21/07/2026
A igreja não foi chamada apenas para conhecer a verdade, mas também para confessá-la, defendê-la e refutar aquilo que a contradiz.
Judas disse que devemos batalhar diligentemente pela fé que foi entregue aos santos [Jd 3]. É óbvio que Deus não precisa de defesa; porém, ordenou-nos que nos posicionássemos pela verdade, buscando levar cativo todo pensamento ao senhorio de Cristo [2Co 10.5].
A apologética é a área da enciclopédia teológica que se ocupa da defesa da fé. John Frame nos fornece uma definição resumida e prática quando afirma que a “apologética cristã (que nada tem a ver com ‘apologia’ no sentido de pedir desculpas) busca servir a Deus e à igreja, ajudando os crentes a levar a cabo a ordem de 1Pedro 3.15–16. Poderemos defini-la como a disciplina que ensina os cristãos a dar uma razão para a sua esperança” [1].
Essa definição nos ajuda a entender que, em um tempo marcado pela confusão doutrinária, pelo relativismo e pela oposição aberta à fé cristã, precisamos recordar que a apologética pertence à própria identidade da igreja. Todo cristão deve estar preparado para responder acerca da esperança que há nele, enquanto os oficiais da igreja são chamados a exortar pelo reto ensino e a convencer os que contradizem.
Nesta série, veremos o que é apologética, sua relação com a teologia elênctica e com o polemismo, o caráter inevitavelmente religioso de todo pensamento e a necessidade de estabelecermos, com clareza, a antítese entre a verdade de Deus e a autonomia humana. Por fim, veremos como a verdade deve ser afirmada com coragem, mas também com mansidão, benignidade e temor.
Enfim, venha aprender que, uma vez que pertencemos Àquele que é a própria Verdade, não podemos permanecer em silêncio quando sua Palavra é negada, distorcida ou atacada.
Hoje, na IPCohama, às 19h30.
[1] FRAME, John M. *Apologética para a glória de Deus*. Cultura Cristã, 2010, p. 13.