05/06/2026
Sextou!
Avisa a rapaziada, que a Malandragem tá na casa!
MALANDRO, entidade muito popular entre adeptos e não adeptos. Das figuras mais populares, Zé Pelintra está associado a um grande leque de religiões de possessão no Brasil. Provavelmente originário do Catimbó (Cascudo, 1978), esse Guia se popularizou nos ritos de Jurema, Macumba, Umbandas e Candomblés de Caboclos. Muitas histórias são contadas sobre a vida desse personagem.
Nas macumbas e umbandas do Rio de Janeiro o Seu Zé Pelintra é associado à figura do malandro carioca. Os MALANDROS vestem terno branco, camisa de seda, sapato bicolor, chapéu panamá e gravata vermelha. Os trejeitos se remetem a esse arquétipo da boemia carioca. O falar carregado de gíria, o andar escorregadio, a aversão ao trabalho e a paixão pelas mulheres, apresentados nas versões acima, representam alguns dos elementos da composição desse personagem.
MALANDROS no geral são associados à figura do negro, das maltas de capoeira, dos ranchos, do samba e do morro. O seu espaço de circulação é o centro da velha cidade do Rio de Janeiro, onde eles insistiram em permanecer, se esgueirando pelas ruas do cais do porto nas noites cariocas, mesmo após as reformas efetuadas pelo prefeito Pereira Passos que visavam impor um ar europeu ao Rio, transformando-o assim em um cartão de visita do Brasil moderno. Esses personagens, ao lado dos nordestinos, receberam nos grandes centros urbanos, tratamento pejorativo e também foi culpabilizado pelas malezas sociais, dividindo com os migrantes nordestinos, os quais chegariam em massa a partir da metade do século XX, o mesmo espaço das periferias cariocas. As histórias dos MALANDROS & BAIANOS são semelhantes.
Celebramos esse povo, que dava nó em pingo d´agua para sobreviver, numa cidade que não os queria por perto, foram perseguidos. Porém venceram e foram eternizados, tendo suas vivências contadas através dos pontos cantados, até os dias de hoje!
E Quem comanda o pagode aqui em casa é Seô Malandrinho! Salve a Malandragem!
Ref.: Baianos e Malandros: A sacralização do humano umbandista do século XX. UFMS Artigo 2021 -Mário Teixeira de Sá Junior
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