28/06/2025
“Porém o Senhor disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a altura da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o Senhor não vê como o homem vê.
O homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha o coração.”
— 1 Samuel 16:7 (ARA)
Em um mundo como o de hoje, não é raro vermos pessoas que se declaram cristãs—das mais diversas denominações—agir exatamente ao contrário do mandamento de Jesus: “Amai o próximo como a vós mesmos.” Quando o discurso se torna mais alto que o amor, acabamos medindo os outros pela aparência, pela orientação, pela condição social ou pela performance religiosa, e esquecemos que o Senhor não vê como o homem vê; Ele olha o coração (1 Sm 16:7).
Jesus subverteu qualquer lógica de exclusão ao abraçar publicanos, samaritanos, doentes, mulheres marginalizadas e até traidores. Ele nos lembrou que o critério do Reino é o amor prático: “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns pelos outros” (Jo 13:35). Quando falhamos em amar, traímos a própria essência do evangelho que anunciamos.
Por isso, como corpo de Cristo, somos chamados a:
1. Trocar o julgamento pela misericórdia. Antes de apontar falhas, olhemos para dentro e peçamos a Deus um coração sensível e transformado.
2. Erguer pontes em vez de muros. Acolher quem é diferente de nós revela a multiforme graça de Deus.
3. Praticar o amor que age. Amor que não se traduz em abraços, cuidado e justiça social é retórica vazia.
4. Anunciar um Cristo que inclui. Se Jesus se fez próximo de todos, inclusive dos excluídos, não podemos selecionar quem merece nosso afeto.
Quando a igreja se compromete com esse tipo de amor, ela deixa de ser um clube religioso e se torna o sopro (ruach) vivo de Deus no meio de uma sociedade sedenta de compaixão. Que cada um de nós se disponha hoje a amar de forma tão concreta que as pessoas não tenham dúvidas: o coração de Cristo está pulsando em nós.