03/04/2026
Na noite marcada pela dor da Sexta-feira da Paixão, quando o mundo silencia diante do sofrimento, também ecoa um outro grito — antigo, feminino, silenciado à força. Foram chamadas de bruxas… Mas eram livres. Eram donas de si, do corpo, do desejo, da força. E por isso foram queimadas. Entre as chamas que tentaram apagar suas vozes, elas não imploraram — elas resistiram. O fogo que era pra destruir… consagrou. Ali, nas cinzas, nasceram ainda mais fortes. Viraram vento, viraram riso na madrugada, viraram presença que ninguém consegue apagar. Hoje, quando falamos de Pombas Giras, falamos dessas mulheres que não se curvaram. De Maria Padilha, Dama da Noite, Mulambo, Menina, Farrapo, Quitéria… Nomes que carregam histórias de dor, de luta, de poder. Queimaram seus corpos… Mas libertaram seus espíritos. E hoje elas dançam onde quiserem. Riem alto. Bebem, amam, vivem — sem pedir permissão. 🔥 Não foram derrotadas. Foram eternizadas. 🔥 Não foram silenciadas. Viraram voz em cada mulher que não aceita ser apagada. Na Sexta da Paixão, enquanto muitos choram a dor… Nós lembramos: das que foram queimadas — mas nunca vencidas. Imagem e Texto: