24/10/2024
Um convite a adoração.
(Salmos 100).
O salmo 100 é um convite para que entremos na presença de Deus – para adorá-lo com alegria - e expressarmos toda nossa gratidão a Deus pelos seus feitos. O salmo é um cântico triunfante de louvor ao Senhor. A chave da verdadeira adoração não é o homem, mas Deus. Adorar a Deus é atribuir a Ele um valor supremo – porque somente Ele é digno de toda honra, glória e louvor. O saudoso pastor e escritor Isaltino Gomes Coelho Filho diz: “O propósito da adoração não é fazer-nos sentir coisas, experimentar sensações nem produzir emoções em nós. Seu propósito é levar-nos a uma reflexão sobre os atos de Deus, seu amor, sua graça”.
O salmista pontua a pessoa de Deus – porque tem plena consciência de que a adoração deve ser dirigida a Ele. Ele não só nos criou – Ele também nos redimiu – e agora pertencemos a Ele. Só isto já seria o suficiente para rendermos glórias e honras ao Senhor. Entretanto, ao longo de sua exposição – o salmista vai fornecer as razões do Senhor nos convidar a adorá-lo. Vamos elencar alguns pontos para a nossa reflexão.
Em primeiro lugar, o convite divino não é restrito – ele é abrangente (Salmos 100.1). Vemos na expressão “todas as terras” ou “todos os moradores da terra” – o aspecto missional do salmo. O convite divino não se limita somente ao povo hebreu. A despeito de amar e dar certos privilégios ao povo eleito (Israel) – Deus nunca excluiu sua graça a outros povos. O nome de Deus precisa ser adorado por todas as nações. Este é um convite missionário, pois, o salmista deseja que todos, judeus e gentios, se regozijem diante do Rei dos Reis e Senhor dos Senhores.
Encontramos aqui a essência do evangelho de Jesus Cristo: o convite da salvação está acessível a todos. O amor de Deus não seletivo; é amplo e abrangente – alcançando a todos nós. O pastor Marcelo Fernandes Coelho diz: “Essa é uma mensagem de esperança para aqueles que se sentem indignos, perdidos ou desamparados, pois em Jesus encontramos o caminho da redenção. Basta crer e confiar em Seu sacrifício, e o amor que nunca falha nos acolherá como filhos amados”.
Em segundo lugar, é um convite que envolve serviço alegre (Salmos 100.2). Servir a Deus com alegria é uma das maiores bênçãos que podemos experimentar em nossa caminhada cristã. Observe que o salmista não fala em apenas em servir, mas fala em servir com alegria. Por sua graça – Deus não somente nos capacita para o servirmos – como também nos move a ficarmos felizes ao servi-lo. Aliás, a alegria no Senhor é um dos aspectos marcantes nos salmos. O Deus feliz deseja adoradores felizes. Shakespeare escreveu: “O coração alegre está disposto o dia inteiro, mas o coração triste se cansa no primeiro quilômetro”.
Em terceiro lugar, é um convite para desfrutarmos da bondade de Deus (Salmos 100.5). No livro de salmos – que reúne orações e cânticos de louvor a Deus, encontramos por diversas vezes em destaque a bondade de Deus. A bondade de Deus nos acompanha a todo instante, do amanhecer ao anoitecer e até o final desta vida. O rei Davi ao discorrer acerca da bondade de Deus – diz que ela nos persegue (Salmos 23.6). Aonde formos, seja perto ou longe, andando rápido ou devagar, somos perseguidos pela Bondade de Deus. Com brilhantismo Isaltino Gomes Coelho Filho diz: “O fiel é acompanhado, todos os dias, pela bondade de Deus e por seu amor que nunca se acaba. E, quando ele morrer, vai morar na casa do Senhor para sempre”.
Em último lugar, é um convite eivado de misericórdia (Salmos 100.5). O salmista salienta de forma magnífica – que a Bondade de Deus assegura para nós cuidado e provisão; seu amor leal e eterno promete graça e misericórdia infindáveis. Graça e misericórdia são frutos da bondade de Deus, são a essência do evangelho de Jesus Cristo.
Misericórdia é quando Deus não nos dá o mal que merecemos. Graça é quando Deus nos concede o bem que não merecemos. Somos pecadores, fazemos escolhas erradas e iníquas. Entretanto, existe a possibilidade de irmos e corrermos na direção de Cristo para receber misericórdia e graça, na certeza de que não receberemos o que merecemos, mas sim bênçãos celestes. Hernandes Dias Lopes diz: “Deus não nos trata segundo os nossos pecados, mas lança seu coração em nossa miséria, e, em vez de aplicar-nos juízo, o que merecemos, miséria, e, em vez de aplicar-nos juízo, o que merecemos – isso é misericórdia”.
Fraternalmente em Cristo.
Pr. José Manuel Monteiro Jr.