23/07/2025
Extraviados pela grande quimera de querer descobrir meios infalíveis e fáceis para realizar, de uma vez por todas, a unidade religiosa do gênero humano, certos prelados que ocupam os cargos mais importantes na Igreja trabalham obstinadamente para inventar uma nova Igreja — uma Igreja sem fronteiras, onde todos os homens, dispensados de antemão de renunciar ao mundo e a Satanás, logo se reencontrariam livres e fraternos.
Nesta nova construção eclesial, os dogmas, os ritos, a hierarquia e até mesmo a ascese poderiam ser mantidos — caso ainda fossem desejados. Mas tudo isso existiria esvaziado das proteções requeridas pela vontade do Senhor e especificadas pela Tradição. Seria, portanto, uma estrutura destituída da seiva católica: privada da graça e da santidade.
Assim, os adeptos das confissões mais heteróclitas — e até mesmo aqueles que recusam toda confissão — seriam acolhidos de pleno direito. Mas seriam acolhidos numa Igreja ilusória.
Essa é, em verdade, a tentativa atual do Mestre prestigioso das mentiras e das ilusões. Eis a grande obra — inspirada pela maçonaria — à qual ele faz servir seus instrumentos: padres sem fé promovidos a eminentes teólogos; bispos inconscientes ou traidores, senão apóstatas disfarçados; todos rapidamente elevados às maiores honrarias e investidos das mais altas prelazias.
Consomem sua vida — e perdem sua alma — edificando uma Igreja pós-conciliar, sob o sol de Satanás.
Fonte: P. Calmel, Itinéraires, 1971