Terço das Famílias

Terço das Famílias O evangelho do Senhor Jesus Cristo no centro das nossas vidas, aqui você encontra um lugar de oração, com evangelho do dia e transmissões do terço ao vivo.

O Dom da Unidade21 de maio de 2026, Quinta-feira da 7ª Semana da Páscoa.     Evangelho, Jo 17,20-26Naquele tempo, Jesus ...
21/05/2026

O Dom da Unidade
21 de maio de 2026, Quinta-feira da 7ª Semana da Páscoa.
Evangelho, Jo 17,20-26

Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos ao céu e rezou, dizendo: 20“Pai santo, eu não te rogo somente por eles, mas também por aqueles que vão crer em mim pela sua palavra; 21para que todos sejam um como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, e para que eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste.
22Eu dei-lhes a glória que tu me deste, para que eles sejam um, como nós somos um: 23eu neles e tu em mim, para que assim eles cheguem à unidade perfeita e o mundo reconheça que tu me enviaste e os amaste, como me amaste a mim. 24Pai, aqueles que me deste, quero que estejam comigo onde eu estiver, para que eles contemplem a minha glória, glória que tu me deste porque me amaste antes da fundação do universo. 25Pai justo, o mundo não te conheceu, mas eu te conheci, e estes também conheceram que tu me enviaste.
26Eu lhes fiz conhecer o teu nome, e o tornarei conhecido ainda mais, para que o amor com que me amaste esteja neles, e eu mesmo esteja neles”

Meditação.

Eu lhes dei a glória que tu me deste, para que eles sejam um, como nós somos um (Jo 17,22)

Ao aproximar-se a festa de Pentecostes, quando celebramos a vinda do Santo Espírito, a Igreja nos lê a oração sacerdotal de Jesus, em João capítulo 17. Na última ceia, com os discípulos, Jesus ora por nós. Ontem, ficamos encantados como ele pediu ao Pai que não nos tirasse do mundo, mas nos livrasse do mal. Hoje, ele fez um pedido ainda mais especial: ‘que todos sejamos um’, isto é, que vivamos em perfeita unidade.

O que será essa ‘unidade’ que Jesus está pedindo ao Pai para nós? O que podemos pensar de ‘unidade’, nós um povo marcado por tanta divisão, nós mesmos tão egoístas e interesseiros, com tanta gente desencantada pelo desamor e até pela traição?! A gente fala de unidade, mas nem sabe mesmo o que realmente seja, nem acredita que realmente ela possa existir entre nós.

Jesus pediu ao Pai que nós sejamos um, como ele e o Pai são um, isto é, como eles estão identificados no amor. Olha como ele disse: “para que todos sejam um como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, para que eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste”.

Então, entre Jesus e o Pai existe essa unidade perfeita. A unidade é uma expressão do amor. Jesus, entre nós, manifestou o amor do Pai. Ele nos deu a conhecer quem é o Pai. O Pai amou o mundo e enviou Jesus. O que é de um é do outro. “O que é meu é teu e o que é teu é meu”. No dizer de Jesus, o Pai lhe deu suas palavras e a sua glória. Jesus ama o Pai e realiza, com todo amor, a sua vontade. Nada do que Jesus diz ou faz, o faz por sua conta, mas porque o Pai mandou fazer ou dizer. É tanta identificação, que, mesmo sendo duas pessoas, os dois são um, estão em perfeita unidade.

Essa unidade entre o Pai e Jesus é o modelo de unidade que ele está nos apresentando. É assim que devemos viver na comunidade, em unidade, como Jesus e o Pai. O mandamento que ele nos deu foi o amor fraterno - ‘amem-se uns aos outros’ - com um finalzinho muito, muito sério: ‘como eu amei vocês’. E como foi que Jesus nos amou? Dando-se por nós, entregando-se em nosso favor, tomando o nosso lugar na morte. Esse é o amor com que ele nos amou: ‘morrendo por nós’. Então, esse é o amor que devemos aos irmãos: acolher, ser solidário, compreender, perdoar, sacrificar-se pelos outros,... A unidade é uma expressão do nosso amor.

O que Jesus pediu ao Pai, então? Que ele nos ajude a amar; a permanecer nele, nos identificando com ele; a amar os irmãos, como ele nos amou. Jesus nos deu a glória do Pai, que é o seu amor, cuja máxima expressão é o dom do seu Espírito. É o Espírito Santo que nos faz filhos de Deus, que nos forma como discípulos, com os mesmos sentimentos de Jesus. É o Espírito da verdade que nos conduz para a unidade perfeita entre nós e com o Pai e o Filho.

Guardando a mensagem

Jesus pediu para os que crerem nele o dom da unidade, sermos um, vivermos em perfeita unidade entre nós e com Deus. Não somente imitemos o Pai e o Filho, mas estejamos neles, na sua própria unidade. Isso é possível, particularmente, pelo grande dom do Espírito Santo, que nos faz filhos, unidos a Cristo. A unidade é possível, porque ela já existe entre Jesus e o Pai, no Espírito Santo. E nós fomos alcançados pelo amor de Deus manifestado em Jesus, por suas palavras e suas obras e, sobretudo, pelo dom de sua vida em nosso favor.

Eu lhes dei a glória que tu me deste, para que eles sejam um, como nós somos um (Jo 17,22)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
nós estamos na Semana de Oração pela Unidade Cristã. Tu disseste, Senhor, que a unidade é a condição para que o mundo creia. Perdoa, Senhor, nossas faltas contra a unidade do teu rebanho, pelo pouco amor que demonstramos por tua Igreja e pela distância que alimentamos dos que creem em ti, mas pertencem a outras tradições cristãs. Pelo dom do teu Espírito, estamos unidos a ti, que nos amas de verdade. Por este mesmo dom, estamos unidos a todos os que creem em ti. Que o nosso amor, vivido nas comunidades cristãs e espalhado na sociedade, seja motivo de alegria e de glória para o Pai. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a Palavra

Se hoje, se apresentar uma ocasião, fale com respeito e amor de sua comunidade cristã. Com igual afeto, faça referências a outras denominações cristãs. A unidade começa no coração.

Pe. João Carlos Ribeiro
jornalista
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Dom Otacilio F. LacerdaQuinta-feira, 21 de maio de 2026Uma súplica pela paz, concórdia e unidade                        ...
21/05/2026

Dom Otacilio F. Lacerda

Quinta-feira, 21 de maio de 2026
Uma súplica pela paz, concórdia e unidade

Retomemos parte do parágrafo do Catecismo da Igreja Católica que nos fala da Comunhão na Santíssima Trindade e o que ela exige de nós, quando aprofunda a Oração do Senhor, o “Pai Nosso”, de modo especial quando dizemos – “...Assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”.

Apresenta-nos a Comunhão da Santíssima Trindade como a fonte e o critério da verdade de toda relação, e esta é vivida, na Oração, sobretudo na Eucaristia.

Enriquecedoras são as palavras mencionadas de São Cipriano:

‘Deus não aceita o sacrifício dos que fomentam a desunião; Ele ordena que se afastem do altar para primeiro reconciliarem com seus irmãos: Deus quer ser pacificado com orações de paz. Para Deus, a mais bela obrigação é nossa paz, nossa concórdia, a unidade no Pai, no Filho e no Espírito Santo de todo o povo fiel’” (1).

Oremos:

Ó Deus, ajudai-nos a perdoar sem limites, também aos nossos “inimigos”, como assim fizestes e nos ensinastes – “Pai perdoai-lhes, pois não sabem o que fazem” (Lc 23,34).

Ajudai-nos a viver o perdão, testemunho maior de que o amor é mais forte do que o pecado, pois gera vida nova, comunhão e fraternidade.

Concedei-nos Vossa graça, para que jamais fomentemos a desunião onde quer que estejamos, quer na família, comunidade ou no mundo, sempre conduzidos pela Verdade de Vosso Evangelho.

Que jamais nos dirijamos ao Vosso Altar com o coração cheio de mágoa e rancor, mas de coração limpo, para que assim nossas ofertas Vos sejam agradáveis.

Acolhei nossas orações de paz, e ajudai-nos a promover a cultura da vida e da paz, fortalecendo os vínculos da concórdia para viver intensamente a comunhão de amor convosco.

Ajudai-nos a viver Convosco, ó Pai, Eterno Amante; com Vosso Filho, o Eterno Amado, e o Espírito Santo, o Eterno Amor na mais profunda e fecunda comunhão de vida e paz. Amém.

Citado no Catecismo da Igreja Católica n.2845
São Cipriano de Cartago, De dominica oratione, 23: CCL 3A, 105 (PL 4, 535-536).
(Apropriado para a passagem do Evangelho de São João (Jo 17,20-26)

Dom Otacilio F. Lacerda
4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG

Dom Otacilio F. LacerdaTerça-feira, 5 de Maio de 2026Nada nos separará da Verdadeira Videira                            ...
05/05/2026

Dom Otacilio F. Lacerda

Terça-feira, 5 de Maio de 2026

Nada nos separará da Verdadeira Videira

“Quem nos separará do amor de Cristo”

Sejamos enriquecidos pelo Comentário do Bispo São Cirilo de Alexandria (séc. V) sobre a passagem do Evangelho de João, em que Jesus Se apresenta como a Videira e nós os ramos (cf. Jo 15).

“Querendo mostrar a necessidade de estarmos unidos a Ele pelo amor, e a grande vantagem que nos vem desta união, o Senhor afirma que é a Videira. Os ramos são os que, já se tornaram participantes da Sua natureza pela comunicação do Espírito Santo. De fato, é o Espírito de Cristo que nos une a Ele.

A adesão a esta Videira nasce da boa vontade; a união da Videira conosco procede do Seu afeto e natureza. Foi, de fato, pela boa vontade que nos aproximamos de Cristo, mediante a fé; mas participamos da Sua natureza por termos recebido d’Ele a dignidade da adoção filial. Pois, segundo São Paulo, quem adere ao Senhor torna-se com Ele um só Espírito (1Cor 6,17).

Do mesmo modo, o autor sagrado, noutro lugar da Escritura, dá ao Senhor o nome de alicerce e fundamento. Sobre Ele somos edificados como pedras vivas e espirituais, para nos tornarmos, pelo Espírito Santo, habitação de Deus e formarmos um sacerdócio santo. Entretanto, isto só será possível se Cristo for nosso fundamento. A mesma coisa vem expressa na analogia da videira: Cristo afirma ser ele próprio a Videira e, por assim dizer, a mãe e a educadora dos ramos que dela brotam.

N’Ele e por Ele, fomos regenerados no Espírito Santo, para produzirmos frutos de vida, não da vida antiga e envelhecida, mas daquela vida nova que procede do amor para com Ele. Esta vida nova, porém, só poderemos conservá-la se nos mantivermos perfeitamente inseridos em Cristo, se aderirmos fielmente aos santos Mandamentos que nos foram dados, se guardarmos com solicitude este título de nobreza adquirida e se não permitirmos que se entristeça o Espírito que habita em nós, quer dizer, Deus que por Ele mora em nós.

O evangelista João nos ensina sabiamente de que modo estamos em Cristo e Ele em nós, quando diz: A prova de que permanecemos com Ele, e Ele conosco, é que Ele nos deu o Seu Espírito (1Jo 4,13).

Assim como a raiz faz chegar aos ramos a sua seiva natural, também o Unigênito de Deus concede aos homens, sobretudo aos que lhe estão unidos pela fé, o Seu Espírito. Ele os conduz à santidade perfeita, comunica-lhes a afinidade e parentesco com Sua natureza e a do Pai, alimenta-os na piedade e dá-lhes a sabedoria de toda virtude e bondade.”

Vivendo intensamente o Tempo Pascal, renovamos a graça de pertencermos à Videira do Pai, que é Jesus Cristo, e nela somos ramos que se nutrem da “seiva natural”, que é o próprio Espírito, que nos ilumina e nos enriquece com todos os dons.

É o Espírito a linfa vital que garante a fecundidade de nossa fé, a fim de que produzamos saborosos frutos Pascais na família, na comunidade e em todos os lugares.

É o Espírito que o Senhor prometeu e nos envia sempre, para que renovemos a alegria e o ardor na missão a nós confiada, sem desânimo, apesar das inúmeras dificuldades que possamos enfrentar.

Fiquemos para sempre unidos à Videira, como sagrados ramos do Pai e com a Seiva do Espírito, tenhamos coragem de suportar as podas necessárias, que são a expressão dos despojamentos e enriquecimentos, quedas e erguimentos, próprios da condição humana.

Absolutamente nada nos separará desta Videira, como tão bem expressou o Apóstolo (Rm 8,31-39).

Dom Otacilio F. Lacerda
4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG

Jesus nos dá a sua paz.05 de Maio de 2026  Terça-feira da 5ª Semana da Páscoa, Evangelho Jo 14,27-31aNaquele tempo, diss...
05/05/2026

Jesus nos dá a sua paz.
05 de Maio de 2026

Terça-feira da 5ª Semana da Páscoa, Evangelho Jo 14,27-31a

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 27“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; mas não a dou como o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração. 28Ouvistes que eu vos disse: ‘Vou, mas voltarei a vós’. Se me amásseis, ficaríeis alegres porque vou para o Pai, pois o Pai é maior do que eu. 29Disse-vos isto, agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós acrediteis.
30Já não falarei muito convosco, pois o chefe deste mundo vem. Ele não tem poder sobre mim, 31amas, para que o mundo reconheça que eu amo o Pai, eu procedo conforme o Pai me ordenou”.

Meditação.

Deixo-lhes a paz, a minha paz lhes dou. Mas não a dou como o mundo (Jo 14, 27)

Jesus nos dá a sua paz. O mundo também oferece a paz. Mas, Jesus nos dá a paz de maneira diferente, não como o mundo o faz. Que paz Jesus nos traz? Que paz o mundo nos dá?

As pessoas do antigo povo de Deus se saudavam ou se despediam com um Shalom. Shalom! É o desejo de saúde, harmonia, paz interior, calma, tranquilidade, bênção de Deus. Foi certamente essa saudação que fez Maria ao chegar à casa de Izabel. Essa saudação – Shalom – encheu o coração de Izabel de alegria e sua criança vibrou de satisfação no seu seio. Um shalom que manifesta a presença e o amor de Deus!

No tempo de Jesus, os romanos tinham dominado meio mundo e governavam os povos vencidos com uma dura legislação e com suas legiões de soldados. Também o Mar Mediterrâneo estava sob o controle dos romanos. Assim, se podia viajar por todo o mundo conhecido, sem fronteiras. Em todo o Império, reinava a paz, a pax romana. A pax romana era o resultado da total submissão dos povos e a cruel repressão a qualquer manifestação contra a ordem estabelecida. A paz do mundo é então a paz dos vencidos, dos dominados pelo mais forte. Como os romanos alcançaram a paz? Pelas guerras, pela invasão, pela repressão.

A paz de Jesus é de outra natureza. A sua obra foi a reconciliação. Estamos em paz com Deus e em paz entre nós. Ele fez as pazes entre nós e Deus, nos alcançando o perdão divino. Ele estabeleceu a paz entre o céu e a terra. No seu nascimento, cantaram os anjos: “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por ele amados”. E como Jesus nos deu a paz? Dando a sua vida por nós, morrendo em nosso lugar, oferecendo-se a si mesmo em sacrifício de expiação por nossos pecados.

Quando Jesus realizou a sua obra, apresentou-se à comunidade dos discípulos com a saudação “A paz esteja com vocês”, um shalom especial. Realmente, ele nos deu a paz, nos reconciliando com o Pai, em sua cruz.

Na Missa, antes da comunhão, somos convidados a nos comunicar mutuamente a paz. E dizemos: “A paz de Cristo!”. É uma forma de realçar que estamos em comunhão uns com os outros, estamos na paz que Cristo nos alcançou. E é assim, reconciliados com o Pai e entre nós, que nos aproximamos da mesa santa da comunhão.

Guardando a mensagem

A pax romana foi alcançada com guerras e o esmagamento do inimigo. A paz de Jesus foi alcançada com a doação de sua vida em favor dos pecadores. Por sua cruz, fomos reconciliados com Deus. Agora, estamos em paz com Deus e com os irmãos. Na Missa, nos preparamos para a comunhão eucarística com Cristo, nossa paz, nos comunicando mutuamente a sua paz: é o nosso compromisso de viver reconciliados e de cultivar a paz em nossos relacionamentos.

Deixo-lhes a paz, a minha paz lhes dou. Mas não a dou como o mundo (Jo 14, 27)

Rezando a palavra

Rezemos com as palavras da Oração pela Paz na Santa Missa:

Senhor Jesus Cristo,
dissestes aos vossos apóstolos: “Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz”, Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima a vossa Igreja; dai-lhe segundo o vosso desejo, a paz e a unidade. Vós que, sois Deus, com o Pai e o Espírito Santo. Amém.

Vivendo a palavra

Acolher a paz de Jesus é vencer a agressividade presente em nossa cultura. A paz é o dom pelo qual nos reconhecemos reconciliados com Deus e com os irmãos. Hoje, cultive atitudes cordiais, mesmo que você não receba o mesmo tratamento. Diga: bom dia, boa tarde, boa noite, com licença, por favor, me desculpe. Difunda a paz de Jesus ao seu redor.

Sábado, 25 de abril de 2026.Dia do Evangelista São Marcos.   Evangelho de Marcos 16,15-20Naquele tempo, Jesus se manifes...
25/04/2026

Sábado, 25 de abril de 2026.
Dia do Evangelista São Marcos.

Evangelho de Marcos 16,15-20

Naquele tempo, Jesus se manifestou aos onze discípulos, 15e disse-lhes: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura! 16Quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado. 17Os sinais que acompanharão aqueles que crerem serão estes: expulsarão demônios em meu nome, falarão novas línguas; 18se pegarem em serpentes ou beberem algum veneno mortal não lhes fará mal algum; quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados”.
19Depois de falar com os discípulos, o Senhor Jesus foi levado ao céu, e sentou-se à direita de Deus. 20Os discípulos então saíram e pregaram por toda parte. O Senhor os ajudava e confirmava sua palavra por meio dos sinais que a acompanhavam.

Meditação

Os discípulos então saíram e pregaram por toda parte (Mc 16, 20)

Bem no final do seu evangelho, o evangelista Marcos relata que Jesus deixou uma orientação muito clara para os seus discípulos. É quase um coroamento da narração do seu evangelho.

Na despedida de Jesus, uma orientação, um mandato, um envio. Ele volta ao Pai e deixa a sua missão com os seus discípulos. Até aquele momento, durante três anos, aquele pequeno grupo o tinha seguido, ouvido suas pregações, presenciado curas e milagres. E não só. Tinha acompanhado a perseguição à sua pessoa e à boa notícia que ele trazia. Testemunhas de sua morte, mas também testemunhas de sua ressurreição. Agora, o Senhor partia. E lhes deixava uma tarefa: continuar a sua missão.

Eles tinham uma boa notícia para anunciar ao mundo, um evangelho. A boa notícia era a de que o Pai enviou o Filho, Jesus, para a salvação de todos. E que o Filho, cheio do Espírito Santo, comunicou ao mundo, com palavras e ações, o amor libertador do Pai. O anúncio era também uma convocação: cada um, reconhecendo o amor de Deus, acolha Jesus Cristo como caminho, para encontrar a vida!

Crer é a resposta certa a esta boa notícia, a este evangelho. Crer é acolher a pessoa de Jesus, como o Messias enviado, e acolher sua obra redentora na cruz pela qual nos chega o perdão dos nossos pecados. Crer é a condição para celebrar a graça da restauração no Batismo. Não acolher essa boa notícia, não crer, é negar-se a acolher a salvação. Assim, quem não crer permanece na sua condenação. Mas, quem crer e for batizado, será salvo.

Essa boa notícia, esse evangelho, destina-se a todos, ao mundo inteiro. Por isso, os missionários precisam levar essa notícia boa a todas as pessoas e lugares. Todos precisam tomar conhecimento disso, o evangelho precisa chegar a toda criatura.

Esse mandato missionário foi entregue aos onze, aos líderes da comunidade de Jesus. Eles são os primeiros responsáveis. Mas, não são os únicos responsáveis. A missão é de todos os discípulos do Senhor, de todos os batizados. Os onze representam a comunidade. São onze porque um traiu o Senhor e deixou este mundo. Logo depois, eles elegeram o 12º, Matias. Os doze são representantes do novo Israel, a Igreja, o povo das 12 tribos. A missão é de todos.

Guardando a mensagem

O dia de hoje dedicado a São Marcos, o evangelista, é uma boa oportunidade pra você se perguntar em que medida está realizando o mandato do Senhor, de levar o evangelho a toda criatura. Se em algum momento, você deixou-se ficar de braços cruzados, apenas observando outros realizarem o trabalho missionário, deixe isso no passado. A hora é de mutirão. Todo mundo pode ajudar. Temos que levar ao mundo o conhecimento de Jesus Cristo e do seu Evangelho. Arregace as mangas e encontre o seu espaço nesse grande mutirão.

Os discípulos então saíram e pregaram por toda parte (Mc 16, 20)

Rezando a Palavra

Senhor Jesus,
obrigado por nos confiares a tua missão, apesar de nossas debilidades. Que ninguém de nós venha com a desculpa de não ter tempo, porque estamos em missão sempre, a toda hora, em qualquer lugar. Que ninguém de nós ache que não tem qualidades especiais para pregar a Palavra, porque a melhor pregação é o exemplo de vida. Que, na missão, ninguém queira ser maior do que os outros, porque o maior mesmo é o que serve com humildade e amor. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a Palavra

Eu disse, há pouco, arregace as mangas e encontre o seu espaço nesse grande mutirão. Estou falando do mutirão da evangelização, na qual todos podemos colaborar. Veja em que você pode contribuir aí em sua família, em sua comunidade, em sua paróquia Nós recebemos uma missão: "Vão pelo mundo todo, anunciem o evangelho a toda criatura". Não dá pra gente ficar de braços cruzados, esperando que alguém faça por nós. Veja onde você pode participar, contribuir, fazer sua parte.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb
Pe. João Carlos Ribeiro - abril 24, 2026

24 de abril de 2026, Sexta-feira da 3ª Semana da Páscoa.    Evangelho  Jo 6,52-59Naquele tempo, 52os judeus discutiam en...
24/04/2026

24 de abril de 2026, Sexta-feira da 3ª Semana da Páscoa.

Evangelho

Jo 6,52-59

Naquele tempo, 52os judeus discutiam entre si, dizendo: “Como é que ele pode dar a sua carne a comer?” 53Então Jesus disse: “Em verdade, em verdade vos digo, se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. 54Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. 55Porque a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue, verdadeira bebida. 56Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. 57Como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo por causa do Pai, assim o que me come viverá por causa de mim. 58Este é o pão que desceu do céu. Não é como aquele que os vossos pais comeram. Eles morreram. Aquele que come este pão viverá para sempre”.
59Assim falou Jesus, ensinando na sinagoga em Cafarnaum.

Meditação

Aquele que come este pão viverá para sempre (Jo 6, 59)

O capítulo 6 do Evangelho de São João é uma linda catequese sobre a obra redentora de Jesus, celebrada na Eucaristia. Ele falou muitas vezes sobre o alimento que ele daria para a vida eterna: sua carne e seu sangue. Muita gente achou aquilo muito estranho e se afastou. Mas, quando as comunidades começaram a celebrar do jeito que Jesus fez na última ceia, começaram a entender esse seu ensinamento.

E o que Jesus fez na última ceia? Ele antecipou a sua entrega na cruz, entregando-se ao Pai em nosso favor. Na cruz, ele deu a sua vida por nós. Aquela oferta generosa e obediente de si mesmo na cruz foi a mesma da ceia. É a mesma da Missa. A Missa renova aquela oferta do calvário, a sua morte redentora em favor da humanidade. A morte cruenta foi uma única vez. Mas, na Missa, como na última ceia, esse sacrifício é renovado, reapresentado a Deus.

Jesus fez sua celebração com os discípulos na ceia da páscoa. A última ceia foi uma ceia de páscoa. Na ceia da páscoa, comia-se o cordeiro assado, cordeiro que tinha sido antes oferecido em sacrifício a Deus. Na ceia de Jesus, não houve cordeiro sacrificado. O cordeiro era Jesus. Ele seria sacrificado. Ele seria o alimento a ser comido, na ceia da páscoa.

A Missa é a ceia da páscoa. O cordeiro que comemos, em família, em ação de graças pela libertação, é o próprio Jesus. Jesus está sacramentalmente presente no pão e no vinho consagrados. “Comam. Este é o meu corpo”. “Bebam. Este é o meu sangue”.

Na ceia pascal, a grande família rendia graças a Deus por todas as maravilhas que o Senhor realizara na história do seu povo, desde a criação, a escolha daquele povo, a libertação do cativeiro do Egito, a posse da terra prometida e muito mais. Na ceia dos cristãos, tudo é ação de graças ao Pai, por tudo que ele fez desde a criação até a vinda de Jesus e do Santo Espírito. Ação de Graças virou o nome da ceia pascal dos cristãos, Eucaristia.

Ele disse ao povo: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia”. De fato, por sua morte, ele nos trouxe a vida. Ressuscitado, ele apresentou-se aos discípulos e lhes comunicou a paz e o Espírito. A sua vida entregue expiou o nosso pecado. Ressuscitado, ele nos abriu as portas da casa de Deus: pelo dom do seu Espírito, agora somos filhos Deus. Na sua morte, ele nos deu a vida.

Na missa, na nossa ceia pascal, nos unimos a Cristo pela fé, pela caridade, pela oração e, muito especialmente, pela comunhão no pão e no vinho consagrados. Nós nos associamos ao seu sacrifício com nossas dores, nossos sofrimentos, nossas lutas. “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele”. Na comunhão, nos unimos a ele e ele se une a nós.

Guardando a mensagem

Jesus falou de sua carne e de seu sangue que ele daria para a vida do mundo. Ninguém entendeu. E muitos se afastaram. De fato, foi o sacrifício de sua vida na cruz – corpo entregue e sangue derramado – que nos trouxe a vida, a salvação. Jesus celebrou essa entrega obediente de sua morte na ceia pascal, a última ceia. Do pão, fez sacramento do seu corpo e o deu em alimento. Do vinho, fez sacramento do seu sangue e o deu em bebida. No lugar do cordeiro sacrificado da ceia pascal, comemos pão e vinho, que, pelas palavras do Salvador e pela efusão do Espírito Santo, tornam-se substancialmente corpo e sangue de Cristo. Pela comunhão no seu corpo e no seu sangue, nos unimos profundamente a ele e ele a nós. Na Missa, elevamos ao Pai - com Cristo, em Cristo e por Cristo – a mais alta louvação e dele recebemos as mais elevadas graças e bênçãos.

Aquele que come este pão viverá para sempre (Jo 6, 59)

Rezando a Palavra

Esta é uma oração medieval rezada por Santo Inácio de Loyola, que continua sendo usada por milhões de cristãos após a comunhão.

Alma de Cristo, santificai-me.
Corpo de Cristo, salvai-me.
Sangue de Cristo, inebriai-me.
Água do lado de Cristo, lavai-me.
Paixão de Cristo, confortai-me.
Ó bom Jesus, ouvi-me.
Dentro de vossas chagas, escondei-me.
Não permitais que me separe de vós.
Do espírito maligno, defendei-me.
Na hora da minha morte, chamai-me.
e mandai-me ir para vós,
para que vos louve com os vossos Santos,
por todos os séculos.
Amém.

Vivendo a palavra

Fale com alguém sobre esse evangelho de hoje. Você pode começar perguntando se ele (ou ela) participa da comunhão.

Dom Otacilio F. LacerdaSexta-feira, 24 de abril de 2026O fascinante encontro com o Ressuscitado                         ...
24/04/2026

Dom Otacilio F. Lacerda

Sexta-feira, 24 de abril de 2026

O fascinante encontro com o Ressuscitado

Na sexta-feira da 3ª semana do Tempo da Páscoa, ouvimos a passagem do Livro dos Atos dos Apóstolos (At 9,1-20).

O “nascimento” de Paulo para o cristianismo, como testemunha e enviado de Jesus Cristo acontece nas dores do parto da Igreja primitiva, que sai das estruturas e instituições judaicas para se aventurar nas estradas do mundo dos povos.

Paulo não conviveu pessoalmente com Jesus de Nazaré, não participou das Suas idas e vindas missionárias pela Judeia, Galileia e Samaria, não presenciou nenhum milagre realizado por Ele.

Mas, a partir daquela inesquecível interpelação, quando se dirigia a Damasco: "Saulo, Saulo, por que me persegues?", sentiu-se abraçado por Jesus, a ponto de fazer sua opção radical por Ele: "que queres que eu faça?" (At 9, 4-6).

A experiência de Damasco (cerca de 200 km de Jerusalém) foi decisiva em determinar a direção de seu pensamento.

A “conversão” é descrita em Atos 9, 1-30; 22-5-16; 26,9-18.

Paulo fez uma experiência interna da verdade de Jesus. Ele experimentou dentro dele mesmo, por graça de Deus, que Jesus existia, estava vivo e não era uma fraude.

Algo muito forte aconteceu na vida e Paulo naquele momento. Ele sentiu por dentro a presença de Jesus e a Ele entregou-se. Não tinha outro jeito. Ali estava Jesus vivo! O Messias vindo de Nazaré, enviando-o a anunciar o Evangelho aos pagãos.

Ser discípulo (a) nasce pelo fascínio do encontro pessoal com Cristo ressuscitado, e São Paulo aparece como modelo ímpar de apóstolo no amor e no seguimento de Jesus.

A experiência do encontro pessoal com Cristo tocou fundo a pessoa de Paulo, provocando nele a “conversão” e o compromisso inadiável com o anúncio explícito do Evangelho: "Ai de mim, se eu não anunciar o Evangelho" (1Cor 9, 16).

Desde aquele momento, Paulo pôs todas as suas energias a serviço exclusivo de Jesus Cristo e de Seu Evangelho: ele se definirá como: "Apóstolo por vocação" (Rm 1, 1; 1Cor 1, 1); "Apóstolo por vontade de Deus" (2Cor 1, 1; Ef 1, 1; Cl 1, 1), um Apóstolo que quer "fazer-se tudo a todos", sem reservas (1Cor 9, 22).

Em sua primeira pregação, encontrou a hostilidade dos judeus, que o perseguiram pelo resto de sua vida; então foi considerado, e o seria a seguir: o grande renegado.

Foi provavelmente depois de sua fuga de Damasco que retornou a Jerusalém pela primeira vez, desde sua partida como perseguidor dos cristãos, e ali encontrou os Apóstolos (Gl 1,18-19).

Paulo o “convertido” torna-se protótipo e pregador da conversão diante dos judeus e dos pagãos. Desse momento em diante, ele passa para o campo dos que são perseguidos e ameaçados de morte por causa da fé em Jesus Cristo.

Nesse contexto se explica a tentativa de linchamento por parte dos judeus no templo de Jerusalém: “É por isso que os judeus me perseguiram e tentaram matar-me” (At 26,21).

Paulo, o “perseguidor” dos seguidores de Jesus, se torna o “perseguido” por parte dos judeus, e ele mesmo diz:

“Sou agradecido para com Aquele que me deu força, Cristo Jesus, Nosso Senhor, que me julgou fiel, tomando-me para o Seu serviço, a mim que outrora era blasfemo, perseguidor e insolente. Mas, obtive misericórdia, porque agi por ignorância, na incredulidade. Superabundou, porém, para mim, a graça de Nosso Senhor, com a fé e o amor que há em Cristo Jesus” (1Tm 1,12-14).

Portanto, a graça na teologia paulina é expressão da doação, ação, benefícios concedidos em transbordamento; gera e edifica.

Tenhamos também nós a "fineza paulina", na conquista das almas e dos corações. Olhemos para Paulo e procuremos reproduzir em nossa ação evangelizadora o que ele confessa:

"De modo nenhum considero a minha vida preciosa para mim mesmo, contanto que eu leve a bom termo a minha carreira e realize o ministério que recebi do Senhor Jesus: Testemunhar a Boa-Nova da graça de Deus" (At 20,24).

Dom Otacilio F. Lacerda
4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG

13/04/2026
Dom Otacilio F. LacerdaDomingo, 12 de abril de 2026“A fé que se torna missão” (IIDTPA)                                  ...
12/04/2026

Dom Otacilio F. Lacerda

Domingo, 12 de abril de 2026
“A fé que se torna missão” (IIDTPA)

Com a Liturgia do 2º Domingo da Páscoa (ano A), também chamado de “Domingo da Misericórdia”, à luz da Palavra de Deus, refletimos sobre o papel da comunidade cristã como lugar privilegiado do encontro com Jesus Cristo Ressuscitado: na Palavra proclamada, no pão partilhado, no amor vivido e no corajoso testemunho dado.

A comunidade de homens novos, que nasce da Cruz e da Ressurreição de Jesus, a Igreja, continuará a missão do Senhor: comunicar a vida nova que brota de Sua Ressurreição.

Na passagem da primeira leitura (At 2, 42-47), Lucas retrata os primeiros passos da comunidade cristã, assídua nos Ensinamentos dos Apóstolos, na Comunhão Fraterna, na Partilha do Pão e na Oração - quatro pilares básicos de uma autêntica comunidade, para que ela seja viva e frutuosa, na doação e serviço em favor dos irmãos, anunciando ao mundo a Salvação que Jesus veio trazer.

Nesta passagem, é como se Lucas nos oferecesse um “Raio-X” de nossas comunidades, percebendo sua estrutura, o que precisa ser reforçado, para que este retrato da comunidade não seja apenas saudosismo, mas um desafiador projeto a ser realizado, numa autêntica evangelização, no anúncio da Boa-Nova aos pobres, em empenho sincero de sua libertação, fazendo acontecer o urgente Ano da Graça do Senhor, como nos exorta o Evangelista Lucas (Lc 4, 16-21).

A comunidade precisa perseverar e cuidar destes pilares:

Ensinamentos dos Apóstolos:
Formação bíblica, teológica, doutrinal, Documentos da Igreja, Escola de Ministérios, subsídios diversos disponíveis, livros dos grupos de reflexão, plano de pastoral, e tantos outros meios pelos quais hoje podemos favorecer a formação doutrinal, aprofundamento da Palavra de Deus.

Comunhão Fraterna:
É muito mais que um abraço, um canto de paz na Missa ou culto dominical, é a solidariedade concreta com os empobrecidos, através de diversas Pastorais e Serviços dentro e fora das comunidades, como tão bem nos é proposto nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora no Brasil – CNBB (2019-2023).

Eucaristia ou Fração do Pão:
A Celebração Dominical na qual Deus Se faz nosso Alimento e nos fortalece pela Sua Palavra. Quando celebramos nossa vida, com suas alegrias e tristezas, angústias e esperanças, em busca de novos horizontes para que o Reino de Deus aconteça.
A Eucaristia é, verdadeiramente, o ponto alto e a fonte de toda a nossa vida. A Eucaristia edifica a Igreja e a Igreja faz a Eucaristia, como nos falou o Papa São João Paulo II.

Oração:
Individual, familiar e comunitária. Trinta minutos, ao menos por dia, como nos exortou um grande Bispo da Igreja do Brasil (D. Pedro Casaldáliga).

A Oração muito mais do que uma reza sistemática, rotineira, é um diálogo profundo com o Eterno que habita em cada um de nós. É colocar-se no colo de Deus, ser beijado e acariciado pelo mesmo e, se preciso, levar um “puxão de orelha” para nossa orientação… A Oração é diálogo no aparente silêncio de Deus.

Reflitamos:

- Como vivenciamos as dimensões acima apresentadas?
- Eucaristia celebrada e na vida prolongada. Como relacionamos a Eucaristia que celebramos com o nosso cotidiano?

A segunda leitura é uma passagem da Carta de São Pedro (1Pd 1,3-9), dirigida aos cristãos das cinco províncias romanas da Ásia menor.

A Carta tem como objetivo ajudar a manter firme a fé, esperança e a caridade. É preciso viver na solidariedade, alegria, coerência e fidelidade à adesão feita ao Cristo Ressuscitado: identificarmo-nos com Jesus, Aquele a quem amamos, sem O termos visto, pois Ele é o Cristo, que por amor se entregou ao Pai em favor de todos nós. Se assim também o fizermos, chegaremos, com Ele, à Ressurreição.

É preciso nas contrariedades manter a esperança, confiando no amor de Deus, que nos envolve e nos impulsiona, para que jamais recuemos no testemunho da fé, no revigoramento da caridade, nas virtudes divinas, que nos movem permanentemente.

Na passagem do Evangelho (Jo 20,19-31), Jesus Se manifesta vivo e ressuscitado, e Se apresenta como o centro da comunidade cristã, comunicando: a paz (plenitude de bens) e o Espírito, para que os Apóstolos continuem a Sua missão.

A mensagem explicita a centralidade de Cristo na comunidade e esta, por sua vez, é a testemunha credível da vida do Ressuscitado no encontro com o amor fraterno, com o perdão dos irmãos, com a Palavra proclamada, com o Pão de Jesus partilhado e os compromissos com a justiça e a vida nova.

O Ressuscitado, rompendo as portas fechadas, onde os Apóstolos se encontram por medo dos judeus, disse-lhes: “A paz esteja convosco”. Nada mais pode impedir a ação do Ressuscitado.

É o primeiro dia da semana, é o tempo da nova criação alcançada pelo Ressuscitado, por isto guardamos o Domingo como o Dia do Senhor, para adorá-Lo e encontrá-Lo, de modo especial na comunidade: Cristo presente na comunidade de modo especialíssimo na Palavra e na Eucaristia.

Na primeira parte, Jesus saúda com o “shalom”: harmonia, serenidade, tranquilidade, confiança, plenitude dos dons à comunidade, de modo que a ela nada falta, pois o Ressuscitado Se faz presente.

E a comunidade será portadora desta Boa-Nova, empenhada na tríplice harmonia dos seres humanos com o Criador, com a própria criatura e com o cosmos.

Os Apóstolos são instrumentos da paz, da vida nova, da comunhão a ser vivida com Deus e com o próximo: shalom!

Quando reaprende a amar, a comunidade capacita-se para a missão de paz, e então se torna sal da terra, luz do mundo e fermento na massa.

A não vivência ou a recusa do amor impede que a paz aconteça... Paz que nos é dada como dom divino, compromisso humano inadiável.

Acolhendo o “sopro da misericórdia divina”, a comunidade não terá o que temer, porque não é enviada sozinha, mas com a força e a vida nova que nos vem do Santo Espírito – “E Jesus soprou sobre eles e disse-lhes: recebei o Espírito Santo”

A segunda parte, é o itinerário feito por Tomé, ausente na primeira vez em que Jesus apareceu aos Apóstolos, e depois, quando presente, faz a grande profissão de fé: ”Meu Senhor e meu Deus”.

Tomé é proclamado bem-aventurado porque viu e tocou as Chagas gloriosas do Ressuscitado, e Jesus nos diz que felizes são aqueles que creram sem nunca terem visto, nem tocado (Jo, 20,29).

Tomé toca exatamente onde nascemos e nos nutrimos: no coração de Jesus, do qual jorrou Água e Sangue: Batismo e Eucaristia.

Esta é uma mensagem essencialmente catequética, que nos convida a renovar hoje e sempre a nossa fé: somos felizes porque cremos sem nunca termos visto nem tocado.

A experiência vivida por Tomé não foi exclusiva das primeiras testemunhas do Ressuscitado, e pode ser vivida por todos os cristãos de todos os tempos. Hoje, somos convidados a fazer esta mesma experiência.

Reflitamos:

- Creio na presença de Jesus Ressuscitado na vida da Igreja?
- Sinto a presença e ação do Ressuscitado em minha vida?

- Jesus Ressuscitado possui centralidade em minha vida?
- Jesus Ressuscitado ocupa o lugar central em minha comunidade?

- Como vivo a missão, por Ele, a mim confiada?
- Tenho acolhido o sopro do Espírito na missão vivida?

- O que tenho feito para que a paz, mais que sonho e desejo, se torne realidade?

- O Domingo é, de fato, para mim o Dia do Senhor, do encontro com o Ressuscitado, para escutá-Lo na comunidade, reconhecê-Lo e comungá-Lo quando Ele Se dá no Pão partilhado, na Eucaristia?

- Como tenho prolongado, em minha vida cotidiana, a ação e vida do Ressuscitado, a Eucaristia celebrada?

Urge que a fé na Ressurreição do Senhor, faça transbordar de alegria nosso coração.

Oremos:

“Ó Pai, que no Dia do Senhor reunis o Vosso Povo para celebrar
Aquele que é o Primeiro e o Último, o Vivente que venceu a morte,
Dai-nos a força do Vosso Espírito, para que, quebrados os vínculos do mal, Vos tributemos o livre serviço da nossa obediência e do nosso amor, para reinarmos com Cristo na glória eterna.
Amém. Aleluia!”

“A paz esteja convosco!”
Ninguém pode impedir a ação do Ressuscitado!
Alegremo-nos!
Aleluia!

Fonte de pesquisa: www.Dehonianos.org/portal

Dom Otacilio F. Lacerda
4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG

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Palmital
São João Evangelista, MG
33

Telefone

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