Círculo de Estudos Umbandistas Pai Joaquim do Cruzeiro das Almas

Círculo de Estudos Umbandistas Pai Joaquim do Cruzeiro das Almas Aberta a todos em qualquer horário.

23/09/2020

Boa tarde, alguns irmãos tem me perguntado como podem participar de aulas de umbanda na minha casa.

Então eu gostaria de informar que na minha casa não tem esse trabalho, e as aulas são ministradas nas casas que me fazem o convite para levar essas informações aos seus médiuns através de aulas ou palestras.

E quanto ao Círculo de Estudos Umbandistas Pai Joaquim do Cruzeiro das Almas ele serve apenas como uma ferramenta de informações que vão sendo descobertas em meus estudos e vão sendo selecionadas dado o seu grau de confiabilidade e importância.

Aqueles que tiverem interesse especif**amente sobre qualquer assunto, mesmo que seja um dos que não esteja publicado na página pode fazer esses questionamento pelo Zap ou Messenger.

BAOBÁA árvore é um dos símbolos fundamentais das culturas africanas tradicionais. Os velhos baobás africanos de troncos ...
22/09/2020

BAOBÁ

A árvore é um dos símbolos fundamentais das culturas africanas tradicionais. Os velhos baobás africanos de troncos enormes suscitam a impressão de serem testemunhas dos tempos imemoriais. Os mitos e o pensamento mágico-religioso yorubá têm na simbologia da árvore um de seus temas recorrentes. Na sua cosmogonia, a árvore surge como o princípio da conexão entre o mundo sobrenatural e o mundo material. As árvores “(…) estão associadas a ìgbá ì wà ñû – o tempo quando a existência sobreveio – e numerosos mitos começam pela fórmula ‘numa época em que o homem adorava árvores’…”.

Uma das versões do mito cosmogônico relata que foi através do Òpó-orun-oún-àiyé – o pilar que une o mundo transcendente ao imanente – que os deuses primordiais chegaram ao local aonde deveriam proceder o início do processo de criação do espaço material. Este pilar – muitas vezes simbolizado pela árvore ou por seu tronco – é uma figura de origem, é um signo do fundamento, do princípio de todas as coisas, elemento de conexão entre a multiplicidade dos “mundos”. Mircea Eliade vai chamá-la de “Árvore do Mundo”, “Axis Mundi”, “Árvore Cósmica”, cuja função é a de elidir as diversas regiões do cosmo. Para boa parte das tradições místicas e religiosas, os “mundos” dividem-se nos espaços inferiores ou infernais, intermediários ou terrestres e superiores ou celestes. A concepção católica cristã ainda compreende a existência de outros “territórios” como o purgatório ou o limbo.

A tradição yorubá fala na existência de nove espaços – orun mýsûûsán -, estando quatro deles localizados sob a superfície da Terra – îrun isalû mýrûûrin. Uma das divindades de origem yorubá de culto amplamente disseminado no Brasil – Oya Ìgbàlû, mais conhecida como Yásan, cujo nome deriva da contração da expressão ì yá-mesan-orun, a mãe dos nove orun – possui forte relação com a origem do orun e com a árvore que liga os “mundos”. Esta deusa num de seus epítetos é chamada de Alákòko, a senhora do òpákòko, demonstrando a sua relação com a árvore-mundo yorubá.

Um dos mitos da criação conta que para cada ser humano modelado (a matéria primordial era o barro) por Orisala criava-se simultaneamente uma árvore. Òrì ñàlá é o grande pai da criação yorubá. Como divindade primordial, está ligada a cor branca, e por isso é conhecido como um òrì ñà-funfun (literalmente òrì ñà do branco). É interessante notar que em Cuba há um costume de solicitar aos turistas estrangeiros que plantem uma árvore antes de retornarem aos seus locais de origem, como forma de permanecerem simbolicamente no país.

Um outro mito relata a origem das árvores sagradas, especialmente o Iròkò. O Iròkò é uma das espécies vegetais mais imponentes da terra yorubá. O ì tan coloca uma interessante questão ontológica, propondo igualmente a possibilidade de se pensar numa ontologia do sagrado na perspectiva das expressões religiosas arcaicas. O mito, ao afirmar que “na mais velha das árvores de Iroco, morava seu espírito”, coloca uma nítida distinção entre ser e ente. Entre uma essência transcendente do sagrado e a sua presença material no mundo, na mesma medida em que na mais antiga das árvores mora o espírito. Porém, em toda a descendência desta velha árvore habita o princípio dela mesma: não só geneticamente, mas principalmente a sua sacralidade.

“No começo dos tempos, a primeira árvore plantada foi Iroco. Iroco foi a primeira de todas as árvores, mais antiga que o mogno, o pé de obi e o algodoeiro. Na mais velha das árvores de Iroco, morava seu espírito. E o espírito de Iroco era capaz de muitas mágicas e magias. Iroco assombrava todo mundo, assim se divertia. À noite saía com uma tocha na mão, assustando os caçadores. Quando não tinha o que fazer, brincava com as pedras que guardava nos ocos de seu tronco. Fazia muitas mágicas, para o bem e para o mal. Todos temiam Iroco e seus poderes e quem o olhasse de frente enlouquecia até a morte.(…)”.

No Candomblé encontramos uma importante manifestação da fitolatria. Em vários terreiros da Bahia encontramos grandes e imponentes árvores Iròkò plantadas no espaço sagrado. Deve-se observar que a árvore em si não é o deus. Para tornar-se sagrada, é preciso cumprir os rituais para que o deus encarne na planta. Após as oferendas e sacrifícios, a árvore deixa de ser um simples vegetal e passa a ser a morada-templo do deus Iròkò. Como um local santo, passa a ser ornamentado como tal: com grandes laços de panos brancos amarrados em seus galhos. Junto a suas gigantescas raízes expostas, são colocadas oferendas: alimentos, recipientes com água, sacrifícios votivos são realizados; enfim, tudo o que é consagrado ao deus.

Roger Bastide em duas obras distintas – Imagens do Nordeste Místico em Branco e Preto e em Candomblé da Bahia – faz uma importante alusão ao interdito de tocar em uma árvore Iròkò consagrada. Um dos mitos relatam uma terrível punição sofrida por uma mulher que teria tocado o Iròkò sem ter cumprido o período de abstinência sexual antes de fazer as oferendas ao deus (foi engolida pelo tronco da árvore). Igualmente, mutilar os galhos da árvore a faria sangrar. Ouvi um conhecido pai-de-santo lamentar-se de que após ter cortado o Iròkò existente no quintal de seu terreiro e que ameaçava uma das casas, a morte de sua mãe carnal foi imediata. O sacerdote nitidamente estabelecia uma correlação entre a infração cometida e a morte como punição para o ato.

“Alguns terreiros possuem igualmente uma árvore sagrada que é vestida, enfeitada de fitas, coberta de tecidos, rodeada por um círculo mágico – a gameleira que os ‘nagôs’ chamam de Iroko e os ‘gêges’ de Loko; se se cortasse um ramo dessa árvore brotaria sangue, pois nesse caso a árvore é um deus”.
“A fitolatria fetichista entre os afro-brasileiros está representada em primeira linha, no culto à gameleira (ficus religiosa?), que os nagôs chamam Iroco e os gêges, Lôco. Nos bosques e nas matas, nos caminhos do Garcia, do Retiro, do Rio Vermelho, etc., na Bahia, a gameleira Irôco é preparada como fetiche, a quem tributam as homenagens do culto. Irôco, preparada, não pode ser tocada por ninguém. Torna-se sagrada, tabú. Se a cortarem, correrá sangue em lugar de seiva e será fulminado aquele que o fizer”.

Sem dúvida alguma, Roger Bastide foi um dos mais perspicazes observadores dos menores detalhes da tradição dos orixás. Foi talvez o autor que percebeu de forma mais clara a idéia da árvore como símbolo da conectividade entre os mundos imanente e transcendente, segundo a tradição religiosa afro-brasileira. Numa de suas obras fundamentais relata: “Encontrei até num terreiro o mito simbólico de uma árvore cujas raízes atravessariam o oceano para unir os dois mundos; seria ao longo de tais raízes que viriam os Orixá ao serem chamados”. Esta idéia é um pouco mais desenvolvida por Raul Lody, numa extensão simbólica do Iròkò aos princípios de conexão, sustentáculo da tradição, origem e fundamento, suporte “tecno-sacro”, via de comunicação e transporte dos deuses:

“A árvore simbolizada, o tronco ereto e viril – membro fecundante da terra e do céu, elo, cordão umbilical entre o orum e o aiê, na concepção restrita yorubá -, marca espaços públicos dos Candomblés mais antigos e tradicionais. Alguns espaços privados são também sinalizados com o mastro, poste, tronco rememorizador da árvore geral e fundadora da vida. É o elo entre o céu e a terra (…) por onde vêm os orixás, voduns e inquices aos terreiros”).

Ainda como símbolo e “suporte tecnológico sobrenatural”, a árvore é indicada por Bastide como território transitório entre a vida e a morte, entre a morte e a renovação da vida: “(…) as almas das filhas-de-santo mortas vêm habitar em seus ramos de onde talvez se desprendam para entrar no ventre de uma mulher que passa e continuar, assim, o ciclo das reencarnações, como sucede na África”. Esta nota já havia sido melhor explicada por Arthur Ramos em 1934 – época do primeiro Congresso Afro-Brasileiro -, a partir das observações feitas no Terreiro da Pedra Preta. Esta casa de Candomblé nada mais era do que o terreiro do legendário Joãozinho da Goméia (pai-de-santo radicado no Rio de Janeiro após 1946, famoso por suas relações pessoais com Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek), nesta época mais conhecido pelo nome de uma das suas entidades – o Caboclo Pedra Preta. No breve comentário de Roger Bastide ainda se coloca uma questão pouco discutida no Candomblé – a idéia de reencarnação -, cuja natureza é bastante singular e em nada se relaciona com a idéia de evolução do espiritismo de Allan Kardec, tão difundido no Brasil.

“No terreiro Pedra Preta pode ser visto, um tanto afastada, uma árvore escavada pela velhice, e que forma uma espécie de nicho. É lá que as almas das filhas de santo que morreram vão se refugiar no lapso de tempo que separa seu último momento de incorporação ao corpo e seu abandono definitivo da terra. Garrafas de óleo, aguardente, cachaça, água, vasilhas e pratos muitas vezes partidos, por analogia com a morte destruidora, ossos dispersos, provam o culto dos fiéis. Ninguém pode se aproximar dessa árvore mortuária, sem cortar as folhas consagradas de um matagal vizinho, e atirá-las em oferenda àquelas que, no terreno ao lado, dançavam antigamente sob os ditames divinos”.

Esta relação da árvore sagrada como vínculo e conexão entre os territórios da vida e da morte reportam ao princípio feminino. De alguma forma, esta relação já havia sido sinalizada ao falar em Oya Ìgbàlû, divindade que comanda o mundo dos mortos. Oya é uma deusa que tem o poder de dominar os espíritos dos ancestrais – Baba Égun. O também supracitado òpákòko é consagrado como um dos locais de culto dos ancestrais.

As grandes deusas cultuadas no Candomblé guardam uma forte relação com entidades sobrenaturais chamadas Ìyá-mi-Oxoronga. As Ìyá-mi-Oxorongá são senhoras de imenso poder – são as grandes mães ancestrais, detentoras das forças terríveis e destruidoras das mulheres. São também denominadas ëlëyë: as senhoras dos pássaros, símbolo de seu poder. Os mitos revelam que estas divindades chegaram ao mundo nos tempos da criação. Numa das belas narrativas coletadas por Pierre Verger com os bàbáláwo da Nigéria, demonstra-se a relação de Ìyá-mi-Òñòrîngà com as árvores, às quais chamam os velhos sacerdotes africanos das artes divinatórias de pilares da terra.
Determinadas árvores sagradas são identif**adas no mito como os “Pilares da Terra”, portanto “Axis Mundi”, conforme indica em outra perspectiva Mircea Eliade:

“Instalação e a consagração do tronco sacrificial constituem um rito do Centro. Identif**ado à Árvore do Mundo, o tronco torna-se, por sua vez, o eixo que une as três regiões cósmicas. A comunicação entre o Céu e a Terra torna-se possível por intermédio desse sustentáculo”(14). Estas árvores “pilares da terra” cumprem na narrativa a função de conectar estas forças do mundo sobrenatural ao mundo imanente. Com as raízes na terra, no obscuro do subsolo gerador da vida, e com a copa nos altiplanos sagrados, se possibilita o poder destas entidades extra-mundo no àiyé.

Destarte, enquanto conexão entre o espaço da existência humana e território do sagrado, habitat dos deuses, as árvores cumprem na concepção de mundo yorubá e do Candomblé um papel fundamental no processo de manutenção da vida e do equilíbrio da coletividade. É fonte viabilizadora do intercâmbio e da comunicação em múltiplas dimensões, entre os îrun, dentre os quais a Terra – àiyé – é um deles. Esta função não se insere num caráter ecológico construído ideologicamente, mas numa perspectiva de que a árvore sagrada é um deus vivo e presente, sinalizando que o primado do sentido de ser faz da pre-sença algo pertinente também ao vegetal enquanto ente sagrado, cujas origens remontam ao ser – árvore primeira -, fundamento de toda a sua geração sacralizada no rito.
Esta mesma sacralidade está presente nos aspectos sincréticos das manifestações religiosas afro-brasileiras.

A partir da interpretação de Mircea Eliade acerca do simbolismo da Cruz, é possível pensar no signif**ado recorrente da devoção ao Senhor do Bonfim em Salvador (Bahia), associado à Oxalá. oxalá é um dos orixá-funfun (portanto divindade do branco), deus primordial, criador, chegado ao mundo imanente através da árvore – òpó Îrun oun àiyé -, pilar de sustentação dos dois planos da existência. A Cruz também é símbolo de conexão entre os homens e o Altíssimo. Òñàlá também é ligado à morte – o criador também é chamado Bàbá Ikú, o pai da morte. O branco é a cor do luto para os yorubás. O Senhor do Bonfim está morto, crucif**ado; porém é a promessa da vida em outro plano da existência. Num terreiro que visitei em Salvador, ao ser conduzido ao local de culto aos mortos da comunidade, encontrei uma cruz plantada ao solo na entrada do templo. Mais uma vez o símbolo, conexão entre dois mundos distintos; contudo, em permanente comunicação.

“Ainda mais ousada é a assimilação pela imaginária, pela liturgia e pela teologia cristãs do simbolismo da Árvore do Mundo. Também neste caso estamos às voltas com um símbolo arcaico e universalmente difundido. (…) a imagem da Cruz como Árvore do bem e do mal, e Árvore Cósmica, tem origem nas tradições bíblicas. É, porém, pela Cruz (= o Centro) que se opera a comunicação com o céu e que, ao mesmo tempo, é ‘salvo’ o universo em sua totalidade. Ora, a noção de salvação nada mais faz do que retomar e completar as noções de renovação perpétua e de regeneração cósmica, de fecundidade universal e de sacralidade, de realidade absoluta e, finalmente, de imortalidade, todas noções coexistentes no simbolismo da Árvore do Mundo”.

Texto da Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação - XXIV Congresso de Comunicação – Campo Grande/MS – 2001
Este baobá localizado na província de Limpopo no norte de África do Sul e é famoso internacionalmente por ser o maior de sua espécie no mundo.

O QUE ACONTECEU COM O ESPÍRITO DE ADOLF HI**ER?Tem um personagem que me intriga muito pela sua monstruosidade:  Adolf Hi...
16/09/2020

O QUE ACONTECEU COM O ESPÍRITO DE ADOLF HI**ER?

Tem um personagem que me intriga muito pela sua monstruosidade: Adolf Hi**er. Gostaria de saber o que aconteceu com ele desde seu desencarne, como ele foi recebido no plano espiritual e como ele se encontra atualmente?

Diante das atrocidades terríveis do holocausto, é natural atribuir a Hi**er toda culpa pelos fatos e esperar notícias de sofrimentos atrozes desse Espírito quando ele chegasse ao mundo espiritual. Mas esse pensamento exagerado está influenciado pelo dogma do inferno e dos pecados. O Espiritismo propõe outro raciocínio.

O sofrimento de Hi**er, como de todo espírito mau, está na cobrança de sua consciência e na visão de suas vítimas. Só há uma saída, o arrependimento. Não há sofrimento eterno, ele se mantém até quem o indivíduo se arrependa.

Mas ao invés de pensar o que aconteceu com Hi**er depois de seu desencarne, vale a pena olhar sobre o que ele fez antes disso.

Um indivíduo, por mais perverso e inteligente, não teria poder suficiente para, sozinho, criar as atrocidades da 2a Guerra Mundial. Sua ascensão ao poder foi patrocinada pelo povo alemão, humilhado e com vontade de se vingar do mundo após a derrota na 1a Guerra Mundial. Os outros países europeus viram quando os alemães se armaram e invadiram os vizinhos deles sem protestar.

Do outro lado do Atlântico, os estadunidenses investiam recursos das empresas na pesquisa da eugenia, uma pseudociência que desejava aperfeiçoar a espécie humana, pelo cruzamento dos indivíduos mais aptos e a esterilização dos menos capazes, baseando-se na teoria da evolução das espécies. Magnatas investiam na criação de laboratórios e projetos, inclusive na Alemanha. Hi**er apenas aperfeiçoou e levou aos extremos cruéis dessas ideias racistas.

Hi**er não fez nada sozinho, a humanidade precisa ouvir sua consciência e rever o egoísmo e orgulho, impregnados nas estruturas sociais, para que nunca mais aconteçam tais sofrimentos. Muita gente divide essa culpa. O Espiritismo dá uma clara explicação para essa questão, conforme o livro O Evangelho Segundo o Espiritismo:

“Os Espíritos maus pulam em torno da Terra, em virtude da inferioridade moral de seus habitantes”.

É, portanto, a condição evolutiva dos homens que oferecem campo de ação e oportunidades para os esses seres.

Uma vida é apenas um curto capítulo na trajetória do espírito. O tirano alemão não está envolvido com seus projetos de destruição apenas naquela vida. “É certo que Hi**er foi médium dedicado e desassombrado de tremendos poderes das trevas.

Esses irmãos desarvorados, que demoram por milênios sem conta em caliginosas regiões do mundo espiritual, por certo não desistiram da aspiração de conquistar o mundo e expulsar a luz para sempre, se possível”, escreveu o pesquisador Hermínio Miranda, em As Duas Faces da Vida. O comprometimento de Hi**er com esse grupo espiritual se deu antes, durante e depois da vida.

Hi**er um dia vai se arrepender do sofrimento que causou. Ninguém está condenado ao mal eterno, isso é impossível. Pelo esforço de seus habitantes, o bem vai predominar na Terra nas próximas gerações. Não haverá mais ambiente para as pretensões dos maus espíritos, e os que persistirem vão para mundos inferiores.

A eles, como também a Hi**er, devemos dirigir nossas preces dizendo: “Um simples esforço da tua vontade bastará para te tirar da má situação em que te encontras. Apressa-te, pois, visto que cada dia de demora é um dia perdido para a tua felicidade”, conforme aconselham os Espíritos em O Evangelho Segundo o Espiritismo.

O TEXTO ABAIXO É DA AUTORIA DE GERALDO LEMOS NETO BASEADO EM SUAS CONVERSAS COM CHICO XAVIER.

(…) Perguntei ao Chico sobre Hi**er. Onde estaria o espírito de Hi**er?

Chico então me contou uma história muito interessante. Segundo ele, imediatamente após a sua desencarnação, o espírito de Hi**er recebeu das Altas Esferas uma sentença de f**ar 1.000 anos terrestres em regime de solitária numa prisão espiritual situada no planeta Plutão.

Chico explicou-me que esta providência foi necessária não somente pelo aspecto da pena que se lhe imputara aos erros clamorosos, mas também em função da Misericórdia Celeste em protegê-los da horda de milhões de almas vingativas que não o haviam perdoado os deslizes lamentáveis.

Durante este período de 10 séculos em absoluta solidão ele seria chamado a meditar mais profundamente sobre os enganos cometidos e então teria nova chance de recomeçar na estrada evolutiva.

Quando o espírito de Gandhi desencarnou, e ascendeu aos Planos Mais Altos da Terra pela iluminação natural de sua bondade característica, ao saber do triste destino do algoz da humanidade na II Grande Guerra Mundial, solicitou uma audiência com Jesus Cristo, o Governador Espiritual da Terra, e pediu ao Cristo a possibilidade de guiar o espírito de Hi**er para o Bem, o Amor e a Verdade.

Sensibilizado pelo sacrifício de Gandhi, Nosso Senhor autorizou-o na difícil tarefa e desde então temos Gandhi como dos poucos que se aproximam do espírito de Hi**er com compaixão e amor…

Impressionado perguntei ao Chico:

Então Chico, o Planeta Plutão é um planeta penitenciária?

E ele me respondeu:

É sim, Geraldinho.

Em nosso Sistema Solar, temos penitenciárias espirituais em Plutão, em Mercúrio e na nossa Lua terrena. Eu soube, por exemplo, que o espírito de Lampião está preso na Lua.

É por isso que alguns astronautas que lá pisaram, sentindo talvez um frio na alma, voltaram à Terra meio desorientados e tristes. Soube de um até que se tornou religioso depois de estar por lá!

Como vemos o nosso Chico era capaz de desvendar muitos mistérios em torno da organização da vida mais além! E com que simplicidade e naturalidade ele nos falava dessas coisas.”.
Autor desconhecido

QUAL É A SITUAÇÃO DE HI**ER?

A marca negativa deixada por alguns personagens na história foi de tal natureza que desperta nossa curiosidade. qual seria a situação de pessoas como Hi**er após o desencarne?

A situação espiritual de Hi**er é a de um espírito equivocado e que, agora, deve reparar os males que causou. “Não lhe falta misericórdia”, diz, “está amparado, embora tenha de enfrentar as consequências de suas próprias precipitações”.

Francisco Aranda Gabilan lembra, antes de qualquer coisa, a questão 745 de O Livro dos Espíritos:

“Que se deve pensar daquele que suscita a guerra para proveito próprio? Resposta dos Espíritos: Grande culpado é esse e muitas existências lhe serão necessárias para expiar todos os assassínios de que haja sido causa, porquanto responderá por todos os homens cuja morte tenha causado para satisfazer à sua ambição”.

“Para podermos apenas supor onde possam estar criaturas como Hi**er”, diz Gabilan, “entendemos que será necessário aplicar a lógica da afirmativa seguinte: Se quisermos saber quem somos hoje, será preciso pesquisar nosso ontem; se quisermos saber quem seremos amanhã, será preciso analisar o nosso hoje”.

Uma pergunta que se faz necessária num caso como o que analisamos aqui é, segundo Gabilan: o que fez um espírito para encarnar com a crueldade de Hi**er ou Stalin? Sabe-se que alguns espíritos demoram a se arrepender de suas crueldades e, tendo livre-arbítrio, reincidem nos mesmos erros de outras encarnações.

“Numa matéria espírita sem identif**ação de autor”, diz Gabilan, “há a seguinte afirmação, que bem se aplica à questão: ‘O que teriam feito em outras vidas para reencarnar desta forma? É difícil sondar o interior de uma pessoa e entender os mecanismos que a transformam em uma pessoa realmente cruel.

Na maioria das vezes o seu próprio egoísmo, o desejo insaciável do poder, aliado a uma insensibilidade com relação ao sofrimento do próximo, pode transformar uma pessoa em verdadeiros monstros. Porém, é bom entender que eles não serão ETERNAMENTE assim. Não importa o quanto demore, um dia cansarão do contínuo sofrimento que têm causado a si mesmos, rasgarão os véus das ilusões que alimentavam de poder e glória, e começarão a trilhar o longo percurso da reparação”.

Uma curiosidade que tem a ver especif**amente com Hi**er foi levantada por Hermínio C. Miranda, em artigo publicado na revista O Reformador (março de 1976), com o título O Médium do Anticristo. Francisco Gabilan lembra o texto: “Após a sua desencarnação, em 1916, já com 68 anos de idade, Von Moltke (que fora um general-chefe do Estado-Maior do kaiser).

N.E.: (Trata-se de Helmut Johann Ludwig Von Moltke) passou a transmitir uma série de comunicações através da mediunidade de sua esposa, Eliza Von Moltke. Ah! Que documento notável deve ser esse! Foi numa dessas mensagens que o Espírito do antigo Chefe do Estado-Maior informou que o Führer do Terceiro Reich seria Adolf Hi**er, àquela época um obscuro e agitado político, aparentemente sem futuro.

Foi também ele que, em Espírito, confirmou a antiga encarnação de Hi**er como Landulf de Cápua, o terrível mágico medieval que vinha agora repetir, nos círculos mais fechados do Partido, os rituais de magia negra, cujo conhecimento trazia nos escaninhos da memória integral”.

E conclui, após larga digressão histórica sobre o ditador:

“É certo que Hi**er foi médium dedicado e desassombrado de tremendos poderes das trevas. “Esses irmãos desarvorados, que se demoram, por milênios sem conta, em caliginosas regiões do mundo espiritual, por cento não desistiram da aspiração de conquistar o mundo e expulsar a luz para sempre, se possível”.

O que Francisco Gabilan conclui disso tudo é que não é possível afirmar-se em que situação espiritual, e onde, se encontram no momento personalidades como Hi**er, mas é possível supor, “com forte dose de certeza”, que a eles serão necessárias muitas encarnações para expiar todos os males praticados, como resultado implacável da Lei de Ação e Reação.

Wagner Borges diz que, em sua opinião, Hi**er ainda está num plano espiritual pesado. “Na verdade”, ele explica, “Hi**er era uma marionete de entidades trevosas muito piores do que ele”. Ele era um “médium do mal”, e havia entidades pesadas que tinham como objetivo espalhar a destruição. Além do que, segundo Wagner, no staff nazista existiam pessoas ainda piores, como era o caso de Josef Mengele, conhecido como “o anjo da morte”.

Assim, esses indivíduos, “quando desencarnaram e passaram para o lado de lá, foram para uma atmosfera desse tipo, porque eles já tinham isso dentro deles. E f**aram estacionados nesse ambiente, onde a condição não é boa. E se o Hi**er, aqui, parecia líder, do lado de lá ele não é líder de coisa alguma.

Lá, ele é um escravo. Essa é minha opinião. Para mim, Hi**er está purgando uma situação. Eu não falo isso por julgamento, mas pelo que já percebi e pelo que pude fazer ao dar assistência a espíritos desencarnados, oriundos da Segunda Guerra Mundial. Algumas pessoas acreditam que ele já reencarnou num corpo deformado ou numa condição pesada”.

Wagner diz que essa situação é meio demorada, de modo que tanto ele quanto as pessoas estiveram envolvidas com tudo o que aconteceu na guerra, não vão ter sua situação resolvida de um dia para outro.

“Nós temos, hoje, movimentos neonazistas, aquele que mantêm, aqui na Terra, esse ideal trevoso, talvez coligado com esses grupos espirituais do Umbral, e que se interligam mentalmente com jovens violentos, aqui no plano físico, para manter uma coisa dessas ainda acesas. Um espírito como o de Hi**er leva tempo para reencarnar e, às vezes, vai reencarnar em outros lugares do universo, mais densos e atrasados, locais em que tudo aquilo que ele traz de agressividade pode ser diluído num meio agressivo.

A questão do julgamento que possamos fazer desses espíritos e dessas situações, é importante, como lembra Wagner. “Temos de ter cuidado com qualquer tipo de julgamento sobre qualquer coisa. Vai que a gente tem coisa pior em nossa vida, não é mesmo? E, se em nosso passado, fizemos pior, em outras vidas? E mais: mesmo que tenhamos feito coisas piores, não podemos entrar em auto culpa e nem achar que somos pecadores, porque senão f**a uma situação do tipo ‘nós viemos aqui para pagar’. Não! Nós viemos aqui para criar e sermos felizes também”.

HI**ER, NAPOLEÃO STALIN, MUSSOLINI e alguns outros homens que se destacaram como líderes de um país, de um povo, segundo a visão de José Sola, reencarnaram com uma tarefa definida; impulsionar a evolução desse país, desse povo, da humanidade. “Eram espíritos que, antes de reencarnar, traziam um conhecimento da verdade, tinham adquirido certa evolução, mas ainda guardavam, no âmago da alma, tendências do passado, tendências que teriam de combater, trabalhando pela evolução da humanidade. Mas se deixaram envolver pelo meio ambiente, pelas paixões e convenções sociais, pela sede de poder, e fracassaram em sua tarefa”.

Assim, se não fossem essas tendências viciosas do passado, eles não teriam sido envoltos pelo meio. “Ninguém dá aquilo que não tem”, explica Sola. “Se já tivessem superado essas tendências, não estariam submetidos ao meio em que viveram. Se isso fosse possível, a lei divina perderia suas funções, e estaria submetida à casualidade”.

Um espírito como Hi**er, que fracassou na tarefa para a qual reencarnou, “depois do desencarne sofre amargamente as consequências de seus atos. Não são espíritos perversos; são espíritos que, por sua fraqueza, abriram campo para entidades endurecidas e más, para que elas praticassem as mais absurdas perversidades”.

Sola também é daqueles que entende não ser possível determinar se Hi**er, Napoleão e tantos outros que passaram por experiências semelhantes às deles, ainda estão sofrendo nas trevas ou se já conseguiram sair das regiões sombrias. “não é intenção de a lei divina castigar, punir”, ele diz “mas corrigir. No entanto, mesmo que tenham se libertado das trevas, por um longo período vão carregar as anomalias que criaram para si mesmos ao terem se desarmonizado com os desígnios divinos do Criador”.

Eles poderão obter a graça da reencarnar, desde que, no estado de sofrimento em que se encontram, viva um arrependimento sincero. Será uma reencarnação “vivendo dificuldades, dores, mas com a possibilidade bendita do trabalho”, diz Sola, “no intento de reconstruir aquilo que destruíram”. Ele faz uma analogia com alguém que deva certa quantia, está desempregado e não tem como pagar, mas pede clemência ao seu credor, solicitando que aguarde, pois vai arrumar um emprego novo e pagar parceladamente.

O credor, sendo humanitário, dá à pessoa a oportunidade. “Nesse início, a quitação dessas parcelas f**a difícil, pois a remuneração é pequena, mas conforme o devedor se esforça no trabalho, cresce profissionalmente, aumenta sua remuneração, a parcela continua a mesma, f**ando mais fácil ressarci-la, restando-lhe ainda a vantagem da evolução profissional”.

“Deus é o credor da vida”, continua Sola. “Quando nos arrependemos e lhe pedimos perdão por nossos erros, desejando nos corrigir, ele nos oferece a oportunidade de nos harmonizarmos com a Lei Divina, reencarnando com dificuldade, sofrendo dores, mas com a oportunidade do trabalho. Reencarnamos várias vezes no propósito de reconstruir aquilo que destruímos, de auxiliar aqueles a quem prejudicamos”.

Por outro lado, quando nos mantêm revoltados contra a Lei Divina, julgando que sofremos imerecidamente, como acontece com muitos, então reencarnamos com deficiências físicas. “Reencarnar como um deficiente não implica necessariamente que a pessoa tenha sido um rebelado, um endurecido, pois, às vezes, espíritos já esclarecidos pedem um corpo deficiente, pois as dificuldades e dores têm a função de acordar o espírito para a caminhada evolutiva; mas apenas acorda, pois o que faz o espírito evoluir é o trabalho construtivo no campo do bem”.

Assim, para José Sola é possível que personagens como Hi**er e Napoleão estejam reencarnados, vivendo dificuldades, suportando dores e procurando construir algo de útil em favor da sociedade. “Evidentemente”, ele diz, “não seriam encargos de grande responsabilidade, pois não souberam aproveitar a benção divina, e é preciso recomeçar por baixo”.

PERGUNTAS QUE SE FAZ:

P – Existe a possibilidade de Hi**er reencarnar como um bom homem ou ele seria cruel de novo?

R – Hi**er se tornou um símbolo de algumas das piores qualidades humanas. Mesmo que a História mostre que houve outros ditadores tão ou mais cruéis que ele, que também causaram grandes estragos para a humanidade, a primeira pessoa que nós lembramos quando o assunto é a crueldade humana é Hi**er. A História tem essa característica de formar ícones. Antes de Hi**er já havia grandes ícones do Mal, como Átila, o Huno, e Gêngis Khan.

P -Não existe a possibilidade de Hi**er reencarnar como um homem bom, pelo menos não por um bom tempo – séculos, talvez milênios.

R – Não pelas crueldades da Guerra – sempre existiu guerra, nós vemos que O Livro dos Espíritos trata a guerra com a maior naturalidade, sem falar que não foi Hi**er quem declarou guerra; Não por causa dos campos de concentração – todos os grandes países envolvidos na II Guerra tinham campos de concentração, alguns países têm até hoje;

Não pela perseguição aos judeus – os judeus foram perseguidos por serem judeus desde que o Cristianismo se tornou a religião oficial do Império Romano, e não foram o único grupo combatido pela Alemanha Nazista; Na verdade o erro de Hi**er – não só de Hi**er como de vários dos seus companheiros de partido e de ideais – é muito mais profundo.

Na História popular que ensinam nas escolas, Hi**er é mostrado como um fanático propenso a ataques de cólera, um homem sá**co e louco que queria dominar o mundo.
O revisionismo tenta passar a ideia infinitamente infantil de que Hi**er desejava apenas a unif**ação da Alemanha, uma espécie de grande pai do povo alemão, vítima do sionismo internacional. Para eles não existiram campos de extermínio e tudo o que se fala de Hi**er e da Alemanha Nazista é uma versão mentirosa dos vencedores.

Hi**er desde jovem se interessava por aquilo que popularmente chamam de ocultismo. Hi**er conhecia magia, estudou a Doutrina Secreta, de Helena Blavatzki, muito provavelmente leu obras espíritas de cunho científico. Hi**er detestava Rudolph Steiner, que se desdobrava e se infiltrava nas reuniões secretas dos iniciados do Partido Nazista.

Hi**er era um iniciado, não há a menor dúvida a respeito. Aliás, Hi**er era médium, e serviu de instrumento para que seres mais fortes que ele, os seres que realmente comandam o Mal na Terra, colocassem em prática seu plano de domínio. Hi**er achava que conhecia suas reencarnações anteriores, e numa delas teria sido o imperador Tibério, e Landulf de Cápua (confirmado).

P – Qual foi, então, o erro profundo de Hi**er?

Para explicar isso nós temos que ir mais longe.

Eu tenho visto alguns confrades espíritas defenderem a ideia de que Kardec antecipou Darwin na questão da evolução das espécies. Isso inclusive é tema de um livro publicado pela FERGS – Federação Espírita do Rio Grande do Sul.

Na verdade, não foi Kardec que antecipou Darwin, foi Darwin que fez Kardec mudar de ideia e promover novo debate com os espíritos.

Poucos espíritas conhecem a 1º edição de O Livro dos Espíritos. O Livro dos Espíritos que nós conhecemos é a 2º edição. E há grandes diferenças entre as duas, a começar pelo número de questões, que era de 501 e passou para 1018.
Para nós nos situarmos no tempo:

– 1º edição de O Livro dos Espíritos – 1857;

– A Origem das Espécies, de Darwin – 1859;

– 2º edição de O Livro dos Espíritos – 1860.

Nós vamos ver a substancial mudança de posicionamento de Kardec em relação a um tema diretamente atingido pelo lançamento do livro de Darwin.

Diferença entre os homens e os animais:

Na 1º edição Kardec pergunta:

37 – A diferença entre o homem e os animais não consistiria apenas no desenvolvimento das faculdades?

A resposta dos espíritos é:

“Não, acabamos de dizê-lo; o homem é um ser à parte; seu corpo apodrece tal qual o dos animais, é certo, mas seu espírito tem outro destino que só ele pode compreender.”
Na 2º edição, conhecendo a teoria proposta por Darwin, Kardec retoma a resposta dada pelos espíritos e pergunta:

610 – Ter-se-ão enganado os Espíritos que disseram constituir o homem um ser à parte na ordem da criação?

Eles então respondem:

“Não, mas a questão não fora desenvolvida. Além disso, há coisas que só a seu tempo podem ser esclarecidas. O homem é, com efeito, um ser à parte, visto possuir faculdades que o distinguem de todos os outros e ter outro destino. A espécie humana é a que Deus escolheu para a encarnação dos seres que podem conhecê-lo.”

Origem evolutiva do espírito do homem:

Aqui nós vemos que todo o entendimento a respeito da origem do homem foi reformulado.
Na 1º edição, é dito que “o homem jamais foi outra coisa que não um homem” e que “seria um erro acreditar que, por uma lei progressiva, o homem passou pelos diferentes degraus da escala orgânica para chegar ao seu estado atual.”

Na 2º edição, Kardec pergunta: Onde passa o Espírito a primeira fase do seu desenvolvimento?

“Numa série de existências que precedem o período a que chamais Humanidade.”
Ou seja, o homem passou, sim, por outros estágios evolutivos (claro que, então, não era homem); o princípio inteligente estagiou em outros reinos antes de ser o que nós conhecemos como espírito.

Mas o que isso tem a ver com Hi**er?

Por que os espíritos disseram, na 1º edição de O Livro dos Espíritos, que o homem é um ser à parte na Criação?

Porque a ideia de evolução oferece muitos perigos. Darwin passou por um verdadeiro martírio íntimo antes de publicar a sua obra. Darwin tinha muito medo do que a sua obra poderia causar. E realmente causou.

Antes do livro de Darwin, ainda predominava a crença de que Deus criou o mundo em seis dias. A Igreja ainda comandava as mentes ocidentais. O livro de Darwin foi uma revolução na maneira de ver o mundo. O fundamentalismo bíblico teve origem justamente na tentativa de promover uma resistência ao evolucionismo de Darwin.

Embora Darwin não tenha tratado especif**amente do homem em A Origem das Espécies, ficou subentendido que a seleção dos indivíduos de uma espécie poderia ser promovida artificialmente se houvesse um propósito neste sentido.

O primo de Darwin, Francis Galton, aplicou essa ideia para promover melhorias hereditárias. Tanto ele como Darwin acreditavam que talento e genialidade eram hereditários, poderiam passar dos pais para os filhos. Foi esse primo de Darwin que cunhou a expressão “eugenia”. Galton definiu eugenia como “o estudo dos agentes sob o controle social que podem melhorar ou empobrecer as qualidades raciais das futuras gerações seja física ou mentalmente”.

Na primeira metade do século XX os movimentos de eugenia se tornaram muito populares, principalmente na Inglaterra e nos Estados Unidos. Os principais visados nos Estados Unidos eram os deficientes físicos e mentais, os pobres, os judeus e os italianos. Homens e mulheres eram separados e confinados, para que não pudessem se reproduzir; a esterilização era aplicada em massa; e a eutanásia chegou a ser usada.

Isso era política de Estado, era tido como um grande avanço da ciência e como um bem para a humanidade.

Esse foi o erro profundo de Hi**er. Ter comprado essa ideia e aplicado essa ideia maciçamente. Embora essa política tenha começado na Inglaterra e nos Estados Unidos, foi na Alemanha Nazista que ela teve oportunidade de ser colocada em prática drasticamente.

Acreditava-se, realmente, que esse era um modo de limpar a população. O objetivo era criar um super-homem. Assim como fazem com os cachorros de raça ou com as vacas leiteiras, só os melhores exemplares da espécie humana teriam direito de reproduzir.

Por que isso é tão grave? Porque isso ultrapassa qualquer crueldade momentânea. As vítimas de uma crueldade de guerra podem se recuperar e prosseguir a sua caminhada evolutiva – e é isso que acontece, mesmo que essa recuperação seja difícil e às vezes muito demorada.

P – Mas como f**aria a reencarnação daqueles que não fossem considerados dignos de viver?

R – Uma pessoa que tem uma deficiência física ou mental é, quase sempre, portadora de um estigma cármico, ou seja, essa deficiência tem origem no espírito, a partir de algum equívoco produzido ou sofrido por ela mesma em outra existência. Ela não consegue simplesmente se livrar dessa deficiência antes de reencarnar. Esse espírito, então, estaria permanentemente proibido de reencarnar; pois, se reencarnasse, seria imediatamente abortado por causa da sua deficiência. Um projeto como esse vai além da crueldade humana. Isso é uma interferência direta e massiva contra a Lei de Deus, a Lei que nos rege a todos.

P – Então não existe a menor possibilidade do espírito de Hi**er reencarnar como um homem bom. Não durante muito tempo. Um espírito como ele tem a mente deturpada. Quem compreende a reencarnação; quem sabe que a vida continua depois da morte física; e mesmo assim compactua com essas ideias tem a mente deturpada. Profundamente deturpada.

R – Existe um fenômeno divino chamado Vida. A forma de vida mais elevada que nós conhecemos é do ser humano. Querer comandar e controlar o curso da vida humana no planeta é brincar de Deus e cometer terrível engano.

Endereço

São Gonçalo, RJ
24450265

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Círculo de Estudos Umbandistas Pai Joaquim do Cruzeiro das Almas posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com O Local De Adoração

Envie uma mensagem para Círculo de Estudos Umbandistas Pai Joaquim do Cruzeiro das Almas:

Compartilhar