Pastoral da Sobriedade Santuário das Almas - São José do Rio Preto

Pastoral da Sobriedade Santuário das Almas - São José do Rio Preto Um grupo de auto ajuda para todos os que se sentem excluídos.

Você é nosso convidado especial ❤️
23/06/2022

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22/05/2020

Como parar de usar dr**as?

Pessoas viciadas em dr**as geralmente reconhecem que é muito difícil parar de usar. Uma das
principais formas de combater a adicção é combatendo a fissura.

Fissura, aqueles desejos fortes, são parte da condição humana. Nosso cérebro são configurados
para apreciar e buscar recompensas naturais como comida e s**o por causa de seus valores
fundamentais para a sobrevivência.

Dr**as usadas por pessoas adictas ativam os mesmos circuitos que motivam o comportamento sexual
e busca por comida. Sinais, chamados de pistas, podem ser visões, sons, cheiros ou pensamentos,
ativam os sistemas cerebrais dizendo “vai!”, criando a fissura. A fissura por álcool ou outras
dr**as podem ser até mais fortes do que aqueles para comida ou s**o.

Gerenciar a fissura associada a comida, s**o e dr**as é a responsabilidade do sistema inibidor
cerebral que diz “pare!” Pesquisas mostram que algumas pessoas têm melhores sistemas de “pare”,
melhores “freios” que outras. Indivíduos com freios fracos podem ter muito mais dificuldade de
gerenciar fissuras, colocando-se em risco crescente de f**ar viciados ou de ter recaídas.
Exposição a dr**as pode enfraquecer o sistema de freio cerebral.

Fissuras podem ter seu início inconscientemente. Pesquisas recentes com imagens do cérebro mostram
que sinais sugerindo dr**as ou s**o tão rápidos quanto 33 milisegundos podem ativar o circuito cerebral
“vai!” mesmo sem a pessoa ter consciência dos sinais.

Além da fissura induzida pelos sinais, desejo pode também ser abastecido por:

- uma pequena amostra da droga, comida, atividade ou recompensa. Este é o chamado efeito “amendoim torrado”
ou efeito “salgadinho”, onde provar um pouco às vezes leva a muito mais, geralmente é impossível comer
um só.
- o desejo de evitar os efeitos negativos, como a sensação ruim quando o efeito passa, o estado emocional
negativo. Muitas pessoas com adicção têm transtornos de temperamento recorrentes, como ansiedade e depressão.
Estes estados de espírito podem se tornar ativadores de fissura por droga e comida, aumentando o risco de recaída.

18/01/2020

OS CAMINHOS PARA A RECAIDA E SUA PREVENÇÃO.

Estudos mostram que 80% das pessoas que se tratam por dependência quimica recaem
no uso depois de algum tempo e precisam passar por um novo tratamento. Isto não quer dizer que todos vão passar por uma recaida, mas a probabilidade é grande e por isso é importante conhecer esse processo e, na medida do possivel agir para evitar que a recaida aconteça.
Os comportamentos aditivos são vistos, hoje em dia, como hábitos que podem ser conscientizados
e modif**ados. Neste sentido os individuos podem aprender a mudar e com isto, aceitar a
responsabilidade pessoal pela sua recuperação. Após passar por varios estágios e alcançar a abstinência ou o controle do seu comportamento, o individuo precisa lutar para manter a
mudança ao longo do tempo.
A chave da manutenção do novo comportamento adquirido é o autocontrole do individuo. No
entanto, algumas situações podem interferir nesta decisão de manter-se abstinente (sem uso). São as
¨situações de risco¨.
Segundo Marlatt, são três os fatores que mais contribuem para expor o individuo a uma recaida.
_ Estados emocionais negativos(frustação,raiva,depressão,tédio,etc..)
_Conflitos interpessoais(problemas relacionados ao casamento,amizades,familia,
trabalho,etc..)
_Pressão social(influência de outra pessoa ou grupo para que volte ao comportamento
anterior)
Diante de situações de risco de recaida, que ameaçam seu autocontrole, o individuo precisa de
respostas de enfretamento, ou seja, reagir de forma ef**az, mas nem sempre encontra meios de
faze-lo.
Muitas vezes, o que ocorre é que a pessoa não está preparada para uma situaçao imprevista, o
que desencadeia a recaida.É o caso de alguém que tem problemas com álcool e de repente se encontra
numa festa onde a maioria está bebendo e não encontra força para recusar uma bebida. Este pode
ser um fator desencadeante de uma recaida.
Voce mesmo já deve ter passado por muitas situações dificeis, conflitantes, confusas e estressantes, ou ao contrario, alegres, de bem-estar e de felicidades, das quais as dr**as fizeram parte. Agora que voce iniciou um processo de recuperação é importante dar-se conta como as dr**as participaram ativamente ao longo de sua vida, tanto nas situações boas como nas ruins.
Tanta gente f**a ¨ligada¨nas dr**as que parece não conseguir pensar em obter prazer ou em viver
sem elas. Assim, quando enfrenta qualquer situação que antes estava associada a droga, acaba recaido.
Para a prevenção da recaida, é necessario que voce aprenda a indentif**ar qualquer situação que
ponha em risco a sua meta de recuperação. E, depois de indentif**adas, se não for possivel evita-las, é preciso adiquirir habilidades para enfrenta-las do jeito mais certo e lidar com elas da forma mais ef**az e adequada, para conseguir um resultado satisfatorio. Isto aumenta a sua sensação de
dominio, de estar dono da situação o que se chama de auto-eficácia.
Quanto mais experiências vitoriosas de emfretamento ocorrem, mais sua auto-eficácia se fortalecerá
e aos poucos o risco de recaida irá diminuindo.
No entanto se alguma experiência de emfretamento não der certo, isto não deve desanima-lo, pois
esta servira como sinal de que novos jeitos de lidar com as situações devem ser aprendidos e utilizados na proxima ocasião.
Saber identif**ar as suas situações de risco e os seus limites e dificuldades de emfretamentos.é um
dos passos mais importante na prevenção da recaida.
Existem, por outro lado, individuos que vão, de uma certa forma, ¨preparando¨a sua recaida, seja
retomando o contato com amigos da ativa ou seja frequentando ambientes nos quais a droga é consumida, expondo-se perigosamente a retomada de um habito do qual esta tentando se afastar.
Há tambem pessoas que tem ideias errada dos riscos de uma recaida e pensam coisas do tipo:
¨vou fazer um teste de controle, ver se posso beber um pouquinho¨ou ¨vou fumar só um cigarro(uma pedra) isso não vai me fazer voltar a ser um dependente¨ou ainda ¨faz tempo que não uso dr**as, acho que mereço ter um momento de prazer¨e tambem ¨ja me sinto forte, estou curado, acho que posso voltar a beber socialmente¨. Com estas desculpas acabam recaindo no consumo exagerado, precisando começar tudooutra vez.
Conhecer os fatores que favorecem a recaida de uma pessoa pode ajudar o individuo a antecipar e lidar
com a possibilidade da mesma e prevenir que aconteça.

16/12/2019

Certo escritor, morto há 20 anos, passou a vida bebendo uísques nobres em salões idem, na companhia de ministros de Estado, diplomatas, poetas estrangeiros e belas mulheres. Todos o admiravam e, por muito tempo, seu consumo alcoólico não interferiu no apreço que lhe dedicavam. Mas, um dia, a coisa saiu do controle. Já perto do fim, estava reduzido à pinga e aos botequins mais sórdidos de Ipanema, e mesmo estes o proibiam de frequentá-los -porque sua decadência e agressividade afugentavam os outros clientes.

Quase o mesmo quanto à co***na. Por um tempo razoável, seus adeptos conseguem manter o consumo a níveis que não interferem na sua criatividade, eficiência ou vida familiar. Mas tal consumo pode crescer até tornar irritante ou secundário tudo que não seja a droga. A médio prazo, o destino desse usuário é o gueto, a criminalidade ou a morte.

Com o crack, não há tempo para nada. Desde o começo, dependência e vida "normal" se excluem. Na terceira ou quarta pedra, o indivíduo já tem de abrir mão de família, emprego, compromissos. Como a dependência precisa ser satisfeita em tempo integral, ele não pode f**ar longe do traf**ante. Daí a cracolândia -a calçada, o buraco na parede, o cobertor, os ratos, as doenças crônicas, a imundície e a promiscuidade para os quais seus prisioneiros se mudam.

Curiosamente, ainda há quem acredite que a cracolândia é um produto da miséria, não da droga -e que, se se resolvesse o problema de moradia e saúde daqueles miseráveis, eles se "reinseririam socialmente". Como se, no contingente da cracolândia, não houvesse médicos, advogados, professores, comerciários -todos ex, claro-, jovens de várias classes sociais e até suas mães, que foram lá para buscá-los e também f**aram.

A miséria está por toda parte, mas as cracolândias são localizadas. Por enquanto.

14/11/2019

Só por hoje eu não beberei. Amo minha família, meus amigos, e não quero que ninguém sofra por causa do álcool.

09/11/2019
16/10/2019

Maurício de Souza Lima é hebiatra, ou seja, um clí­nico geral especializado na saúde de adolescentes. Doutor em Medicina pela Universidade de São Paulo, é autor do livro “Filhos Crescidos, Pais Enlouquecidos” (Editora Landscape), vencedor do Prêmio Jabuti em 2007.

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