02/11/2022
Vi um texto que representa pra mim muito bem o momento de angustia que vivemos. Agora mais que nunca é hora de mostrarmos que a doutrina espirita vem para nos ensinar a ter fé, empatia, resignação, e hora de emanar boas energias para o nosso país.
Temos passado nos últimos dias por situações muito desafiadoras... não no sentido de desafiar nossas habilidades ou nossas capacidades de executar determinada tarefa, mas desafiadora no sentido de fazer com que esqueçamos de tudo que aprendemos desde que nos encontramos com nossa doutrina que é sim, consoladora, mas é também – e principalmente – esclarecedora, pois nos mostra exatamente quem somos, sem floreios e sem promessas vãs.
O Espiritismo nos relembra sempre quão pequenos ainda somos e quanto ainda precisamos aprender e nos desenvolver, espíritos ainda em processo de evolução. Nessa evolução nos cabe aprender a conviver com todos os tipos de diferenças, pois cada um de nós está buscando o melhor caminho para se tornar uma pessoa melhor.
Há várias atitudes às quais devemos nos habituar para conquistar essa evolução e todas elas estão baseadas no amor ao próximo e na compreensão dos defeitos e virtudes de cada um, de acordo com tudo que Jesus nos trouxe e nos ensinou...
Mas há também outras tantas atitudes que vão nos ancorar onde estamos, impedindo que possamos crescer no ritmo que realmente seríamos capazes, pois nos afastam dos ensinamentos que há tanto tempo estamos estudando.
Uma dessas atitudes pode ser encontrada em “O Livro dos Médiuns”, onde São Vicente de Paula nos instrui sobre “O Espírito de discórdia e o Espírito de dissensão” que reproduzo abaixo:
“O Espiritismo deverá ser uma égide contra o espírito de discórdia e de dissensão; mas, esse espírito, desde todos os tempos, vem brandindo o seu facho sobre os humanos, porque cioso ele é da ventura que a paz e a união proporcionam.
Espíritas! bem pode ele, portanto, penetrar nas vossas assembleias e, não duvideis, procurará semear entre vós a desafeição. Impotente, porém, será contra os que tenham a animá-los o sentimento da verdadeira caridade.
Estai, pois, em guarda e vigiai incessantemente à porta do vosso coração, como à das vossas reuniões, para que o inimigo não a penetre. Se forem vãos os vossos esforços contra o de fora, sempre de vós dependerá impedir-lhe o acesso em vossa alma. Se dissensões entre vós se produzirem, só por maus Espíritos poderão ser suscitadas.
Mostrem-se, por conseguinte, mais pacientes, mais dignos e mais conciliadores aqueles que no mais alto grau se achem penetrados dos sentimentos dos deveres que lhes impõe a urbanidade, tanto quanto o vero Espiritismo.
Pode dar-se que, às vezes, os bons Espíritos permitam essas lutas, para facultarem, assim aos bons, como aos maus sentimentos, ensejo de se revelarem, a fim de separar-se o trigo do joio. Eles, porém, estarão sempre do lado onde houver mais humildade e verdadeira caridade.”
Qual o caminho a seguir? A âncora da discórdia e da dissensão ou a paz e a união sob a égide de Jesus? Que cada um de nós sigamos o caminho que mais nos aprouver, mas certos de que, se a semeadura é livre, a colheita é obrigatória.