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21/02/2026
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18/01/2026

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Discurso iniciático aos SIIStanislas de GuaitaFoste investido sucessivamente nos três graus hierárquicos de nossa Ordem....
26/10/2025

Discurso iniciático aos SII
Stanislas de Guaita

Foste investido sucessivamente nos três graus hierárquicos de nossa Ordem. Nós te saudamos S I , e quando houveres transcrito nossos ensinamentos e meditado sobre eles tornar-te-ás, por tua vez, Iniciador. Em tuas mãos fiéis será depositada uma importante missão: terás a incumbência e a honra, de formar um grupo de que serás, perante tua consciência e perante a Humanidade Divina, o Pai intelectual e, quando se apresentar o ensejo, o tutor moral.

Não procuramos, aqui, impingir-te convicções dogmáticas. Pouco importa que sigas na esteira do materialismo, do espiritualismo ou do idealismo; pouco importa que professes o Cristianismo ou o Budismo; pouco importa que te proclames livre pensador ou que preconizes mesmo o ceticismo absoluto. Nada disso nos é relevante. Não melindraremos teu coração, molestando teu espírito em virtude de problemas que só terás de resolver segundo tua consciência e no silêncio solene de tuas paixões tranquilizadas.

Imbuído de um profundo amor por teus irmãos humanos, não procures jamais dissolver os liames de solidariedade que te vinculam estreitamente ao Reino Hominal considerado em sua síntese; és de uma religião suprema e verdadeiramente universal, pois é ela que se manifesta e se impõe (multiforme, bem verdade, porém essencialmente idêntica a si mesma), sob os véus de todos os cultos esotéricos do Ocidente, como também do Oriente.

Psicólogo, dá a esse sentimento o nome que quiseres: Amor, Solidariedade, Altruísmo, Fraternidade, Caridade; Economista ou Filósofo, chama-o de tendência ao Socialismo, se desejares... ao Coletivismo, ao Comunismo... de nada importam as palavras!

Místico, honra esse sentimento sob as denominações de Mãe Divina ou Espírito Santo.

Mas, quem quer que sejas, não esqueças jamais que, em todas as religiões verdadeiras e realmente profundas, isto é, calcadas no Esoterismo, a prática desse sentimento é o ensinamento primeiro, capital, essencial, desse mesmo Esoterismo.

A busca sincera e desinteressada da Verdade: eis o que teu Espírito deve a si mesmo; fraternal mansuetude com relação aos outros homens: eis o que teu Coração deve ao próximo. Com exceção desses dois deveres, nossa Ordem não pretende prescrever-te quaisquer outros, pelo menos não de maneira imperativa.

Nenhum dogma filosófico ou religioso impõe-se à tua fé. Quanto à doutrina cujos princípios cardeais te apresentamos de forma concisa, pedimos apenas que medites sobre ela à vontade de imparcialmente. É só pela via da persuasão que a Verdade tradicional deseja conquistar-te em prol de sua causa!

Abrimos sob teus olhos os selos do Livro. Todavia, cabe a ti aprender primeiro a soletrar a Letra, e depois penetrar o Espírito dos mistérios que este livro encerra.

Nós te oferecemos o começo, e aqui termina o papel de teus Iniciadores. Se tu, por ti mesmo, chegares à compreensão dos Arcanos, merecerás o título de Adepto.

Deves saber, entretanto, que seria inútil que os mais sábios mestres te revelassem as supremas fórmulas da ciência e do poder mágico; a Verdade Oculta não se deixaria transmitir num discurso: cada um deve invocá-la, criá-la e desenvolvê-la em si.

Tu és Iniciatus: aquele que outros colocaram na senda. Esforça-te para tornar-te Adeptus: aquele que conquistou a Ciência por si próprio - em suma, o filho de suas obras.

Nossa Ordem, conforme eu te disse, limita suas pretensões à esperança de fecundar bons terrenos, lançando a boa semente por toda parte: os ensinamentos de nossa Ordem são precisos, mas basilares, constituindo o alicerce sobre o qual se edificará um estudo eminentemente pessoal.

Quer este programa satisfaça a tua ambição, quer o destino te empurre, algum dia, ao umbral do templo misterioso em que resplandece há séculos o luminoso repositório do Esoterismo Ocidental, escuta as derradeiras palavras de teus Irmãos desconhecidos: que elas possam germinar no teu espírito e frutificar em tua alma.

Afirmo que podes encontrar, aí, o critério infalível do Ocultismo e que a chave da síntese esotérica está aí, e não em outro lugar. Mas de que serve insistir se podes compreender e se queres crer?

Caso contrário, por que ainda persistir?

És inteiramente livre para tomar por alegoria mística ou fábula literária sem profundidade aquilo que me resta a dizer.
Podes até mesmo entender que se trate de uma audaciosa impostura... És livre. Todavia. ESCUTA.

Germine ou apodreça a semente, irei lançá-la na terra.

No princípio, na raiz do Ser, é o Absoluto. O Absoluto - que as religiões denominam Deus - é insuscetível de ser conceituado, e quem quer que pretenda defini-lo desnatura sua noção, colocando-lhe limites: "Um Deus definido é um Deus finito".

Porém, desse insondável Absoluto emana eternamente a Díade andrógina, formada por dois princípios indissoluvelmente unidos: o Espírito Vivificador e a Alma viva universal .

O mistério de sua união constitui o Grande Arcano do Verbo. Ora, o Verbo é o Homem coletivo considerado em sua síntese divina antes de sua desintegração. É o Adão Celeste antes de sua queda, antes que este Ser Universal se modalizasse, passando da Unidade ao Número, do Absoluto ao Relativo, da Coletividade ao Individualismo, do Infinito ao Espaço e da Eternidade ao Tempo.

Sobre a Queda de Adão, eis algumas noções do ensinamento tradicional. Incitados por um móbil interior sobre cuja natureza intrínseca devemos silenciar aqui, móbil que Moisés denomina VIH NAHASH e que definiremos, se quiseres, como sendo a sede egoística da existência individual, um grande número de Verbos fragmentários, consciências potenciais vagamente despertadas em forma de emanação no seio do Verbo Absoluto, separou-se deste Verbo que o continha.

Eles se destacaram - ínfimos submúltiplos - da Unidade-mãe que os havia criado. Simples raios deste sol oculto dardejaram infinitamente nas trevas sua individualidade nascente, individualidade que desejavam ver independente de todo princípio anterior. Em suma, almejavam autonomia.

Contudo, como o raio luminoso goza apenas de uma existência relativa, com relação ao lume que lhe deu origem, esses Verbos, igualmente relativos, despojados de princípio autodivino e de luz própria, obscureceram-se na medida em que se distanciaram do Verbo absoluto.

Eles se precipitaram na matéria, falácia da substância em delírio de objetividade; na matéria, que é, para o Não-Ser, aquilo que o Espírito é para o Ser. Desceram até a existência elementar: até a animalidade, até o vegetal, até o mineral...
Assim nasceu a matéria, que foi logo elaborada pelo Espírito, e o Universo concreto tomou um caminho ascendente, que remonta da pedra, apta à cristalização, até o homem, suscetível de pensar, orar, aprovar o inteligível e se devotar a seu semelhante.

Essa repercussão sensível do Espírito cativo, que sublima as formas progressivas da Matéria e da Vida para empreender a saída de sua prisão, é constatada e estudada, sob o nome de Evolução, pela Ciência Contemporânea.

A Evolução é a Redenção universal do Espírito. Evoluindo, o Espírito reascende.

Todavia, antes de reascender, o Espírito decaíra. É o que chamamos de Involução.

Como o submúltiplo verbal se deteve em determinado ponto de sua queda?

Que Força permitiu que retrocedesse?

Como a consciência adormecida de sua divindade coletiva pôde, enfim, despertar nele sob a forma ainda bastante imperfeita da Sociabilidade?

Há tantos mistérios profundos, que não poderíamos abordá-los aqui. Se a Providência estiver contigo, conseguirás compreendê-los.

Aqui me detenho. Já foste suficientemente conduzido pela senda. Eis-te munido de uma bússola oculta que, se não evitar que te desvies, pelo menos permitirá que sempre reencontres o caminho certo.

São exatos esses poucos dados sobre a grande obra da destinação humana. Cabe a ti inferir o que resta e oferecer solução ao problema. Porém, meu Irmão - e é pela terceira e última vez que te concito a isto, compreende bem que o Altruísmo é a única senda que conduz ao fim único e derradeiro: a reintegração dos submúltiplos na Unidade divina.

A única doutrina que acena com o meio para a consecução dessa finalidade, meio esse consistente no dilaceramento dos entraves materiais para a ascensão, através das hierarquias superiores, rumo ao astro central da regeneração e da paz.
Jamais esqueças que o Universal Adão é um Todo Homogêneo, um Ser vivo, do qual somos os átomos orgânicos e as células constitutivas. Todos nós vivemos uns nos outros, uns pelos outros, e, caso fôssemos salvos individualmente (para falar a linguagem cristã), cessaríamos de lutar só quando todos os nossos irmãos fossem salvos como nós.

O Egoísmo inteligente conclui, então, como conclui a Ciência tradicional: a fraternidade universal não é um artifício, mas uma realidade. Quem trabalha para os outros trabalha para si mesmo; quem mata ou fere seu próximo fere e mata a si próprio; quem ultraja o semelhante insulta a si mesmo.

Que esses termos místicos não te amedrontem.

A alta doutrina nada tem de arbitrário.

Somos os matemáticos da antologia, os algebristas da metafísica. Lembra-te, Filho da Terra, que tua grande ambição deve ser reconquistar o Éden zodiacal de onde jamais deverias ter descido, e, finalmente, reingressar na Inefável Unidade, FORA DA QUAL NADA ÉS e no seio da qual encontrarás, após tantos trabalhos e provações, a paz celeste, o sono consciente que os Hindus conhecem por NIRVANA: a beatitude suprema da Onisciência em Deus.

06/10/2025

6 octobre 1877, il y a 142 ans, Nizier Anthelme Philippe épouse Jeanne Julie Landar, au clos Landar, à l’Arbresle. Philippe de Lyon a connu, selon les sources en tant que jeune fille malade, amenée par sa mère. Elle fait partie des très nombreux malades, de toutes origines, guéris....

— On ne nous demandera pas ce que nous avons cru ; on nous demandera ce que nous avons fait.

— Un simple verre d’eau donné avec amour peut faire beaucoup de bien.

—Je serai toujours avec vous, non pas devant vous, mais avec vous.

—Vous serez unis à moi si vous vous aidez les uns les autres, prévenant même les demandes de ceux qui n’oseraient vous en faire.

Philippe de Lyon ❤️

Nous avons la chance qu’Il nous ait laissés de très importants messages.
C’est une chose de méditer, c’en est une autre de les mettre en pratique, de les vivre...

En vous souhaitant un agréable week-end et une agréable journée 💕♥️

Encore merci pour toutes les participations, les réactions, et les partages ♥️💕

Site https://www.philippedelyon.fr/

Prazo para inscriçãoAté 21/09/2025 ou enquanto houver vagas disponíveis.
10/09/2025

Prazo para inscrição
Até 21/09/2025 ou enquanto houver vagas disponíveis.

10/09/2025
O MESTRE PHILIPPE DE LYONFrançois TROJANITraduzido da revista: “L´Originel” N 2Não se pode classificar o Mestre Philippe...
07/08/2025

O MESTRE PHILIPPE DE LYON
François TROJANI
Traduzido da revista: “L´Originel” N 2
Não se pode classificar o Mestre Philippe Nizier como fundador, sucessor, nem como tendo pertencido a uma ordem Iniciática antiga ou recente.
Todavia, seu impacto sobre algumas das figuras de proa dessas ordens foi certamente considerável. Citaremos como lembrança os mais conhecidos, Papus, Sedir, Marc Haven, etc.... eles mesmos tendo participado em graus diversos nas organizações iniciáticas da época, Martinismo, Maçonaria, Igreja Gnóstica, O.F.B., etc..
Através dos documentos que pudemos consultar, temos fortes razões para pensar que não se tratava senão da parte visível do iceberg. Um número considerável de ocultistas, de espiritualistas, de pesquisadores e de homens políticos o consultaram, em graus diversos. Cremos que ele possuía uma estranha faculdade. Qualquer que seja o meio, ou as circunstâncias, que o conduziam a agir, ele se lhes manifestava. Para os cuidadosos Lyoneses, era um “curador”, é preciso dizer, fora do comum, para os homens de fé um santo, para seus inimigos um feiticeiro alcoólico, para os ocultistas um taumaturgo, para os políticos um agente secreto, e para os jogadores de bola de gude da praça Bellecourt, um agradável parceiro.
Chegamos até mesmo a consultar um documento que faz referência a ele, em sua juventude em Lyon, como a uma espécie de radiestesista incomparável para encontrar papéis ou objetos perdidos. E era, em geral, extremamente raro que cada uma dessas pessoas ou desses meios tivesse a mínima idéia de suas atividades afora. Ele manifestou desde a infância os mais estranhos dons e poderes incomuns.
Durante anos, por ocasião de diferentes estadas em Yennes, pequeno vilarejo da Savóia perto de seu local de nascimento, Loisieux, fizemos enquetes sobre sua juventude. As testemunhas diretas haviam desaparecido, mas subsistia ainda entre alguns dos descendentes trechos de histórias e algumas lendas.
Por exemplo a efetiva cura das dores de cabeça que ele fazia unicamente com sua presença, a bola de fogo que acompanhava a Eucaristia na hora da comunhão, etc. Um lenda relata que ele estava em comunicação com um reino subterrâneo estranho sob o Mont du Chat. No que nos diz respeito, pensamos que ele foi uma criança como as outras, muito amado, numa família piedosa e unida. Sem dúvida alguma, se tivessem desejado, seus irmãos teriam dito mais a respeito. Um destes últimos, Benoît, professor num vilarejo vizinho, era ele próprio uma personagem muito estranha. Ele estava em verdadeira osmose de espírito com o Mestre Philippe. Um outro de seus irmãos só falava dele depois de tirar o chapéu... É, ainda assim, coisa rara nas famílias.
As histórias sobre o Mestre Philippe abundam e, como sempre, cada qual só retém o que lhe interessa ou o confirma em sua via. Nossa proposta neste artigo não é a de recapitular estas últimas.
Retermos simplesmente este primeiro fato. Ele nascera com esses dons. Possuía os poderes que ele manifestou plenamente no decurso de uma precedente e extraordinária vida, como o livro de Marc Haven deixa suspeitar, uma herança familiar de uma missão particular de reabertura do “livro da vida”? Outras tantas pessoas, encontros, e como sempre outras tantas opiniões.
Por vezes ele se concentrava um instante; ele pedia ao céu ou por vezes, segundo sua fórmula, ocorria-lhe de dizer “agrada-me que...”; ele rezava, seguindo as formas mais clássicas, o Pai Nosso e a Ave Maria, ele só se referia ao Evangelho, ao Pai ou a Cristo.
Tinha lugares de predileção aonde gostava de ir e meditar, não muito longe da pia de água batismal, na entrada da Basílica de Fourvière em Lyon. Numa velha capela, dedicada a Santa Filomena, subindo em direção a Fourvière na margem da estrada. Mais estranhamente, quando estava de passagem em Paris, no cemitério próximo à antiqüiquíssima Igreja St. Pierre de Montmartre, perto de um jazigo de Cristo. Ele era um bom cristão, jamais criticava as instituições ou as pessoas mas tanto quanto sabemos, ele não manifestava um amor imoderado pela Igreja.
Fora da calma propícia ao recolhimento e à prece, penso, contudo, que esses comentários são uma fraquíssima percepção de seu verdadeiro trabalho, a parte emergida de sua passagem por este mundo.
Muito jovem, ele dá sessões de cura em Lyon, seguindo nisso um método particular, ultrapassando amplamente o quadro do simples magnetismo curativo. Isso poderia ser expresso em algumas frases, edificantes a mais de um título sobre a validade e eficácia do poder. “Recebi o poder de comandar”, “eu vos afirmo que tenho um grau que me permite perdoar as faltas.”
Sem cessar ele voltava aos ensinamentos dados nas sessões quotidianas, insistindo na humildade, na prece e no amor ao próximo, sem os quais qualquer tentativa de curar os doentes permaneceria inoperante no tempo.
Ele assumiu, no entanto, aulas, de uma relação completamente relativa com as ministradas por Hector Durville em Paris, sobre um magnetismo muito particular. Ele próprio jamais utilizava os passes. Suas aulas eram ilustradas por experiências surpreendentes. Mergulhava-se verdadeiramente num outro mundo em que o milagre era constante: com demonstração física a cada instante daquilo que fora antecipado.
Na aula de 26 de dezembro de 1895, na qual 75 pessoas estavam presentes, nota-se a experiência seguinte: “Vou pegar uma quantidade considerável de fluido magnético numa região que vós não conheceis. Vou torná-lo tangível, quer dizer, sólido, e vós vereis assim como eu e sentirão tanto quanto eu! É feito no mesmo instante..” Todos os assistentes declaram distinguir perfeitamente o fluido na mão do mestre. “Vou lançar esse fluido no gelo que está à vossa frente; vede e ouvi.” No mesmo instante um terror indescritível toma conta dos assistentes, um homem recebe o fluido em pleno peito, o que lhe ocasiona uma sufocação próxima da asfixia.
O mestre diz, então:
“Vós só podereis fazer essas coisas mais tarde, mas quero ensinar-vos as operações a fim de que vós possais fabricar fluidos magnéticos, com substâncias vegetais.” “A artemísia, a dedaleira, etc. são plantas magnéticas. Quando se fazem passes, se as temos nas mãos, isso aumenta a quantidade de fluido.”
Notemos ainda estas poucas indicações: “É preferível cuidar dos doentes antes do levante ou depois do poente do sol, à noite é melhor.”
Entregou-se, do mesmo modo, a diferentes pesquisas concernentes a arcanos médicos e com esse feito ocupou cargos em diferentes laboratórios. O mais conhecido situava-se à Rue du Boeuf, na Croix Rousse. Possuímos pouquíssimas informações sobre essas atividades e sobre os resultados subseqüentes. Que saibamos, somente André Savoret retomou esses trabalhos e aperfeiçoou alguns remédios. Encontravam-se no meio deles outras pesquisas sobre o ácido láctico, assim como o famoso soro “Héliosine”. Resultava da ação prolongada do cloreto de sódio sobre uma matéria rica em queratina.
O doutor E. Lalande conhecia, sem dúvida alguma, o conjunto dessa farmacopéia. Possui-se uma carta que ele endereçou a Papus, sugerindo-lhe a montagem de um laboratório espagírico, em associação, como o que Jolivet Castelot se animava.
Sempre se manifestaram, fora da iniciação, seres particularmente dotados.
Sem procurar estabelecer uma primazia ou uma hierarquia entre uns e outros, o que é entretanto notável, quase que único aqui, é a extensão e a qualidade dos poderes manifestados por esse ser. Verificamos cuidadosamente durante anos a autenticidade dos fatos relatados. Comparamos com outros homens dotados de poderes e devemos dizer que os seus continuam a ser um enigma que desafia a razão. A ascese, até mesmo a santidade. Sem dúvida porque eles são da ordem da Fé, da Graça ou do Mistério.
A conclusão que disso queremos deduzir é de que existem poderes de uma ordem infinitamente superior, agindo por intermédio de palavras simples e quotidianas, tendo como centro, a humildade e o amor. Mas estamos aqui a mil léguas das litanias dos Deuses, das magias, e dos saberes, e nem todos podem tomar emprestada essa via. Atemo-nos, no entanto, a assinalá-la. Nem exotérica, nem esotérica, como uma espécie de piscadela de um humor colossal que Deus nos dá de tempos em tempos, modificando todas as nossas lógicas, todas as nossas construções e nossos esquemas, liberando, de alguma forma, a Força das tiranias e das “passagens obrigadas” onde pensamos tê-la avistado de relance ou coagido.

Endereço

São José Dos Pinhais, PR

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