Igreja Presbiteriana Betel de SJC

Igreja Presbiteriana Betel de SJC Igreja Presbiteriana Betel - Local de adoração ao único Deus que é digno de todo louvor!

28/01/2026

ORDEM E OBEDIÊNCIA

Se você tem seguido as leituras, nesta semana terminou o livro de Êxodo e foi até o capítulo 18 de Levíticos. O povo de Deus está tomando forma. Aquilo que era ordenanças, agora vemos a execução.
Os homens escolhidos por Deus fazendo o tabernáculo, exatamente como recebido do Senhor. Em Levíticos, o mesmo acontece, as leis dos sacrifícios e do sacerdócio são dadas e o povo, juntamente com os sacerdotes e levitas começam a colocar em prática. Tudo é feito com obediência, como foi ordenado e quando algo não está de acordo, o juízo é executado, como no caso de Nadabe e Abiú (Lv 10).
A glória do Senhor aparece na conclusão do tabernáculo (Ex 40.34), apareceu após a benção de Arão como sumo sacerdote (Lv 9.22-24), e além da glória, o fogo consumiu o holocausto trazendo alegria ao povo (Lv 9.24), mas logo em seguida, o mesmo fogo consumiu os filhos de Arão, matando-os por trazerem algo estranho ao Senhor (Lv 10.1-3).
Na alimentação (Lv 11), no nascimento de um filho (Lv 12), na doença (Lv 13-14), no casamento (Lv 15, 18) e na adoração (Lv 16-17), o povo estava aprendendo que a vida com Deus não se trata somente de um dia da semana e de culto simplesmente. A vida com Deus deve ser santa em todos os seus aspectos.
Quando A Bíblia nos revela ordens e nos mostra pessoas obedientes vendo a glória e desobedientes vendo o fogo da ira de Deus, isso nos faz refletir em como temos nos relacionado com este Deus. Se Ele não muda, o que mudou? Deus continua santo, suas leis continuam sendo importantes (Rm 7.12; Mt 5.17-20), sua ira continua sendo um alerta (Rm 11.21-24). Nós continuamos como o povo, uns obedientes como Moisés, Bezalel e Aoliabe executando o trabalho que Deus ordenou (Ex 35), outros como Nadabe e Abiú, sacerdotes, mas fazendo coisas estranhas na presença de Deus.
Em Cristo, devemos obedecer por amor (Jo 14.21, 23) e não por medo, mas devemos obedecer conforme seus preceitos e não segundo a nossa maneira, como um fogo estranho diante de Deus.
Se queremos ver a glória de Deus, devemos no submeter às suas ordens.

Rev. Agnaldo José Mendes

21/01/2026

AGORA SIM! TUDO PRONTO PARA SAIR
Nesta semana, nos deparamos com os capítulos de 11 a 34 de Êxodo. A última praga do Egito é terrivelmente demonstrada, a passagem pelo mar vermelho, o início da peregrinação para a Canaã, a aliança mosaica é decretada ao povo e a ordem para construir um tabernáculo e seus utensílios é passado a Moisés.
Temas como fé e obediência em contraste com a falta deles são muito presentes nestes capítulos. A vida do indivíduo interligada com a vida em comunidade são partes interessantes a se observar neste momento, pois fala muito sobre nossa relação pessoal com Deus e com seu povo, a igreja. É preciso amar a Deus e ao próximo (Mc 12.28-34; Mt 22.34-40; Lc 10.25-28; 1Jo 4.20-21)
Quanto ao livramento, é um tanto interessante perceber que, a liberdade da vida de escravidão no Egito não levou o povo automaticamente para a terra prometida, era preciso passar pelo deserto, era preciso ser uma nação, aprender a respeitar e obedecer às leis de Deus e que ninguém entra na terra prometida se não estiver disposto a servir com fé e obediência, é preciso adorar a Deus no lugar próprio que Ele mesmo determinou e como determinou.
Nós estávamos mortos em nossos delitos e pecados (Ef. 2.1-3), estávamos como o povo no Egito, mas Cristo veio e nos salvou pela graça (Ef 2.4-10), e agora não somos mais escravos do pecado, já saímos do Egito, depois que o sangue de Cristo, passado nos umbrais do nosso coração, não permitiu que morrêssemos escravos do pecado. Fomos livres da escravidão do pecado, mas ainda vivemos na presença do pecado, ainda não chegamos na terra prometida, ainda estamos no deserto da vida, como peregrinos, até chegarmos ao nosso destino.
Enquanto não chegamos, precisamos aprender a viver para Deus e a viver em comunidade. Precisamos nos livrar das ciladas que este deserto esconde, dos bezerros de ouro que se levantam no meio da igreja, das rebeldias contra os líderes que Deus levantou para sua igreja, das murmurações por ver que tudo não está do nosso gosto (maná) e não está como desejamos nutrindo assim nossa vontade de voltar para o Egito, para o mundo, quando na verdade, não se trata de nós, mas de sermos moldados à imagem e semelhança daquele que nos libertou da escravidão, Jesus! Como Moisés, nossa vida precisa resplandecer a luz de Cristo, buscando o máximo de comunhão com Ele (Ex. 34). Rev. Agnaldo J.M.

21/01/2026

GÊNESIS TERMINA COM O EGITO, MAS É PRECISO SAIR
Nos capítulos desta semana (de 45 a 50 e Êxodo de 1 a 10) você viu José se revelando para seus irmãos no Egito, a morte de Jacó, a morte de José, o crescimento do povo hebreu, mas a mudança do Faraó no Egito, o que traz dificuldades para o povo hebreu que agora, depois de muitos anos, sofre longe da sua terra natal. Nasce um menino, Moisés, que é chamado por Deus para ser o libertador do povo. Depois de muita resistência, ele obedece ao chamado e começa a ser um instrumento de Deus ao enviar 9 das 10 pragas aos egípcios.
Enquanto José era vivo, a vida no Egito parecia tranquila para a família de 70 pessoas. José era o administrador do país e isso trazia paz aos irmãos e parentes de José. Só que o salário do pecado é a morte (Rm 6.23a), e ao homem está ordenado morrer uma só vez (Hb 9.27), José não é eterno e morreu. Com ele morre também toda a segurança da família. O tempo passa e o novo Faraó não conhecera José e a família não tem mais 70 pessoas, mas agora é uma grande nação que se multiplicou, maior que o povo egípcio. Diante deste fato, Faraó começa a ser duro com os hebreus e violento, assassinando os bebes meninos, mas por divina providencia e amor de sua mãe, Moisés é salvo e Deus começa a preparar aquele que será o libertador do povo hebreu. Um hebreu salvará o povo, assim como Cristo que precisou se fazer como um de nós para nos salvar.
Assim como os descendentes de Jacó encontraram dificuldades em Canaã e se mudaram para o Egito, pois José estava lá e cuidaria da família, assim nós também procuramos um lugar que nos dê segurança quando nos vemos em dificuldades. Mas isso só foi possível depois de resolver os problemas do passado entre José e seus irmãos. Perdão, graça, amor, misericórdia, precisaram tomar o lugar do rancor, ódio, desprezo e mentiras.
Mas nenhum lugar neste mundo é seguro, e o mesmo lugar que um dia recebeu bem os irmãos de José, agora os transforma em escravos. Não coloque sua confiança no lugar, nos governantes, na sua capacidade e inteligência, no seu dinheiro, estas coisas passam. É preciso sair do Egito! É do nosso meio que Deus levanta um libertador. Moisés foi chamado para tirar o povo do Egito, assim como Jesus também virá para tirar os filhos de Deus deste mundo. Enquanto Ele não vem, as pragas são o aviso da sua vinda, mas nenhuma praga cai sobre aqueles que são do Senhor. Rev. Agnaldo José Mendes

15/01/2026

UM DRAMA MELHOR QUE FILME
Nos capítulos desta semana você passou pela história de quatro homens importantes na narrativa bíblica: Abraão (Cap 17 a 25), Isaque (Cap 25 a 27), Jacó (Cap 27 a 36) e José (Cap 37 a 44). Os três primeiros são considerados como patriarcas para o povo de Israel e o último nos revela como aqueles que deram origem a nação de Israel foram parar no Egito.
O que há de comum na vida destes 4 homens é a história de suas famílias e das famílias de seus filhos. Neste sentido, encontramos assuntos de relacionamento conjugal, criação de filhos, importância da família, trabalho, questões culturais e vida em outro país. E dentro de cada um destes assuntos podemos observar questões de moral, ética, caráter, respeito, em contraste com ódio, mentira, engano, violência, maldade, o que faz com que estas famílias se tornem tão próximas as nossas famílias hoje e então percebemos o quanto a Bíblia é atual e que nossa luta contra o pecado é a mesma dos homens e famílias do passado.
Em Abraão, os conceitos da aliança estavam florescendo: a circuncisão, o filho da promessa, a prova de fé no sacrifício, a escolha de uma esposa para o filho. Em Isaque vemos as lutas e orações por causa da esterilidade, as dificuldades no trabalho por causa de outros povos, as preferências do casal por cada filho, as escolhas de um dos filhos causa amargura nos pais, a mentira do filho ao seu pai para ganhar a benção, mas o desprezo da primogenitura por um prato de comida, a mentira que causa revolta e ódio pelo irmão, o que faz com que os pais tomem a decisão de separar os dois. Em Jacó vemos que suas mentiras agora se viram contra ele junto ao seu sogro, ele ama uma mulher, mas enganado casa-se com outra. Seu trabalho prospera, mas o sogro sagas tenta se enriquecer às custas do genro. Quando decide sair de debaixo das asas do sogro, é perseguido, e depois encontra o irmão vingador, além dos filhos que causam dor de cabeça com gente de outro povo. Em José vemos um homem amado pelo pai, mas odiado pelos irmãos que o vendem ao Egito. Em outro país, José prospera em tudo que faz, como o pai, e se torna poderoso e reconhecido pelo Faraó. Por causa da fome, o encontro com os irmãos acontece, mas a história ainda não acabou.
Será que em todas estas tramas sua história de vida não se conectou? Deus está falando contigo, mostrando como Ele também estava lá e está contigo hoje, revelando o drama da nossa vida com Ele, com o próximo e com o mundo.

Rev. Agnaldo José Mendes

15/01/2026

COMO TUDO COMEÇOU
Se você ama a Palavra de Deus tem o hábito de ler a Bíblia toda todos os anos, e gosta de usar o método sequencial, ou corrido como alguns dizem, sabe que lendo 4 capítulos por dia terá lido toda a Bíblia no final do ano. Neste primeiro domingo de 2026 você já deve estar no capítulo 16 de Gênesis.
Ler a criação do mundo e do homem (Cap 1), o trabalho do homem no jardim e a criação da mulher e o casamento (Cap 2), o pecado do casal no Éden e expulsão da presença de Deus (Cap 3), os primeiros filhos à imagem e semelhança de Adão e o primeiro assassinato (Cap 4), os descendentes até Noé (Cap 5), a decisão de destruir o mundo com água (Cap 6), a salvação da família pela arca (Cap 7), a saída da arca (Cap 8), a aliança de Deus com Noé e a maldição para um dos filhos (Cap 9), os descendentes de Noé (Cap 10), a torre de Babel (Cap 11), o chamado de Abrão (Cap 12), a separação de Abrão e Ló (Cap 13), Abrão resgatando Ló (Cap 14), a promessa de um filho para Abrão (Cap 15) e o nascimento de Ismael (Cap 16).
Se você é um leitor atento, deve ter observado um ponto em comum nestes capítulos, a questão da descendência. Desde Adão até o nascimento de Ismael vemos aqueles que são descendentes abençoados por Deus, não porque são diferentes, que nunca pecaram, mas porque Deus os escolheu, e aqueles que, mesmo nascidos em uma família escolhida, não são eleitos por Deus.
A cosmovisão cristã também já se mostrou como tema nestes primeiros capítulos: a criação, a queda e a redenção; e mesmo sendo o primeiro livro da Bíblia, Deus já nos mostra um vislumbre do quarto ponto por meio do dilúvio (Gn 6-8), a consumação.
Na criação vemos o mundo perfeito, pois tudo que Deus fez era bom, mas o pecado trouxe a queda do homem e tudo está deformado, quebrado. A partir do mesmo capítulo que o pecado entra no mundo (Gn 3), Deus já inicia o processo de redenção da humanidade, vindo até ao homem pecador (Gn 3.8), prometendo um descendente (Gn 3.15) e cobrindo a vergonha, o pecado do homem (Gn 3.21).
Adão, Noé e Abrão vão nos mostrando também suas lutas com o pecado, suas decisões erradas e acertadas, suas obediências e desobediências, seus momentos de fé e a falta dela, seus medos e ousadias, e nestas histórias da origem de tudo, vamos nos identificando com eles e percebendo o quanto a Bíblia é atual, mas nunca esquecendo que ainda estamos debaixo do controle de Deus.
Rev. Agnaldo José Mendes

26/12/2025

ANO NOVO

“Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? Não! Já foi nos séculos que foram antes de nós.” Ec. 1.10

Daqui a alguns dias 2025 se encerra e então começaremos um novo ano. Novo? Talvez o número no calendário seja novo, nunca vivido, 2026, mas o dia 1º de janeiro seja o mesmo como foi neste ano: um dia de 24 horas, acordamos, comemos, tivemos um período de lazer das mais variadas formas por se tratar de um feriado, descansamos e, no final do primeiro dia então dormiremos. Pensando assim, para alguns parece até depressivo, mas para outros será um dia esperado. O fato é que um dia é igual ao outro e dependendo de como olhamos para o tempo nossos sentimentos são atingidos
O Dr. H. A. Ironside, que durante muitos anos pastoreou a igreja Moody em Chicago, costumava dizer: "Se é novidade, não é verdade; se é verdade, não é novidade". As novidades não passam de novas combinações daquilo que já existe. O homem não é capaz de "criar" coisa alguma, pois é criatura, não Criador. "O que é já foi, e o que há de ser também já foi; Deus fará renovar-se o que se passou" (3:15). Thomas Alva Edison, um dos maiores inventores do mundo, afirmou que suas invenções só estavam "revelando os segredos da natureza e usando-os para a felicidade da humanidade". (Comentário Warren Wiersbe).
Salomão nos chama a refletir nesta pergunta seguida de resposta: “Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? Não!”. Chamamos 2026 de ano novo, mas só será novo em nossas vidas se Deus fizer parte da nossa história.
Somente Deus pode criar coisas novas, ele começa transformando os pecadores em "novas criaturas", quando creem em Jesus Cristo e recebem a salvação (2Co 5:17). Então, podem andar "em novidade de vida" (Rm 6:4), cantar "um novo cântico" (Sl 40:3) e entrar na presença de Deus "pelo novo e vivo caminho" (Hb 10:20). Um dia, desfrutaremos um "novo céu e nova terra" (Ap 21:1), quando Deus disser: "Eis que faço novas todas as coisas" (Ap 21:5). (Wiersbe).
Ano novo, vida nova, decisões novas, somente em Cristo Jesus veremos tudo novo.

Rev. Agnaldo José Mendes

18/12/2025

NATAL É JESUS!

Sabemos que o nascimento de Jesus não foi no dia 25 de dezembro, mas comemoramos seu nascimento e chamamos este dia de Natal.
Este dia é Natal porque nasceu aquele que é a base e o sustento de nossa fé, Jesus Cristo. Sem Ele não haveria fé, não haveria salvação, redenção.
Este dia é Natal, pois na cidade natal de Davi, Belém, Jesus nasceu. Ele é descendente de Davi, foi chamado filho de Davi, nasceu na mesma cidade de Davi, o grande e famoso rei do povo de Israel. Na casa do pão (Belém) nasceu o pão da vida, desceu do céu o pão vivo.
Este dia é Natal, pois o Salvador chegou. A virgem deu à luz ao seu próprio Salvador. O Filho de Maria é o Salvador dela e de todo aquele que nele crê. Ele é o Salvador dos judeus e dos samaritanos, dos ricos e pobres, dos homens e mulheres, das crianças e velhos, do livre e do escravo.
Este dia é Natal, pois o Cristo prometido chegou. Antes dele chegar o chamavam de Messias, mas depois se tornou o Cristo, o ungido, o escolhido. Cristo não é seu sobrenome como todos os bebês recebem do pai e da mãe, mas sua condição. Ele é o Salvador escolhido, ungido, enviado para mostrar ao mundo o grande amor de Deus Pai.
Este dia é Natal, pois o Senhor se revelou, chamando discípulos, expulsando demônios, retirando as trevas, trazendo luz, curando doentes, libertando cativos, mostrando sua autoridade sobre toda a criação que Ele mesmo fez. O Senhor que manda em tudo e todos, que com poder imensurável ninguém há que compare a Ele. O Senhor nasceu!
Como diz o pastor presbiteriano R.C. Sproul: Quando Deus toca a terra, o lugar é santo. Quando Deus aparece na história, o tempo é santo. Nunca houve um lugar mais santo do que a cidade de Belém, onde o Verbo se fez carne. Nunca houve um tempo mais santo do que a manhã de Natal, quando nasceu Emanuel. O Natal é uma data comemorativa.

Rev. Agnaldo José Mendes

No último domingo, vivemos uma noite inesquecível com a cantata “Um Lugar para o Rei”. Cada voz, cada melodia e cada pal...
10/12/2025

No último domingo, vivemos uma noite inesquecível com a cantata “Um Lugar para o Rei”.

Cada voz, cada melodia e cada palavra proclamou a beleza do Natal e nos convidou a preparar espaço em nossos corações para Aquele que é a verdadeira Luz. 🎶✨
Que essa mensagem continue ecoando em nós, lembrando-nos de que o Rei veio para habitar entre o Seu povo e transformar tudo ao Seu redor com amor, paz e esperança.

Que o Natal seja, para cada um, uma experiência viva da presença de Cristo — o maior presente que poderíamos receber. 👑🌟

“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros, e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.” — Isaías 9:6

09/12/2025

DIA NACIONAL DA FAMÍLIA
No calendário anual da IPB, dia 08/12 é comemorado o Dia Nacional da Família. Família sempre foi o plano de Deus, senão Ele mesmo não teria criado esta ideia de dois seres humanos que se unem pelo matrimônio e dão origem a um novo ser humano. Este é o modelo original, apesar do pecado ter deformado este conceito. Mas como deve ser a família que agrada o coração de Deus? A família de Samuel é uma delas que podemos observar.
O capítulo 1 do livro de Samuel no mostra um marido que adora a Deus (v.1-8), uma esposa que ora a Deus (v.9-18) e um filho consagrado a Deus (v.19-28). Elcana, é da tribo de Efraim (v.1), tem duas esposas, uma fértil outra estéril (v.2), costuma adorar Deus (v.3), costuma dar parte do sacrifício para as esposas (v.4), demonstra seu amor somente por uma, Ana (v.5), tem um problema dentro de casa (v.6), sua amada sofre este problema (v.7) e procura consolar o coração da amada (v.8). Ana, a esposa, está amargurada de alma (v.10), faz votos ao Senhor (v.11), demora na oração (v.12), não revela sua oração para todos (v.13), é confundida por sua prática de oração pessoal (v.14), derrama a alma diante de Deus (v.15), reconhece sua ansiedade e sua aflição (v.16), é agraciada pelo servo de Deus (v.17) e se alegra pela fé (v.18). Samuel, o filho, é fruto do amor de seu pai e sua mãe (v.19), foi dado por Deus (v.19b-20), foi cuidado pela mãe (v.21-23), foi apresentado para o Senhor (v.24), foi fruto de oração (v.27), foi devolvido para o Senhor (v.28).
Nesta estrutura familiar podemos tirar algumas reflexões para cada um: aos maridos: você são adoradores? amorosos? consoladores?; às esposas: vocês são mulheres de oração? Reconhecem suas ansiedades? Ousam fazer votos e são fiéis em cumprir? São mulheres de fé?; aos filhos: vocês foram gerados com amor? São cuidados com carinho? são consagrados a Deus?
É claro que todas estas características podem fazer parte de todos os membros da família, mas o que tem em comum entre eles é a pessoa de Deus. Uma família que agrada a Deus é uma família em que Ele está presente. Uma família abençoada não é aquele que vive sem problemas, perfeita aos olhos dos outros, mas aquela que tem Deus habitando com todos eles, pois Ele é o principal membro da família.
Rev. Agnaldo José Mendes

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