18/07/2017
Vamos todos..
Nos últimos dias, nos deparamos com mais um caso de violência, cruel e LGBTfóbica em nossa cidade.
O Conselho Municipal pelos Direitos da População LGBT de Niteroi, repudia com veemência a agressão homofóbica, cometida contra o jovem estudante Andrei Apolônio dos Santos (23), gay e negro praticada por policial (agente do Estado) dentro de uma delegacia, em Niterói região Metropolitana do Rio de Janeiro.
O fato acontece, dias após termos realizado uma audiência pública para discutir formas de melhorar a segurança de nossa população e a própria capacitação dos agentes de segurança pública no atendimento das população LGBT, que ainda é vista por um olhar que discrimina, cheio de tabus e estigmas, que segue perseguida e vitima de preconceito institucional.
Tivemos recente, dois casos de violência física contra duas cidadãs travestis, profissionais do s**o, que foram agredidas em pleno exercício de suas atividades.
São casos e mais casos de violências e violações. Sejam físicas ou simbólicas, essas agressões tem um cunho preconceituoso e inaceitável para qualquer pessoa que se diga cidadã em nossa sociedade.
E é contra esse tipo de atitude, violenta, que temos lutado diariamente.
Nossas principais metas:
- Diminuir a dificuldade nos registros: Respeito ao uso do Nome social e Identidade de Gênero pelas pessoas Trans e Orientação sexual, gerando dados que dialoguem com a realidade e diminuam a possibilidade de casos subnotificados;
- Necessidade da qualificação da violência domestica de acordo com a Lei Maria da Penha para casais LGBT, inclusive nos casos atendidos nas Unidades de saúde;
- Importância do atendimento das Travestis e Mulheres Transexuais na DEAM;
- Capacitação das PM, PC e GM - Inclusive sobre os locais de maior concentração de LGBT; e
- Fortalecer ações de combate ao Bullying LGBTfobico nas escolas do Município.
O Conselho Municipal LGBT de Niterói tem atuado junto aos órgãos de administração pública, a fim de solucionar esses casos, e principalmente garantir o atendimento correto e humanizado para as vitimas e toda a população LGBT, sem nenhum tipo de discriminação.
Violência, não se discute. Se Combate!!! Violencia nenhuma passará!
BRUNA BENEVIDES
Presidenta do Conselho pelos Direitos da População LGBT de Niteroi