Canzua e Comunidade da Reparação e Axé Iká Zaziboriagi- Ccraiz

Canzua e Comunidade da Reparação e Axé Iká Zaziboriagi- Ccraiz Informações para nos contatar, mapa e direções, formulário para nos contatar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de Canzua e Comunidade da Reparação e Axé Iká Zaziboriagi- Ccraiz, Organização religiosa, Rua: Jose Julio Burgain, 146, São Paulo.

Canzua e Comunidade da Reparação e Axé Iká Zaziboriagi (CCRAIZ), fundadoem 15 de outubro de 2020 e situado na Zona Leste de SP no bairro Jardim Ângela (zona leste).Liderado pelo Babalorixá Jefferson Santana, Zaziboriagi

É com muita felicidade que convido e anuncio a inauguração da Comunidade de Terreiro de Xangô que será no dia 10/06 (sáb...
31/05/2023

É com muita felicidade que convido e anuncio a inauguração da Comunidade de Terreiro de Xangô que será no dia 10/06 (sábado) a partir das 16h na Rua: José Júlio Burgain, Jardim Angela (Zona Leste) próximo a Estação Vila União (linha 15 prata) do metrô!

Só vem!
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Curta, comente, compartilhe, salve pra mais tarde

02/05/2023

Por vezes paramos para nos perguntar e questionar sobre qual nosso propósito?
Qual é o meu lugar na fila do pão?
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Não sei você, mas esse é um questionamento que {de forma recorrente} me faço.
Entender e aceitar os lugares que está e ocupa não é a mais simples tarefa.

Ainda tenho caminhado e construído minha jornada, mas já sei posições e lugares e propósitos que me pertencem: filho, neto, amigo, pai, companheiro, trabalhador, escritor, professor e nem tudo isso necessariamente nessa ordem ou com a mesma proporção
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Mais uma terça feira chega e com ela, novos caminhos me aguardam!
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E para você: como se dá a descoberta de sua jornada? Conta pra mim! {eu sou curioso nato}

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Com carinho,
Zazi

Passando para divulgar a data da próxima gira no Canzua De Xango! *Gira do povo Encantado: Exú e Pombagira*Dia 26 de fev...
14/02/2023

Passando para divulgar a data da próxima gira no Canzua De Xango!

*Gira do povo Encantado: Exú e Pombagira*

Dia 26 de fevereiro as 15h00 no CCRAIZ!
Rua: Demerval Cunha Brito, 209!
Só vem!

17/12/2022
Hoje é dia 09 de novembro do ano de 2022 de algum horário qualquer.Aqui estou {mais um dia, sob o olhar… parei} no silên...
09/11/2022

Hoje é dia 09 de novembro do ano de 2022 de algum horário qualquer.

Aqui estou {mais um dia, sob o olhar… parei} no silêncio do tempo ouvindo os barulhos dos meus pensamentos

Quartas feiras me trazem uma sensação de nostalgia, a sensação de saudade. Um dia que não está perto da Segunda e nem longe da Sexta.
Gozado como meu pensamento segue uma “linha” de temporalidade que não, exatamente, cumpre a regra da linearidade e isso não me é um problema

Por um breve momento, me coloquei a refletir sobre tudo. Por um breve momento, rolou uma lágrima por meu olho. Responsabilidade da saudade que aperta e do meu coração mole que só!

Olho para cima, em direção ao Orum {ceu}, e sei que a saudade vai apertar. E, quando ela aperta, eu choro. De saudade. Medo. Alegria. Felicidade.

Quando isso acontece, daí, eu olho em direção ao Orum mais uma vez e sei que você estará lá. É preciso deixar, não somente, pegadas e rastros de nossa caminhada e passos: eu quero deixar bilhetes!

Escrever cada lágrima que rola pelo meu rosto, molha a bocheca e cai no peito.
Pegar, cada uma delas, e colocar em uma ferramenta {que não foi inventada} e traduzisse tudo o que se passa aqui dentro. Mas veja que tolo engano: esse aparelho já existe, funciona e está lá o tempo todo! Falo da conexão cabeça-coração. Centros da emoção e da razão.

E cada lágrima carrega um tanto de mim e outro tanto daquilo que aprendi e mais um tanto do que deixo com alguém. Aqui eu não sou e nem estou só! Me foi deixado uma família ancestral e estou no passo desse reencontro!
Por falar em reencontro: eu agradeço por ter reencontrado você e por todos reencontros que me foram permitidos!

Aprendi que lá fora é como um jardim onde plantamos semetes. Sou semente que cresceu, está dando raízes e espalhando novas sementes por ai.

E agradeço por tudo isso!
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Com carinho,
Zazi Boriagi

Sàngó me fez rei. Ó Candomble me devolveu a minha realeza. Tudo que o racismo me tirou o Candomblé e meus ancestrais...
24/09/2022

Sàngó me fez rei. Ó Candomble me devolveu a minha realeza. Tudo que o racismo me tirou o Candomblé e meus ancestrais míticos me devolveram. Èsù é meu norte e minha sorte. Ṣàngó é a minha identidade e meu caminho. Eu seguirei altivamente pelos passos deixados por Sàngó. Eu caminharei suavemente em nome da minha ancestralidade negra. Não me furtarei da minha porção de felicidade no mercado de Èsù. Eu abençoo o ar que eu respiro, a água que me hidrata, a terra firme sobre a qual posso caminhar e o fogo que me aquece e me da vida. Eu agradeço aos que vieram antes de mim e resistiram para que pudéssemos estar aqui. Àse!

Certa vez eu estava em uma conversa e fui indagado: “o que a casa de candomblé representa pra você?”. Essa pergunta ecoo...
11/09/2022

Certa vez eu estava em uma conversa e fui indagado: “o que a casa de candomblé representa pra você?”.

Essa pergunta ecoou de tal maneira em minha cabeça, que parecia um filme de passando em minha mente.
Um misto de emoções e sentimentos e lembranças e vivências me vieram a cabeça

A casa de Candomblé foi a expansão do quintal de casa, onde eu encontrava minha vizinha pra brincar
A casa de candomblé foi meu lugar de cura quando eu tinha febre enquanto criança e mal olhado enquanto mais velho.

A casa de candomblé foi onde apreendi a ouvir os mais velhos e onde os mais velhos me respeitavam pois eu era o futuro da casa. E por ser o futuro, eu respeitava a pessoa mais velha

A casa de candomblé foi onde dividi com os Eres o Caruru e os doces de Cosme (ainda hoje amo essa época! Se tiver Caruru em sua casa, me chama viu!?)

Quando fiquei mais velho, a casa de candomblé se tornou meu berço. Onde, mesmo depois de nascido, nasci novamente. E aprendi a andar e falar e comer e sentar e se portar e respeitar e respirar com mais calma

A casa de Candomblé foi o berço de minhas atitudes e comportamento. Era lá que eu falava, tinha colo, ouvido e conselho
A casa de Candomblé sempre tinha água fresca pra matar minha sede e fome de inquietação

A Casa de candomblé foi meu meu espaço seguro. Foi onde conheci Orixa, Caboclos de Pena e Boiadeiros. Foi onde conheci João, Zé, Dona Maria, Lagedo, Martins

A Casa de candomblé foi onde me tornei filho e pai ao mesmo tempo. Onde aprendi a expansividade de família e que podemos ser mais e mais

Até que percebi que a Casa de Candomblé é {literalmente} minha Casa. E notei que a Casa de Candomblé é, realmente, tudo isso e mais uma porção de coisas que aqui não cabe.

E pra você: “o que a casa de candomblé representa pra você?”.

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Com carinho: Zazi Boriagi

Recentemente ouvi a fala de uma pessoa que dizia: “não preciso carregar nas costas quem são meus ancestrais, pois não pr...
11/10/2021

Recentemente ouvi a fala de uma pessoa que dizia: “não preciso carregar nas costas quem são meus ancestrais, pois não precisei deles para ser alguém grande. Sou alguém grande por mim mesmo. E quem tenta questionar quem são meus ancestrais, são pessoas fracas”.

É importante colocar o lugar racial na fala anteriormente citada: a pessoa em questão é branca e reside em uma unidade da federação brasileira em que a negritude não é predominante.

Aqui não estou escrevendo para atacar alguém, apontar ou criticar, apenas uso esse espaço como lugar de reflexão do papel enquanto praticante da magia de preta Candomblé.

Confesso que a fala tocou em um lugar muito delicado. Não rememorar os ancestrais é apagar existências que anteriores nossa própria existência.
Eu tenho muito orgulho de dizer quem são meus ancestrais! Não apenas pela vivência, ou não vivência, que tive com eles. E a tristeza me toca pois alguns dos meus ancestrais jamais terei a chance de dizer seus nomes pois são nomes que foram apagados no exato momento da invasão dessas terras ou do covarde e violento genocidio dos povos africanos e ou povos indígenas.

Jamais poderei falar o nome, não o nome do dominador, nome: o verdadeiro nome, de minha Tataravo materna pois lhe foi arrancado, tirado a força e sem nenhum pudor!
Ouvindo tal fala penso que é a reprodução do esvaziamento cultural, étnico e filosófico da prática e da magia preta. Fico pensando no quanto essa noção de ancestralidade, e vivência da mesma, nos tem sido apagada e negada. São negados os fatos, a história e a sensacao de roubo mantém-se intacta. O colonizador continua exercendo, “sutilmente”, o seu papel.

É preciso que tenhamos ciência de que somos grandes, potentes e nossa capacidade de ramificação/continuidade é viva!
Porém, em uma sociedade pautada na produtividade sem fim quando nós sobra tempo para lermos a biblioteca mais rica e sabia que são nossos ancestrais vivos?!
Não podemos nos permitir deixar de sonhar! Nos deixem sonhar! E além de sonhar: nos deixem alimentar nossos sonhos com doses de esperança para que, assim, exista o momento em que eu me enxergue e perceba: “eu tenho um propósito! Já não mais sou e nem preciso estar sozinhe”. E que possamos dizer a quem quiser sonhar: eu estou aqui!
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Aos meus ancestrais que acreditaram e acreditam em mim: meu muito obrigado!
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Ponto de curiosidade: você sabe quem são seus ancestrais!?
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Texto: Zaziboriagi
Foto: Manoel Rodrigues Ferreira. Alto Xingu.
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Fique em Irê!

Preciso fazer uma confissão: eu iria deixar o dia de hoje passar sem fazer nenhum posicionamento e ou comentário! Exatam...
13/05/2021

Preciso fazer uma confissão: eu iria deixar o dia de hoje passar sem fazer nenhum posicionamento e ou comentário!

Exatamente hoje, 12 de maio, é consagrado o dia Internacional da Enfermeira (ou dia Internacional da Enfermagem). O ano de 2020 foi considerado, tanto pela Organização Mundial de Saúde (OMS) quanto pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), o ano Internacional da Enfermagem e da Obstetrícia. Onde teve o objetivo de nos dar ênfase, protagonismo e expor nossa importância quanto ao cuidar em saúde.

Aqui utilizarei minha fala e espaço para que pensemos a respeito de Enfermeiras Negras que tiveram seu reconhecimento negligenciado por conta de um racismo cruel e estrutural!
Enfermagem é lida e tida como o Cuidar. Apenas acrescento: ciência do cuidar! Seja ela uma ciência acadêmica ou ancestral! Sim, nos pretos e pretas possuímos a ciência ancestral em nossas mãos, palavras e memórias! E a origem de toda essa ciência negada e tida como “vã” é de nossas e nossos ancestrais!

Do ponto de vista histórico é inegável que foi incumbida a mulher preta e parda as práticas e o cuidado, sejam eles fisiológicos ou os de cura. Sendo obrigadas a abandonar suas funções e famílias para servir ao outro.
Ressalto que o processo de profissionalização da Enfermagem se deu em torno de 1860. No Brasil esse movimento ocorreu por volta de 1920, porém ainda não eram as pessoas negras (em especial mulheres negras). Tinha-se o ideal da “Enfermeira Padrão” baseado no modelo europeu que, por sua vez, era elitizado e branco, sinônimos de respeito social.

Somente em 1930 é que começou-se o ingresso de pessoas pretas e pardas em áreas do cuidado, principalmente em cursos profissionalizantes (1960-1970).

Sera que ainda há dúvidas quanto ao lugar de desigualdade de oportunidades e subalternacao que nos é oferecido!? Ainda há dúvidas de que isso são frutos do racismo estrutural e institucional de nossa sociedade?!
Entao no dia de hoje quero e vou reverenciar e rememorar história de tantas Marias, Ivones, Lucias, Franciscas, Conceição.
Nós por nós!
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Me lembro que em meados de Março/Abril do ano de 2020 foi marcado pelo início da Pandemia de COVID-19 aqui no Brasil. So...
03/05/2021

Me lembro que em meados de Março/Abril do ano de 2020 foi marcado pelo início da Pandemia de COVID-19 aqui no Brasil. Sou Força de Trabalho em uma instituição de Saúde. Eram comuns os dias que em que recebíamos algum tipo de alimento/refeição de restaurantes localizados próximos ao meu local de trabalho.

Aqui deixo uma confissão: sempre que sobrava algum desses alimentos, eu os recolhia e entregava a pessoas em situação de rua que encontrava pelo caminho de retorno para casa!
Eu ficava contente quando os colegas recusam a refeição pois sabia que, naquele dia, eu entregaria mais marmitas a pessoa em situação de rua.

Minha família sempre me ensinou a ajudar aquele que me pedisse auxílio. Na casa onde me iniciei em Orixa esse hábito de ajudar se expandiu e tornou-se rotina! Recorrentes eram os dias em que compartilhávamos alimentos e demais itens!
Aqui compartilho um sonho pessoal e particular: sempre tive vontade de fazer algo de médio a grande porte no quesito ajudar pessoas em situação de rua! Quem me conhece sabe disso (sempre faço questão de ressaltar).

Nada se alcança de forma solo, em candomblé tudo é coletivo!
Enfim posso dizer: meu sonho começou a se tornar realidade palpável, concreta e real!!

Agradeço minha família de Orixa Ilê Axé de Yansã Mametu OiaEci e Makota SudanFangere; Ao Ilê Axé de Yansã Mesan na pessoa de OiaDejeloi, Tata Roxi e Jessica Santana; Ao Canzua e Comunidade da Reparação e Axé Iká Zaziboriagi (CCRAIZ) na pessoa de Pange Rikota Zaziboriagi; A Egungun; A Ancesteres; A Exú; A Você!
Se pude chegar até onde cheguei e só poderei chegar até onde devo chegar devido a todas, todos e todex vocês!!!
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Foto 1,2,3: Acervo Pessoal de Zaziboriagi
Foto 4: Foto de Exú cedida sem identificação autoral
Foto 5: Egungun em Benin; Jean-Claude Moschetti

Endereço

Rua: Jose Julio Burgain, 146
São Paulo, SP
03985090

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