06/05/2026
“Ah, porque púlpito não é lugar de denunciar abuso e violência…” dizem os incomodados.
Então o certo é quem abusa e violenta?
Então o correto é quem se cala, se omite e se torna cúmplice?
Cuidado com esse tipo de posicionamento covarde. Esse discurso geralmente só se sustenta até que a dor atinja a própria carne, até que a injustiça bata à porta da própria casa.
Não se deixem enganar: Deus é justo. E a Sua justiça jamais compactua com violência, abuso ou qualquer forma de opressão.
A Escritura é clara: “O Senhor prova o justo, mas ao ímpio e ao que ama a violência, a sua alma odeia” (Salmos 11:5).
Ao longo de toda a Bíblia, vemos Deus levantando instrumentos para confrontar o pecado. Natã confrontou Davi (2 Samuel 12). Elias confrontou Acabe (1 Reis 18). João Batista confrontou Herodes (Mateus 14:4).
Isso era “inadequado”… ou era justiça sendo estabelecida?
“Mas o púlpito não é o lugar…”
Quem definiu isso? Deus ou os homens?
Quando Deus decide falar, Ele não se submete a protocolos humanos. Ele não pede permissão para confrontar. Ele não negocia com a omissão.
A voz profética rompe ambientes, desmonta narrativas e expõe aquilo que muitos tentam esconder.
Há um princípio espiritual inegociável:
A verdade, quando liberada, sempre gera reação.
A resistência, a irritação e até a fúria não anulam a mensagem, muitas vezes, apenas revelam o quanto ela atingiu estruturas internas que precisavam ser confrontadas.
Deus não se manifesta para promover escândalo, mas para estabelecer justiça.
E justiça, na perspectiva bíblica, nunca protege o opressor; sempre se levanta em favor do oprimido.
Silêncio diante da violência não é prudência; é conivência. Omissão não é espiritualidade; é cumplicidade disfarçada. Portanto, antes de rejeitar o confronto, faça uma pergunta honesta:
isso que está sendo exposto é mentira, ou é uma verdade que fere o orgulho para salvar vidas!
A Igreja não foi chamada para proteger criminosos; foi chamada para manifestar a justiça de Deus. E onde houver injustiça, abuso e violência, haverá também uma voz que Deus levantará para confrontar.
(Autor Pr. Pr-Eliesio Santos