Cebi/Cg - Centro de Estudos Bíblicos de Campo Grande

Cebi/Cg - Centro de Estudos Bíblicos de Campo Grande Estudo crítico e ecumênico da Bíblia, analisando seu contexto histórico, político e social para resgatar o verdadeiro sentido de Deus.

O CEBI/Cg é um grupo de estudo sem religião, portanto são muitíssimos bem-vindos católicos, evangélicos, espíritas, umbandistas, seguidores da religião do candomblé, Ifá etc., hinduístas, taoístas, budistas, judeus, muçulmanos, ateus e agnósticos e tantas outras religiões. Estudamos a Bíblia não como um mero relato histórico, pois, então, teríamos de acreditar na abiogênese (surgimento da vida atr

avés da matéria sem vida), e que Deus seria um terrível opressor que pune eternamente e sem piedade aqueles que não aceitam ou não cumprem sua palavra e, ainda, que Deus não aceitaria a igualdade entre homens e mulheres, negros (as), brancos (as), orientais e ocidentais, índios, quilombolas, deficientes, jovens, idosos etc., já que a literalidade do texto da Bíblia muitas vezes contradiz essas ideias de igualdade e de justiça. Buscamos interpretar os textos sagrados, analisando o que acontecia na época a qual o texto faz referência, como eram os costumes daquelas pessoas, as estruturas sociais, econômicas e políticas, quanto tempo depois dos fatos os textos foram escritos, por quem e em qual idioma, como foram preservados e traduzidos até chegar nos nossos dias. À medida que o estudo avança, percebemos que a Bíblia conta sim fatos reais, porém sem compromisso de relatar tudo de forma fiel à realidade tal qual um historiador. Na verdade, a Bíblia registra a história destacando o que for importante para deixar ao leitor a reflexão do povo que escreve sobre sua fé, seus sofrimentos e suas expectativas de Deus, como Ele agiu em suas vidas. Assim, comparando a vida daquelas pessoas com as nossas, podemos trazer o real sentido de Deus para mais perto de nossa realidade, para conseguirmos entender qual deve ser nosso norte para resolver os problemas de nossa comunidade e de nossa sociedade, como a miséria, as discriminações de gênero, de etnia, de "status" social, de idade, de religião, a criminalidade, a destruição do meio ambiente, a escravidão moderna, o trabalho infantil, a violência contra mulher e demais minorias, o descaso com a saúde e a educação públicas, a corrupção, o desrespeito aos direitos humanos, aos animais pelas indústrias de alimentos etc.

15/05/2026

CEBI Campo Grande /RJ reunido para iniciar os estudos do livro de Daniel.
Contexto histórico, geopolítico, reflexões tb dos tempos atuais que repetem disputas pelo poder econômico, religioso, causando genocídios e guerras.

Na partilha do pão pedimos que a Divina Ruah sopre em nós, fortalecendo a presença na vida dos irmaos e irmãs, pra sermos casa e abrigo, acolher e ser acolhido.

Reflexões...Aurelio Perez - Cebi/Cg - Centro de Estudos Bíblicos de Campo Grande Foi neste dia (noite ) que Jesus se reu...
02/04/2026

Reflexões...

Aurelio Perez - Cebi/Cg - Centro de Estudos Bíblicos de Campo Grande

Foi neste dia (noite ) que Jesus se reuniu com seus discípulos/as para uma “ceia de despedida”. Não dava mais. Depois daquele gesto revolucionário de desafiar as autoridades romanas e o alto clero/TEMPLO, a morte era certa.

Por isso: ceia de despedida.
-com os amigos (mulheres, crianças, homens). Porque na ceia de despedida não poderiam faltar nem as mulheres, nem as crianças.

- E lá fez o gesto maravilhoso: partiu o pão e repartiu a copa( ou ao contrário).
- ⁠Para TODOS ( os Judas, os Pedros, os Tiagos… todos podiam participar. Só os “puros” estavam/estamos descartados . Eles não precisavam do pão do caminho e do vinho da festa.
- ⁠lavou os pés, num gesto de serviço, de humilhação, de escravo.
- ⁠”fazei isto em minha memória"
- ⁠O que? Servir? ser o último? partir-se, repartir-se?
- ⁠Desde aquele dia precisamos ir ao “resgate dessa memória perigosa “.
- ⁠Preferimos “olhar” e não comer/repartir.
- ⁠Preferimos deixá-lo numa caixinha( sacrário ) bem fechado, para que não veja em que transformamos o seu pedido ( “fazei isto”).
- ⁠Preferimos exibi-Lo como um grande troféu em belas e douradas custódias. Um Jesus para ser “adorado “, reverenciado… não para ser “mastigado “, triturado junto com todos os descartados da nossa sociedade. Temos SEQUESTRADO Jesus em nome de uma “santa espiritualidade”.

- ⁠Enquanto não levarmos a sério os gestos de Jesus ( lavar os pés, partir-se, dar-se) teremos transformado o Cristianismo e a Ceia em uma bela “dramatização”, espetáculo, espetacularização da fé, mas não numa :
- ⁠MEMÓRIA PERIGOSA

Feliz quinta feira da partilha, da entrega, do amor total!

Porque é preciso compartilhar essas reflexões do nosso companheiro cebiano Aurelio!!      1° Domingo da Quaresma“E não n...
22/02/2026

Porque é preciso compartilhar essas reflexões do nosso companheiro cebiano Aurelio!!

1° Domingo da Quaresma

“E não nos deixes cair na GRANDE TENTAÇÃO… de abandonar-TE, correndo atrás das mil “tentações” que, como Jesus, passamos todos os dias.

Que a grande tentação de ABANDONAR o projeto de Jesus por formas falsas de viver a missão sejam desafios que não nos desviem do projeto de Jesus:
- manipular Deus e coloca-Lo a nosso serviço. Procurar o nosso próprio interesse. Utiliza-lo de modo egoísta…tranquilizar nossas consciências, vivendo surdos ‘a voz de Deus , que continua gritando para nós:”Aonde está teu irmão”;

- ⁠Renunciar ao “poder e glória”. ( por pequenos que sejam) , com a condição de submeter-nos, como todos os poderosos, aos abusos, mentiras e injustiças, nas quais se apoia o poder. O Reino de Deus não é IMPOSTO, ele é OFERECIDO;

- ⁠Êxito fácil, ostentação? Jesus não foi um Messias TRIUNFALISTA. Ele esteve no meio de nós como aquele que SERVE! Será que a Igreja cede a esta tentação para buscar renome e prestígio … perdidos? Correrá atrás de ostentação e glória ou permanecerá pequena, como a sal, o fermento.

Este é o caminho que Jesus percorreu e que cabe a todos nós, seguidores do Nazareno.
“Porque estava sem abrigo e me acolhestes “. Moradia digna para todos. (CF 2026)

Dizia o sábio (?):
“É diabólico organizar a religião como um sistema de crenças e práticas que DÃO SEGURANÇA. Não se constrói o mundo mais humano refugiando-se cada
um em sua PRÓPRIA RELIGIÃO “ ( Pagola)

Aí está uma das grandes tentações que aborda a leitura deste domingo.

*O poder sempre foi um teste espiritual para a Igreja, mas alguns bispos parecem tratá-lo como vocação* . Alguns bispos ...
17/12/2025

*O poder sempre foi um teste espiritual para a Igreja, mas alguns bispos parecem tratá-lo como vocação* . Alguns bispos dizem que a Igreja existe para servir, mas na prática parecem convencidos de que servir dá muito trabalho. O poder, ao contrário, oferece conforto, visibilidade e reconhecimento. Não exige conversão, apenas boa educação, silêncio oportuno e afagos bem calculados. Por isso, é tão fácil se aproximar dele, e tão difícil manter distância.
O Evangelho fala de pés lavados; a rotina episcopal prefere mãos bem apertadas, especialmente as que concentram influência. A toalha foi guardada, a bacia ficou apenas como símbolo litúrgico, e o discurso sobre serviço segue firme, desde que não precise sair do papel. Afinal, falar de humildade não obriga ninguém a praticá-la.

O poder não converte a Igreja, mas alguns bispos insistem em agradá-lo, como se dele viesse a salvação institucional. Não o enfrentam, não o questionam, não o incomodam. Preferem tratá-lo com delicadeza, justif**ando tudo em nome da prudência, do diálogo e da unidade, palavras elásticas, sempre úteis quando é preciso explicar a ausência de profecia.
Quando o poder passa, a cena se repete: alguns bispos não resistem à reverência exagerada. Curvam-se com naturalidade, sorriem com devoção e ajustam o discurso para não criar constrangimentos. A profecia, essa sim, f**a para depois... ou para outros.

Os pobres continuam presentes nas homilias, mas raramente nas decisões. Servem como tema, não como critério. Já o poder está sempre por perto, orientando escolhas, definindo prioridades e organizando silêncios. E assim, sem perseguição e sem conflito, a Igreja vai se acomodando, não ao Reino de Deus, mas às conveniências do momento.

No fim, a ironia é clara: fala-se muito de cruz, mas prefere-se a segurança do palanque; prega-se o serviço, mas pratica-se a proximidade estratégica; invoca-se Jesus, mas com cuidado para que Ele não incomode demais.
Porque ajoelhar para servir exige conversão, enquanto curvar-se ao poder é apenas questão de costume.

Eliseu Wisniewski

Endereço

Rio De Janeiro, RJ

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