERDADEIRAS!Filho de Santo e filho clienteO filho de Santo tem orgulho de dizer que é do AxéO filho ...
18/03/2025

PALAVRAS DURAS, MAS VERDADEIRAS!

Filho de Santo e filho cliente

O filho de Santo tem orgulho de dizer que é do Axé
O filho cliente esconde sua religião com vergonha

O verdadeiro filho de santo sempre está em contato com seu Pai de santo
O filho cliente só aparece quando precisa

O verdadeiro filho de santo sempre está se dedicando ao aprendizado de sua casa de Axé
O filho cliente nunca tem tempo para nada do Terreiro

O verdadeiro filho de santo sempre está ao lado do seu Pai de santo
O filho cliente na hora que seu Pai de santo mas precisa ele sempre some

O verdadeiro filho de santo sempre sabe dos gastos financeiros de um preparo e sempre ajuda finaceiramente
O filho cliente sempre quer tudo de graça ou nunca pode pagar nada

O verdadeiro filho sempre usa suas roupas brancas, suas guias e está sempre de pé no chão
O filho cliente sempre esquece a roupa branca em casa e esta sempre de sapatos

O verdadeiro filho de santo pede a bênção ao seu Pai não importa onde estejam
O filho cliente tem vergonha de fala o que seu Pai de santo é dele

O verdadeiro filho de santo sempre agradece pela suas conquistas
O filho cliente consegue o que quer e simplesmente some

O verdadeiro filho de santo vem ao Terreiro pedir paz, saúde, prosperidade e forças
O filho cliente vem pedir dinheiro, carro, amor e maldade de alguém

O verdadeiro filho de santo sempre reconhece o que o Pai de santo faz por ele
O filho cliente acha que temos obrigação de fazer as coisas por ele

O verdadeiro filho de santo é leal e sempre defende seu Pai de santo e seu Axé
O filho cliente sempre está onde lhe favorecer

O verdadeiro filho de santo sempre está nas funções do Axé
O filho cliente nunca pode participar sempre esta ocupado

Ser de Omolú Ainda nos dias atuais é comum ter um certo "temor" ao falar sobre esse magnífico orixá, infelizmente muitas...
25/02/2025

Ser de Omolú

Ainda nos dias atuais é comum ter um certo "temor" ao falar sobre esse magnífico orixá, infelizmente muitas vezes, o próprio povo do santo tem certa dificuldade em aceitar ser filho (a) desse grande pai e por isso é chegada a hora de apreciar a tamanha grandeza em ter suas palhas como proteção.

Ser de Omolú é pensar sempre mil vezes antes de tomar qualquer atitude que possa mudar o rumo da própria ou de outras vidas.

Ser de Omolú é encontrar no silêncio todas as respostas que ficam perdida em meio aos gritos.

Ser de Omolú é observar incansavelmente todo e qualquer mínimo detalhe da vida ao redor.

Ser de Omolú é guardar os sorrisos mais sinceros para aqueles em que realmente podem confiar.

Ser de Omolú é saber dar os conselhos mais serenos mesmo nos momentos mais turbulentos.

Ser de Omolú é carregar a fama de ranzinza pelo simples fato de querer que as coisas saiam exatamente perfeitas.

Ser de Omolú é ter certeza de que a vida sempre irá colocar barreiras no caminho para que aprenda ser forte.

Ser de Omolú é ter uma fé inabalável e ter a certeza que mesmo quando todos virarem as costas o orixá sempre estará lá.

Ser de Omolú é ter um pensamento extremamente ágil, prático e eficaz para qualquer situação.

Ser de Omolú é ter a certeza que em meio às doenças a cura será o caminho mais próximo.

Ser de Omolú é agradecer a vida e jamais temer a morte.
Ser de Omolú é carregar o brilho mais intenso que o sol.

No dia do falecimento de Baba Mauro, passei a madrugada em claro, rolando na cama e refletindo sobre tantas coisas, Pai ...
20/02/2025

No dia do falecimento de Baba Mauro, passei a madrugada em claro, rolando na cama e refletindo sobre tantas coisas, Pai Mauro tinha 55 anos,pai Kaobakessy 58,meu pai Vinícius de Ogum 32,meu irmão Vini Ty Oya 30, e mais tantos outros que faleceram precocemente, o sacerdócio nos desgasta, fisicamente e emocionalmente, são excessos de preocupações, excesso de sentimentos, de decepções, de noites mal dormidas, de alimentações fora de hora.
Quantos babás e Ìyás no auge dos seus 35,45 anos de vida, estão adquirindo Diabetes, hipertensão, crises de pânico, depressão.
Doenças agravadas pelo estado emocional!

Com tudo, o valor de um babalorixá está cada dia mais baixo, e fulano trocando de casa porque não se dá com o irmão de santo, e o outro trocando de axé porque o outro pai de santo é mais famoso, ou trocando de axé porque o outro cobra mais barato, o outro trocando de axé porque simplesmente tem dificuldade em aceitar seus próprios erros, então é mais fácil culpar o seu sacerdote,.

E nosso povo adoecendo
e recebendo o seu valor, somente após sua partida, quando não conseguirá mais ver textão nas redes, e nem suas fotos em murais.

O reconhecimentos por nossas lutas, está chegando tarde de mais.

Autora Thais Mandarino

Modifiquei algumas coisas!

🔴 ASSIM SERA O FIM DE TODOS NOS.

O CANDOMBLÉ "DE ANTIGAMENTE"Ficava-se 21 dias recolhido;3 meses de kelê, depois da queda do kelê, mais 7 dias para Oxalá...
15/01/2025

O CANDOMBLÉ "DE ANTIGAMENTE"

Ficava-se 21 dias recolhido;
3 meses de kelê, depois da queda do kelê, mais 7 dias para Oxalá;
Ficava-se 1 ano sem ir à praia, sem bebidas alcoólicas, sem ir à cemitério, velório, cachoeira, hospital, toque de exu ou qualquer tipo de catiço; sem usar roupas de cor;
Dormia-se antes da meia noite, nem ficava-se meio dia/meia noite na rua, nem parava-se em esquinas, encruzilhadas ou em portas;
Sem contar os ewós das comidas, como: frutas, carne de porco, peixes de couro, caranguejo, siri;
Não tomava-se sol na cabeça, nem chuva; não podia sequer tomar um susto, pois o Orixá se manifestava, enfim, tudo era tabu, tudo era mais sério, mais forte, mais saudável, respeitoso, mágico, sagrado...;
Não aumentava-se a voz com o zelador;
Não comia-se na mesma altura, nem sentava-se à mesma altura; não ousáva-se desrespeitar o zelador ou o axé;
Até tomar-se obrigação de 7 anos independente do Orixá que fosse: sexta-feira é o dia do Orixá Oxalá tendo que usar branco
Não tinha-se relações se***is às sextas-feiras;
Ia-se ao axé tomar a benção nas sextas-feiras e dias do Orixá;
Se uma quartinha ficasse sem água o Orixá se manifestava para nos mostrar nossos erros;
Se tivesse obrigação no Axé e não quiséssemos ir, Orixá se manifestava e nos levava;
Se nos desentendêssemos com um irmão, Orixá se manifestava; na verdade, Orixá se manifestava por quase tudo que fosse importante, claro! Ele era muito presente. Orixá educava seu omo orixá, seu filho, tinha atitude... Não se contrariava as palavras de um "santo".
Não se saía da casa de Axé por bobagens, picuinhas... Enfim, se fosse tirar o igbá, o Orixá chegava e o colocava no lugar, e ficava virado até o filho se "compreender";
Colocávamos a cabeça no chão para quem nos criou (ojubonan), para os egbomis, os cargos do Axé...
Por que hoje está tudo tão diferente?
Alguns dizem que é a evolução...
Eu gosto da evolução sem ofender o sagrado, os costumes e a tradição..!

Se cada um de nós entendesse a dimensão da SUA parcela de responsabilidade para com o sagrado, não seriam necessários te...
15/01/2025

Se cada um de nós entendesse a dimensão da SUA parcela de responsabilidade para com o sagrado, não seriam necessários textos que explicassem o que é uma FUNÇÃO numa casa de axé

Função é COLETIVIDADE.
Tudo que é feito numa casa de axé com o devido planejamento poderia ser operacionalizado por 3 ou 4 pessoas sem nenhuma dificuldade.

Porém quando oportunizamos ao COLETIVO a possibilidade de participar, estamos promovendo conceitos de:

- Transmissão de conhecimento ;
- Trabalho em equipe ;
- Pertencimento;
- Doutrina;
- União;
e conexão com o sagrado.

NÃO É TRABALHO!
NÃO PODE SER TRABALHO!

Tem que ser entrega, tem que ser prática da fé, tem que fazer valer a pena, pois se nada disso fizer sentido,por que limpar, decorar, enfeitar, arrumar, cozinhar, tocar e cantar por algo em que muitos não se reconhecem?

Por isso, ao invés de buscar meios de entender porque muitos nessa hora não estão,mais fácil seria reconhecer e resignificar os motivos pelo quais você está.

Faça em silêncio e o seu sagrado te ouvirá.
Faça gritando, se aborrecendo, sofrendo, reclamando e seus motivos TALVEZ não se justifiquem no que você de fato busca.

Viva a oportunidade equilibrada de servir e quem perde são os que não participam. Recebem essas bênçãos e sejam dignos de sua conexão ancestral e filial com suas casas de axé.

KOLOFE                        CONHECIMENTO                        EU SAÚDO EXÚ Nessa segunda-feira,saúdo Exu.Ele transit...
11/11/2024

KOLOFE
CONHECIMENTO
EU SAÚDO EXÚ

Nessa segunda-feira,saúdo Exu.
Ele transitou comigo por todas as encruzilhadas pelas quais passei.
Ao meu lado, foi amigo e conselheiro.
À minha frente, escudo.
Às minhas costas, guarda.
Ouviu o que meus ouvidos não conseguiram ouvir
Respondeu o que minha boca não poderia responder.
Com força hercúlea, quando eu mereci, livrou-me dos olhos que abrigam os pássaros da noite
Livrou-me do veneno das línguas
Do julgamento de quem carrega tantos erros quanto eu.
Acordou-me de pesadelos
Guiou-me pelo caminho do trabalho e da conquista.
Não me pediu marafo
Não me pediu vela
Não exigiu fumo
Para também ser amigo de meus amigos.
Transformou o erro em acerto.
O acerto em erro
Abateu com uma pedra
O desatino de um destino que não me pertencia.
Foi minha companhia nos momentos de solidão [eu nunca chorei sozinho!
Rápido e certeiro,
Chamou por Oxóssi quando me faltou o alimento
Mostrou a Xangô quando fui injustamente julgada
Chamou por Oyá quando meu viu beirando o abismo
Avisou a Oxum que meu coração transformava-se em pedra
Pediu a Yemanjá que lavasse minha alma
E equilibrasse meu Ori.
E a Ogum o auxílio para todas as guerras enfrentadas.
Rogou a Ossãe ervas que me curassem...
Pegou-me pela mão e me conduziu até Orumilá e a palavra de Orumilá nunca vai ao chão!
Quando batem na minha cara, quem dá a outra face é Exu!
Saúdo a Energia Ígnea que transita em todos os espaços!
Água na rua
Para esfriar os caminhos a serem percorridos.
Passos firmes
Cabeça erguida,
Segui, Sigo e Seguirei!

Quando tropeço, uma gargalhada ecoa no ar:
É Exu que vem chegando
Fazendo questão de mostrar
Que o mundo dá muitas voltas
Para Tempo governar.

Laroyê! Mojubá, Exu!

Os 16 múltiplos de EsúEsú Yangui: a laterita vermelha, é a sua múltipla forma mais importante e que lhe confere a qualid...
28/10/2024

Os 16 múltiplos de Esú

Esú Yangui: a laterita vermelha, é a sua múltipla forma mais importante e que lhe confere a qualidade de Imolê ou divindade nos ritos da criação. Esú ligado a antigas e grandes sacerdotizas de Osun.
Esú Agbà: o ancestral, epíteto referente à sua antiguidade.
Esú Igbá ketá: o esú da terceira cabaça.
Esú Okòtò: o esú do carocol, o infinito.
Esú Oba Babá Esú: o rei pai de todos os Esús.
Esú Odàrà: o senhor da felicidade ligado a Orinsa’Lá.
Esú Òsíjè: o mensageiro divino.
Esú Elérù: o Senhor do carrego ritual.
Esú Enú Gbáríjo: a boca coletiva dos Orisás.
Esú Elegbárà: o senhor do poder mágico.
Esú Bárà: o senhor do corpo.
Esú L’Onan: o Senhor dos caminhos.
Esú Ol’Obé: o senhor da Faca.
Esú El’Ébo: o Senhor das oferendas.
Esú Alàfìá: o Senhor sa satisfação Pessoal.
Esú Oduso: o Senhor que vigia os Odús.

Esús que acompanham vários Orixás.

Esú Akesan: acompanha Osumaré, etc.
Esú Jelu ou Ijelu: acompanha Osolufun.
Esú Ína: responsável pela cerimónia do Ipade regulamentando o ritual.
Esú Ònan: acompanha Osun, Oyá , Ogun, responsável pela porteira do Ketu.
Esú Ajonan: tinha o seu culto forte na antiga região Ijesá.
Esú Lálú: acompanha Odé, Ogun, Osalá, etc
Esú Igbárábò: acompanha Yemonjá, Sangô, etc.
Esú Tìrírí: acompanha Ogun.
Esú Fokí ou Bàra Tòkí: acompanha Oyá e vários orisás.
Esú:Lajìkí ou Bára Lajìkí: acompanha Ogun, Oyá e as porteiras.
Esú Sìjídì: acompanha Omolú, Nanã, etc.
Esú Langìrí: a companha Osogiyan.
Esú Álè: acompanha Omolú.
Esú Àlákètú: acompanha Osóssi.
Esú Òrò: acompanha Odé, Logun.
Esú Tòpá/Eruè: acompanha Ossayin.
Esú Aríjídì: acompanha Osun.
Esú Asanà: acompanha Osun.
Esú L’Okè: acompanha Obá.
Esú Ijedé: acompanha Logun.
Esú Jinà: acompanha Osumarè.
Esú Íjenà: acompanha Ewá.
Esú Jeresú: acompanha Obaluaiye.
Esú Irokô: acompanha Iroko.

Endereço

Rua Trevo De Borgonha 458 Guaianases
São Paulo, SP
08440140

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