21/06/2023
O discurso que muitos ignoram sobre o Concílio Vaticano II
O Papa Paulo VI em 29 de Junho de 1972 em homilia proferida por ocasião da Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo fez a seguinte advertência sobre o CVII:
"Por alguma brecha a fumaça de Satanás entrou no templo de Deus: existe a dúvida, a incerteza, a problemática, a inquietação, o confronto. Não se tem mais confiança na Igreja; põe-se confiança no primeiro profeta profano que nos vem falar em algum jornal ou em algum movimento social, para recorrer a ele pedindo-lhe se ele tem a fórmula da verdadeira vida. E não advertimos, em vez disso, sermos nós os donos e os mestres [dessa fórmula]. Entrou a dúvida nas nossas consciências, e entrou pelas janelas que deviam em vez disso, serem abertas à luz [...] Também na Igreja reina este estado de incerteza. Acreditava-se que, depois do Concílio, viria um dia de sol para a história da Igreja. Em vez disso, veio um dia de nuvens, de tempestade, de escuridão, de busca, de incerteza. Pregamos o ecumenismo, e nos distanciamos sempre mais dos outros. Procuramos cavar abismos em vez de aterrá-los. Como aconteceu isso ? Confiamo-vos um Nosso Pensamento: houve a intervenção de um poder adverso. Seu nome é o Diabo" A homilia pode ser lida em sua integridade no site da Santa Sé: https://www.vatican.va/content/paul-vi/it/homilies/1972/documents/hf_p-vi_hom_19720629.html
Sim, 10 anos após o Concílio Vaticano II o Papa Paulo VI acusou os efeitos devastadores deste Concílio Pastoral - Pastoral e não dogmático - que trouxe e traz até hoje consequências desastrosas para o mundo católico.
É inacreditável a cegueira compartilhada entre membros do clero que colocam o CVII como algo de excelente e que trouxe somente benefícios para a Igreja. Contra essa cegueira incrível, os fatos dão um banho de realidade:
1 - Enorme queda de católicos ao redor do mundo desde as mudanças do CVII
2 - Enorme queda das vocações sacerdotais e religiosas (não falando da qualidade moral, intelectual e doutrinária)
3 - Padres e fiéis que desejam viver de forma verdadeiramente católica são moralmente perseguidos, postos de lado e muitas vezes ridicularizados
A lista de consequências negativas é enorme. Difícil é encontrar algum benefício.
É muito perceptível também a perseguição que muitos padres diocesanos sofrem por tentarem ser fiéis ao que a Igreja sempre ensinou.
Em algumas dioceses, o simples fato de um sacerdote usar batina ou de um fiel leigo comungar na boca e de joelhos já e motivo de perseguição. Contra esses perseguidores a doutrina da Igreja sobre esses pontos é juíza e mestra.
No momento de confusão atual, que está bem longe dessa fantasia chamada "sinodalidade" que obedece mais às ideologias que à doutrina da Igreja, nos resta rezar, fazer nossa parte cumprindo bem nossos deveres e ajudando a Igreja dentro das nossas possibilidades.
A Igreja é nossa Mãe, é Santa e Santificadora. Por mais que a barca de Pedro pareça afundar nessa tempestade, o Senhor está conosco, está com a Igreja.
A alegria cristã, a Fé, a Esperança e a Caridade devem nos guiar.
Que Nossa Senhora nos ajude e interceda pela Igreja, pelo clero e pelos fiéis.
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