Igreja Batista do Paiva

Igreja Batista do Paiva Uma família servindo ao Senhor com alegria.

04/10/2025

Comemoramos hoje 61 anos de existência. Louvamos e agradecemos a Deus por nos manter de pé a despeito das lutas e intempéries pelos quais passamos. A cada ano que completamos – vemos se cumprir as palavras de Jesus – quando disse que “as portas do inferno do inferno não prevalecerão contra a igreja”.

Enquanto Jesus for o centro e o alicerce desta casa – ela continuará triunfante e vitoriosa. Somos uma igreja que ama e investe em missões. Somos uma igreja que priorizamos a Palavra – e como resultado vidas são salvas e edificadas.

Damos graças pelos obreiros que passaram por esta casa – e a quinze anos tenho o prazer de estar à frente deste rebanho. Confesso que o medo e a insegurança em muitas ocasiões tomaram conta de minha alma diante do desafio de conduzir um rebanho tão exigente e qualificado.

Aprouve a Deus em sua soberania colocar-me como pastor desta comunidade. Nestes quinze anos aqui como pastor – o Senhor tem usado a IBP como instrumento de cura em minha vida. Sou grato pelo carinho e pelas orações dirigidas a Deus em favor de minha vida e pela vida de minha esposa.

Não tenho dúvida de que o Senhor tem abençoado esta casa - e a cada dia que passa ela cresce no conhecimento e na graça de Cristo. Parabéns, Igreja Batista do Paiva! F**a aqui minha gratidão a Deus por cada membro desta querida igreja.

Fraternalmente em Cristo.
Pr. José Manuel Monteiro Jr.

26/03/2025

A importância do Espírito Santo na vida da igreja.
(Apocalipse 3.1-2).
Aprendemos em apocalipse que o Cristo Glorificado se apresenta a cada igreja de acordo com a sua necessidade. Para a igreja morta em Sardes – Jesus se apresenta como aquele que tem os sete Espíritos de Deus – que tem o poder os crentes da morte para a vida. De igual forma – temos no contexto atual da igreja – crentes mortos, apáticos, que carecem, necessitam da ação do Espírito de Deus em suas vidas. O Espírito Santo dá vida à Igreja, e era exatamente dessa vida que o povo de Sardes precisava. Por que carecemos do Espírito de Deus no contexto da igreja? Vamos elencar alguns pontos para a nossa reflexão.

Em primeiro lugar – precisamos da ação do Espírito... Para não vivermos na hipocrisia (Apocalipse 3.1). A igreja é repreendida por Cristo por viver uma situação contraditória: a vitalidade exterior disfarça morte espiritual interior. Sardes tinha nome – mas não tinha vida. Podemos dizer que eles viviam de aparência. Externamente mostravam uma fachada interessante – mas por dentro estavam mortos. Uma das coisas que mais abominam ao Senhor é a hipocrisia religiosa. Jesus foi mais duro com os hipócritas do que com os ladrões e as prostitutas. A razão para tal dureza com os hipócritas – é que eles aparentavam qualidades que não possuíam – tal como os irmãos da igreja em Sardes.

Inúmeras pessoas hoje estão longe do evangelho e da igreja – justamente por conta de nossa hipocrisia. Dentro do contexto religioso aparentamos uma coisa – e no dia a dia – longe dos portões da igreja – agimos contrário a tudo que aparentamos na igreja. Quando não vivemos aquilo que pregamos – fazemos com que o nome do Senhor seja blasfemado – como Paulo bem pontuou na sua carta aos irmãos de Roma.

Em segundo lugar – precisamos da ação do Espírito... Para não sermos crentes apenas nominais (Apocalipse 3.1). O que podemos perceber é que na igreja em Sardes – a fé era apenas nominal. Eles pertenciam a Cristo somente no nome – e o negavam em sua prática. Muitos em Sardes tinham o nome do rol de membros da igreja – mas não o tinham no rol do livro da vida do cordeiro. Podemos dizer que em Sardes – havia muitos convencidos, mas não convertidos. O missionário brasileiro no oriente médio Osni Ferreira diz: “Cristãos nominais são aqueles que nunca se arrependem dos seus pecados, não crescem na fé, não experimentam mudanças em suas vidas”.

Em terceiro lugar – precisamos da ação do Espírito... Para desfrutarmos de sua plenitude (Apocalipse 3.1). Para uma igreja morta – pior, para uma igreja que não conseguia perceber seu estado de morte – a única alternativa era a plenitude do Espírito. É isto que significa a expressão – “sete Espíritos de Deus”. A plenitude do Espírito Santo é = ser cheio do Espírito Santo de Deus. Não temos como desempenhar o nosso chamado de filhos que glorificam o Pai sem o enchimento do Espírito.

Quando estamos cheios do Espírito – entregamos a Jesus todas as áreas de nossa vida. Quando nos rendemos a Cristo em tudo, somos moldados pelo Espírito Santo e nos tornamos mais parecidos com nosso Salvador. O saudoso pastor e escritor Isaltino Gomes Coelho Filho diz: “Ser cheio do Espírito não significa ter uma fatia maior dele em nós, mas sim ele possuir mais de nós. Significa deixá-lo agir em nossa vida, dominando mais e mais nosso querer”.

Em último lugar – precisamos da ação do Espírito... Para nos manter vigilantes (Apocalipse 3.2). A razão da morte espiritual é ocasionada pela falta de vigilância. Quando não há vigilância – abre-se a porta para o inimigo de nossa alma. O apóstolo Pedro afirma que o diabo anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar.

Jesus diz que devemos vigiar e orar para evitar o fracasso espiritual e ficar distante do pecado. Sê vigilante – é a mensagem de Jesus a nós. É com ação do Espírito Santo em nossa vida que conseguiremos nos manter alertas e vigilantes. Precisamos da ação do Espírito que consigamos vigiar a nossa boca. De nossa boca podem proceder palavras de bênção, mas também palavras de maldição. Precisamos rogar a Deus que nos dê uma capacidade especial de vigiar nossas palavras (Salmos 141.3).
A solução para a igreja modorrenta de Sardes – era ser avivada pelo Espírito de Deus. Creio piamente – que carecemos também ser avivados pelo Espírito de Deus – para que proclamemos as virtudes daquele que nos chamou das trevas para a luz com ousadia e poder. Que assim seja – para a glória de Deus Pai!

Fraternalmente em Cristo
Pr. José Manuel Monteiro Jr.

06/02/2025

Louvor pelo livramento de Deus.
(Salmos 66.5-12).

Neste salmo – não podemos apresentar um cenário histórico preciso de sua composição. Também, não podemos determinar quem o escreveu. Tudo indica ser um cântico de ação de graças depois de alguma vitória que Deus concedeu a nação de Israel. Nele, todas as pessoas são convocadas a louvar ao Senhor (Salmos 66.1).

O salmo mostra uma divisão muito interessante: primeiro o salmista exorta as nações a louvarem a Deus (vv. 1-7). Depois, a nação de Israel é convocada a louvar e adorar a Deus (vv. 8-12). Por último – vemos o salmista convocando individualmente as pessoas a renderem louvores a Deus (vv. 13-20). O teólogo Derek Kidner faz uma observação muito interessante: “Deus é o Deus de todos, de muitos e de um”.

O salmista nos convida a louvar e adorar a Deus pelos livramentos que ele nos conceda ao longo de nossa caminhada. Este é o momento propício para que você glorifique a Deus e seja grato pelos livramentos que ele te deu ao longo da jornada de sua vida. Vamos nesta noite elencar alguns pontos para a nossa reflexão.

Em primeiro lugar – o livramento de Deus traz alegria (Salmos 66.6). Aqui o salmista faz menção de dois grandes livramentos de Deus para com seu povo. Primeiro – a travessia do mar vermelho a pés enxutos. Segundo – a passagem pelo rio Jordão – quarenta anos após a travessia do mar vermelho, quando o povo entrou na terra prometida. É importante lembrar das maravilhas que Deus fez no passado – porque ao lembrarmos do que Deus já fez e faz – traz alegria ao nosso coração.

A alegria que desfrutamos com Deus – não é uma alegria artificial, fingida. Ela é fruto do relacionamento que temos para com Deus. Temos inúmeras coisas que roubam a nossa a alegria. As circunstâncias, as pessoas, as coisas materiais e a ansiedade. Para mantermos a alegria – é necessário trazer a memória os feitos de Deus. O teólogo Warren Wiersbie diz: “Ele é aquilo que sempre foi. Ele faz aquilo que sempre fez. Portanto, a fé pode se alimentar de todos os relatos de outrora e esperar pela repetição de tudo o que essa história contém”.

Em segundo lugar, o livramento de Deus deve nos manter humildes (Salmos 66.7). O salmista salienta a soberania, o poder e o governo de Deus sobre as nações. Os homens podem estar em uma posição de poder e autoridade, mas quem governa e dirige a história é o nosso Deus. Além de ressaltar a soberania de Deus – o salmista faz uma advertência solene. O Deus que livra, que abre o mar para passarmos a pés enxutos, que nos conduz a terra prometida – espera que seus servos se mantenham humildes e não se exaltem e nem se desviem de Deus por conta das bênçãos recebidas. É preciso ter em mente que Deus abate os soberbos e dá graça aos humildes.

Em terceiro lugar, o Deus que livra – é o Deus que nos prova (Salmos 66.10). Fomos condicionados e ensinados a adorar e louvar ao Senhor quando obtemos livramento da parte dele. De fato – devemos prestar a Deus toda honra, glória e louvor – pelos livramentos. Entretanto, o salmista mostra que a provação é também motivo de adoração. Deus permite o sofrimento em nossa vida – mas usa-o como forma de nos refinar, como prata no fogo, limpando as impurezas do pecado. A ideia de refinação de metais é uma metáfora bem comum no Antigo Testamento para a prova e aperfeiçoamento do povo de Deus. Mais uma vez lanço mão das palavras do teólogo Warren Wiersbie: “Sempre que o Senhor permitiu perseguições, elas redundaram em bênçãos e em crescimento. Podemos passar pelo fogo e pela água e sair aperfeiçoados”.

Em último lugar, o Deus do livramento – é o Deus da disciplina (Salmos 66.11-12). O salmista nestes versos retrata em cores vivas a ideia de que o nosso Deus é o Deus que disciplina seu povo. A disciplina de Deus é, muitas vezes dolorosa. É fácil pensar na correção (disciplina) como algo negativo e indesejável, mas os sábios aceitam e aproveitam a disciplina. O salmista viu a correção do Senhor como uma bênção e uma demonstração do amor divino. O mesmo Deus que abre a ferida, a fecha; o mesmo Deus que castiga, ama. A disciplina de Deus visa sempre a restauração.

Fraternalmente em Cristo
Pr. José Manuel Monteiro Jr.

24/10/2024

Um convite a adoração.
(Salmos 100).

O salmo 100 é um convite para que entremos na presença de Deus – para adorá-lo com alegria - e expressarmos toda nossa gratidão a Deus pelos seus feitos. O salmo é um cântico triunfante de louvor ao Senhor. A chave da verdadeira adoração não é o homem, mas Deus. Adorar a Deus é atribuir a Ele um valor supremo – porque somente Ele é digno de toda honra, glória e louvor. O saudoso pastor e escritor Isaltino Gomes Coelho Filho diz: “O propósito da adoração não é fazer-nos sentir coisas, experimentar sensações nem produzir emoções em nós. Seu propósito é levar-nos a uma reflexão sobre os atos de Deus, seu amor, sua graça”.

O salmista pontua a pessoa de Deus – porque tem plena consciência de que a adoração deve ser dirigida a Ele. Ele não só nos criou – Ele também nos redimiu – e agora pertencemos a Ele. Só isto já seria o suficiente para rendermos glórias e honras ao Senhor. Entretanto, ao longo de sua exposição – o salmista vai fornecer as razões do Senhor nos convidar a adorá-lo. Vamos elencar alguns pontos para a nossa reflexão.

Em primeiro lugar, o convite divino não é restrito – ele é abrangente (Salmos 100.1). Vemos na expressão “todas as terras” ou “todos os moradores da terra” – o aspecto missional do salmo. O convite divino não se limita somente ao povo hebreu. A despeito de amar e dar certos privilégios ao povo eleito (Israel) – Deus nunca excluiu sua graça a outros povos. O nome de Deus precisa ser adorado por todas as nações. Este é um convite missionário, pois, o salmista deseja que todos, judeus e gentios, se regozijem diante do Rei dos Reis e Senhor dos Senhores.

Encontramos aqui a essência do evangelho de Jesus Cristo: o convite da salvação está acessível a todos. O amor de Deus não seletivo; é amplo e abrangente – alcançando a todos nós. O pastor Marcelo Fernandes Coelho diz: “Essa é uma mensagem de esperança para aqueles que se sentem indignos, perdidos ou desamparados, pois em Jesus encontramos o caminho da redenção. Basta crer e confiar em Seu sacrifício, e o amor que nunca falha nos acolherá como filhos amados”.

Em segundo lugar, é um convite que envolve serviço alegre (Salmos 100.2). Servir a Deus com alegria é uma das maiores bênçãos que podemos experimentar em nossa caminhada cristã. Observe que o salmista não fala em apenas em servir, mas fala em servir com alegria. Por sua graça – Deus não somente nos capacita para o servirmos – como também nos move a ficarmos felizes ao servi-lo. Aliás, a alegria no Senhor é um dos aspectos marcantes nos salmos. O Deus feliz deseja adoradores felizes. Shakespeare escreveu: “O coração alegre está disposto o dia inteiro, mas o coração triste se cansa no primeiro quilômetro”.

Em terceiro lugar, é um convite para desfrutarmos da bondade de Deus (Salmos 100.5). No livro de salmos – que reúne orações e cânticos de louvor a Deus, encontramos por diversas vezes em destaque a bondade de Deus. A bondade de Deus nos acompanha a todo instante, do amanhecer ao anoitecer e até o final desta vida. O rei Davi ao discorrer acerca da bondade de Deus – diz que ela nos persegue (Salmos 23.6). Aonde formos, seja perto ou longe, andando rápido ou devagar, somos perseguidos pela Bondade de Deus. Com brilhantismo Isaltino Gomes Coelho Filho diz: “O fiel é acompanhado, todos os dias, pela bondade de Deus e por seu amor que nunca se acaba. E, quando ele morrer, vai morar na casa do Senhor para sempre”.

Em último lugar, é um convite eivado de misericórdia (Salmos 100.5). O salmista salienta de forma magnífica – que a Bondade de Deus assegura para nós cuidado e provisão; seu amor leal e eterno promete graça e misericórdia infindáveis. Graça e misericórdia são frutos da bondade de Deus, são a essência do evangelho de Jesus Cristo.

Misericórdia é quando Deus não nos dá o mal que merecemos. Graça é quando Deus nos concede o bem que não merecemos. Somos pecadores, fazemos escolhas erradas e iníquas. Entretanto, existe a possibilidade de irmos e corrermos na direção de Cristo para receber misericórdia e graça, na certeza de que não receberemos o que merecemos, mas sim bênçãos celestes. Hernandes Dias Lopes diz: “Deus não nos trata segundo os nossos pecados, mas lança seu coração em nossa miséria, e, em vez de aplicar-nos juízo, o que merecemos, miséria, e, em vez de aplicar-nos juízo, o que merecemos – isso é misericórdia”.

Fraternalmente em Cristo.
Pr. José Manuel Monteiro Jr.

17/10/2024

O agir de Deus no contexto da igreja.
(Atos 19.11-20).

A igreja de Éfeso tornou-se a igreja mais importante do primeiro século, depois da igreja de Jerusalém e de Antioquia da Síria. Em três anos que Paulo passou nessa grande metrópole, o evangelho se espalhou por toda a província da Ásia Menor (Atos 19.26).

Éfeso foi a cidade em que Paulo mais tempo permaneceu. Foi um tempo de intenso trabalho e dedicação – pregando o evangelho genuíno de Jesus Cristo, ensinando judeus e gregos acerca do arrependimento e fé em Cristo. Éfeso também era um grande centro de ocultismo do primeiro século. A evangelização ali era necessária. Tendo como pano de fundo o texto Lucano em tela – vamos elencar alguns pontos que retratam o agir de Deus no contexto da igreja.

Em primeiro lugar, o que Deus faz é extraordinário (Atos 19.11-12). Lucas ao narrar o que acorria em Éfeso – diz que ali ocorria algo especial, singular, notável, extraordinário. Os milagres eram extraordinários. É importante ressaltar que a fonte de poder para curar não estava em Paulo. Deus é quem agia através do apóstolo.

O nosso Deus é o Deus das coisas simples, mas também é o Deus do extraordinário. Ele continua a multiplicar o pão e o peixe. Ele ainda multiplica o azeita e a farinha. Ele ainda liberta os cativos do diabo, cura os enfermos e salva os perdidos. João Calvino ao comentar estes versos diz: “O foco está em Deus, que cura as pessoas fisicamente e por meio da pregação do evangelho as restaura espiritualmente”.

Em segundo lugar, Deus desmascara os falsos crentes (Atos 19.13-16). Os exorcistas judeus que viram Paulo expulsar demônios no nome de Jesus Cristo ficaram intrigados. Os sete filhos de Ceva tentaram fazer o mesmo que Deus estava fazendo pelas mãos de Paulo e se deram mal. Esses falsos obreiros foram desmascarados e passaram vergonha. Os falsos obreiros não prevalecerão na Casa do Deus vivo.

O teólogo William Hendriksen – nos informa que o termo “nome” significa a pessoa, as palavras e as obras de Jesus - então qualquer pessoa que usa esse nome identifica-se completamente com ele, se torna um verdadeiro representante dele. A lição que se aprende é: “Não podemos usar o nome de Jesus indevidamente. Quem o faz – trará sobre si condenação”.

Em terceiro lugar, quando Deus age – há confissão de pecados (Atos 19.18). Muitos dos que creram em Éfeso - estavam vindo confessar seus pecados publicamente. Quando Deus age – Ele age de forma tal que nós passamos não mais compactuar com o pecado. A confissão abre o caminho para cura. Se pessoas feridas ferem. Pessoas curadas, curam.

Na prática da confissão falamos com Deus a respeito de nós mesmos: não das nossas virtudes e merecimentos, mas de nossos pecados e imperfeições. É inútil tentar esconder nossos erros de Deus. Além disso, ele não se magoa ao ouvir nossa confissão. A melhor saída é sermos sinceros com ele. Quando confessamos nossos pecados a Deus – encontramos o perdão e a culpa que nos esmaga é cancelada. Encobrir o pecado é subestimar seu poder devastador. Mantê-lo escondido é tornar-se seu escravo.

Em quarto lugar, o crescimento da igreja é fruto da primazia da Palavra (Atos 19.20). A cidade de Éfeso experimentou uma transformação por causa da viva e poderosa Palavra de Deus. Onde a Palavra de Deus tem primazia – existe crescimento saudável. O que dá vida à igreja não são festas ou programas especiais. Nem barulho, embora muitos associem fervor com gritaria. O que mantém uma igreja viva é o ensino da Bíblia, porque ela é a Palavra viva do Deus vivo.

A Bíblia penetra o mais íntimo de nosso ser, trazendo luz à escuridão de nossa alma. Só a Bíblia tem este poder. A Bíblia nos orienta para que tomemos as melhores decisões. Muitos crentes vacilam por não submeter suas escolhas a Palavra de Deus. O saudoso pastor e escritor Isaltino Gomes Coelho Filho diz: “Se queremos igrejas fortes e sadias precisamos ser fortes no ensino da Bíblia”.

Fraternalmente em Cristo.
Pr. José Manuel Monteiro Jr.

10/10/2024

Servindo a Deus com alegria e gratidão.
(Salmos 100.3).

Sabemos que o salmo 100 é um salmo de adoração. É um cântico triunfante de louvor ao Senhor. Nenhuma tentativa foi feita para identificar seu autor, nem para descrever as circunstâncias que podem ter inspirado a composição do salmo. O que salmo indica, é que ele era entoado por um cortejo de adoradores que estavam a ponto de entrar nos portões e nos átrios do templo para adorá-lo (Salmos 100.4).

Como já podemos observar – o salmo é um convite para que entremos na presença de Deus – para adorá-lo com alegria - e expressarmos toda nossa gratidão a Deus pelos seus feitos. Aliás – estes dois ingredientes (alegria e gratidão) devem estar dentro do escopo da adoração.

O povo de Deus é conclamado a celebrar com júbilo ao Senhor. No contexto bíblico – Júbilo é um estado de imensa alegria, felicidade transbordante. Charles H. Spurgeon, comentando este salmo, escreveu o seguinte: “O nosso Deus feliz deve ser adorado por um povo feliz”.

Se por um lado somos conclamados a celebrar ao Senhor com alegria, não podemos esquecer que essa alegria é recheada de gratidão. Há um ditado francês muito interessante no tocante a gratidão – que quero compartilhar aqui: “gratidão é a memória do coração”. Você anda esquecendo dos benefícios que recebeu de Deus ao longo deste tempo?

O salmo é um convite para que entremos na presença de Deus – para adorá-lo com alegria - e expressarmos toda nossa gratidão a Deus pelos seus feitos. O salmista ao longo de sua exposição – nos oferece algumas razões para sermos gratos. Vamos elencar alguns pontos para a nossa reflexão.

Em primeiro lugar, somos obra de suas mãos (Salmos 100.3). Não somos obra do acaso e nem fruto de uma evolução de milhões de anos – e muito menos viemos dos símios. Nós somos obra das mãos do Deus vivo e poderoso. Inúmeras pessoas acabam por ter uma imagem muito negativa de si mesmas – assumindo uma postura derrotista na vida, a semelhança dos espias enviados por Moisés para espiar a terra. Eles eram príncipes, mas diante dos filhos de Anaque (que eram gigantes), se viam como gafanhotos (Números 13.33). O cristão é alguém que não se autodeprecia, não se vê lá embaixo – porque sabe que é obra das mãos de Deus – e por isso sabe que tem valor (Isaias 64.8).

Em segundo lugar, nós pertencemos a Ele (Salmos 100.3). Engrandecido seja o nome do Senhor porque pertencemos a Ele. Não pertencemos ao diabo. Não somos propriedade de líder religioso algum. Nós somos propriedade exclusiva do Senhor. Deus livrou o povo de Israel do Egito para ser seu povo (Levítico 26.12).

Hoje, nós como igreja, somos o povo de Deus – que liberto do pecado vive para proclamar as grandezas daquele que nos tirou das trevas para a sua maravilhosa luz. O salmista ao dizer que somos seu povo – está ressaltando a redenção. Só faz parte do povo de Deus – aqueles que foram redimidos por Jesus.

Em terceiro lugar, Ele é o nosso pastor (Salmos 100.3). Deus não somente nos criou, como também nos preserva, sustenta e fortalece. O Deus da Bíblia é o bom Pastor que nos guia, nos alimenta e nos concede repouso. O nosso Deus é o grande, o supremo pastor que nos fortalece, sustenta e protege. O teólogo Warren Wiersbie diz: “As ovelhas que não são submissas ao pastor acabam se perdendo e correndo perigo”.

Em último lugar, Ele é o nosso Deus (Salmos 100.3). O salmista não coloca em dúvida a divindade do Altíssimo – ela é certa, quer os homens reconheçam ou não. Uma coisa é falar sobre Deus – outra é conhece-lo. Uma coisa é ouvir falar sobre Deus – outra coisa é ter experiências com Ele.

Saber significa ter a consciência de que adoramos a um Deus que conhecemos – pois, não se pode adorar aquele que não se conhece. No nosso Deus é o criador dos céus e da terra. O nosso Deus é o Deus onipotente – que tem todo poder em suas mãos. Nada é impossível para Ele. É o Deus onipresente, que está ao nosso lado, que caminha e se faz presente em nossa vida, em nosso lar, em nosso casamento, em nosso ministério. É o Deus de toda graça, que nos amou profundamente, a ponto de enviar seu Filho ao mundo para nos redimir, e nos salvar. É o Deus que te faz mais do que vencedor!

Fraternalmente em Cristo
Pr. José Manuel Monteiro Jr.

04/10/2024

Servindo a Deus com alegria e gratidão.
(Salmos 100.1-2).

Que alegria me dirigir a esta amada igreja nesta data tão festiva e significativa. Tenho o privilégio de como pastor e membro fazer parte deste lindo rebanho. Louvamos a Deus pelos obreiros que passaram por esta casa e contribuíram para que chegássemos ao ponto que chegamos hoje.

Somos uma igreja viva, vibrante, calorosa, acolhedora, que serve ao Senhor com alegria. Não somos uma igreja perfeita – e nem pretendemos ser, uma vez que igreja perfeita só teremos no céu. Entretanto, podemos dizer que somos uma igreja que prima pela fidelidade as Sagradas Escrituras – e ama vidas. Aliás, esse é o nosso maior patrimônio (vidas). O saudoso pastor e escritor Isaltino Gomes Coelho Filho diz: “O que há de mais importante na igreja, depois de Deus, óbvio, são as pessoas. Igreja é gente e não tijolo”.

O salmo 100 – é um salmo de adoração. É um cântico triunfante de louvor ao Senhor. Nenhuma tentativa foi feita para identificar seu autor, nem para descrever as circunstâncias que podem ter inspirado a composição do salmo. O que salmo indica, é que ele era entoado por um cortejo de adoradores que estavam a ponto de entrar nos portões e nos átrios do templo para adorá-lo (Salmos 100.4).

O salmo é um convite para que entremos na presença de Deus – para adorá-lo com alegria - e expressarmos toda nossa gratidão a Deus pelos seus feitos. Dois ingredientes importantes que devem estar dentro do escopo da adoração – alegria e gratidão.

Nesta data tão auspiciosa para nós enquanto igreja – completamos 60 anos de existência, vale a pena pensar nas razões da IBP – Igreja Batista do Paiva se alegrar. Tendo como pano de fundo o texto que serve base para nossa reflexão – gostaria de elencar alguns pontos para a nossa reflexão.

Em primeiro lugar, testemunhamos por meio da alegria (Salmos 100.1). O salmo 100 é um vibrante convite a adoração jubilosa. Devemos celebrar – mas, não celebrar de qualquer forma. O povo de Deus é conclamado a celebrar com júbilo. No contexto bíblico – Júbilo é um estado de imensa alegria, felicidade transbordante. Nem mesmo as adversidades pelos quais passamos enquanto igreja – tiraram nossa alegria e o prazer de servir. O povo de Deus testemunha por meio da alegria. Charles H. Spurgeon, comentando este salmo, escreveu o seguinte: “O nosso Deus feliz deve ser adorado por um povo feliz”.

Em segundo lugar, a nossa alegria tem um alvo (Salmos 100.1). Observamos no primeiro ponto que a expressão “jubilo” aponta para uma alegria intensa. A alegria é uma forma de testemunho. Além do que foi exposto – o salmista salienta que o alvo dessa alegria é o próprio Deus! Notem que a celebração é voltada para Deus, que é o Senhor. A celebração só tem razão de ser em função de quem Deus é e faz. Deus é a fonte de nossa alegria! Concordo com as palavras do reverendo Hélio Silva: “O mundo faz festas para ver se encontra alegria. A igreja faz festas porque Deus é a sua alegria!

Em terceiro lugar, nossa alegria está em servir (Salmos 100.2). O salmista nos ensina que a adoração conduz ao serviço, e o verdadeiro serviço é uma forma de adoração. Somos chamados não apenas a servir, mas servir com alegria. Quem foi alcançado pela maravilhosa graça de Deus quer fazer alguma coisa por Ele. O saudoso pastor e escritor Isaltino Gomes Coelho Filho diz: “Um convertido tem desejo de servir, quer ser útil. Onde há conversão deve haver gratidão. E a gratidão se mostra numa vida dedicada a serviço do Senhor”.

Em último lugar, alegria desemboca em louvor a Deus (Salmos 100.2). O Cântico é uma das principais expressões de alegria na Bíblia. O privilégio de cantar louvores ao Senhor traz alegria ao coração do verdadeiro adorador. Só louva e adora a Deus com entusiasmo e alegria – aqueles que reconhecem as maravilhas de Deus em sua vida. Hernandes Dias Lopes diz: “O louvor é a manifestação de nossa alegria em Deus, mesmo que as circunstâncias à nossa volta conspirem contra nós. O louvor ainda hoje nos coloca acima dos problemas e mais perto daquele que está assentado na sala de comando do universo”.

Fraternalmente em Cristo.
Pr. José Manuel Monteiro Jr.

26/09/2024

Jesus Transforma.
Muitos desastres já foram registrados ao longo da história da humanidade. Entretanto, nenhum deles se compara com a queda de nossos primeiros pais. A queda do homem afetou toda a humanidade – pois, jogou toda raça humana no abismo do pecado. O pastor Leandro Peixoto faz uma observação interessante: “O pecado que habita em nós sempre inclinará nosso coração para o mal, levando-nos a praticar o que não queremos fazer, ou a falar o que jamais deveríamos dizer”.

Desde a queda do homem – toda pessoa nascida no mundo herdou a natureza pecadora de Adão. O pecado é um ato de rebeldia e desobediência a Deus. Sendo livre, Adão escolheu desobedecer. Uma das suas artimanhas do inimigo é incutir na mente do homem que o pecado traz realização. Pensamos que o pecado nos torna mais felizes. Mas, na realidade, o pecado é a causa principal de toda a miséria e infelicidade, tanto nesta vida quanto no porvir.

O pecado é maligníssimo – pois, ele tem o poder de nos separar de Deus aqui e na eternidade. Deus por sua graça e misericórdia – reconciliou o mundo consigo mesmo por meio de seu Filho Jesus (II Coríntios 5.19).

Obviamente o apóstolo Paulo não está aqui advogando a tese do universalismo – mas ressalta que o amor de Deus se estende a todo o mundo, amor este revelada na pessoa de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Jesus Transforma – e nos faz nova criatura. Jesus Transforma e nos reconcilia com Deus. Jesus Transforma e nos faz embaixadores – para que em nome dele anunciássemos a mensagem do arrependimento.

O pecado nos distanciou de Deus – por isso precisamos nos reconciliar com Deus por meio de Jesus, ou pereceremos eternamente. Jesus Transforma – esta foi a mensagem ensinada e pregada ao longo de toda nossa campanha de missões nacionais. Tendo como pano de fundo o texto de (II Coríntios 5.15-21) – gostaria de fazer algumas ponderações.

Em primeiro lugar, Jesus realiza o impossível (II Coríntios 5.17). Jesus realiza aquilo que é impossível ao homem. Ao homem é impossível se salvar. Devido à sua natureza pecaminosa, o homem não pode salvar-se a si mesmo. Somente Jesus pode mudar, transformar, e salvar o pecador perdido. Por isso – Paulo é enfático e categórico ao dizer que só é nova criatura aquele que está em Cristo.

Em segundo lugar, a experiência de transformação é pessoal (II Coríntios 5.18). A experiência de transformação é pessoal e intransferível. Não é porque sou salvo e convertido – que automaticamente meu filho (a) será. Os pais ensinam, levam o filho (a) a igreja, pregam, mas o filho precisa ter sua experiência pessoal com Jesus. Oh! Terrível possibilidade: a de Deus ser apenas o Deus dos nossos pais, e não o Deus da nossa vida!

Em terceiro lugar, Jesus transforma e muda o nosso foco de amor (II Coríntios 5.15). Ao longo de nossa vida – direcionamos nosso amor para uma série de coisas: dinheiro, bens, a si mesmos, cônjuge, filhos, time de futebol, ideologia política, etc... O que Paulo pontua para os irmãos da igreja de Corinto – é que o propósito da obra redentora de Cristo é que seu povo, liberto da maldição do pecado, tem um foco de amor que é prioridade; o Senhor Jesus!

O sujeito com Cristo deixa de ser um narcisista inveterado. Metas e ambições egoístas são postas de lado, porque o propósito daquele que foi alcançado por Cristo é viver por Aquele que morreu por eles. Concordo com que disse Warren Wiersbie: “Cristo morreu para que vivêssemos por meio dele, para ele e com ele”.

Em último lugar, Jesus pagou o preço para nos livrar da condenação (II Coríntios 5.21). Paulo explica que Deus tomou seu Filho que nunca pecou e o fez carregar o pecado em nosso lugar. Deus lançou sobre ele a iniquidade de todos nós. Deus fez com que seu Filho pagasse a pena de morte pelos nossos pecados – para que pudéssemos ser declarados justos e ficássemos livres da condenação eterna. O céu não é o lugar de pessoas boazinhas – de pessoas extremamente religiosas, ou de pessoas caridosas. O céu o lugar de pessoas regeneradas por Jesus – que pela fé se arrependeram de seus pecados e entregaram sua vida a ele – e foram justificados por ele. O saudoso pastor Isaltino Gomes Coelho Filho diz: “Ele (Deus) é o justificador. O homem não consegue sua absolvição diante de Deus. Deus, o absolve quando ele crê em Cristo”.

Fraternalmente em Cristo
Pr. José Manuel Monteiro Jr.

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