27/02/2022
Osun Ajagurá
( Senhora Do Ekodidé )
Osun Ajagira ou Ajagurá
Consideram essa Osun como a verdadeira dona do Ekodidé.
Outra Osun guerreira que leva espada ou abebé. Jovem, casada com Sàngó Aganju, rival de Yansã. Representa um tipo muito semelhante a Opará;
Porem Opará é mais agressiva, e Ajagurá mais orgulhosa.. .
Senhora de todas as aves de p***s coloridas e aves aquáticos e terrestres.
Responsável pelo Ekodidé e pela hora da apresentação do Iyawô a sociedade. Tem um enredo com Aganju, uma qualidade de Xangô mais carregado e ligado ao fogo. Jovem e guerreira.
Ajagurá este é o nome que Osun corresponde quando está na guerra. Este também é o nome de Osun quando está entre os pássaros enfeitiçados. Osun Ijimú se transformar em carpa, Mas Osun Ajagurá se transforma em pavão, pomba e abutre...
Ajagurá é "Ajagun- wura" Ou seja,
Guerreira Dourada!
Vamos de Itan?
Osun Ajagurá aquela que até Orinsalá reverenciou seu Ekodidé.
Uma sacerdotisa de nome Ajagurá, servia à Orinsalá e estava encarregada de zelar por seus paramentos e particularmente por sua coroa.
Alguns dias antes do festival anual, umas seguidoras de Orinsalá, invejosas da posição de Osum, decidiram roubar a coroa e jogá-la nas águas de um rio que corria próximo ao palácio.
Quando Osun descobriu o furto, ficou desesperada.
Uma menina que ela criava aconselhou-a à comprar no dia seguinte de manhã, o primeiro peixe que encontrasse no mercado.
No dia seguinte Osun não conseguiu encontrar nenhum peixe e foi somente na sua volta que ela encontrou um rapaz que trazia na cabeça um grande peixe, perguntou ao rapaz se ele o vendia? Prontamente ele à atendeu.
Ao chegar em casa Ajagurá fez de tudo para abrir o peixe sem conseguir, foi então que ela apanhou um "kamkubu" (faca feita da espinha dorsal de um peixe, afiadíssima como uma navalha) e conseguiu abrir a barriga do peixe, na qual em seu interior luzia a coroa de Osalá.
Chegando o dia da grande cerimônia, as invejosas sabendo que Osun havia miraculosamente encontrado a coroa, decidiram recorrer à trabalhos de feitiçaria para desprestigiar Osum, frente à Orinsalá.
Elas colocaram um preparado na cadeira em que Ajagurá se sentava, situada ao lado do trono de Orinsalá.
Todos estavam reunidos de pé, esperando à chegada do grande (rei), que chegou e sentou-se e fez sentar à todos os presentes, em seguida pediu à Osum que lhe desse seus paramentos.
Ela tentou levantar mas não conseguiu, tentou várias vezes até conseguir.
Enfim, conseguiu levantar, mas o preço do grande esforço foi ter as partes baixas do seu corpo desgarradas e presas à cadeira.
Ela começou à sangrar copiosamente manchando tudo de vermelho.
Orinsalá, cujo tabu é o vermelho, levantou-se inquieto. Osun Ajagurá, envergonhada fugiu.
Segue-se uma grande odisseia, onde Osun foi bater na porta de todos os Orisás e nenhum deles quis recebê-la.
Enfim, ela foi implorar ajuda à Oshorongá, que à recebeu afetuosamente, transformando o corrimento de sangue em p***s de Ekodidé, que iam caindo dentro de uma cabaça, colocada ali justamente para receber as p***s.
Diante desse mistério: A transformação do corrimento de sangue em p***s de Ekodidé, todos regozijaram-se, começando os tambores à rufar e um correr de todas as partes para assistir ao acontecimento.
A festa se organizou todas as noites.
Osun abria as portas para receber os visitantes, que entrando apanhavam um Ekodidé e colocavam na cuia ao lado dos kauris (búzios).
Todos os Orisás vieram tomar parte do acontecimento.
Finalmente, aguçado pela curiosidade, o próprio Orinsalá foi atraído pelas festividades.
Apresentou-se na casa de Osun e como todos que vieram os outros convivas, saudou-a, apanhou um Ekodidé e o prendeu em seus cabelos.
Assim mesmo Orinsalá, um Orisá funfun (branco), fez uso da pena em respeito e submissão ao poder feminino.
Percebe-se neste itan que o Ekodidé está ligado ao poder feminino.
Portanto, ligado a Iyami Oshorongá.
Crédito Filho do Vento