28/01/2026
Nos carnavais de antigamente, a Escola de samba
‘Malandros do Samba’ entrava no centro da cidade era motivo de orgulho para os seus integrantes. Para saber a origem dessa escola de samba fomos ao ‘túnel do tempo’ e extraímos do nosso arquivo um artigo publicado pelo saudoso Pedro Freire, n’O ALERTA n° 329, de Janeiro de
2005.
“No final dos anos 50 do século passado, regressou a São José de Mipibu, onde fixou residência, procedente do Rio de Janeiro, o suboficial João Naval, de saudosa memória. Aposentado do Corpo de Fuzileiro Naval, cujo nome se relacionava a sua origem militar.
A família João Naval, de tradição carnavalesca, no Rio de Janeiro, passou a estruturar um bloco, a principio denominado “Corsários do Amor”.
Depois, mudou para “Corsários do Samba” e, três anos depois, “Falcão Negro”. Ainda jovem, Valdir Cabral, filho do militar, conhecido por “Valdir Naval”, integrava o bloco, chegando a ser mestre sala (mestre-sala possui a função de cortejar a porta-bandeira e defender o pavilhão, como também é chamada a bandeira. Carioca da gema e torcedor fanático de uma das escolas de samba da terra em que nasceu, aprendeu ali o ritmo, a ginga e a cadencia dos tradicionais desfiles de carnaval do Rio de Janeiro. Logo cedo angariou a simpatia e o respeito dos mipibuenses, em especial dos seus pares e, com larga experiência e visão sobre carnaval, sugeriu a seus colegas a criação de uma Escola de Samba para desfilar em São José de Mipibu.
Antes de ser concretizada a sua ideia, houve uma desavença entre dirigentes do bloco. Alguns se desligaram e formaram uma outra agremiação denominada “Balanço do Morro”. Sem alternativa, Valdir reuniu-se com aqueles os que não aderiram e fundou a atual Escola de samba “Malandros do Samba”, fato ocorrido por volta de 1970. Daí para frente, a escola foi crescendo e se reestruturando ano a ano, até a sua formação definitiva. A agremiação era composta de alas das baianas, dos passistas, da bateria, porta-bandeira e outras, tornando-se uma agremiação bem organizada. Seus componentes fantasiados a caráter e com evoluções cadenciadas e ritmadas, sendo por isso muito aplaudida ao desfilar em público.
Fonte: blog O alerta.