Estudos Bíblicos

Estudos Bíblicos Professores que ensinam a bíblia ,contextualizada sem religiosidade ,sem pensamentos ou dogmas huma

01/01/2025

Feliz Ano Novo!

O Conceito Bíblico de Ano Novo: Mudança, Renovação e Esperança

Introdução

O calendário gregoriano, amplamente utilizado no Ocidente, marca o início de um novo ano. No entanto, a Bíblia oferece uma perspectiva única sobre o conceito de ano novo, intimamente ligado à mudança, renovação e esperança.

A Raiz da Palavra Shaná

A palavra hebraica Shaná (שנה) deriva do verbo "shin-hé" (שנה), que signif**a "mudar", "transformar" ou "renovar". Essa raiz etimológica destaca a ideia de mudança e renovação.

O Calendário Hebraico: Chodesh e Renovação

Cada mês no calendário hebraico é chamado Chodesh (חודש), que signif**a "novo" ou "renovado". Essa designação enfatiza a ideia de renovação e mudança. O calendário hebraico é baseado em ciclos lunares, simbolizando o eterno renascer.

O Calendário Restaurado

Ao libertar os israelitas do Egito, Deus restaurou o calendário como um dos primeiros atos (Êxodo 12:1-2). Isso simboliza:

1. Mudança: Saiu da escravidão para a liberdade.
2. Renovação: Novo começo.
3. Esperança: Promessa de um futuro melhor.

Signif**ado Espiritual

O conceito bíblico de ano novo nos lembra:

1. Da necessidade de mudança e renovação espiritual.
2. Da importância da esperança em Deus.
3. Da promessa de um futuro melhor.

Conclusão

Ao celebrarmos o Ano Novo, recordemos o signif**ado bíblico de mudança, renovação e esperança. Que este novo ciclo traga bênçãos, prosperidade e crescimento espiritual.

Referências

1. Bíblia Sagrada (NVI).
2. "Dicionário Hebraico-Português" (Abraham Even-Shoshan).
3. "Comentário Bíblico" (Brown-Driver-Briggs).

Autor

Pr. Kerciton Oliveira

Bacharel em Teologia pelo Seminário Batista.

14/05/2024

Na verdade, estaria em total harmonia com a concepção rabínica da Shechinah usar a mesma metáfora pictórica usada no credo cristão:
“Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, sendo de uma substância com o Pai, Que por amor a Israel desceu dos céus...”
Como um paralelo ao logion do Evangelho, “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, ali estou no meio deles” (Mateus 18:20), está o logion rabínico, “Quando dois se sentam juntos e meditam na revelação divina (‘as palavras da Torá’), a Shechinah habita entre eles” (m. Avot 2:3).
“O rosto da Shechinah ilumina todo o universo”, e São Paulo fala da “luz do conhecimento da glória de Deus no rosto de Jesus Cristo”. Certa vez, citei essa frase paulina a um judeu chassídico (ou seja, inclinado à mística), mas em vez de “no rosto de Jesus Cristo” [2 Coríntios 4:6], eu disse “no rosto da Shechinah”, e ele pensou que eu estava me referindo a uma antiga fonte rabínica.
E o que signif**ava “o rosto de Jesus” para São Paulo? Se podemos inferir de 2 Coríntios 5:16 que ele realmente tinha visto Jesus em Jerusalém não é certo, mas não há dúvida de que a glória, a doxa [“glória”, δοχα], a kavod [כבוד], é um conceito de Shechinah. Ele contemplou a Shechinah manifestada no “rosto de Jesus”, aludindo à sua experiência da visão do Cristo exaltado no caminho para Damasco.

21/02/2024

2 De Julho De 2014 • No Comments
Ohr (אור) ‘Peles De Luz E De Carne’
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Ao examinar a língua hebraica, não é difícil de ver que, antes de Adam e Chavá (Eva) caírem, ambos possuíam corpos de luz ou corpos revestidos de luz, e que, com o resultado de suas quedas, eles perderam o seu corpo ou vestuário de luz (אור).

A palavra hebraica para ‘Luz’ é Ohr (אור), já a palavra hebraica para ‘Pele’ é também Ohr (עור), mas está escrito com a letra Ayin (ע) em vez da letra Alef (א)

O conceito do ser humano tivesse um corpo revestido de luz não é estranho dentro do judaísmo, como podemos ver nas passagens do Midrash Rabá e no Zohar.

Duas outras características interessantes sobre o hebraico. As maiorias dos estudiosos da bíblia devem estar cientes de que cada letra hebraica tem um valor numérico. Cada letra pode ser combinada com outras letras para representar um número e assim por diante

O que é pouco conhecido sobre o hebraico é que a antiga forma de cada letra representava uma imagem gráf**a, ou figura de linguagem, o que chamamos de pictográf**a. Assim, por exemplo, Alef era escrito na forma de um boi ou touro, a letra Dalet na forma de um triangulo representando uma porta ou portal e assim por diante… Mais informações podem ser obtidas a partir destas duas fontes: “as letras hebraicas – são canais de consciência criativa” (Rabi Yitschac Ginsburgh)

Agora, aqui é onde f**a ainda mais interessante a coisa. A única diferença entre as palavras hebraicas para a luz (אור) e pele (עור) é uma letra: Alef (א) para a luz e Ayin (ע) para a pele. Numericamente, 1 = Alef (א) e 70 = Ayin (ע).

A diferença entre eles é de 69, representado pelas letras hebraicas Samech (ס) e Tet (ט) ou conjunto, suporte (סט). A imagem pictográf**a da letra Samech é um suporte, ou seja, para apoiar. A pictográf**a de Tet é uma “serpente”. Colocando as duas letras na antiga forma pictográf**a juntas, alude a, ‘apoiar a serpente!’ Em outras palavras, através do apoio a serpente (apoiando ou indo junto com argumentos / as formas da cobra) Adam e Chava (Eva) perderam suas peles de luz e tiveram que ser dado a eles peles de carne e sangue.

Em análise a isto podemos notar que sempre que apoiamos ou irmos junto com argumentos deste sistema caído perdemos alguns dos brilhos de D-us em nossas vidas e nos tornarmos mais animalesco (carnais) e rebaixamos a nossa natureza.

Notamos também, como mencionado anteriormente, a letra Alef (א) representa na sua forma pictográf**a a cabeça de um boi ou touro, e signif**a força, líder, ou primazia. A letra Ayin (ע) é representada pela sua forma pictográf**a por um olho e alude a ver perceber, saber ou experiência.

Assim, quando Adão e Eva comeram o fruto proibido seus olhos se abriram e eles começaram a conhecer e experimentar o bem e o mal.

Midrash Rabá beresh*t 22:12. E Adonay D-us fez para Adão e sua esposa revestimentos DE PELE (Ohr), e os vestiu (III, 21). Na Torá Rabi Meir achou escrito, ‘vestes de luz (Ohr)’: Refere-se ao vestuário de Adão, que eram como uma chama [radiante de luzes], larga na base e estreita no topo. Isaac, o Velho disse: Elas eram tão suaves quanto uma cartilagem e tão bonitas como uma jóia.

(Soncino) Zohar: Beresh*t, Seção 1, página 36b: E os olhos de ambos foram abertos. R. Hiya diz, seus olhos se abriram para o mal do mundo, que não tinham conhecido até então. Então eles souberam que estavam nus, já que tinham perdido o brilho celestial que tinham antigamente os revestidos, e do qual foram agora alienar. E eles costuraram folhas de figueira. Eles se esforçaram para cobrir-se com as imagens (ilusórias) a partir da árvore de que eles haviam comido- isto é; as chamadas “folhas da árvore”. E fizeram cintas pra si. Rabi Yosef disse: “Quando eles obtiveram conhecimento deste mundo e se apegaram a ele, eles observaram que ele (esta dimensão) era governado por essas “folhas da árvore” (ilusão, ‘falso’). Eles, portanto, procuram nele um reduto neste mundo, e por isso fizeram-se familiarizar com todos os tipos de artes ilusórias, a fim de se cingir com as ferramentas dessas “folhas da árvore”, com o propósito de auto-proteção.”,

Disse Rabi Judá : ‘desta forma os três vieram para o julgamento e foram considerados culpados, e o mundo terrestre foi amaldiçoado e desalojado de sua antiga propriedade (dimensão) por causa da contaminação da serpente, até que Israel estivesse em pé diante do Monte Sinai.’ Depois D-us vestiu Adão e Eva em roupas calmantes para a pele, como está escrito, ele os revestiu de túnicas de peles (Ohr). No início, eles tinham revestimentos de luz (Ohr), nem mesmo adquiridos pelos mais alto dos altos anjos celestiais que costumavam vir para apreciar essa luz; por isso está escrito: “Pois tu fizeste dele, mas pouco menor que os anjos, e Coroas de glória e de honra” (Salmo 7:6). Agora, depois de seus pecados tinham apenas revestimentos de pele (Ohr), bom para o corpo, mas não para a alma.



(Soncino) Zohar- Shemot, Seção 2, página 229b: “Observe que a alma do ser humano não ascende ao mundo vindouro a menos que ela primeiro seja digna de ser vestido com as vestes sublime celestiais. Da mesma forma, a alma não desce a este mundo até que seja vestido com as roupas (corpo) deste mundo (dimensão). Da mesma forma, os anjos celestiais santos, de quem está escrito: “Que fazes os teus anjos ventos e teus servidores em chamas de fogo” (Salmo 104:4), quando eles têm que executar uma mensagem neste mundo, eles não descem ate que eles se vestem com as roupas (corpo) deste mundo (dimensão).

A roupagem (corpo) tem que, portanto, sempre estar em harmonia com o local (dimensão) visitada; e da alma, como já dissemos, só pode subir (voltar ao Éden) quando revestida das antigas vestes.



Adão no Jardim no meio do Éden estava vestido com vestes sublimes, de brilho celestial. Assim que eles foram expulsos do Jardim do meio do Éden então tiveram a necessidade de vestes (corpos) adequadas a este mundo (dimensão), a Escritura diz: “fez para Adão e sua esposa revestimentos de pele (Ohr), e os cobriu” (Gen. 3:21). Anteriormente eles eram revestidos de luz (Ohr), a saber, o corpo celestial com o qual Adam cuidava do Jardim do Éden. Pois, na medida em que é o resplendor da luz celestial que é que atuava no Jardim do Éden, quando o primeiro ser humano entrou no jardim (que f**ava no meio do Éden), o Santo, bendito seja Ele, o vestiu pela primeira vez na veste que de luz. Caso contrário, ele não poderia ter entrado lá.

Quando expulsos, porém, ele tinha necessidade de outras peças de vestuário; daí “vestes de pele”. Portanto, aqui também “fizeram vestes residuais para servir no lugar santo”, de modo a permitir ao usuário para entrar no Santuário. Agora, já foi ensinado quando no mundo vindouro ele vier a comparecer perante o Santo, bendito seja, será revestido do copo celestial. Assim, a Escritura diz: “Para contemplar a graça de Adonay, e para visitar no início de seu templo” (Salmo 27:4).

A alma do ser humano é, portanto, vestida com as vestes dos dois mundos (dimensões), o menor e o superior, conseguindo assim a perfeição. A Escritura diz: “Certamente os justos louvarão o teu nome”; a saber, neste mundo-“Os retos habitarão na tua presença” (Ibid. CXL, 14); isto é, no mundo vindouro’.

Portanto quando colocamos o Talit, o Véu e assim por diante e ou as vestes sacerdotais no antigo Israel aludem a antiga vestimenta celestial o anseio da volta ao Éden ao corpo celestial.

08/12/2022

Midrash a Hermeneutica Judaica No Novo testamento

10/10/2022
23/09/2021
08/07/2021

Teologando

21/06/2021

Yeshua e os Rabinos de Israel

Os Ensinos de Yeshua e os Ensinos dos Rabinos de Israel.
Quem tomou de quem?

Artigo extraído de “Hatzofeh” – “O Atalaia” – nº 96 –1937.

Os rabinos costumam dizer: “Yeshua, o Nazareno, não ensinou coisas novas; todos os belos provérbios que ele usava não provinham dele. Todas as palavras de moral que ensinava não eram dele. Ele bebeu toda sua inovação dos ensinos rabínicos.” Opiniões como esta são as difundidas nos meios judaicos, e que freqüentemente os propagadores das Boas Novas de Yeshua o Messias se deparam com ela freqüentemente. Realmente, não se pode ignorar o fato de que a doutrina do “Nazareno” compartilha do perfume que há na doutrina dos Sábios do Talmude. Um verdadeiro pesquisador não irá retroceder ante a tais fatos firmes, mas irá agarrá-los com as mãos no instante em que estes fatos objetam todas as suas compreensões anteriores.

Nas próximas linhas, serão comparadas as proclamações do “Nazareno” e as proclamações de diferentes rabinos, com seus respectivos nomes, bem como a época que viveram. Com isso, discutiremos quem poderia ter recebido de quem seus respectivos ensinamentos.

Rabi Gamaliel Barabi, disse: “todo aquele que se compadece pelas pessoas, haverá compaixão sobre ele desde os Céus; e todo aquele que não se compadece pelas pessoas, não virá sobre ele a compaixão desde os Céus.” (Talmude babilônico, Shabat 151a). Yeshua, o Nazareno, disse: “Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia.” (Mt 5;7). Estes dois ditos são semelhantes, sendo um longo e o outro curto. Quem foi o primeiro a ensinar ao mundo a importância da misericórdia e a sua grandeza? Sem dúvida que foi Yeshua, o Nazareno, que viveu quase duzentos anos antes de Rabi Gamaliel Barabi!

Disse o Rabi Abahu: “Um homem deve sempre tentar ser [parte do grupo] dos perseguidos, e não [ser parte do grupo] dos perseguidores, já que não existe nenhuma dentre as aves mais perseguidos do que pombas e pombos, e ainda Escritura os [privilegiou] serem preparados sobre o altar1. (Talmude Babilônico, Bavá Qamá 93a). Disse Yeshua o Nazareno: “Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus.” (Mt 5:10). Yeshua precedeu a Abahu em 300 anos; por isso não há como argumentar que ele extraiu suas palavras de Rabi Abahu.

Resh Lakish disse: “Todo [aquele que] estende a mão contra seu companheiro se chama iníquo”2. Yeshua disse: “Eu, porém, vos digo que todo aquele que se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo;” (Mt 5:22). Entre estes dois princípios há uma similaridade interna e não exterior. Há entre eles uma relação sinalizando que os dois procederam de uma única origem. Qual é a origem? Yeshua, o Nazareno, já que Resh Lakish não nascera a não ser quase 180 anos depois de Yeshua, o Messias.

Disse Rabi Yossi, em [nome de] Rabi Yehudá: “Será, pois, teu sim justiça e o teu não justiça!”, Abaiê disse: “que não fale uma coisa no coração e outra pela boca” (Baba Metsiá 49a). Yeshua, o Nazareno, disse: “Seja, pois, teu falar sim sim e não não” (Mt 5:37). Rabi Yossi e Abaiê ensinaram sua doutrina 250 anos depois de Yeshua.

Raba disse: “Todo [aquele] que perdoa as suas retaliações, são perdoados todos os seus pecados” (Derech Eretz Zutá 8). Yeshua, o Nazareno, disse: “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós;” (Mt 6:14) –quase 300 anos antes de Raba.

Ensinava Rabi Shimeon bar Eliezer: “Vistes dentre teus dias animais e aves que possuem criadores e eis que se alimentam estes seres e não vivem em sofrimento, e não foram criados a não ser para nós os usemos? E eu, que fui criado para se utilizar da criação, não terei minhas necessidades, pois, saciadas e não serei livrado de aflições”? (Talmude Babilônico, Kidushin 82a). Yeshua, o Nazareno, ensinou: “Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não valeis vós muito mais do que elas?” (Mt 6:26). Yeshua ensinou este princípio 200 anos antes do Rabi Shimeon bar Eliezer.

18/06/2021

O Novo Testamento Foi Escrito Originalmente Em Hebraico? (por Dr. Eli Lizorkin-eyzenberg)
Por Dr. Eli Lizorkin-Eyzenbergmarço 28, 201547 comments
TorahO Novo Testamento foi escrito originalmente em Hebraico?

Centenas de milhares de Cristãos têm feito esta pergunta, de uma forma ou de outra. A razão para esta curiosidade é louvável. É o desejo de chegar o mais próximo possível a Deus f**ando o mais próximo possível de Sua Palavra escrita.

O profundo interesse dos Cristãos modernos nas bases Judaicas do Novo Testamento não é novo. Cristãos sérios ao longo dos tempos têm reconhecido a importância de se estudar o cenário histórico do Novo Testamento, Judeus ou não. O atual interesse no Jesus Judeu vem crescendo em intensidade ao longo do tempo. As redes sociais e as postagens ligadas ao Judaísmo de Jesus estão zumbindo aumentando em volume. Tem aumentdo o número de Cristãos em todo o mundo que estão tentando aprender Hebraico com materiais de auto-estudo e estão se matriculando em aulas formais no campus e on-line.

Então, por que tanto interesse dos Cristãos no Jesus Judeu? (Para ler no formato original e comentar, clique AQUI).

Há muitas razões, mas vou apenas mencionar algumas. Minha intenção é mostrar-lhe que o que acontece no mundo influencia muito (se não determina) a forma como os Cristãos pensam sobre a Bíblia Sagrada.

Em primeiro lugar, o Holocausto Judaico levou os Cristãos a pensar e fazer muitas perguntas difíceis sobre a fidelidade de Deus ao seu Antigo povo de Israel, e sobre o papel da Igreja na tomada de uma posição na arena política. Além disso, o holocausto fez a Igreja considerar elementos (e o que precisa ser feito sobre eles) em sua teologia que pode ter contribuído para o holocausto Judeu Europeu.

Em segundo lugar, a criação do Estado de Israel tem forçado os Cristãos a reconsiderar as antigas promessas de Deus a respeito de uma restauração física da Terra para o povo de Israel. Isso tem gerado muitas outras questões importantes que dizem respeito a esta questão.

Em terceiro lugar, as descobertas arqueológicas e a eventual divulgação dos Manuscritos do Mar Morto têm causado uma revolução nas instituições acadêmicas (tanto seminários como universidades) em relação às questões das origens Cristãs e, especialmente, sua relação com seu antigo ambiente Judaico.

Em quarto lugar, uma variedade de grupos Cristãos liberais e conservadores começaram a pensar sobre o que tudo isso signif**a e o que devem fazer para sair do reino do pensamento e ir para o reino do fazer.

Apesar de tudo isso ser interessante, eu acho que é melhor voltar à nossa questão principal. O Novo Testamento foi escrito em Hebraico?

Em minha opinião todo o texto original do documento que conhecemos como Novo Testamento foi escrito por seguidores Judeus de Cristo (no antigo sentido da palavra) em uma linguagem que pode ser melhor descrita não apenas como Koiné ou Grego Comum, mas como “Koiné Judaico-Grego”. Alguns autores que podiam pagar um bom escriba profissional (como foi o caso de Paulo e, possivelmente, Lucas também) tiveram um excelente domínio da língua, enquanto outros, como os autores do Evangelho de João e do livro do Apocalipse, naturalmente, escreveram em um nível muito mais simples. Assim, uma pessoa pode escrever em Inglês em um estilo elegante ou expressar seus pensamentos no mesmo idioma, mas de uma forma muito mais simples (como eu).

Mas antes de tudo o que é Grego Koiné?

O Grego Koiné (que é diferente do Grego Clássico) foi a forma multi-regional comum do Grego falado e escrito durante a antiguidade Helenística e Romana. A coleção do Novo Testamento foi escrita durante este período histórico.
Agora… Eu não acho que o tipo de Grego que vemos no Novo Testamento pode ser melhor descrito APENAS como Grego Koiné. Há um outro componente para este Grego Koiné – uma signif**ativa conexão Judaica e Hebraica. Por esta razão, eu prefiro chamá-lo – Koiné Judaico-Grego.
O que é Judaico-Grego?

Bem… Judaico Grego, como as conhecidas línguas Judaica-Germânica (iídiche), Judaica-Espanhola (Latim) e as menos comuns Judaica-Persa, Judaica-Árabe, Judaica-Italiana e a Judaica-Georgiana, é simplesmente uma forma de Grego usado pelos Judeus para se comunicar. Esta linguagem manteve muitas palavras, frases, estruturas gramaticais e padrões de pensamento característicos da língua Hebraica.

O que é Judaico-Grego?

Bem… Judaico Grego, como as conhecidas línguas Judaica-Germânica (iídiche), Judaica-Espanhola (Latim) e as menos comuns Judaica-Persa, Judaica-Árabe, Judaica-Italiana e a Judaica-Georgiana, é simplesmente uma forma de Grego usado pelos Judeus para se comunicar. Esta linguagem manteve muitas palavras, frases, estruturas gramaticais e padrões de pensamento característicos da língua Hebraica.

Então Judaico-Grego é realmente Grego? Sim, é, mas é um Grego que herdou os padrões Semíticos de pensamento e de expressão. Desta forma, é diferente dos tipos de Grego utilizados por outros grupos de pessoas.

Então, eu discordo que o Novo Testamento foi escrito primeiro em Hebraico e depois traduzido para o Grego. Em vez disso, eu acho que foi escrito em Grego por pessoas que pensavam Judaicamente e o que, talvez, seja mais importante poliglotas. Você vê… as pessoas que falam diversas línguas conseguem também pensar em vários idiomas. Quando falam, no entanto, elas sempre importam para uma linguagem algo que vem da outra. Nunca é uma questão de “se”, mas apenas de “quanto”.

O principal argumento apresentado pelos Cristãos que acreditam que partes do Novo Testamento foram escritas originalmente em Hebraico, é que o Novo Testamento está cheio de Hebraísmos. (Hebraísmo é uma característica do Hebraico ocorrendo em outro idioma).

Na verdade, este é um ponto muito importante. Isso mostra que estudantes sérios do Novo Testamento não devem limitar-se ao estudo do Grego. Eles também devem estudar Hebraico. Com o conhecimento do Hebraico Bíblico eles seriam capazes de ler o texto Judaico-Grego Koiné do Novo Testamento com muito mais precisão.

Então, eu sugiro, que não é preciso imaginar uma base textual Hebraica do Novo Testamento para explicar a presença dos Hebraísmos no texto. Embora possível, simplesmente falta a essa teoria um suporte adicional e desesperadamente necessário.

Pense comigo um pouco mais sobre isso. Além da competência multilingue dos autores do Novo Testamento sua fonte mais confiável (e com razão) para as citações da Bíblia Hebraica foi a Septuaginta (LXX).

LXXOra… é preciso lembrar que a versão Grega da Bíblia Hebraica foi traduzida para o Grego pelos principais estudiosos Judeus da época. Diz a lenda que 70 indivíduos sábios Judeus fizeram traduções separadas da Bíblia Hebraica e quando elas foram feitas, todas combinaram perfeitamente. Como eu disse “é uma lenda”. O número 70 provavelmente simboliza as 70 nações do mundo no Judaísmo antigo. Esta tradução não se destinava só para os Judeus de língua Grega, mas também para os não-Judeus para que eles também pudessem ter acesso à Bíblia Hebraica. Você pode imaginar quantas palavras Hebraicas, frases e padrões de pensamentos estão presentes em todas as páginas da Septuaginta. (Clique aqui para ver a versão mais antiga da LXX).

Então, além dos autores do Novo Testamento pensando Judaicamente e Hebraicamente, temos também a principal fonte de suas citações do Antigo Testamento que vêm de outro documento de autoria Judaica- a Septuaginta. Assim, é surpreendente que Novo Testamento esteja cheio de formas Hebraicas expressas em Grego?!

Como uma nota complementar, o uso da Septuaginta por escritores do Novo Testamento é realmente um conceito muito estimulante.

O texto Judaico da Bíblia Hebraica usado hoje é o Texto Massorético (abreviado para MT). Quando os Manuscritos do Mar Morto foram finalmente examinados, descobriu-se que não havia uma, mas três famílias diferentes de tradições Bíblicas no tempo de Jesus. Uma deles estreitamente alinhada com o Texto Massorético, uma estreitamente alinhada com a Septuaginta e uma parece ter ligações com a Torá Samaritana.

Entre outras coisas, isso, mostra claramente que a Septuaginta citada pelo Novo Testamento tem um grande valor, uma vez que foi baseada em um texto Hebraico que era pelo menos tão antigo quanto o texto Hebraico básico do que um dia viria a se tornar – o Texto Massorético.

Como eu já disse, eu acredito que todo o Novo Testamento foi escrito em Koiné Judaico-Grego. Por favor, permita-me abordar um ponto muito importante. Em vários lugares nos escritos dos pais da igreja primitiva, há a menção de um evangelho em Hebraico.

A referência mais importante e mais antiga é a do escritor Cristão primitivo, Papias de Hierápolis (125 dC-150 dC). Ele escreveu: “Mateus reuniu os oráculos em língua Hebraica e interpretou cada um deles o melhor que podia.” Então… temos um testemunho Cristão muito antigo sobre o documento de Mateus em Hebraico.

Esta foi uma referência ao Evangelho de Mateus em seu original Hebraico. Talvez. Era uma referência a um documento que Mateus compilou, mas que é diferente do Evangelho de Mateus? Possivelmente.

Toda essa discussão é complicada pelo fato de que todos os Evangelhos são anônimos e não contêm referências inequívocas a um autor em particular (embora alguns certif**ados muito cedo). O Evangelho de Mateus não é exceção. Nós não sabemos se Mateus (o discípulo de Jesus mencionado nos Evangelhos) foi de fato o autor do evangelho que chamamos de “O Evangelho segundo Mateus”.

Além disso, a fraseologia, “ele interpretou cada um deles o melhor que podia”, utilizada por Papias de Hierapolis é muito menos do que inspiradora. Não se pode sair com a sensação de que o majestoso Evangelho de Mateus, que apresenta textos-chave tais como o Sermão da Montanha e a Grande Comissão estivesse, de fato, sendo considerado. É possível que Papias estivesse se referindo a algo menos grandioso. Ou seja, que ele tinha ouvido falar que Mateus tinha coletado frases de Jesus em Hebraico, unindo-as o melhor que pôde. Não há nenhuma razão para negar que tal documento tenha existido, mas também não é uma razão muito forte para identificá-lo com o Evangelho de Mateus.

Mais tarde Sacerdotes da Igreja também mencionaram que Mateus escreveu o Evangelho em dialeto Hebraico, mas sua informação é 1) mais provávelmente baseada na declaração de Papias e 2) foi dirigida pela teologia Cristã mostrando que os Judeus testemunharam suficientemente.

Descobertas arqueológicas têm demonstrado que o Hebraico, o Aramaico, o Grego e até mesmo o Latim eram usados pelo povo da Terra Santa durante o primeiro século da Era Comum. Mas o próprio Novo Testamento, o melhor que posso dizer, foi de fato escrito por Judeus seguidores de Cristo em Koiné Judaico-Grego. Esta é a possibilidade mais simples e mais exata de acordo com os fatos. Esta visão prontamente explica a quantidade de padrões de pensamento Hebraicos subjacentes, raciocínio, gramática e vocabulário que fazem do Novo Testamento uma coleção completamente Judaica.

Reconstruir a história é um pouco como montar um quebra-cabeça onde faltam muitas peças. Quanto mais peças do quebra-cabeça você tem, melhor se pode ver os contornos da imagem! Quanto mais você souber sobre o contexto histórico do Novo Testamento e quanto mais você estiver familiarizado com as linguagens intrinsecamente relacionadas com ele (especialmente Hebraico e Grego), melhor será sua capacidade de interpretá-lo de forma precisa para si e para os outros.

27/04/2021

Como Deus abençoou Israel

Uma promessa maior do que a primeira

A história do patriarca Abraão, no livro de Gênesis, tem muitas conversas íntimas entre Abraão e Deus. Na primeira vez que eles conversam, Deus promete a Abraão que se ele deixar sua casa na Mesopotâmia e se mudar para Canaã: “Farei de você um grande povo… Abençoarei os que o abençoarem e amaldiçoarei os que o amaldiçoarem”. Isso parece claro, mas o que as palavras “abençoar” e “amaldiçoar” exatamente signif**am em hebraico?

Abençoar aqueles que servem

Em hebraico, o verbo “abençoar” é levarech (לברך). Isso se baseia na raiz BRK ברך que signif**a “joelho”, que pressupõe prestar serviço a alguém, dobrando os joelhos a ele. Isso não é uma bênção simples. Deus não está falando sobre palavras agradáveis de se dizer. O signif**ado literal desse versículo é: “Eu ministrarei àqueles que mostrarem-lhe solidariedade servindo-lhe”.

Entenda o profundo signif**ado da Bíblia

O oposto é verdadeiro para aqueles que amaldiçoam Abraão. A primeira palavra para amaldiçoar, mekalelcha (מקללך), vem de uma raiz que signif**a subestimar alguém que é forte. A segunda palavra para amaldiçoar, a’or (אאר), signif**a “destruir totalmente”. Então, o signif**ado literal é “eu destruirei totalmente aquele que subestimar você”.

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