06/03/2014
A Quaresma se inicia, vamos refletir um pouco sobre trechos da mensagem do Papa e colocar em prática os gestos concretos propostos para a juventude da Arquidiocese de Niterói:
“Conheceis bem a bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, Se fez pobre por vós, para vos enriquecer com a sua pobreza” (2 Cor 8, 9).
Para nós, o que significa o convite à pobreza, a uma vida pobre em sentido evangélico?
1- Por amor, Deus vem ao nosso encontro. Ele não oferece o que sobra, mas oferta a Si mesmo, porque Sua riqueza consiste na Sua própria existência de Filho e, consequentemente, na Sua plena confiança neste Deus Pai.
2- À imitação do nosso mestre, nós, cristãos, somos chamados a ver as misérias dos irmãos, a tocá-las, a ocupar-nos delas e a trabalhar, concretamente, para aliviá-las.
Há 3 “tipos” de miséria: material, moral e espiritual
"A miséria material é a que, habitualmente, designamos por pobreza e atinge todos aqueles que vivem numa condição indigna da pessoa humana: privados dos direitos fundamentais e dos bens de primeira necessidade.
Não menos preocupante é a miséria moral, que consiste em tornar-se escravo do vício e do pecado.
O Evangelho é o verdadeiro antídoto contra a miséria espiritual: o cristão é chamado a levar a todo o ambiente o anúncio libertador de que existe o perdão do mal cometido, de que Deus é maior que o nosso pecado e nos ama gratuitamente e sempre, e de que fomos feitos para a comunhão e a vida eterna. O Senhor convida-nos a sermos jubilosos anunciadores desta mensagem de misericórdia e esperança.
Queridos irmãos e irmãs, possa este tempo de Quaresma encontrar a Igreja inteira pronta e solícita para testemunhar, a quantos vivem na miséria material, moral e espiritual, a mensagem evangélica, que se resume no anúncio do amor do Pai misericordioso, pronto a abraçar em Cristo toda a pessoa. E poderemos fazê-lo na medida em que estivermos configurados com Cristo, que Se fez pobre e nos enriqueceu com a sua pobreza. A Quaresma é um tempo propício para o despojamento; e far-nos-á bem questionar-nos acerca do que nos podemos privar a fim de ajudar e enriquecer a outros com a nossa pobreza. Não esqueçamos que a verdadeira pobreza dói: não seria válido um despojamento sem esta dimensão penitencial. Desconfio da esmola que não custa nem dói."