Comunidade Nossa Senhora Aparecida

Comunidade Nossa Senhora Aparecida Comunidade Nossa Senhora Aparecida da Diocese de São Mateus ES

05/10/2020
20/02/2019

"Ofereço ao Senhor um sacrifício de louvor." (Sl 115)

"O homem levantou os olhos e disse: ‘Estou vendo os homens. Eles parecem árvores que andam’. Então, Jesus voltou a pôr as mãos sobre os olhos dele e ele passou a enxergar claramente” (Marcos 8, 24-25).

"Hoje, acompanhamos a chegada de Jesus à Betsaida. Ali, algumas pessoas trouxeram para Ele um cego e clamavam para que Ele o curasse. Jesus tocou em suas mãos e, depois de cuspir em seus olhos, pôs as mãos sobre ele, e perguntou: “Agora você está enxergando?”. Aquele homem respondeu: “Estou enxergando homens como se fossem árvores; são homens mas só os enxergo assim, como árvores!”.

Sabemos que a árvore é “coisa”, mesmo que seja da natureza ela é um objeto. Muitas vezes, nós parecemos enxergar, mas não enxergamos devidamente as pessoas e as coisas. Não conseguimos distinguir o que são coisas do que são pessoas, ou seja, as pessoas vemos como coisas; e coisas como pessoas.

Quem enxerga verdadeiramente no olhar de Deus, precisa realmente enxergar o que é cada coisa. Não podemos transformar o ser humano em um objeto de prazer, de valor financeiro; nem enxergar nele os meus interesses, e assim por diante.

Quando não conseguimos olhar para as pessoas com um olhar puro, significa que ainda não fomos curados da nossa cegueira. Quando Jesus tocou naquele homem, ele passou a enxergar, a ver; mas ainda não enxergava de forma correta. Por isso, Jesus precisou mergulhar novamente na graça para tocar nos olhos daquele homem, para que passasse a enxergar claramente.

Deus quer que enxerguemos de maneira clara. Ainda que fisicamente possamos ter alguma deficiência na nossa visão, a interior precisa estar toda iluminada com o olhar da graça. Então, iremos parar de fazer distinção de pessoas, parar de rotular seres humanos; parar de “coisificar” as pessoas, e parar de transformar coisas em pessoas.

O olhar da graça de Deus em nós, dá-nos a graça de vermos cada coisa em seu lugar e a graça de enxergarmos, com clareza, a presença de Deus onde Ele está." (Homilia Liturgia Diária Canção Nova - Padre Roger Araújo)

Feliz quarta-feira. “A paz esteja convosco”. Que Deus Nos Abençoe e Nos Guarde. Bom dia!

19/02/2019

"Que o Senhor abençoe, com a paz, o seu povo!" (Sl 28)

"Então Jesus os advertiu: ‘Prestai atenção e tomai cuidado com o fermento dos fariseus e com o fermento de Herodes’” (Marcos 8, 15).

"Os discípulos tinham esquecido de levar os pães, e estavam cochichando entre eles o que deveriam fazer. E Jesus prestava atenção neles.

Jesus não chama a atenção deles pelo fato de terem esquecido dos pães, porque todo mundo pode esquecer de alguma coisa, isso é normal. Jesus chama a atenção deles para que fiquem atentos e tenham cuidado para não se contaminarem e serem contagiados pelo fermento dos fariseus e pelo de Herodes.

O que é o fermentos dos fariseus e o de Herodes?

O fermento que toma conta de um e do outro é a hipocrisia. Eles vivem uma religião de hipócritas, aparentam serem pessoas religiosas e de muita fé, mas, na verdade, são pessoas que vivem uma fé somente de coisas externas.

Não vivamos uma fé como a deles. Uma fé onde demonstramos empolgação; falamos bem de Jesus e das coisas de Deus; pregamos e queremos converter a todos, mas dentro do nosso interior, não cuidamos das coisas fundamentais da vida.

Não nos deixemos levedar pelo fermento da hipocrisia. Porque ela é a maior tentação que as pessoas religiosas vivem. Porque falam de uma religião para todos, mas vivem de forma diferente. Não nos deixemos levar por essa forma de vida religiosa.

É a religião de ontem, mas a de hoje também. Porque, muitas vezes, vivemos um cristianismo hipócrita, fermentado e fomentado na hipocrisia. Vivemos preocupados com a aparência, com o que os outros acham, vêem e pensam de mim, mas não ficamos preocupados em viver uma religião concisa, coerente, autêntica.

Ainda que sejamos recheados de fraquezas, tomemos consciência delas. Não demonstremos aos outros que somos super-heróis da fé, e sim que temos as nossas fraquezas, mas estamos superando-as e lutando com elas em todos os dias da nossa vida.

Não nos deixemos levar pelo fermento dos fariseus e de Herodes, que viviam uma descrença, uma desconfiança, uma falta de fé em Deus e no que Ele podia fazer. Ficavam preocupados com as coisas meramente humanas. Enquanto que, a religião é uma dependência do sagrado, tem dependência da relação com Deus.

Não tiremos a autoridade de Deus e a transfiramos para nós ou para qualquer pessoa. Só Deus é Deus. É Ele quem deve ser amado, adorado, glorificado, exaltado. É Ele quem deve dirigir os nossos corações." (Homilia Liturgia Diária Canção Nova - Padre Roger Araújo)

Feliz terça-feira. “A paz esteja convosco”. Que Deus Nos Abençoe e Nos Guarde. Bom dia!

18/02/2019

"Imola a Deus um sacrifício de louvor!" (Sl 49)

"(...) Caim atirou-se sobre o seu irmão Abel e matou-o. E o Senhor perguntou a Caim: ‘Onde está o teu irmão Abel?’. Ele respondeu: ‘Não sei. Acaso sou o guarda do meu irmão?’” (Gênesis 4, 8-9).

"O relato da Primeira Leitura da Missa de hoje é de um triste acontecimento, o primeiro fratricídio. É a Bíblia narrando a história de um irmão que matou o seu próprio irmão.

Caim e Abel representam toda a humanidade, todos os corações humanos, pois, somos irmãos uns dos outros. Mas, na convivência e na relação humana, os diversos sentimentos tomam conta do coração do homem e da mulher.

Sentimentos mais nobres como o amor, a gratidão, o reconhecimento, a bondade, mas também, os sentimentos mais negativos. Esses nascem, sobretudo, da inveja, do ciúme e, desses, nascem o rancor, o ressentimento, a mágoa. E, quando esses sentimentos se misturam, transformam-se em ódio. E um coração recheado pelo ódio é capaz de fazer as coisas mais horríveis possíveis.

Não é nenhuma novidade, nos tempos de hoje, irmãos que matam irmãos. Mas, quando não há a morte propriamente dita, existem as grandes e pequenas inimizades, as rixas, as brigas, as diferenças de irmão com irmão.

Irmãos que não se aceitam, que falam mal um do outro; irmãos que nem se falam mais e não se vêem mais; irmãos que não sentam na mesma mesma. Qual dor maior um filho pode dar aos seus pais, do que aquela em que odeia o seu próprio irmão?

São diferenças, rixas, situações mal resolvidas e, sobretudo, o orgulho. Porque, o orgulho é o grande veneno da alma humana. É o orgulho que dá origem a todos os sentimentos negativos que se apoderam de nós. As pessoas não se reconciliam por causa do orgulho; as feridas não são curadas por causa do orgulho; os entendimentos não acontecem por causa do orgulho.

Quanto maior for o grau do orgulho no nosso coração, mais ferido ele se encontra e, mais ainda, queremos ferir o coração do outro. Ou nós somos curados pela humildade do Nosso Senhor Jesus Cristo ou continuaremos nos ferindo, nos atacando, nos agredindo; nos colocando uns contra os outros.

Sejam irmãos da mesma casa ou que convivem em uma comunidade paroquial ou de vivência; seja na sociedade ou no trabalho, o que mais acontece são pessoas falando umas das outras. É irmão matando irmão e isso fere o coração do nosso Deus.

Que o Evangelho nos ensine o caminho da reconciliação, da humildade, do perdão e da misericórdia. E, dessa forma, poderemos superar todo o orgulho, soberba, inveja e ressentimentos que guardamos em nós, para construirmos, enfim, a fraternidade que tanto sonhamos." (Homilia Liturgia Diária Canção Nova - Padre Roger Araújo)

Feliz segunda-feira. “A paz esteja convosco”. Que Deus Nos Abençoe e Nos Guarde. Bom dia!

16/02/2019

"Ó Senhor, vós fostes sempre um refúgio para nós." (Sl 89)

"(...) Jesus chamou os discípulos e disse: ‘Tenho compaixão dessa multidão, porque já faz três dias que está comigo e não tem nada para comer’” (Marcos 8, 1-2).

"Jesus é o Mestre que alimenta os Seus. Ele alimenta com o pão da Palavra; Ele ensina, prega. Ele conduz os corações para o Reino dos Céus. Mas o homem não vive só da Palavra. O homem vive, também, do pão que alimenta, sacia e mantém em pé. Por isso, Jesus teve compaixão daquela multidão que há três dias o seguia e não tinha nada para comer. Então, Ele manifesta aos Seus discípulos a preocupação d’Ele.

Nós, como discípulos de Jesus, precisamos ouvir a preocupação do Mestre. Ele está preocupado com multidões que, no mundo em que vivemos, não têm o que comer.

O homem tem sede e fome de Deus. E nós precisamos levar Deus aos corações, anunciar a Sua Palavra e proclamar o Seu amor. Mas, por favor, não vivamos a hipocrisia da pregação. Não basta anunciarmos nos microfones, nos meios de comunicação e nas redes sociais que “Jesus é o Senhor”, se não nos preocupamos com a fome das pessoas.

São muitos os famintos e são grandes as multidões que, neste mundo, não têm o que comer. Nas nossas ruas, crianças passam fome; nas nossas cidades, pais de famílias, homens e mulheres, muitas vezes, não têm o que comer.

É doloroso dizer que muitas pessoas comem alimentos estragados; comem alimentos que fazem mal só para poderem enganar a fome. Enquanto isso, nas nossas casas, jogamos comida fora, crianças só comem o que querem e jogam comida fora.

Perdemos a consciência do valor sagrado do alimento e perdermos a consciência do valor sagrado da solidariedade. A nossa solidariedade tem nome, ela chama-se compaixão. Jesus sofre com todos aqueles que sofrem. Ele sofre a fome, a penúria; sofre por não ter o que comer.

Não se trata de explicações sociológicas para a fome, para a miséria humana, porque teríamos diversas razões e explicações. Aqui, trata-se de cuidar de quem passa fome, de dar o pão a quem não tem o que comer, de repartir o que temos em nossa casa, ir ao encontro daquele que é necessitado.

Não podemos permitir que, ao nosso lado e até distante de nós, qualquer filho de Deus passe fome. Não podemos, na nossa consciência cristã, dizer que esse problema não é nosso. Isso seria sinal de que não somos discípulos de Jesus, porque é Ele quem chama os Seus discípulos para dizer que tem compaixão daquela multidão que não tinha o que comer.

Jesus diz, ainda hoje, que tem compaixão de todos aqueles que não têm o que comer. Multipliquemos os nossos pães, os alimentos que temos em nossa casa. Multipliquemos a nossa solidariedade para que possamos dividir e repartir com aqueles que não tem." (Homilia Liturgia Diária Canção Nova - Padre Roger Araújo)

Feliz sábado. “A paz esteja convosco”. Que Deus Nos Abençoe e Nos Guarde. Bom dia!

14/02/2019

"Felizes todos os que respeitam o Senhor." (Sl 127)

"Uma mulher, que tinha uma filha com um espírito impuro, ouviu falar de Jesus. Foi até ele e caiu a seus pés” (Marcos 7, 5).

"Nós nascemos puros! E ainda que tenhamos a marca do pecado original, a graça do batismo nos purifica.

As crianças são puras. E como são belas as nossas crianças! É verdade que, por descuido, por falta de zelo ou por outra circunstância da vida, nossos filhos se sujam com o mundo e, nós, também, nos sujamos.

E, os espíritos impuros, ao longo da caminhada, vão entrando em nossa vida, na nossa história. Às vezes, é dentro de casa mesmo, pois dentro de uma casa onde se fala palavrão, o espírito impuro invade a mente das crianças. Numa casa onde tem gritarias, brigas e tantas outras coisas, tudo isso invade o interior dos filhos e, com toda a certeza, também invade o interior dos adultos.

Hoje permite-se tudo: televisão, internet, redes sociais. São bens necessários, mas trazem um mundo de impureza para dentro das nossas casas e, também, para dentro dos nossos filhos. Nós não podemos ser ingênuos e nem inocentes com aquilo que invade os sentimentos e pensamentos, inclusive, das nossas crianças.

No Evangelho, aquela menina sofre com o espírito impuro, está toda atormentada. E quantas meninas tão cedo se deixam levar pelo espírito deste mundo! Quantas moças e quantos rapazes, cada vez mais cedo, são seduzidos pelo espírito deste mundo. E, mais cedo ainda, é grande a quantidade de jovens querendo se suicidar porque perderam o sentido da vida.

Então, o primeiro remédio é a prevenção. Precisamos cuidar dos nossos filhos com amor, atenção, e ter cuidado com os espíritos impuros, maldosos, imundos. Espíritos mundanos que roubam, cada vez mais cedo, a pureza dos nossos.

No Evangelho, aquela mãe aflita, estava com o coração amargurado por causa do que aconteceu com sua filha. Essa mãe implora a Jesus pela vida da filha. Pede que a liberte daquele espírito impuro que a atormentava, que tirava a paz interior dela, que a deixava sempre agitada, e fazia com que ela perdesse o sentido da vida.

Esse espírito impuro precisava ser expulso da vida dela. Aquela mãe sabia que só Jesus poderia fazer isso por sua filha. E ela implora, inclusive pelas migalhas, pois como ela não era judia e, Jesus estava pregando para os judeus, para o povo da primitiva aliança, ela rompeu toda e qualquer barreira e diz: “Os cães têm direito às migalhas”.

Nós precisamos das migalhas de Jesus para os nossos filhos. Podemos dar o “Pão da Palavra”, o “Pão da Eucaristia”, o “Pão que salva”, mas se rejeitamos o Pão da Palavra, o Pão da Eucaristia, o banquete da vida, se não os damos aos nossos filhos, o mundo tomará conta deles.

Precisamos mais do que nunca, implorar como aquela mulher: “Jesus, salva os nossos filhos”". (Homilia Liturgia Diária Canção Nova - Padre Roger Araújo)

Feliz quinta-feira. “A paz esteja convosco”. Que Deus Nos Abençoe e Nos Guarde. Bom dia!

13/02/2019

"Bendize, ó minha alma, ao Senhor!" (Sl 103)

"(...)'Escutai todos e compreendei: o que torna impuro o homem não é o que entra nele vindo de fora, mas o que sai do seu interior'” (Marcos 7, 14-15).

"Mais um vez, vemos a relação de Jesus com os fariseus. Eles estão preocupados com aquilo que entrará para dentro de nós, com a comida, com os aspectos dos alimentos. Porém, ainda que se tenha preocupação com a questão higiênica dos alimentos, a impureza a qual Jesus se refere é a impureza da alma, do coração e das intenções.

Neste caso, não é o que vem de fora que vai nos sujar, e sim o que já está dentro de nós. É a maldade das nossas intenções e pensamentos; é o mal que, muitas vezes, recheia os nossos pensamentos. Impuro é aquilo que pensamos, que está guardado dentro de nós e, quando soltamos, o veneno se expande, espalha.

Por isso, o homem interior cuida da sua vida interior. Ele cuida de lavar-se, de purificar-se. Ele cuida, acima de tudo, do coração dele.

Há, nos dias de hoje, uma preocupação excessiva com os aspectos externos da vida humana. Uma preocupação excessiva com a beleza, onde a pessoa passa o dia inteiro para cuidar dos seus traços exteriores. E, é muito bom cuidar de si mesmo, dos aspectos da saúde, da aparência. Mas se tivéssemos, pelo menos, a mesma preocupação com o nosso interior, as relações humanas seriam outras.

Não adianta mostrar uma cara boa, limpa, bem cuidada, se não cuidarmos com a mesma ou com maior diligência do nosso coração. Porque, o que estraga a vida humana não é aquilo que vemos, e sim o que está guardado. Pois, quando o que está guardado vem para fora, ele vem como uma artilharia, como veneno, como perigo.

Jesus fala que é de dentro do nosso coração que saem as más intenções, as imoralidades, os roubos, os adultérios, as ambições desmedidas. É de dentro do nosso coração que saem todas essas coisas. Então, cuidemos bem dele, o purifiquemos; cuidemos de lavar a nossa alma. Cuidemos de colocar em ordem os pensamentos que estão na nossa cabeça, pensamentos desordenados, soltos, impuros, maldosos, pois julgamos, condenamos, tudo isso acontece dentro de nós.

Purificando o nosso interior, teremos o melhor de nós para darmos uns aos outros." (Homilia Liturgia Diária Canção Nova - Padre Roger Araújo)

Feliz quarta-feira. “A paz esteja convosco”. Que Deus Nos Abençoe e Nos Guarde. Bom dia!

12/02/2019

"Ó Senhor nosso Deus, como é grande vosso nome por todo o universo!" ( Sl 8 )

"(...)‘Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim. De nada adianta o culto que me prestam, pois as doutrinas que ensinam são preceitos humanos’” (Marcos 7, 6-7).

"Os fariseus reclamavam de Jesus e dos Seus discípulos porque eles comiam sem lavar as mãos. Os fariseus consideravam impuros aqueles que comiam sem lavar as mãos. Os preceitos que eles e muitos doutores da lei observavam, eram preceitos rigoristas. Pois os fariseus prestavam atenção no rigor da lei; na forma de lavar as mãos, os copos; e assim por diante.

Esses eram os detalhes importantes para os fariseus, enquanto que, o mais importante não se tornava, de fato, o mais importante. Porque o essencial é a vivência do amor, é misericórdia que temos com o próximo; o essencial é amar a Deus com o coração puro e sincero.

Deu-se, então, a resposta de Jesus: “Este povo me honra com os lábios, com a boca, mas o coração está longe de mim”. A doutrina que eles ensinavam não passavam de doutrinas humanas, cheia de preceitos humanos e não carregavam o ardor da graça, a força do Espírito.

E o Espírito é vida; é vida de relação com Deus; é vida de amor ao próximo. O primeiro preceito não é a doutrina, o primeiro preceito é a vida; é o cuidado pela vida. A vida como relação com Deus; a vida como respeito de um ser humano para com o outro.

Nós, muitas vezes, estamos formando uma religião farisaica, hipócrita. Uma religião que briga por causa das doutrinas, dos preceitos. Uma religião que combate quem não crê e reza como ela. Combate a quem não se veste da mesma forma, combate a quem não usa o véu, o crucifixo; e assim por diante.

Mas nos esquecemos que esses são os aspectos acidentais da religião, pois, a essência de uma religião é, de fato, a vivência do amor. Às vezes, queremos brigar por causa de Deus e, em nome d’Ele, atacamos, brigamos; criamos discussões; acusamos aos outros; criamos confusões, quando tudo isso não passa de preocupações humanas, brigas e discussões. O único preceito que nos salvará é o amor.

Não, nós não estamos desconsiderando nenhum mandamento ou preceito da lei. Não estamos ignorando nada daquilo que são regras, liturgia, direito. Porém, todas essas coisas sem a vivência do essencial não terão importância alguma para Deus. Porque a religião que nos salva é a vivência do amor acima todas as coisas.

Vivendo no amor, viveremos os preceitos necessários para que a religião seja verdadeira e agrade ao coração de Deus." (Homilia Liturgia Diária Canção Nova - Padre Roger Araújo)

Feliz terça-feira. “A paz esteja convosco”. Que Deus Nos Abençoe e Nos Guarde. Bom dia!

11/02/2019

"Alegre-se o Senhor em suas obras!" (Sl 103)

"Jesus percorria toda aquela região, e levavam os doentes deitados em suas camas para o lugar onde ouviam falar que Jesus estava” (Marcos 5, 55).

"Jesus percorre todos os lugares anunciando o Reino de Deus e pregando o Evangelho. Onde Jesus estava, os doentes eram levados até a Ele.

É Jesus que vai até aos doentes e os doentes que vão até Jesus. É Jesus que vem ao encontro das nossas enfermidades, e nossas enfermidades que precisam ir ao encontro de Jesus.

Hoje, a Igreja celebra o Dia Mundial dos Enfermos. O Sacramento da Unção dos Enfermos é uma graça muito particular, reservada a todos os nossos irmãos e a cada um de nós, que sofremos doenças e enfermidades.

É Jesus que se faz solidário com as nossas doenças e enfermidades, elas revelam a nossa fragilidade humana. Todos nós somos perecíveis e suscetíveis às doenças e enfermidades. Precisamos cuidar da nossa saúde e fazermos todos os esforços possíveis para que ela esteja em dia.

Não podemos simplesmente esperarmos milagres do céu. O grande milagre da vida é cada um de nós saber cuidar da saúde, dando o melhor de nós, nos prevenindo dos males deste mundo, inclusive, dos males que atacam o nosso corpo, a nossa mente, o nosso Espírito, a nossa saúde, nos prevenir para que tenhamos paz e saúde.

Mas, na hora da enfermidade, Deus jamais nos abandona. Na hora da dor, da aflição e da tribulação, o Senhor quer estar muito perto de nós, e nós precisamos estar perto d’Ele. Por isso, hoje, precisamos levar nossos enfermos à presença de Jesus. Precisamos, cada vez mais, associá-los ao Corpo Místico de Jesus pregado na Cruz, o Corpo de Cristo sofredor na Cruz. É ali que Cristo cura a nossa dor e as nossas enfermidades.

Primeira coisa, é preciso sofrer junto. Sofrer com quem sofre; estar ao lado do enfermo, jamais abandoná-lo. Pois, muitas pessoas acabam sofrendo muito mais pela dor da incompreensão, da solidão, do abandono, e da falta de cuidados.

Atenção para com os enfermos dos hospitais, da nossa casa e família, porque, muitas vezes, não conseguimos dar aquela devida atenção que eles precisam.

Então, hoje, o convite de Jesus a nós é para darmos mais atenção aos doentes, enfermos e sofredores. Se, hoje, temos saúde e podemos fazer alguma coisa pelos que sofrem, façamos. Porque, amanhã, a situação pode se inverter, pode ser que sejamos nós que precisaremos do cuidado do outro.

Como é importante sermos a mão, o cuidado e presença de Jesus na vida do outro. Sobretudo no momento da dor e da fragilidade. Jesus está ao nosso lado e nós precisamos estar ao lado do outro, o socorrendo, o levantando e levando o amor misericordioso do coração do nosso Deus." (Homilia Liturgia Diária Canção Nova - Padre Roger Araújo)

Feliz segunda-feira. “A paz esteja convosco”. Que Deus Nos Abençoe e Nos Guarde. Bom dia!

09/02/2019

"O Senhor é o pastor que me conduz, não me falta coisa alguma." (Sl 22)

"E Jesus lhes disse: ‘Vinde sozinhos para um lugar deserto e descansai um pouco’” (Marcos 6, 31).

"Multidões estavam atrás de Jesus por conta de tudo aquilo que Ele estava realizando: o Reino de Deus. Mas existe, no ensino de Jesus, algo que precisamos aprender. Pois, o chamado d’Ele é para irmos sozinhos e nos afastarmos das pessoas com as quais costumamos estar; nos afastar de tudo aquilo que fazemos e realizamos, das nossas tarefas e obrigações. Sendo assim, teremos o nosso lugar.

Esse lugar precisa ser deserto, deve ser o lugar do nosso encontro, onde podemos nos encontrar conosco mesmos, com Deus e, sobretudo, com as nossas realidades mais profundas. Um lugar onde podemos revigorar a nossa saúde física, mental, emocional e espiritual.

Nós, muitas vezes, levamos Deus aos outros mas perecemos. Perecemos na depressão, no cansaço, no excesso das atividades, nas fadigas da vida. Isso ocorre porque não levamos a sério a Palavra do Mestre quando nos diz para irmos ao deserto nos revigorarmos e, acima de tudo, para descansarmos nem que seja um pouco.

Precisamos desse descanso, e Jesus fazia isso com maestria. Ele não ficava o dia todo pregando para a multidão, Ele tinha compaixão, ensinava ao povo muitas coisas, mas sempre retirava-se. Primeiro, para estar consigo mesmo, a sós; segundo, para viver a profunda comunhão com o Pai e, depois, para se refazer, porque a missão era árdua.

Quem de nós não tem uma missão tão árdua? Quem é pai; mãe; jovem; quem tem responsabilidades sabem que, a cada dia, a missão é mais árdua.

Se não priorizarmos o deserto, o silêncio e o descanso, de fato, Deus não poderá fazer muito. Podemos pensar: "Ah, mas eu trabalho para Deus e tenho muitas responsabilidades”. Mas é por esse mesmo motivo que precisamos do descanso, pois, quando mais responsabilidade temos, mais precisaremos do refrigério, do descanso. Se o trabalho é sagrado, na mesma proporção é o descanso, o refrigério d’alma. O convite do Mestre Jesus é para que repensemos a nossa vida a partir de um cuidado essencial para com a nossa saúde.

Não espere ficar todo quebrado, estraçalhado, perder toda a harmonia interior para só depois procurar um tratamento. O deserto é a prevenção evangélica." (Homilia Liturgia Diária Canção Nova - Padre Roger Araújo)

Feliz sábado. “A paz esteja convosco”. Que Deus Nos Abençoe e Nos Guarde. Bom dia!

08/02/2019

"O Senhor é minha luz e salvação!" (Sl 26)

"Irmãos, perseverai no amor fraterno. Não esqueçais a hospitalidade; pois, graças a ela, alguns hospedaram anjos, sem o perceber. Lembrai-vos dos prisioneiros, como se estivésseis presos com eles, e dos que são maltratados, pois também vós tendes um corpo!” (Hebreus 13, 1-3).

"Hoje, a nossa meditação é sobre a Primeira Leitura da Missa, a Carta aos Hebreus. Essa leitura retoma ao nosso coração os pilares fundamentais da vivência da caridade, porque essa precisa ser viva, exercida e praticada. A caridade não pode ser só meditada, admirada, contemplada, ela precisa ser atuante. Quando a caridade não está viva em nossa vida, o nosso espírito cristão arrefece.

Estamos contemplando tragédias e mais tragédias neste mundo. Tragédias tão recentes em nosso meio, como a de Brumadinho, em Minas Gerais, por conta dela nos unimos em oração. E que maravilha quando nos unimos em oração! Mas não basta somente orarmos pelas situações, precisamos agir para transformar as situações no mundo.

Se sabemos que alguém está doente e rezamos por ele, que maravilha! Temos de rezar. Porém, também, temos de cuidar, precisamos saber o que humanamente podemos fazer para aliviar o sofrimento daquele irmão.

Se a pessoa está desamparada, perdida, e pensamos assim: “Ah, que Deus a ajude!”. Como Deus irá ajudar, se Ele conta com as nossas mãos? E, pode ser que Deus não possa contar com as mãos dos Seus seguidores, dos Seus filhos, os cristãos, então, são outros que nem creem em Deus que, muitas vezes, exercem a hospitalidade que em nós, cristãos, deveria ser tão latente e presente em nossa vida.

“Não vos esqueçais dos prisioneiros”. Quantos irmãos nossos estão presos? Talvez, nós paremos no espírito justiceiro do mundo e estamos apenas os condenando. Hoje, a visita nos presídios está relegada a Pastoral Carcerária, e ela trabalha; mas quantos de nós poderiam se fazerem ainda mais presentes em realidades tão duras.

São nossos irmãos que estão nas prisões, nos hospitais. São irmãos nossos, do mesmo Corpo que é o Corpo de Cristo, que são maltratados, esquecidos; são idosos, crianças, irmãos de rua. Não nos esqueçamos da caridade, sem ela não há salvação. Podemos ser bons adoradores, rezar mil Ave Marias todos os dias, mas sem exercer a caridade neste mundo, nós não o transformaremos.

E não é uma caridade passiva, onde dizemos: “Vou rezar por você”, pode começar pela oração, pois ela é graça, mas que seja uma graça atuante. Oração revertida de ação concreta, pois precisamos sair de nós mesmos para cuidar das realidades sofridas deste mundo. Essa é a forma de sermos sal, fermento e luz, para os quais o Mestre Jesus nos enviou para ser." (Homilia Liturgia Diária Canção Nova - Padre Roger Araújo)

Feliz sexta-feira. “A paz esteja convosco”. Que Deus Nos Abençoe e Nos Guarde. Bom dia!

Endereço

Bairro Nova Conquista
São Mateus, ES

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