10/08/2022
Uma das tarefas mais comuns da vida é fazer arroz para o almoço. Arroz está no prato de todo o brasileiro que se preze. Cozinhamos arroz o tempo todo, cada um ao seu gosto. Mas uma das coisas que o fazer arroz nos ensina é que água e óleo não se misturam, por mais que você tente. A mesma coisa acontece entre o servo e o inimigo de Deus. O salmista fala das práticas do justo e do ímpio como sendo inconciliáveis:
1. Ele começa definindo quem é o justo. O texto diz que bem-aventurado [ou feliz, abençoado por Deus] é o que: (a) não segue conselhos de ímpios; (b) não se deixa levar pela conduta dos pecadores; e (c) não se assenta com zombadores. Em outras palavras, o justo é aquele que olha para as práticas dos ímpios e se afasta, é aquele que molda seu estilo de vida na contramão desse mundo caído.
2. Ao invés do justo se conformar ao modo de vida mundano ele se amolda pela palavra de Deus e deixa que ela o transforme através da meditação contante. Para o justo, ler a lei de Deus é tão prazeroso que o leva a refletir sobre ela de dia e de noite.
3. O destino do justo aqui na terra pode ser comparado a uma árvore: (a) "plantada": tem a ideia de possuir raízes firmes, ou seja, o justo não é inconstante; ao contrario do ímpio, que é ser como palha espalhada pelo vento (v. 4); (b) "a beira de águas correntes": traz a ideia de que ele não sofrerá seca, será bem nutrido e abençoado; (c) "dá frutos no tempo certo": o justo será abençoado pelas correntes das águas para abençoar os que o cerca com seus frutos; (d) "suas folhas não murcham": o justo permanecerá com boa aparência, chamando a atenção dos que o veem; não com uma casca de santidade sem produzir frutos, como a figueira que Jesus amaldiçoou (Mt 21:18-22), mas com sinceridade; e (e) "prosperará em tudo o que faz": é do desejo de Deus que os seus servos prosperem nos seus intentos para fazer conhecido que Deus não desampara os seus e para que estes ajudem outras pessoas.
4. O futuro do ímpio na terra é ser "como palha que o vento leva". O quadro é de uma eira no alto de uma colina, onde o vento carrega a palha e deixa o grão. O ímpio: (a) terá um futuro de inconstâncias e oscilações nos seus caminhos, em oposição ao justo (v. 3); (b) será guiado pelas circunstâncias, não por princípio eternos como o justo (v. 2); e (c) será varrido pelo vento para se afastar do trigo, que são os justos.
5. O Senhor julgará os ímpios e pecadores. Está na mão dele o julgamento. Eles podem resistir nos tribunais humanos, mas eles não resistirão a Deus. Deus também promete tirá-los da comunidade dos justos. A idéia é que o julgamento de Deus é para os injustos, não para os fiéis.
6. O destino eterno dos justos é conhecido por Deus, ou seja, está a cargo [ou nas mãos] de Deus; mas o destino dos injustos é a perdição.
Deus é o guarda fiel daqueles que observam Suas leis e que se afastam da impiedade. Já dizia Isaac Newton: "toda ação exige uma reação oposta e de igual intensidade"; ou seja, se você anda em justiça e retidão o Senhor te retribuirá te sustentando e abençoando até o fim.