Instituto Micélio Sagrado

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A contradição jurídica envolvendo os cogumelos psilocibinos no Brasil já não pode mais ser tratada como dúvida interpret...
21/05/2026

A contradição jurídica envolvendo os cogumelos psilocibinos no Brasil já não pode mais ser tratada como dúvida interpretativa. Ela já se tornou constrangimento institucional.

Enquanto cidadãos permanecem alvo de apreensões ilegais, prisões arbitrárias e acusações de tráfico (motivadas pela presença de psilocibina natural em organismo fúngico não proibido em lei) o STJ consolida entendimento técnico radicalmente em sentido oposto.

Por unanimidade, o STJ reconheceu a atipicidade da conduta de tráfico, em razão da venda de “cogumelos mágicos”, reafirmando um princípio elementar do Direito Penal: não existe criminalização sem previsão legal expressa.

Esta foi a síntese do entendimento do Superior Tribunal de Justiça: os cogumelos psilocibinos, enquanto organismos fúngicos, não são proibidos, pois não estão na lista de espécies proscritas da ANVISA.

E mais: após a absolvição do fungicultor ser mantida, e o processo transitar em julgado, o juízo estadual determinou a imediata restituição integral dos cogumelos psilocibinos apreendidos pela Polícia Federal.

A decisão é contundente: reconhecida a inexistência de proibição legal da posse dos fungos, não havia razão jurídica para manter a apreensão.

O magistrado reiterou expressamente que os cogumelos psilocibinos não estão mencionados na Portaria da ANVISA (como organismos proibidos), razão pela qual determinou sua devolução aos acusados.

Confira o post no blog! Link na bio.

Referência
Superior Tribunal de Justiça: REsp 2.236.498/MG (2025/0383550-0)

O Instituto Micélio Sagrado (IMS) desempenha papel fundamental na consolidação técnica dessa discussão jurídica no Brasil, atuando de forma contínua para demonstrar, com rigor científico e jurídico, a ausência de tipicidade penal envolvendo os cogumelos psilocibinos.

Os últimos anos marcaram uma virada no debate mundial sobre psilocibina e cogumelos psilocibinos. Se há pouco tempo o te...
19/05/2026

Os últimos anos marcaram uma virada no debate mundial sobre psilocibina e cogumelos psilocibinos. Se há pouco tempo o tema ainda habitava a margem da política de dr**as, hoje ele entra em parlamentos, agências reguladoras e universidades de diversos países. O quadro geral é de gradual legitimação terapêutica e de adaptação regulatória, com variações de modelo, mas convergência em um ponto: a psilocibina deixa de ser tratada apenas como problema criminal e passa a ser vista como possível terapia.

Ao mesmo tempo, o Brasil permanece preso a um modelo proibicionista antigo, que proíbe a molécula (psilocibina/psilocina) mas não enfrenta com clareza o status do corpo fúngico – o cogumelo em si – nem discute seriamente modelos de regulação segura.

O resultado é um duplo atraso:

1. Atraso científico-sanitário – perdemos oportunidades de pesquisas clínicas próprias, de formação de equipes terapêuticas e de construção de dados brasileiros que poderiam subsidiar políticas sob nossa realidade sociocultural.

2. Atraso em direitos fundamentais – a ausência de regulação clara sobre o corpo fúngico e sobre usos rituais/espirituais abre espaço para interpretações extensivas da lei, prisões seletivas e insegurança jurídica para quem atua em boa-fé, inclusive comunidades tradicionais e contextos espiritualistas.

Enquanto outros países discutem parâmetros de dose, critérios para licença de centros, protocolos de acompanhamento e sistemas de monitoramento de eventos adversos, o Brasil permanece no “não pode falar disso”, deslocando o debate para a clandestinidade.

O papel do Instituto Micélio Sagrado, nesse contexto, é seguir produzindo análise séria, juridicamente embasada e culturalmente sensível, ajudando a construir pontes entre ciência, direito, espiritualidade e políticas públicas – para que, quando o Brasil finalmente decidir enfrentar esse tema, não comece do zero nem repita, no século XXI, os erros da velha guerra às dr**as.

Confira em nosso blog o panorama global das novidades regulatórias de 2026 no campo da psilocibina! Link na bio.

Um ensaio clínico randomizado recente, publicado na revista científica JAMA Network Open, trouxe novos dados sobre o uso...
18/05/2026

Um ensaio clínico randomizado recente, publicado na revista científica JAMA Network Open, trouxe novos dados sobre o uso da psilocibina no Transtorno por Uso de Co***na — condição que, até o momento, não possui medicamentos aprovados pela FDA para o tratamento.

No estudo, os pesquisadores acompanharam 40 adultos que lutavam contra a dependência de co***na. O grupo foi dividido em dois:

· Uma parte recebeu dose única de psilocibina combinada com sessões de psicoterapia.

· A outra parte recebeu um placebo ativo (difenidramina), também com psicoterapia associada, escolhido para imitar alguns efeitos físicos leves da psilocibina e tentar manter o cegamento do estudo (evitar que o participante soubesse qual substância tomou).

Detalhe importante: A maioria dos participantes (mais de 80%) era de pessoas pretas e de baixa renda, uma população historicamente sub-representada em pesquisas com psicodélicos.

Após 180 dias de acompanhamento, os principais resultados foram:

· Mais dias limpos: O grupo que tomou psilocibina teve um aumento de 29% nos dias de abstinência em comparação ao grupo placebo.

· Abstinência total sustentada: 30% dos participantes que receberam a psilocibina conseguiram ficar completamente longe da co***na por seis meses. No grupo placebo, essa taxa foi de 0%.

· Segurança: Não foram registrados efeitos colaterais graves. Os efeitos físicos (como leve aumento da pressão) foram passageiros e controlados em ambiente clínico.

Embora os resultados do estudo sejam promissores, os autores reforçam que a psilocibina ainda é experimental e não deve ser usada por conta própria, pois requer acompanhamento rigoroso.

Mais uma vez, trata-se de um estudo com limitações importantes (algo comum no campo dos psicodélicos) e, por isso, ensaios confirmatórios maiores são necessários para validar a eficácia e a segurança antes de qualquer uso clínico mais amplo.

Referência
doi: 10.1001/jamanetworkopen.2026.11029.

Um novo estudo mexicano publicado na revista Molecules analisou como o extrato do cogumelo Psilocybe cubensis afeta o co...
07/05/2026

Um novo estudo mexicano publicado na revista Molecules analisou como o extrato do cogumelo Psilocybe cubensis afeta o comportamento, estresse e o cérebro de camundongos.

Os pesquisadores compararam quatro grupos:
• controle
• microdose
• macrodose
• fluoxetina (antidepressivo convencional)

Principais resultados:

• Microdoses produziram efeitos antidepressivos e ansiolíticos comparáveis aos da fluoxetina.
• O extrato estimulou neuroplasticidade no hipocampo, área cerebral ligada à memória e às emoções.
• As microdoses alteraram apenas discretamente padrões elétricos cerebrais associados ao foco e equilíbrio cognitivo, sem os padrões típicos de estados psicodélicos intensos.
• O P. cubensis parece atuar em múltiplas vias neuroquímicas simultaneamente, sugerindo um possível “efeito entourage”, no qual diferentes compostos trabalham em sinergia.
• A redução dos marcadores biológicos de estresse permaneceu por até 7 dias após o tratamento com microdose (efeito que não foi observado com a fluoxetina).

Apesar dos resultados promissores e das controvérsias em relação às práticas envolvendo a microdosagem, os autores ressaltam que se trata de um estudo pré-clínico em animais. Mais pesquisas e ensaios clínicos em humanos ainda são necessários para confirmar segurança e eficácia.

🔎 Leia a análise completa em nosso blog — link na bio.

O Instituto Micélio Sagrado (IMS) convida a comunidade para seu ciclo mensal de rodas de conversa online — um espaço de ...
16/04/2026

O Instituto Micélio Sagrado (IMS) convida a comunidade para seu ciclo mensal de rodas de conversa online — um espaço de diálogo qualificado, responsável e fundamentado em evidências.

Próximo Encontro: Cogumelos Psilocibinos no Brasil — Regulação, Ética e Direitos

Na edição de maio, vamos apresentar os principais pontos do mais recente artigo científico publicado pelo IMS no International Journal of Drug Policy.

O artigo analisa a omissão regulatória e a insegurança jurídica que ainda cercam os cogumelos psilocibinos no Brasil, contrastando o crescente interesse científico internacional com a ausência de normas claras no país, em meio a disputas sobre a medicalização e a exploração comercial da psilocibina.

Também discutiremos como o precedente regulatório da ayahuasca pode oferecer caminhos para uma abordagem regulatória mais coerente para o contexto cerimonial.

O encontro propõe refletir sobre como futuras políticas públicas podem ser construídas com mais responsabilidade ética e respeito à diversidade cultural.

🗓️ Data: 04/05/2026
⏰ Horário: 19h
💻 Plataforma: Microsoft Teams
👉 Acesso: https://teams.microsoft.com/meet/237451432497884?p=4i6MCSCHo4nSLVlSUF

Participe, compartilhe e apoie o IMS, fortalecendo a construção de um debate público responsável e qualificado.

́ticaspúblicas **as

O estudo clínico EPISODE (Fase 2b) testou a psilocibina em 144 participantes com depressão resistente. O resumo revela u...
23/03/2026

O estudo clínico EPISODE (Fase 2b) testou a psilocibina em 144 participantes com depressão resistente. O resumo revela um cenário complexo para a "medicina psicodélica":

• Resultado Principal: Inconclusivo. A avaliação médica não encontrou diferença estatisticamente relevante entre o grupo de 25 mg (17% de resposta) e o grupo placebo (10,6%).

• O Contraponto: Na autoavaliação dos participantes, a percepção foi mais positiva, com melhora rápida e significativa dos sintomas já na primeira semana.

• O Problema do "Cegamento": 86% dos participantes identificaram que haviam recebido a substância, o que compromete os resultados.

⚠️ Alertas de Segurança: Foram registrados eventos adversos graves, como o Transtorno Perceptivo Persistente por Alucinógenos (HPPD) e um aumento pontual na ideação $u1ç1d@ no dia da dose.

Veredito dos Autores do Estudo
A ciência no campo da psilocibina ainda é muito limitada por importantes desafios metodológicos, o que pode dificultar a aprovação dessa terapia pelas agências regulatórias. O estudo reforça a necessidade da aplicação de ferramentas de farmacovigilância e monitoramento de risco mais padronizados a longo prazo na pesquisa psicodélica.

🔗Confira o post completo no blog! Link na bio.

Referência
doi: 10.1001/jamapsychiatry.2026.0132.

O Instituto Micélio Sagrado (IMS) convida a comunidade para seu ciclo mensal de rodas de conversa online — um espaço de ...
23/03/2026

O Instituto Micélio Sagrado (IMS) convida a comunidade para seu ciclo mensal de rodas de conversa online — um espaço de diálogo qualificado, responsável e fundamentado em evidências.

Próximo Encontro: Integração Psicodélica na Prática

Na edição de abril, vamos discutir a importância de integrar experiências com cogumelos psilocibinos, um passo essencial para transformar vivências em mudanças reais e sustentáveis.

O encontro terá como base o Manual de Integração do IMS, que propõe a integração experiencial como eixo central de uma jornada responsável, oferecendo ferramentas práticas de cuidado, reflexão e aplicação no cotidiano.

Se você já passou por experiências desse tipo (ou deseja compreender melhor seus efeitos e desdobramentos) esse encontro é para você.

🗓️ Data: 07/04/2026
⏰ Horário: 19h
💻 Plataforma: Microsoft Teams
👉 Acesso: https://teams.microsoft.com/meet/28558836947479?p=YIR7AVg9yDQI2TvzPN

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Na última semana, dois estudos clínicos piloto trouxeram novos dados sobre o uso terapêutico da psilocibina em diferente...
16/03/2026

Na última semana, dois estudos clínicos piloto trouxeram novos dados sobre o uso terapêutico da psilocibina em diferentes condições de saúde mental.

1. Psilocibina e cessação do tabagismo

Um ensaio clínico publicado na JAMA Network Open comparou dois tratamentos para parar de fumar: uma sessão de psilocibina associada à terapia cognitivo-comportamental (TCC) e o tratamento padrão com adesivo de nicotina, também acompanhado de TCC.

Após 6 meses de acompanhamento:

• 40,5% dos participantes do grupo da psilocibina permaneceram sem fumar
• apenas 10% do grupo que utilizou adesivo de nicotina alcançou o mesmo resultado

⚠️Embora promissores, os autores destacam que o estudo é piloto, com amostra relativamente pequena e limitações metodológicas.

2. Psilocibina e transtorno obsessivo-compulsivo (TOC)

Outro estudo clínico investigou doses repetidas de psilocibina em pessoas com TOC moderado a grave. Os participantes receberam até oito sessões ao longo de oito semanas, em ambiente clínico supervisionado.

Ao final do tratamento:

• 73,3% dos participantes apresentaram melhora significativa dos sintomas
• 40% atingiram remissão clínica

Os efeitos diminuíram ao longo do tempo, mas ainda estavam presentes após seis meses de acompanhamento.

⚠️ Apesar dos resultados, os pesquisadores ressaltam que ensaios clínicos maiores ainda são necessários para confirmar a eficácia e definir protocolos terapêuticos mais precisos.

A pesquisa científica sobre psilocibina continua avançando, investigando possíveis aplicações terapêuticas em áreas como dependência química, transtornos de ansiedade e depressão resistente.

O Instituto Micélio Sagrado (IMS) segue acompanhando o avanço da ciência nesse campo.

Acesse o post completo em nosso blog! Link na bio.

Referências
1. doi: 10.1001/jamanetworkopen.2026.0972.
2. doi: 10.1177/02698811261424214.

O Instituto Micélio Sagrado (IMS) convida a comunidade para seu ciclo de rodas de conversa online, realizado mensalmente...
02/03/2026

O Instituto Micélio Sagrado (IMS) convida a comunidade para seu ciclo de rodas de conversa online, realizado mensalmente. Nosso objetivo é construir um espaço de debate qualificado, responsável e fundamentado em evidências sobre temas centrais da contemporaneidade.

Primeiro Encontro: Além da Psilocibina — Cultura, Ritual e Saberes Ancestrais

Nesta edição de março, receberemos a antropóloga Dra. Anita Lino. O encontro terá como ponto de partida seu artigo publicado na revista Anthropology of Consciousness, que examina a historicidade do uso de cogumelos psilocibinos nas Américas, propondo compreendê-los para além da dimensão química, situando-os em redes complexas de rituais, afetos e saberes tradicionais.

🗓️ Data: 10/03/2026
⏰ Horário: 19h
💻 Plataforma: Microsoft Teams
👉 Acesso: https://teams.microsoft.com/meet/28280933736965?p=1UTVovzNlOzrF2P5gv

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A Doença de Lyme é uma infecção bacteriana transmitida por carrapatos. Entre 10% e 20% das pessoas tratadas desenvolvem ...
02/03/2026

A Doença de Lyme é uma infecção bacteriana transmitida por carrapatos. Entre 10% e 20% das pessoas tratadas desenvolvem a chamada Síndrome Pós-Tratamento da Doença de Lyme (SPTDL), caracterizada por fadiga persistente, dor crônica, dificuldades cognitivas e alterações de humor. Atualmente, não há tratamento específico para essa condição.

Um estudo piloto aberto conduzido por pesquisadores da Johns Hopkins University acompanhou 20 participantes com SPTDL ao longo de 8 semanas, incluindo duas sessões assistidas com psilocibina.

Principais resultados:

· Redução média de aproximadamente 40% na carga total de sintomas após 6 meses.

· Melhora significativa na qualidade de vida.

· Redução de sintomas depressivos entre 50% e 60%.

· Melhora de quase 50% na qualidade do sono.

· Reduções de até 55% na dor e cerca de 30% na severidade da fadiga.

· Perfil de segurança da psilocibina: efeitos adversos leves e transitórios (como cefaleia e elevação temporária da pressão arterial).

Pontos importantes
O estudo possui limitações relevantes, como amostra pequena (n=20), ausência de grupo controle, desenho aberto (sem cegamento) e possível influência de expectativa. Portanto, os resultados são preliminares e não permitem conclusões definitivas sobre eficácia.

Hipóteses discutidas pelos autores
Os pesquisadores sugerem possíveis mecanismos da psilocibina que merecem investigação adicional:

· Modulação de processos inflamatórios

· Aumento de neuroplasticidade

· Benefícios psicoterapêuticos associados ao contexto assistido

O Futuro
Embora os resultados sejam preliminares e dependam de confirmação em ensaios clínicos controlados, o estudo contribui para ampliar a agenda de pesquisa sobre intervenções inovadoras em condições crônicas de difícil manejo.

Os dados sugerem que futuras investigações poderão explorar a psilocibina em contextos como fibromialgia e síndrome da fadiga crônica, sempre dentro de protocolos rigorosos e supervisionados.

Referência
doi: 10.1038/s41598-026-38091-9.

Um artigo publicado recentemente na revista científica Anthropology of Consciousness pela antropóloga Dra. Anita Lino re...
24/02/2026

Um artigo publicado recentemente na revista científica Anthropology of Consciousness pela antropóloga Dra. Anita Lino representa um marco na compreensão do gênero Psilocybe nas Américas.

A tese central da autora é que esses cogumelos não devem ser reduzidos apenas às suas propriedades químicas, como a psilocibina e a psilocina. Eles são, na verdade, agentes centrais em redes complexas que envolvem rituais, afetos, circulação de saberes e cosmologia, desempenhando funções oraculares, terapêuticas e estéticas ao longo de milênios.

Profundidade Histórica e Tradicional
A pesquisa destaca a ancestralidade desse uso, destacando uma bolsa ritual encontrada na Bolívia (c. 1.000 d.C.) que continha traços de psilocina. Esse achado é emblemático por sugerir a existência de redes inter-regionais de saberes visionários que operavam muito antes da imposição das fronteiras modernas.

Nas tradições indígenas, especialmente no México, o uso é caracterizado pela parcimônia e pelo respeito sagrado, sendo motivado por necessidades espirituais específicas e nunca por fins recreativos ou frequentes.

A Modernidade e o Choque Ético
O artigo critica o processo de "mercadologização" contemporâneo. A transição dos cogumelos para a modernidade ocidental trouxe consigo a apropriação de saberes originários e a tentativa de patenteamento de substâncias isoladas. A redução de experiências rituais complexas a meros "protocolos clínicos" e "terapias assistidas" de alto custo gera implicações éticas severas, como:

· Apagamento cultural: A desvinculação das cosmopolíticas indígenas.

· Assimetria de poder: A elitização do acesso à saúde e espiritualidade.

· Exploração econômica: A transformação de um saber ancestral em produto de mercado.

Contexto Brasileiro e Síntese
No Brasil, embora os dados etnográficos sejam limitados, o registro dos bisus entre os Huni Kuin exemplifica a relação entre fungos e mirações. Em suma, o uso de Psilocybe é uma história de resistência.

O conceito de "nomadismo micélico" traduz esse fluxo contínuo que atravessa territórios e regimes políticos, reafirmando que contexto e consciência são indispensáveis.

Endereço

São Paulo, SP

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