20/02/2026
Nessa dinâmica em que cada um cozinha do seu jeito, a Umbanda perdeu suas características fundamentais e essenciais!
Estou bastante preocupado com a falácia dessa nova geração de líderes espirituais da Umbanda, que afirmam que ao abrirem suas casas trarão algo novo, um toque a mais para a umbanda, sem respeitar os fundamentos que sustentam a religião.
Com o passar do tempo, esse "toque a mais" acaba por desvirtuar todo um culto que já possui uma base sólida.
Assim, o passe não pode ser cobrado logo é substituído pelo ebó, porque é isso que gera lucro $$$.
A consulta é trocada por jogos de búzios ou cartas e através disso que vem o ebó, o sacudimento, as oferendas pois isso é lucrativo. $$
O descarrego feito por um preto velho, caboclo ou um Exu é substituído por oferendas, e entregas em encruzilhadas, cemitérios etc pois essa é a forma que traz dinheiro.
A firmeza, que geralmente é feita com vela e copo d'água, não é suficiente; tudo agora precisa ser assentamento de ferro ou em louças, como no candomblé, porque muitos médiuns da Umbanda apresentam um complexo de vira-lata.
Dessa forma, toda a característica essencial do culto de Umbanda se perde para dar espaço a esse algo a mais que esses supostos sacerdotes alegam que falta na umbanda, dizendo ser o toque diferencial de suas casas.
O que se considera um "algo a mais" e a ideia de que cada um mexe em sua própria panela, acaba por descaracterizar o culto de Umbanda.
Essa chamada "evolução", "Algo a mais", "tempero diferente" e mexer a panela do seu jeito têm apenas uma finalidade: o lucro financeiro, pois se existe oferta é porque há uma demanda do público.
Texto Jefferson Santana.