09/11/2022
Hoje é dia 09 de novembro do ano de 2022 de algum horário qualquer.
Aqui estou {mais um dia, sob o olhar… parei} no silêncio do tempo ouvindo os barulhos dos meus pensamentos
Quartas feiras me trazem uma sensação de nostalgia, a sensação de saudade. Um dia que não está perto da Segunda e nem longe da Sexta.
Gozado como meu pensamento segue uma “linha” de temporalidade que não, exatamente, cumpre a regra da linearidade e isso não me é um problema
Por um breve momento, me coloquei a refletir sobre tudo. Por um breve momento, rolou uma lágrima por meu olho. Responsabilidade da saudade que aperta e do meu coração mole que só!
Olho para cima, em direção ao Orum {ceu}, e sei que a saudade vai apertar. E, quando ela aperta, eu choro. De saudade. Medo. Alegria. Felicidade.
Quando isso acontece, daí, eu olho em direção ao Orum mais uma vez e sei que você estará lá. É preciso deixar, não somente, pegadas e rastros de nossa caminhada e passos: eu quero deixar bilhetes!
Escrever cada lágrima que rola pelo meu rosto, molha a bocheca e cai no peito.
Pegar, cada uma delas, e colocar em uma ferramenta {que não foi inventada} e traduzisse tudo o que se passa aqui dentro. Mas veja que tolo engano: esse aparelho já existe, funciona e está lá o tempo todo! Falo da conexão cabeça-coração. Centros da emoção e da razão.
E cada lágrima carrega um tanto de mim e outro tanto daquilo que aprendi e mais um tanto do que deixo com alguém. Aqui eu não sou e nem estou só! Me foi deixado uma família ancestral e estou no passo desse reencontro!
Por falar em reencontro: eu agradeço por ter reencontrado você e por todos reencontros que me foram permitidos!
Aprendi que lá fora é como um jardim onde plantamos semetes. Sou semente que cresceu, está dando raízes e espalhando novas sementes por ai.
E agradeço por tudo isso!
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Com carinho,
Zazi Boriagi