18/06/2020
“A ciência parte dos fenômenos, estabelece um sistema racional de relações, explicações e previsões, e termina testando esse sistema através de experimentos realizados no mundo dos fenômenos, de onde começou. Quando o elemento racional contribui com mais do que é devido, surge o racionalismo, que considera a racionalidade como sendo o critério da realidade, e atribui um papel secundário à observação e à experimentação. Por outro lado, um empirismo racional reconhece que a razão é indispensável à criação da ordem, mas que ela tem de se submeter ao que está dado no mundo, atentando para a contingência da existência e da maneira de ser das coisas.
De acordo com os filósofos gregos idealistas, a natureza é plena de razão e de necessidade lógica, às quais até mesmo o demiurgo de Platão foi obrigado a submeter-se. No entanto, o Deus da Bíblia, Jeová, é um Deus que a nada precisava obedecer, nem mesmo às Idéias. [...] a concepção bíblica de um mundo construído e criado por um livre ato da vontade de Deus implica em uma ciência sujeita a dados e fatos, coisas dadas e feitas, quer sejam ou não racionais”. (R. Hooykaas)
Em uma jornada pelo racionalismo e empirismo na Antiguidade, Idade Média e no início do século XVII, e as oposições ao cartesianismo, uma análise é feita em um ponto crucial: saber se as coisas eram boas porque Deus as queria ou se Deus as queria porque eram boas. Poderia fazer Deus tudo o que quisesse, ou estaria Ele limitado pela natureza das coisas?
Tema: *Razão e Experiência.*
Mais um encontro da série baseada na obra “A Religião e o Desenvolvimento da Ciência Moderna” de R. Hooykaas, pelo Prof. Me. Marcos Azevedo (UFMA).
Convidamos você a participar do encontro do Grupo de Estudos de São Luís da Associação Brasileira Cristãos na Ciência (ABC²). *Será no dia 20 de junho de 2020 (sábado), das 18h às 19h. Solicite seu convite através de nossas redes sociais (Instagram/Facebook: ) e e-mail:* [email protected]. Junte-se a nós!
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