Renove RENOVE é um ministério online, de confissão reformada, que foi criado para propagar as verdades da palavra de Deus.

Nosso objetivo é propagar diariamente sermões expositivos, para que o cristão se alimente diariamente de Deus.

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27/03/2023

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"Você já participou de um julgamento? O salmo faz alusão a um tribunal onde Deus é o juiz. Davi começa pedindo que Deus ...
17/08/2022

"Você já participou de um julgamento? O salmo faz alusão a um tribunal onde Deus é o juiz. Davi começa pedindo que Deus analise se nele há injustiça (v. 3-4,8), se ele é culpado que seja punido (v. 5), se ele é inocente, que puna os inimigos de Davi (v. 6) e termina pedindo que Deus julgue o mundo e puna a iniquidade (v 9,11-16)." (Costa)

1,2. Oração por Livramento: Este apelo baseia-se na confiança pessoal em Deus do autor do salmo. O furioso ataque do inimigo também parece ser pessoal, conforme indica a expressão "me arrebate".

3-5. Protestos de Inocência: O autor estava certo que não merecia a perseguição que sofria. Ele desejava colocar o protesto em forma de juramento e oferecer-se para aceitar qualquer retribuição merecida por castigo.

6-8. Oração por Julgamento: Uma figura atrevida, como se Deus precisasse ser despertado, foi usada para indicar a necessidade de um julgamento imediato. Davi pede que Deus julgue em seu favor, além disso ele parece pedir por um juízo apocalíptico.

9-13. Confiança no Justo Juiz: O resultado está assegurado pela própria natureza de Deus. O justo é preservado, enquanto o ímpio sofre a ira divina diariamente. A resposta de Deus para pecadores não arrependidos é uma batalha contra eles.

14-16. A Natureza do Ímpio: Haverá uma justa retribuição divina aos pecados dos homens maus.

17. Voto Final: Este louvor final ilustra a certeza do salmista que a causa da justiça triunfará.

"Deus é um justo juiz. Provavelmente nós passamos por diversas injustiças nessa vida, e com certeza cometemos pecados. Saiba que nada f**a em oculto aos olhos de Quem há de julgar todas as ações e intenções do coração. Diante desse tão poderoso Juiz, só há um que pode nos ajudar. Cristo Jesus, nosso Sumo-Sacerdote, intercede por nós diante de Deus (Hb 4:14-16). Basta creiamos nEle (Hb 4:14b)." (Costa)

Eis aqui um quadro vivo do homem que se encontra em calamitosa angústia por causa de severa enfermidade. Embora o salmis...
16/08/2022

Eis aqui um quadro vivo do homem que se encontra em calamitosa angústia por causa de severa enfermidade. Embora o salmista se refira aos seus inimigos, está em primeiro lugar clamando por alívio para a sua doença. A menção que faz da ira divina prova que ele imagina o seu sofrimento como resultado do pecado. Uma vez que é usado entre os cristãos como um dos sete Salmos Penitenciais, é possível que fizesse parte da liturgia penitencial do culto no templo.

1-2a. Oração Pedindo Interrupção de Castigo (Não me repreendas ... nem me castigues ... tem compaixão de mim):
Estas expressões mostram o reconhecimento do aspecto disciplinar do sofrimento. O escritor não nega sua culpa, nem proclama sua inocência. Seu castigo deve ser interrompido para que seu corpo emaciado possa ser restaurado. Tudo o que pode fazer é lançar-se sobre a misericórdia de Deus.

2b-5. Oração Pedindo Restauração (Sara-me ... livra a minha alma; salva-me):
O sofredor claramente percebe que o livramento deve vir de fora, pois ele mesmo é inteiramente insuficiente. Ele baseia seu pedido sobre a seriedade do seu sofrimento, a misericórdia de Deus e o fato de que Deus perderia sua ação de graças se ele fosse para o Sheol.

6-7. Descrição de Sua Condição (Gemer ... lágrimas ... mágoa):
A natureza de sua enfermidade está um tanto oculta pelas expressões orientais características. Contudo, não pode haver dúvida que sua tristeza é real e seu sofrimento intenso. Como Jó, ele tem de suportar os insultos dos seus inimigos em aditamento a sua desgraça.

8-10. Orações Atendidas (O Senhor ouviu):
Duas vezes o salmista usa esta frase para indicar que uma nova era chegou. Ele prediz que todos os seus inimigos retrocederão porque Deus assumiu o comando.

Comentário de Yuri P. Costa
Para Moody este Salmo é uma oração sobre a doença do salmista. O sofrimento do autor f**a evidente no texto, assim como sua certeza de que a esperança de cura está no Senhor. A dor expressa no cântico não pode se comparar com a dor que o Servo Sofredor sentiu na cruz. Isaías 53 diz que Ele foi chamado de "homem de dores e experimentado no sofrimento" (v. 3). Se tem alguém que entende o sofrimento dos homens é Aquele que se fez homem para entendê-los, ensiná-los e salvá-los. Cristo morreu pela origem das enfermidades dos homens, que é o pecado. Todo aquele que crer em Cristo no Seu retorno receberá um corpo incorruptível, sem dor ou morte.

Texto de Dwight L. Moody,
Comentário de Yuri P. Costa,
Renove

Neste salmo há uma atmosfera de luta entre o justo e o ímpio, tal como se encontra com freqüência no Saltério. A situaçã...
15/08/2022

Neste salmo há uma atmosfera de luta entre o justo e o ímpio, tal como se encontra com freqüência no Saltério. A situação é semelhante à dos Salmos 3 e 4 no que se refere aos perigos que estão a toda volta. O salmo talvez fosse usado pelos sacerdotes em sua preparação para o sacrifício matinal ou por pessoas individualmente, quando se preparavam para o culto.

1-3. Uma Invocação a Deus ("Dá ouvidos [...] acode [...] escuta"): A preparação para o culto devia sempre incluir o clamor do indivíduo a Deus. Não apenas suas palavras, mas também sua meditação era parte desta invocação. "A suplica por ajuda com tons de desespero dá a ideia de necessidade de Deus, de ciência de que só Deus pode ajudar." (Yuri P. Costa)

4-9. Uma Lição Contrastante ("Iniqüidade [...] e me prostrarei"): Há um contraste duplo nestes versículos: as atitudes dos justos e dos ímpios para com o pecado e a adoração são colocadas em contraste, como também as diferentes reações de Deus para com os dois grupos. O salmista reconhece que Deus não pode tolerar o pecado nem conviver com o homem ímpio. Portanto, Deus não permitirá que os arrogantes permaneçam na Sua presença. Ele considera detestável todos os que praticam a iniqüidade. O fim destinado àqueles que proferem mentira é a destruição completa, e o sanguinário e o fraudulento são uma abominação que Deus detesta. Enquanto esses homens ímpios lidam traiçoeiramente, o salmista prostra-se diante de Deus, orando por orientação divina.

10-12. Uma Oração por Retribuição ("Declara-os culpados"): A oração continua com um pedido de justiça sobre aqueles inimigos. Como aqueles que se rebelam contra Deus, eles devem ser considerados culpados, deve se permitir que caiam e que sejam rejeitados completamente. Em contraste ao destino triplo dos ímpios, aqueles que confiam em Deus participam de alegria infinda. Eles que regozijem-se, folguem de júbilo, e em ti se gloriem.

"Davi descreve seus inimigos com os piores adjetivos possíveis (v. 4-6,9), o que o faz desejar que o Senhor condene-os por se rebelarem contra Ele (v. 10). Porém, no Novo Testamento Paulo cita o verso o Salmo 5:9 (em Rm 3:13) se referindo a humanidade inteira (contexto em Rm 3:9-18). A maldade que Davi enxerga nos ímpios ele também vê em si mesmo (Sl 51:1-5) e a conclusão é pedir que seja purif**ado (v. 7), que apague as suas transgressões (v. 9) e que crie nele um coração puro (v. 10). Todos os homens possuem esses mesmos predicados que os inimigos de Davi tem, cabendo a eles serem justif**ados somente pela graça de Deus através da fé em Cristo Jesus (Rm 3:21-24)" (Yuri P. Costa).

Escrito por Dwight L. Moody,
Comentário de Yuri P. Costa,



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Você já confiou em alguém que te decepcionou? Alguém te prometeu mundos e fundos e na hora agá te deixou na mão? Pois be...
13/08/2022

Você já confiou em alguém que te decepcionou? Alguém te prometeu mundos e fundos e na hora agá te deixou na mão? Pois bem, o Senhor Deus jamais agiria assim. No salmo anterior o rei Davi estava aflito com questões do dia seguinte, perturbado com problemas que o tiravam o sono. Ao fim ele conseguiu dormir ao confiar que Deus o sustentaria. Mas será que o Senhor foi fiel a Davi no dia seguinte?

1. Davi nessa oração aparece extremamente angustiado ao ponto de pedir quatro coisas a Deus: (a) resposta ao clamor; (b) alívio na angústia; (c) misericórdia; e (d) ser ouvido quando ora. Aparentemente ele não se sentia ouvido por Deus durante suas orações, a angústia o levava a suplicar ao Senhor pela Sua misericórdia.
2. Os homens poderosos que o cercavam feriam a honra dele, eles eram idólatras, porque amavam ilusões e buscavam deuses falsos.
3. Davi mostra que há uma alternativa à esses deuses falsos que é o Deus verdadeiro: (a) Deus escolheu o piedoso, não o poderoso (no v. 2); (b) o Senhor ouve quando é invocado, orar a Deus não é falar com o nada, como é quando os poderosos falam com seus deuses (no v. 2).
4. Eles não deveriam deixar a ira se consumar em pecado, ao contrário, deveriam deitar a cabeça no travesseiro e refletir. O salmista ensina os seus inimigos sobre a ética que eles deviam ter para agradar ao Deus verdadeiro.
5. Davi também ensina esses inimigos a servirem ao Senhor com sacrifícios e a confiarem em Deus. Mesmo aqueles homens sendo adversários de Davi, ele lida com eles com conselhos e sermões que os levem para perto de Deus.
6. "Muitos indivíduos viviam inconformados e pessimistas, com falta da alegria que o salmista conhecia. Em contraste com esses pessimistas o autor sabe que o auxílio divino na hora da necessidade causa mais alegria do que colheitas abundantes." (Comentário Bíblico de Dwight L. Moody). Os homens que cercavam Davi se perguntavam quem faria o bem a eles, a resposta de Davi é uma oração: "que o Senhor resplandeça sobre nós a luz do Seu rosto" (em outras palavras, o Senhor fará o bem a vocês).
7. O salmista conseguia encontrar em Deus mais alegria do que nos prazeres desse mundo. As coisas terrenas não enchiam o seu coração.
8. Ao final de um dia cercado de inimigos, pregando sobre Deus a eles e convidando alguns a desfrutarem da alegria em Deus, ele consegue se deitar em paz e repousar em segurança.

A aflição do rei Davi é resolvida por duas coisas: seu empenho em resolver as questões da vida e sua confiança no Deus que inspira e empodera os Seus servos. O rei encontrou brechas até mesmo para falar do amor do Deus vivo e apresentar uma alternativa aos deuses deles, podendo chegar no fim do dia e repousar ciente de que Deus o sustentou em mais um dia.

Escrito por Yuri P. Costa (),
Comentário de Dwight L. Moody,

A primeira coisa que o desespero rouba de nós é o sono. Quando sentimos que o perigo está a espreita só esperando nosso ...
12/08/2022

A primeira coisa que o desespero rouba de nós é o sono. Quando sentimos que o perigo está a espreita só esperando nosso pé vacilar para atacar não conseguimos ter paz. Pensamos que tudo é um caos e que não há em quem confiar. Quando chegamos nesse ponto, o mal nem precisa mais se consumar, porque já estamos sofrendo por antecipação. Se você se sente assim, você não é o único, o salmista também.

1-2. O salmista estava cercado de inimigos que cochichavam entre si sobre a sua desgraça. O autor de fato tinha motivos para se preocupar. Os adversários sabiam que ele era servo de Deus, porém eles não acreditam que Deus agirá em favor do cantor.

3-4. Mas o sofrimento por ansiedade se torna em alegria antecipada quando o salmista se lembra de quem Deus é e do que Ele pode fazer. Ele (a) é escudo protetor e glória; e Ele (b) faz andar de cabeça erguida e responde quando o cantor clama.

5-6. Em meio ao turbilhão, o autor consegue se deitar, dormir e acordar de manhã sustentado pelo Senhor. O formato do verso 5 indica que a canção foi cantada de manhã, o que demonstra que o salmista conseguiu passar bem a noite.

7-8. Mesmo que a noite tenha ido, o problema não se foi. Deus o sustentou na preocupação, mas agora ele precisa enfrentar o problema. De manhã Ele invoca ao Senhor que (a) se levante e o salve; (b) quebre o queixo dos inimigos; e (c) arrebente os dentes dos ímpios. O salmista demonstra confiança agora com a sua oração. E o que se segue é a certeza do livramento, pois o prazer de Deus está em abençoar o Seu povo.

Nós temos mais motivos para confiar em Deus do que o salmista: (a) conhecemos as histórias de como Deus livrou o Seu povo; (b) temos o Cristo que morreu numa cruz para nos salvar, "como não nos dará com ele todas as coisas?" [Rm 8:32-39]; (c) temos o Espírito Santo que nos ajuda na fraqueza, levando orações ao Pai [Rm 8:26-27], que nos consola [Jo 14:16-21] e que confirma que somos filhos [Rm 8:16]; e (d) temos a certeza de que mesmo que não seja da vontade do Pai de nos livrar da aflição, Ele preparou para nós moradas celestes que suplantarão nossas dificuldades nesse mundo.

Escrito por Yuri P. Costa,


Você já assistiu a um filme mais de uma vez? A tendência é que nada mais nos surpreenda, não é? E quando o vilão parece ...
11/08/2022

Você já assistiu a um filme mais de uma vez? A tendência é que nada mais nos surpreenda, não é? E quando o vilão parece estar vencendo, f**a um suspense no ar que não te afeta, afinal você já sabe como acaba. Deus é acometido desse mesmo sentimento quando as nações tentam contra Seu Ungido. O Ungido do texto provavelmente era um rei recém entronizado, porém o Novo Testamento interpreta como o próprio Cristo.

1-3. Por que as nações tramam e se enfurecem? Não faz sentido que eles conspirem contra Deus, afinal, Ele é Deus, não é? Qualquer trama contra o Ungido [Cristo] de Deus é encarada como uma afronta ao próprio Deus.

4-6. Há duas expressões de sentimentos no trecho: risada e ira. Diante das tentativas dos reis da terra em frustrar os planos do Senhor Deus Todo-Poderoso, Ele ri e caçoa delas. "Sua risada muda rapidamente para ardente ira quando informa esses rebeldes de que já empossou o Seu rei com toda a aprovação divina." (Comentários de Dwight Moody).

7-9. Agora o Ungido nos diz o que Deus decretou: "Tu és meu Filho, hoje Te gerei". Este não é mais apenas um escolhido de Deus, mas um Filho amado. "Observe que duas promessas foram feitas ao ungido de Deus – domínio e vitória" (Moody). Todas as nações estariam sob Seu domínio.

10-12. Os reis deveriam ser prudentes, adorar ao Senhor e beijar o Filho, para que Ele não se ire, e conclui lembrando a felicidade daqueles que nEle se refugiam.

Precisamos lembrar que nós fomos inimigos naturais de Deus e do Deu ungido, de tal modo que Ele ri das nossas pirraças e se enfurece com o nosso descaso de Cristo, que é afronta contra Deus. Infelizmente, no "filme de Deus" nós somos os vilões, mas Cristo morreu para ser Senhor e nos dar salvação por meio do Seu sangue. Agora podemos corrigir nosso caminho de ofensas a Deus indo a Cristo beijá-lo e reverenciá-lo.

Escrito por Yuri P Costa,


RENOVE é um ministério online criado para propagar as verdades da palavra de Deus. Nosso objetivo é postar diariamente s...
10/08/2022

RENOVE é um ministério online criado para propagar as verdades da palavra de Deus. Nosso objetivo é postar diariamente sermões edif**antes e devocionais expositivos, para que o cristão se alimente diariamente de Deus nessa vida tão conturbada que é a nossa.

Romanos 12 é um texto que visa inteiramente fazer com que o cristão rompa com os padrões do mundo e comece a pensar diferente. A fonte de todo o ensinamento do capítulo está no verso 2: "Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus."

O texto começa dizendo que o que Deus espera do cristão não são sacrifícios de animais, mas a entrega da própria vida. "Quando reconhecemos tudo o que Deus fez por nós no seu Filho, [...] percebemos que oferecer-se a Deus como um sacrifício vivo é, de fato, um ato de adoração racional" (Comentário de David A. Carson). O sacrifício que agrada a Deus e que faz sentido é o sacrifício da própria vida.

O verso dois Paulo convida os coríntios a não se confirmarem com o mundo. O mundo que aí está é uma realidade ímpia e perversa que não comunga com as coisas de Deus. Carson diz que para agradar a Deus "é necessário nada menos que uma transformação total da nossa visão de mundo." O texto nos exorta a não nos conformarmos com os caminhos do mundo; mas não nos encoraja a mudar o mundo, mas a transformar a nós mesmos, através de uma renovação de mente. A ideia é que devemos olhar para o mundo, não gostar do que vemos e nos transformar mudando a nossa forma de pensar. Nossos pensamentos são o combustível de nossas ações. Se pensamos nas coisas de Deus, agimos em prol do Reino. Dessa forma experimentaremos da vontade de Deus para nós, e ela será boa, agradável e perfeita.

Uma das tarefas mais comuns da vida é fazer arroz para o almoço. Arroz está no prato de todo o brasileiro que se preze. ...
10/08/2022

Uma das tarefas mais comuns da vida é fazer arroz para o almoço. Arroz está no prato de todo o brasileiro que se preze. Cozinhamos arroz o tempo todo, cada um ao seu gosto. Mas uma das coisas que o fazer arroz nos ensina é que água e óleo não se misturam, por mais que você tente. A mesma coisa acontece entre o servo e o inimigo de Deus. O salmista fala das práticas do justo e do ímpio como sendo inconciliáveis:

1. Ele começa definindo quem é o justo. O texto diz que bem-aventurado [ou feliz, abençoado por Deus] é o que: (a) não segue conselhos de ímpios; (b) não se deixa levar pela conduta dos pecadores; e (c) não se assenta com zombadores. Em outras palavras, o justo é aquele que olha para as práticas dos ímpios e se afasta, é aquele que molda seu estilo de vida na contramão desse mundo caído.
2. Ao invés do justo se conformar ao modo de vida mundano ele se amolda pela palavra de Deus e deixa que ela o transforme através da meditação contante. Para o justo, ler a lei de Deus é tão prazeroso que o leva a refletir sobre ela de dia e de noite.
3. O destino do justo aqui na terra pode ser comparado a uma árvore: (a) "plantada": tem a ideia de possuir raízes firmes, ou seja, o justo não é inconstante; ao contrario do ímpio, que é ser como palha espalhada pelo vento (v. 4); (b) "a beira de águas correntes": traz a ideia de que ele não sofrerá seca, será bem nutrido e abençoado; (c) "dá frutos no tempo certo": o justo será abençoado pelas correntes das águas para abençoar os que o cerca com seus frutos; (d) "suas folhas não murcham": o justo permanecerá com boa aparência, chamando a atenção dos que o veem; não com uma casca de santidade sem produzir frutos, como a figueira que Jesus amaldiçoou (Mt 21:18-22), mas com sinceridade; e (e) "prosperará em tudo o que faz": é do desejo de Deus que os seus servos prosperem nos seus intentos para fazer conhecido que Deus não desampara os seus e para que estes ajudem outras pessoas.
4. O futuro do ímpio na terra é ser "como palha que o vento leva". O quadro é de uma eira no alto de uma colina, onde o vento carrega a palha e deixa o grão. O ímpio: (a) terá um futuro de inconstâncias e oscilações nos seus caminhos, em oposição ao justo (v. 3); (b) será guiado pelas circunstâncias, não por princípio eternos como o justo (v. 2); e (c) será varrido pelo vento para se afastar do trigo, que são os justos.
5. O Senhor julgará os ímpios e pecadores. Está na mão dele o julgamento. Eles podem resistir nos tribunais humanos, mas eles não resistirão a Deus. Deus também promete tirá-los da comunidade dos justos. A idéia é que o julgamento de Deus é para os injustos, não para os fiéis.
6. O destino eterno dos justos é conhecido por Deus, ou seja, está a cargo [ou nas mãos] de Deus; mas o destino dos injustos é a perdição.

Deus é o guarda fiel daqueles que observam Suas leis e que se afastam da impiedade. Já dizia Isaac Newton: "toda ação exige uma reação oposta e de igual intensidade"; ou seja, se você anda em justiça e retidão o Senhor te retribuirá te sustentando e abençoando até o fim.

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