Choupana Caboclo Serra Branca e Pai Joaquim kwê asé aiye alaiye

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choupana Caboclo Serra Branca e Pai Joaquim de Angola ( kwê Asé Aiye Alaiyê)

atendimentos espirituais
consulta espirituais
🌍São João de meriti - rj
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(21) 991445625
rua Muller campos 151 - éden

Tenda Espirita de Umbanda Caboclo Serra    Gira de Caridade • consulta  • passe• Atendimento gratuito Sábado, 30/08/2025...
29/08/2025

Tenda Espirita de Umbanda Caboclo Serra

Gira de Caridade

• consulta

• passe

• Atendimento gratuito

Sábado, 30/08/2025
Ás 17:00 hrs

Aceitamos doações dos seguintes itens :

• Velas

• Fumo Trevo

• Vinho

• Charutos

Traga aquilo que estiver dentro de sua condição.

Local: Rua Muller campos 151, éden- são João de meriti

(Bem próximo a antiga padaria queimada)
Ua

(21)991445625

Confirma sua vinda dando nome

SACERDOTISA  Emanuelly Ricci TRABALHOS ESPIRITUAL CONSULTA  ESPIRITUAIS 🌍SAO JOÃO  DE MERITI
05/04/2025

SACERDOTISA Emanuelly Ricci
TRABALHOS ESPIRITUAL
CONSULTA ESPIRITUAIS
🌍SAO JOÃO DE MERITI

OxaláOxalá é um orixá, uma divindade, cultuada nas religiões brasileiras de matriz africana, Candomblé e Umbanda. É o cr...
05/04/2025

Oxalá

Oxalá é um orixá, uma divindade, cultuada nas religiões brasileiras de matriz africana, Candomblé e Umbanda. É o criador do universo e também o orixá mais poderoso.
Oxalá pode receber outros nomes, como Orixalá e Obatalá. Ele foi o primeiro dos orixás, o que recebeu a missão de criar o universo e também os seres humanos. Por isso, é chamado de pai Oxalá.

A palavra oxalá também é utilizada como interjeição para expressar o desejo que algo aconteça. É sinônimo de "tomara" ou "queira Deus".
A palavra tem origem na expressão árabe in shaa Allaah, cujo significado é “se Deus quiser”. Em espanhol teve desenvolvimento semelhante e deu origem à palavra ojalá, exatamente com o mesmo significado de oxalá em português.

Oxalá na Umbanda, no Candomblé e no sincretismo

Oxalá é um dos orixás mais importantes das religiões afro-brasileiras, o candomblé e a umbanda. Trata-se de uma entidade divina andrógina, que representa as energias da criação da natureza e personifica o céu.
O culto a oxalá normalmente acontece nas sextas-feiras, sua cor é o branco. No sincretismo religioso, em uma associação à devoção católica, é visto como Jesus Cristo e celebrado como Nosso Senhor do Bonfim, uma importante festa de tradição religiosa na Bahia.
Segundo a crença, são atribuídas ao orixá as funções de criação e reprodução. É esse o sentido da palavra no poema "Meu Pai Oxalá" de Vinícius de Moraes, que deu origem à canção em parceria com Toquinho.

Quem é Oxalá

A mitologia iorubá conta que Olódùmarè (também chamado de Olorum - Deus) deu a Oxalá a missão de criar o universo. Oxalá foi o primeiro orixá e é o criador de tudo, inclusive dos seres humanos (que foram criados a partir do barro).

A esposa de Oxalá é Iemanjá, juntos tiveram os outros orixás. Desse casamento, também nasceu a linha do horizonte, separando o céu e o mar.
Oxalá é chamado pai de todos. É a divindade da razão e da sabedoria. Para os praticantes das religiões de matriz africana, é especialmente chamado pelos doentes, pois é o orixá que cuida tanto da saúde física, quanto da mental.

Saudação a Oxalá

A saudação dada a Oxalá tem várias versões, pode ser "èpao èpa bàbá", em iorubá, ou "êpa êpa, babá", "êpa babá" ou ainda "exê babá".
Todas as saudações têm significado semelhante, exclamam "salve o pai" ou ainda "obrigado, pai".

olhos”. Ela dança também para ele. É Òsun quem vai a frente das mulheres da terra de Ijexá que inventaram um tipo de tam...
05/04/2025

olhos”. Ela dança também para ele. É Òsun quem vai a frente das mulheres da terra de Ijexá que inventaram um tipo de tambor apenas tocado por elas. Instrumento na sua origem feminino como as cabaças, cujo som remete ao mesmo produzido na vida uterina. Oxun teria ensinado estes sons para a humanidade, escutando a sua própria barriga. Mantém relações também com Ewá, ilustrada através de uma das passagens míticas mais emblemáticas. Ewá, aquela que tem o poder de transformar-se em qualquer coisa, lhe teria salvo da morte, garantindo assim a continuidade do ciclo da vida. Osogiyan como já falamos, relaciona-se também com os Orixás caçadores e caçadoras. Daí a sua relação com Òsóòsì, considerado líder e cabeça da grande caçada. Com Osanyìn interage estrategicamente com o pássaro, as magias e todo tipo de feitiçaria “Òsò”, prefixo de seu nome estabelece a parceria, o sumo da folha, etc. Com Obà divide a essência guerreira feminina/masculina, a guerra através dos sentimentos do coração, do amor e da paz.
Osogiyan anda através de passos mais rápidos, determinados. Em guerra constante, a prontidão, o alerta nunca lhe precedem, pois ele é a própria luta, relembrada num de seus títulos de pronúncia mais evitada: “Baba O’Lorogun”, literalmente “pai da guerra”. O Orixá que carrega todas as armas, ora caçador, ora rei, ora a guerra, mantém relações também com Yemanjá, pois ela é responsável pelo equilíbrio, o principio ancestral, o mundo só é inteligível, graças àquela que mantém as nossas cabeças (ìyá Orí) que suaviza a sua chegada. Com Jagun forma talvez a parceria mais intrigante, caminham juntos e às vezes se confundem entre si, guerreiros inseparáveis. Com Airá, o conhecimento da impulsividade, dando a este exatamente o oposto, os dois lados da moeda, julgar pela razão e não pela emoção. Com Nàná a grande Iyabá se confraterniza, a grande metáfora vida e morte. Com Exú é a comemoração, juntos sintonizam a articulação, a discórdia proposital, o movimento.
Òsògìyán representam o começo da humanidade, o sol nascente, a vida que chega no primeiro raio de sol, o Pai do dia.
Quando entramos em contato com os elementos, entramos em conexão com o mundo divino e seus respectivos senhores através de seu axé. Alguns se conectam a nós através da musica, outros através das águas, do Fogo, da Terra, dos metais, minerais, do vento ou simplesmente do silêncio. Ele também se revela no silêncio na quietude e mansidão. Ele está em todos os níveis!
Com Odùduá, Orixá matéria que é responsável pela abertura no primeiro Domingo das “Águas de Oxalá”, a grande mãe progenitora feminina que representa a Terra, e com Olúfón (Oxalufan) Orixá cujo o templo é em Ifón, responsável pelo segundo domingo das “Águas de Oxalá”, a procissão de Obatalá,o Ebô repartido entre todos os presentes. Orunmilá testemunha através de Ifá.
Senhor do Igí Opè Íwìn, Akinjolè, Babá Ikíre, Babá Epè, Babá Eléèjìgbò, Ajagúna, Ògìyán, Òsáàlá, com tantos nomes que pode ser conhecido e reverenciado.

“E mo rí ó, e mo rí Ifá ó.” – “Eu vi, eu através de Ifá”. (Somente Ifá pode propiciar) “Òòsààlà ki àwa àwúre”, “Oxalá nos dá boa sorte”

Babá mí Òsògìyán, mò jùbá, mutun’bá, Àwúre!

Texto/pesquisa:Fernando D’Òsògìyán.

Colaboração: Suami D’Òsún

Xangô NÃO nos ensinou a pedir justiça e sim clemência e piedade, porque de tudo nada sabemos, principalmente sobre o qua...
03/04/2025

Xangô NÃO nos ensinou a pedir justiça e sim clemência e piedade, porque de tudo nada sabemos, principalmente sobre o quanto nossos atos já foram justos ou injustos na nossa própria vida ou na vida dos outros. De nada sabemos o que já vivemos e fizemos em outras passagens.



Xangô nos ensinou a colocar na balança OS NOSSOS ATOS e NÃO os atos alheios.

Cobrar nossa postura e posição nas nossas escolhas e decisões, buscar o equilíbrio e o senso de justiça que habita em nós.



É no fogo do rei que aquecemos nossas almas e nossos corações. É neste mesmo fogo que descobrimos diariamente a força necessária para seguir independente das dificuldades.



Xangô vem nos ensinando a viver e entender que ainda estamos aqui e temos a oportunidade de seguir enquanto a engrenagem do relógio/tempo está funcionando. Se o ponteiro gira, ainda há tempo de aprender, viver e se melhorar.



Xangô nos ensina que esse tempo é sim precioso e não pode ser desperdiçado.



Saudemos O Rei!!

Kaô Kabecilê!

Rainha das tempestades... Mãe que afugenta para bem longe os que nos querem fazer mal... Deusa guerreira e corajosa, que...
02/04/2025

Rainha das tempestades... Mãe que afugenta para bem longe os que nos querem fazer mal... Deusa guerreira e corajosa, que defende seus filhos com a espada de cobre... Mãe da alegria e do bom viver, que teus ventos abra meus, caminhos, encoraje minha Alma e alegre meu coração... Saravá Iansã a grande guerreira, Orixá do raio e do vento, que ajuda com sua energia vencer as lutas e as dificuldades... Saravá Senhora Rainha dos ventos proteja todos nós... Oyá Deusa do rio Niger, senhora dos ventos e das tempestades... Coloco em tuas mãos minhas ações na luz de tua luz, eu te consagro todos os minutos e horas desse dia, nossos trabalhos, nossas preocupações, nossos desejos, o nosso lazer são teus... Daí-nos hoje a tua luz poderosa para que eu compreenda todo bem que preciso fazer e tenha força para não ceder o mal que tenta bater em minha porta, que eu consiga ser mais fraterno, mais irmão, mais compreensivo e capaz de perdoar... Dirija nossos passos no caminho do bem e do amor, e hoje mais que ontem todos nós possamos contar com sua orientação, com a tua benção, com o teu amor... Com tua espada haveremos de cortar as demandas dos invejosos, dos falsos, dos inimigos, dos olhos grandes, que necessitam de enxergar a verdade... Dando conformação aqueles que sofrem, com a força dos teus raios, nós te pedimos, que acenda a chama da vida dos que estão desenganados, de a eles força para continuar lutando na cura de seus males... Saravá Iansã majestosa Senhora a vossa proteção em vosso louvor em brado unidos saudamos...

“Kosi Ewé, Kosi Orixá (sem erva, sem Orixá). É assim que se diz entre o povo de santo, quando se quer fazer referencia a...
02/04/2025

“Kosi Ewé, Kosi Orixá (sem erva, sem Orixá). É assim que se diz entre o povo de santo, quando se quer fazer referencia ao Orixá das Ervas, aquele que detém o poder mágico de todas elas, pois sem as ervas não tem axé, não tem culto a Orixá, não tem Umbanda.

Também chamado de Ossanyn ou Ossanha, esta divindade habita florestas e somente seus filhos podem apanhar suas ervas sagradas”.



Dia da semana: Quinta-feira.

Saudação: Ewé O! Ewé O! (Oh! As folhas! Oh! As folhas!) ou Ewé Ewé Assa! (As folhas dão certo!).

Sincretismo: São Benedito – comemorado no dia 05 de outubro.

Cores: Tanto na Umbanda como no Candomblé suas cores são o verde claro e o branco.

Símbolos: O Igbá Òssanyin.

Onde recebe oferendas: Nas matas virgens.

Principais oferendas: Fumo, cachaça (Oti) e mel.

Bebida: Cachaça (Oti).

Elemento: Terra/Matas.

Algumas ervas: Todas.

Animais: Pássaros.

Comida: Farofa de dendê com folhas verdes, milho vermelho, feijão fradinho torrado, bodes, galinhas e galos em cores variadas.

Domínio: Mata virgem.

Particularidade: Trabalha com as ervas, tem domínio sobre elas, conferindo-lhes força curativa.

Características: Feiticeiro, médico.

Quizíla: Ventania.



Kó si ewé, kó sí Òrìsà, ou seja, sem folhas não há orixá, elas são imprescindíveis aos rituais do Candomblé. Cada orixá possui suas próprias folhas, mas só Ossaim (Òsanyìn) conhece os seus segredos, só ele sabe as palavras (ofó) que despertam o seu poder, a sua força.



Ossaim desempenha uma função fundamental no Candomblé, visto que sem folhas, sem a sua presença, nenhuma cerimónia pode realizar-se, pois ele detém o axé que desperta o poder do ‘sangue’ verde das folhas.



Ossaim é o grande sacerdote das folhas, grande feiticeiro, que por meio das folhas pode realizar curas e milagres, pode trazer progresso e riqueza. È nas folhas que está à cura para todas as doenças, do corpo ou do espírito. Portanto, precisamos lutar por sua preservação, para que consequências desastrosas não atinjam os seres humanos.



A floresta é a casa de Ossaim, que divide com outros orixás do mato, como Ogum e Oxóssi, o seu território por excelência, onde as folhas crescem em seu estado puro, selvagem, sem a interferência do homem; é também o território do medo, do desconhecido, motivo pelo qual nenhum caçador deve penetrar na floresta na mata sem deixar na entrada alguma oferenda, como alho, fumo ou bebida. Medo de que? Medo dos encantamentos da floresta, medo do poder de Ogum, de Oxóssi, de Ossaim; respeito pelas forças vivas da natureza, que não permitem a pessoas impuras ou mal-intencionadas penetrar em sua morada. Se nela entrarem, talvez jamais encontrem o caminho de volta.



Ossaim teria um auxiliar que se responsabilizaria por causar o terror em pessoas que entram na floresta sem a devida permissão. Aroni seria um misterioso anãozinho perneta que fuma ca****bo (figura bastante próxima ao Saci-Pererê), possui um olho pequeno e o outro grande (vê com o menor) e tem uma orelha pequena e a outra grande(ouve com a menor). Muitas vezes Aroni é confundido com o próprio Ossaim, que, segundo dizem, também possui uma única perna. Não se pode por isso confundir Ossaim com o Saci-Pererê, que é um personagem do folclore brasileiro. Ossaim é orixá de grande fundamento, que possui uma só perna porque a árvore, base de todas as folha possui um só tronco.



De acordo com a história desse orixá, há uma rivalidade entre Ossaim e Orunmilá, que reflecte, na verdade, a antiga disputa entre os Oníìsegùn – mestres em medicina natural que dominavam o poder das folhas – e os Babalawó – sacerdotes versados nos profundos mistérios do cosmo e do destino dos seres, os pais do segredo.



Ossaim é um orixá originário da região de Iraó, na Nigéria, muito próxima com a fronteira com o antigo Daomé. Não faz parte, como muitos pensam, do panteão Jeje assimilado pelos Nagô, como Nana, Omolú, Oxumaré e Ewá. Ossaim é um deus originário da etnia Ioruba. Contudo, é evidente que entre os Jeje havia um deus responsável pelas folhas, e Ágüe é o seu nome, por isso Ossaim dança bravun e sató, a exemplo dos deuses do antigo Daomé.



Uma confusão latente refere-se ao s**o de Ossaim; é preciso esclarecer que se trata de um orixá do s**o masculino. Entretanto, como feiticeiro e estudioso das plantas, não teve tempo de relacionamentos amorosos. Sabe-se que foi parceiro de Iansã, mas o controvertido relacionamento com Oxóssi, que ninguém pode afirmar se foi ou não amoroso, é o mais comentado.



Na verdade, Ossaim e Oxóssi possuem inúmeras afinidades: ambos são orixás do mesmo espaço, da floresta, do mato, das folhas, grandes feiticeiros e conhecedores dos segredos da mata, da Terra.



Características dos filhos de Ossaim

Os filhos de Ossaim são pessoas extremamente equilibradas e cautelosas, que não permitem que as suas simpatias ou antipatias interfiram nas suas opiniões sobre os outros. Controlam perfeitamente os seus sentimentos e emoções. Possuem grande capacidade de discernimento e são frios e racionais nas suas decisões.



São pessoas extremamente reservadas, não se metem em questões que não lhe dizem respeito. Participam em poucas actividades sociais, preferindo o isolamento. Elas evitam falar sobre a sua vida, sobre o seu passado, preferem manter certa aura de mistério. Geralmente, não têm nada de mais a esconder, mas desejam manter reserva.



Pressa e ansiedade não fazem parte das suas características, pois são pessoas dadas aos detalhes e caprichosas no cumprimento das suas tarefas. Possuem gosto por actividades artesanais que exigem isolamento e paciência; não gostam de ter chefe nem subalternos, não se prendem a horários, apreciam a independência para fazer o que gostam na hora que querem. São pessoas fascinadas com as regras e tradições, adoram questioná-las. Possuem um gosto exacerbado pela religiosidade.



ALGUNS ITÃS:

Ossain detinha o segredo de todas as folhas, o que causava ciúmes nos demais Orixás. Então Xangô pede para Iansã lançar o vento sobre a mata para espalhar e trazer as folhas e assim foi feito. Quando Ossain se deu conta bradou Ewé O! Ewé O! e as folhas voltaram para ele, porém algumas delas já estavam em poder dos outros Orixás. Então Ossain permitiu que aquelas permanecessem com os Orixás, mas manteve o segredo sobre elas, assim, para que fossem utilizadas, todos ainda teriam de se voltar para ele e foi dessa maneira que Ossain conservou seu poder.

Ossain conhecia o segredo das folhas e com elas podia realizar miraculosas curas. Sempre sabia qual folha, qual encantamento usar e carregava tudo consigo dentro de suas cabacinhas, sua fama sempre o precedia e assim percorria mundo afora realizando suas curas. Contam que certa vez ao entrar em um reino, conseguiu curar seu Rei que lhe prometera muitas riquezas, Ossain, porém recusou dizendo que somente poderia aceitar o que normalmente era pago aos médicos e aos feiticeiros. Depois de muita peregrinação voltou para casa onde encontrou sua mãe doente, mais uma vez com o poder das folhas conseguiu curar a mãe, contudo cobrou pelo feito realizado, para espanto de seus irmãos. Ossain era muito justo e sabia que o dinheiro fazia parte da magia – que era maior que ele – e assim continuou sua peregrinação pelo mundo.

QUANTOS FILHOS TEM SUA CASA? Um dia um jornalista ao entrevistar uma Mãe de Santo, perguntou: “Quantos filhos a sua casa...
31/03/2025

QUANTOS FILHOS TEM SUA CASA?


Um dia um jornalista ao entrevistar uma Mãe de Santo, perguntou: “Quantos filhos a sua casa tem?”
A senhora não lhe respondeu como ele esperava, disse que ele deveria acompanhar as atividades do terreiro na próxima semana que ele teria a resposta. E assim foi no sábado pouco antes de iniciarem os trabalhos lá estava ele sentado na assistência observando tudo. Viu que havia mais ou menos 40 médiuns, quase todos estavam na corrente, prontos para a gira, e aproveitavam estes momentos que antecediam o inicio dos trabalhos para mostrarem uns aos outros suas roupas novas, ou para colocar algum assunto em dia. Mas notou também que um grupo de cinco médiuns estava em plena atividade arrumando as coisas para o inicio dos trabalhos.

O trabalho foi muito bonito e alegre, quando terminou viu que a grande maioria dos médiuns se apressa em se retirar, uns porque queriam chegar logo em casa, outros por terem algum compromisso. Notou mais uma vez que aqueles mesmos cinco médiuns que antes do inicio arrumavam as coisas, agora eram os que começavam a limpar e organizar o terreiro depois dos trabalhos.
Na segunda feira havia um momento de estudo no terreiro e ele foi convidado, ao chegar ao local, chovia muito e, viu que menos da metade da corrente se fazia presente, novamente notou que aqueles cinco estavam lá.
Na quinta feira haveria um trabalho na Linha do Oriente, e também passaria na TV um jogo da seleção, novamente bem menos da metade da corrente apareceu, mas aqueles cinco estavam entre eles.
No sábado novamente estava sentado na assistência e novamente repetiu o que havia acontecido na semana anterior, os cinco médiuns fazendo os últimos preparativos para o inicio dos trabalhos, e também a limpeza assim que estes se encerraram, e foi no término dos trabalhos que foi chamado pela Mãe de Santo, que lhe perguntou:

─ Você conseguiu descobrir quantos filhos tem em nossa casa?

─ Contei 43 minha mãe – respondeu.

─ Não, filhos de verdade tenho cinco. São aqueles que estavam presentes em todas as atividades da casa.

─ E os outros?

─ Os outros são como se fossem “sobrinhos” de quem gosto muito e que também gostam da casa, mas só visitam a “tia” se não houver nenhum atrapalho ou programa ‘melhor’, e mesmo vindo muitas vezes ficam contando os minutos para acabarem os trabalhos.

O rapaz muito sério perguntou:

─ E por que a senhora não impõe regras para mudar isso?

─ Meu filho a Umbanda não pode ser imposta a ninguém, tem de ser praticado com entrega, o amor à religião não pode ser uma obrigação, ele deve nascer no coração de cada um, e o mais importante, a Umbanda respeita o livre arbítrio de todos os seres…

E nós, somos “filhos” ou “sobrinhos” de Umbanda?
Somos Umbandistas em todos os momentos de nossa vida, ou somos Umbandistas somente uma vez por semana durante os trabalhos no terreiro?
Agora reflita em suas ações e pergunte pro seu coração…
Você é filho ou sobrinho?

MÉDIUM X UMBANDISTA Quando fui convidada a escrever um texto em 04 dias, fiquei pensando em um tema… E quando deitei a c...
31/03/2025

MÉDIUM X UMBANDISTA


Quando fui convidada a escrever um texto em 04 dias, fiquei pensando em um tema… E quando deitei a cabeça no travesseiro me veio este título “Médium x Umbandista” em mente. Acho importante ressaltar que na época em que escrevi este texto (ano de 2014) eu não era mãe de santo, não era mãe pequena, não tinha hierarquia alguma na casa que frequentava e por tanto este texto é simplesmente um ponto de vista de uma umbandista que tem fé e acima de tudo muito amor pela sua religião. Hoje sou mãe de santo e dirigente do choupanaCaboclo Serra Branca, mas mantive o texto original escrito em 2014.



Muita gente pensa que ser umbandista é a mesma coisa que ser médium! Se engana quem pensa assim.

Médium todos nós somos, alguns desenvolvem essa mediunidade, outros não.

Agora ser umbandista vai muito além…

Pra mim, o médium é aquele que tem uma missão, seja através da incorporação, audição, visão, clarividência, psicografia, intuição, sonividência, podendo desenvolver ou não. O médium pode ou não frequentar um terreiro. Pode ou não querer desenvolver essa mediunidade. Claro que não podemos generalizar, mas muitas vezes o médium é aquele que quer incorporar e receber sua entidade, porque acredita que esta é a forma de “participar” e ajudar nos trabalhos.

O umbandista não…

O umbandista sabe que o trabalho mediúnico começa antes mesmo dele chegar no terreiro, que a ajuda e participação nos trabalhos não depende somente da incorporação, mas depende dos cambones, depende da curimba, depende da corrente… E principalmente da força da corrente com suas palmas, sua dança, seu canto, gerando ali uma energia indescritível durante os trabalhos.

O umbandista está ali simplesmente por amor.

Amor ao próximo, amor a casa, amor a religião, amor as entidades, amor aos orixás, amor aos irmãos, amor ao Pai de Santo…

Ser umbandista é defender sua religião e levantar a bandeira, falar de sua religião para que os que não a conhecem tenham a oportunidade de ver que não há demônios, diabos ou coisas do gênero que muitos sem conhecimento acreditam ter. É propagar a umbanda e não ter vergonha e nem medo de dizer “eu sou umbandista” com medo do preconceito ou dos comentários.

Eu penso que nem todos os médiuns que estão dentro de uma casa de umbanda são umbandistas.

Além disso, o umbandista não precisa estar de branco dentro da gira, ele pode, e muitas vezes estão ali fora na assistência.

Em minha opinião o umbandista não precisa ser médium.

Ser umbandista é querer o bem sem olhar a quem, dentro e fora do terreiro.



Mãe Aylla de Obaluaê

Dirigente Choupana Caboclo Serra Branca

Endereço

Rua Da Prata
São João De Meriti, RJ

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