Fiéis da Eparquia Ortodoxa Do Brasil

Fiéis da Eparquia Ortodoxa Do Brasil A Eparquia Ortodoxa do Brasil é jurisdição da Igreja Autocéfala da Polônia. Acontece que esse jornalista também era um padre ortodoxo. Como alimentar a fé? D.

A Eparquia Ortodoxa do Brasil, sob jurisdição da Igreja Autocéfala da Polônia, tem a característica de ter sido constituída a partir de brasileiros que não são descendentes de povos tradicionalmente ortodoxos. O seu ‘povo’ inicial tem sua origem em pessoas residentes em Recife e no Rio de Janeiro que, nos idos de 1985, se dedicavam ao estudo de saberes metafísicos e esotéricos. Essas pessoas buscavam encontrar uma Tradição Sagrada, que ainda se mantivesse autêntica e não contaminada pelo materialismo e racionalismo ocidentais. O grupo de Recife tinha, no seu organizador, um ponto de contato e intercambio com o grupo residente no Rio de Janeiro. Uma série de coincidências levou a que esses dois grupos viessem a promover a vinda de um jornalista e intelectual português, com o objetivo de ministrar, no Rio de Janeiro e em Recife, um curso sobre simbolismo e arte sagrada. Esse encontro do padre ortodoxo com esse grupo de brasileiros causou uma profunda impressão em ambas as partes. Semanas após a partida do padre, os brasileiros receberam, da parte do Metropolita Gabriel de Lisboa, superior hierárquico daquele padre, um convite para visitar o mosteiro ortodoxo que ficava em Mafra-Portugal.

É assim que, na primeira quinzena de julho de 1986, parte para Lisboa um grupo composto de 5 pessoas do Recife e 4 do Rio de Janeiro. Lá chegando, ficaram todos impactados com o ambiente do mosteiro, com a pessoa de Dom Gabriel, com a doutrina ortodoxa, que ele nos apresentava a cada noite até altas madrugadas, e, principalmente, com os Ofícios Divinos cantados em português. O certo é que, alguns dias após a chegada, estavam todos decididos a fazer parte desta grande família das igrejas ortodoxas. Pediram, então, que fossem recebidos como cristãos ortodoxos. Surgiu aí o primeiro problema: como serem batizados e voltar para o Brasil? Como se manterem fiéis à doutrina ortodoxa? No Brasil não se conhecia, naquela altura, nenhuma das igrejas de imigrantes. Dom Gabriel recusava recebê-los na Igreja, numa situação em que não havia perspectiva deles, ao voltarem ao Brasil, continuar a serem santificados e alimentados espiritualmente pelos sacramentos e pela Sagrada Liturgia. Nessa situação emergencial, a solução encontrada foi a de que alguns dos brasileiros aceitassem a ordenação presbiterial para iniciar no Brasil, uma missão da Santa Igreja Ortodoxa. Na festa de Pentecostes do ano de 1986, esses brasileiros foram batizados e crismados na Catedral Ortodoxa de Lisboa. Semanas depois foram celebrados um casamento, uma tonsura monástica e as ordenações de dois padres: o hieromonge Paulo e o presbítero Aléxis, e ainda, dois subdiáconos: os reverendos Alexandre e Filipe. Em julho de 1986 desembarca no Brasil uma perfeita missão de ortodoxos brasileiros, com o intuito de implantar a Fé Ortodoxa neste país. Logo após o retorno desse grupo de nove brasileiros, tivemos no Rio de Janeiro um primeiro batismo de sete pessoas e, no Recife, o de um grupo de vinte e cinco pessoas. Esse foi o início dessa Igreja Ortodoxa voltada para brasileiros. O Metropolita D. Gabriel era integrante do Sínodo vetero-calendarista Grego. No entanto, uma profunda divergência teológica fez com que ele se retirasse daquele Sínodo. Essa divergência consistia em que o arcebispo Auxentios passara a afirmar, a partir de 1987, que a Igreja que não fosse Velho-Calendarista não possuía a Graça Divina e, por isso, não tinha nem Sucessão Apostólica nem Sacramentos. Tal posição doutrinal era inaceitável para D. Gabriel. Após romper com o Sinodo vetero-calendarista, D. Gabriel fez gestões junto a várias Igrejas Ortodoxas canônicas, inclusive junto ao Patriarcado Ecumênico, mas foi a Igreja Ortodoxa Autocéfala da Polônia que respondeu. Com o apoio de Sua Beatitude, o Metropolita Basílio de Varsóvia e de Toda a Polônia, o Metropolita de Lisboa foi aceito no Santo Sínodo polonês. No final de 1989, foi assinado o protocolo de comunhão canônica entre a Metrópole Ortodoxa de Portugal, Espanha e todo Brasil e a Igreja Católica Apostólica Ortodoxa Autocéfala da Polônia, solenidade que ocorreu em Lisboa. Quem presidiu as solenidades representando o Metropolita de Varsóvia foi o, na época, Arcebispo de Bialystok e Gdansk, Sua Excelência Reverendíssima o Sr Dom Sawa, atual Primaz da Igreja da Polônia. No fim do ano de 1991, Dom Gabriel, acompanhado dos Bispos Thiago e Theodoro, do Monsenhor João e ainda do Arquimandrita Chrisóstomo, fez uma visita à Polônia. Na reunião do Sínodo dos Bispos da Igreja da Polônia, realizada durantes as comemorações da Festa da Transfiguração, no Monastério de Grabarka, dois bispos são eleitos: Monsenhor João como Bispo auxiliar para Portugal e o Arquimandrita Chrisóstomo como Bispo residencial para o Brasil. As respectivas sagrações vão ocorrer no mês de dezembro de 1991, em Portugal, contando com a presença do Arcebispo Simão, delegado do Metropolita Basílio de Varsóvia. Em visita ao mosteiro de Mafra, o Metropolita Basílio se encontra com o clero brasileiro
No segundo semestre de 1992 toma posse da Diocese do Rio de Janeiro e Olinda-Recife o primeiro Bispo ortodoxo brasileiro para o Brasil. A Diocese do Brasil, neste momento, era composta de quase mil fiéis, 4 paróquias, 5 missões, 1 Arquimandrita, 10 presbíteros, 1 protodiácono, 4 diáconos, uma dezena de leitores e subdiáconos, alguns estudando e servindo na Metrópole de Portugal. Os monges e rasophores brasileiros, nos mosteiros da Europa, chegaram ao número de 30. Em fevereiro de 1997, Sua Beatitude D. Gabriel – de memória eterna – nasce para os céus. E no transcurso desse mesmo ano, o Arcebispo João é elevado ao cargo de Metropolita de Portugal, Espanha e Todo o Brasil. Em junho de 1998, foi sagrado um Bispo auxiliar para o Brasil, S. Excelência o Sr. Ambrósio, Bispo de Recife. Durante o ano de 2000, conflitos de natureza eclesial e discipinar eclodem envolvendo o Metropolita João, a comunidade de brasileiros ortodoxos e o Metropolita Sawa da Polônia. Surgem conflitos também entre o Metropolita João e a Abadessa do Mosteiro de Mafra. Um grupo de monjas, lideradas pela Abadessa se refugia no Mosteiro Ortodoxo de Gondencourt, França, vinculado ao Patriarcado da Sérvia. Esse refúgio foi obtido com a permissão e a bênção do Metropolita Sawa de Varsóvia. A evolução das divergências entre o Metropolita João e o Santo Sínodo da Polônia levou a ruptura da comunhão canônica. No entanto, os bispos brasileiros não acompanharam D. João. Eles se mantiveram como membros daquele Santo Sínodo. Isso fez com que a Igreja Ortodoxa do Brasil se desvinculasse da Metropolia de Portugal. Em virtude desses acontecimentos, desde o dia 8 de agosto de 2000, a Eparquia do Brasil está sob a proteção direta do homofórion de Sua Beatitude Dom Sawa, Metropolita de Varsóvia e toda Polônia. Essa crise envolvendo a Metropolia de Lisboa, a comunidade de brasileiros ortodoxos e o Santo Sínodo da Polônia resultou em um duro revez para a Eparquia do Brasil. Quatro padres e um diácono do nordeste se transferiram para a jurisdição do patriarcado da Sérvia, e outros 2 diáconos desligaram-se do sacerdócio. No sudeste, um padre migrou para a Igreja Russa fora das fronteiras e outros quatro e mais dois diáconos se desligaram da Igreja. Depois deste golpe, uma nova fase se inicia, marcada pelo desenvolvimento de projetos pastorais, de fortalecimento da fé e também pela aproximação com as Igrejas Ortodoxas originárias da imigração. Iniciou-se a formação de movimentos e organismos vinculados ou postos ao serviço do conjunto das Igrejas Ortodoxas Canônicas presentes no país. A Eparquia Ortodoxa do Brasil, também passou a ter um maior empenho no sentido de melhorar a preparação pastoral do clero, e no sentido de aprofundar o conhecimento dos Ofícios e da Tradição Ortodoxa junto aos fiéis. Hoje no Brasil encontram-se presentes seis Igrejas Ortodoxas Canônicas: quatro com origem na imigração oriunda de povos tradicionalmente ortodoxos, que são os árabes, gregos, russos e ucranianos. E duas Igrejas formadas por brasileiros não descendentes de ortodoxos: a Igreja Ortodoxa sob jurisdição polonesa e a Igreja Ortodoxa sob jurisdição sérvia. O que caracteriza o espirito missionário dessas duas últimas é a tradução do patrimônio da fé ortodoxa para o idioma português, pois que visa a sua difusão entre os brasileiros. Atualmente essas seis Igrejas Ortodoxas irmãs constituem a Assembléia dos Bispos Ortodoxos da América Latina, órgão permanente que visa, entre outros objetivos, a preparação de um Concílio Pan Ortodoxo.

Santo Profeta Miquéias14 de agosto -- Calendário JulianoMiquéias, sexto dos Doze Profetas menores, descendia da Tribo de...
27/08/2026

Santo Profeta Miquéias
14 de agosto -- Calendário Juliano

Miquéias, sexto dos Doze Profetas menores, descendia da Tribo de Judá e era nativo da cidade de Moresheth, localizada ao sul de Jerusalém. Seu serviço teve início por volta do ano 778 a.C. e se estendeu por quase cinquenta anos. Foi contemporâneo do Profeta Isaías.

Suas denúncias tiveram por foco a separação entre os Reinos de Israel e de Judá. O Santo Profeta previu as dificuldades por que passaria Israel antes de sua destruição e os sofrimentos de Judá durante as incursões assírias comandadas pelo Imperador Senaqueribe.

É dele também a profecia sobre o nascimento do Salvador em Belém citada pelo Bem Aventurado Evangelista São Mateus.

As relíquias de Miquéias foram descobertas no quarto século da era cristã em Barapshstia, por meio de uma revelação ao Bispo Zeuinos, de Eleutheropolis.

Venerável Tolo de Cristo Santo Arcádio de Novotorsk14 de agosto-- Calendário JulianoArcádio nasceu na cidade de Vyazma e...
27/08/2026

Venerável Tolo de Cristo Santo Arcádio de Novotorsk
14 de agosto-- Calendário Juliano

Arcádio nasceu na cidade de Vyazma e seus pais eram muito piedosos. Desde a infância aprendeu a oração e a obediência. O jovem cresceu cheio de virtudes: era gentil, prudente e bondoso. Muito cedo escolheu a via do tolo de Cristo para seus esforços ascéticos. Vivia de esmolas e dormia em qualquer lugar que encontrasse, fosse na floresta ou no pórtico das Igrejas.

Sua serenidade abençoada e sua proximidade da natureza tornavam sua figura especialmente peculiar e espiritual e expressava sua indiferença pela futilidade mundana. Quando absorto em oração, Santo Arcádio frequentemente derramava lágrimas de ternura e júbilo espiritual. Embora falasse muito raramente, seus conselhos eram sempre bons, e suas predições sempre se cumpriam.

Um experiente guia, Santo Efraim, Taumaturgo de Novy Torg [comemorado no dia 28 de janeiro], ajudou o jovem asceta a evitar os perigos espirituais enquanto passava pela difícil e incomum façanha da tolice por amor de Cristo.

O povo de Vyazma testemunhou diversos milagres, operados através das orações do Bem Aventurado Arcádio. Mas o santo fugia da glória humana e viajava ao longo do Rio Tvertsa para escapar do assédio. Ali ele partilhava o serviço de seu pai espiritual, Santo Efraim, e junto dele construiu uma igreja e um mosteiro em honra aos Santos Portadores da Paixão Boris e Gleb [comemorados no dia 2 de maio].

Entrando no recém construído mosteiro, Santo Arcádio se tornou um monge e tomou sobre si o serviço de obediência plena ao seu Pai espiritual, Santo Efraim. Nunca faltou uma só Liturgia e era sempre o primeiro a aparecer para as Matinas. Depois do repouso de Santo Efraim, em 1053, Santo Arcádio continuou sua ascese de acordo com os últimos desejos de seu ancião, em oração, jejum e silêncio.

Depois de muitos anos, também ele adormeceu no Senhor, em 13 de dezembro de 1077. As santas relíquias do Bem Aventurado Arcádio, glorificadas por milagres de cura, foram colocadas em uma cripta de pedra na Catedral dos Santos Boris e Gleb, na cidade de Novy Torg, em junho de 1572.

São Máximo Confessor13 de agosto -- Calendário JulianoMáximo nasceu em Constantinopla por volta do ano 580 e foi criado ...
26/08/2026

São Máximo Confessor
13 de agosto -- Calendário Juliano

Máximo nasceu em Constantinopla por volta do ano 580 e foi criado em uma família piedosa. Recebeu excelente educação, estudando filosofia, gramática e retórica. Era erudito nos autores da Antiguidade e dominava os temas filosóficos e teológicos.

Quando entrou para os serviços do Estado, se tornou primeiro secretário [asekretis] e principal conselheiro do Imperador Heráclio [611-641], que ficou impressionado com seu conhecimento e por sua vida virtuosa. São Máximo rapidamente percebeu que o Imperador e muitos outros haviam sido corrompidos pela heresia monotelita, que se espalhava rapidamente pelo Oriente. Renunciou aos seus cargos na corte e partiu para o mosteiro Chrysopolis, onde recebeu a tonsura monástica.

Por sua humildade e sabedoria, logo conquistou o amor da comunidade, que o escolheu como Hegúmeno após uns poucos anos. Em 638, o Imperador Heráclio e o Patriarca Sérgio tentaram minimizar a importância das diferenças de crença e promulgaram um édito, o ''Ekthesis tes pisteos'' [''Exposição da Fé''], que decretava que todos deveriam aceitar o ensinamento de uma só vontade nas duas naturezas do Salvador. Em defesa da Ortodoxia, São Máximo falou com diversas pessoas que ocupavam várias ocupações e posições, sendo bem sucedido com elas.

Não só o clero e os Hierarcas, mas também o povo e os oficiais seculares sentiam algum tipo de atração invisível por ele. Ao perceber a confusão que a heresia monotelita estava causando por todo Oriente e em Constantinopla, São Máximo decidiu deixar seu mosteiro e se refugiar no Ocidente, onde o monotelismo havia sido completamente rejeitado. Desse modo, visitou Bispos da África, fortalecendo-os na fé ortodoxa, e encorajando-os a não serem enganados pelos sofismas dos hereges.

O Quarto Concílio Ecumênico havia condenado o monofisitismo, que ensinava falsamente que o Senhor Jesus Cristo possuía apenas uma natureza, a divina. Influenciados por essa opinião errônea, os monotelitas diziam que em Cristo havia tão somente uma vontade [''thelema''] e tão somente uma energia [''energeia''], o que se constituía em um retorno, por outras vias, à heresia monofisita.

Os hereges eram muito numerosos na Síria, Armênia e Egito. O equívoco era fortalecido entre eles por causa de animosidades regionais, tornando-se uma ameaça séria para a Igreja no Oriente. A luta contra a heresia era particularmente difícil, pois em 630 três dos tronos patriarcais se encontravam ocupados por monotelitas: Constantinopla por Sérgio, Antioquia por Atanásio e Alexandria por Ciro.

São Máximo viajou de Alexandria para Creta, onde começou sua pregação. Ali se opôs a um Bispo, que abraçava as opiniões heréticas de Severo e Nestório. O santo passou seis anos em Alexandria e nas regiões circundantes. O Patriarca Sérgio faleceu no fim de 638, e o Imperador Heráclio em 641. O trono imperial foi ocupado por seu neto, Constans II [642-668], um monotelita confesso. Os ataques dos hereges á Ortodoxia se intensificaram a partir de então.

São Máximo foi a Cartago, onde pregou por cinco anos contra os erros. Quando o Monotelita Pirro, sucessor do Patriarca Sérgio, chegou na cidade fugindo de Constantinopla, onde enfrentou intrigas palacianas, se envolveu em longo debate contra São Máximo. O resultado foi que Pirro admitiu publicamente seu erro e lhe foi permitido reter o título de ''Patriarca''. Escreveu inclusive um livro confessando a fé ortodoxa, e acompanhou São Máximo a Roma, para visitar o papa Theodoro.

No ano 647, São Máximo retornou à África, onde um concílio de bispos monotelitas foi condenado como herético. No ano seguinte, um novo édito foi publicado pelo Imperador Constans II e pelo Patriarca Paulo de Constantinopla, o ''Typos tes pisteos'' [''Modelo da Fé''], que proibia qualquer disputa futura sobre a questão. São Máximo pediu então a São Martinho Confessor [comemorado em 14 de abril], sucessor do papa Theodoro, que examinasse o problema do monotelismo em um Concílio.

O Sínodo Laterano foi convocado em outubro de 649. Cento e cinquenta bispos ocidentais e trinta e sete representantes do oriente estiveram presentes, entre eles São Máximo. O Concílio condenou o monotelismo e o ''Typos''. Os falsos ensinamentos dos Patriarcas Sérgio, Paulo e Pirro foram também anatematizados.

Quando Constans II recebeu as decisões conciliares ordenou que o papa Martinho e São Máximo fossem aprisionados. A ordem se cumpriu somente em 654. São Máximo foi acusado de traição e trancafiado em uma cela. Em 656 foi enviado para a Trácia, e mais tarde trazido de volta para uma prisão em Tsar'Grad.

Ao lhe perguntarem a razão porque não entrava em comunhão com os monotelitas quando praticamente todos os Patriarcas assim se encontravam e até mesmo os delegados do Patriarcado de Roma logo fariam, respondeu: ''O mundo todo pode entrar em comunhão com o Patriarca, mas eu não vou. O Santo Apóstolo Paulo nos diz que Deus anatematiza até mesmo anjos que pregam um novo Evangelho, isto, que introduzem alguma novidade.''

Disseram-lhe: ''a que Igreja você pertence, a de Constantinopla, Roma, Antioquia, Alexandria ou Jerusalém? Todas essas Igrejas estão em concórdia. Se você pertence à Igreja Católica, deve entrar em comunhão conosco de uma vez, a menos que você forje um novo e estranha caminho e caia em um desastre inesperado.'' São Máximo Confessor replicou: ''Cristo, o Senhor, reconhece como Católica aquela Igreja que mantém a verdadeira e salvífica confissão de fé. Ele chamou Pedro de Bem Aventurado por sua confissão correta, sobre a qual Ele construiu Sua Igreja.''

O santo e dois de seus discípulos foram submetidos a cruéis tormentos. A língua e a mão direita deles foram cortadas. Então foram exilados em Skemarum, na Scythia, suportando muitos sofrimentos e dificuldades na viagem. Depois de três anos, o Senhor revelou a São Máximo o momento de sua morte [13 de agosto de 662].

Três velas apareceram sobre o túmulo de São Máximo e queimaram miraculosamente. Esse foi um sinal de que ele era um archote da Ortodoxia e que continuava brilhando com exemplo de virtude para todos. Muitas curas passaram a ocorrer em sua tumba.

São Máximo deixou um grande legado teológico para a Igreja. Suas obras exegéticas contêm explicações para passagens difíceis das Sagradas Escrituras. Seus livros dogmáticos incluem a Exposição de sua disputa com Pirro e muitos tratados e cartas a várias pessoas. Nelas se encontram ensinamentos ortodoxos sobre a Essência Divina e as Hipóstases da Santíssima Trindade, sobre a Encarnação do Verbo de Deus e sobre a ''theosis'' [''deificação''] da natureza humana. São Máximo também produziu escritos sobre antropologia, deliberando sobre a natureza da alma e sua existência consciente após a morte.

Santos Mártires Aniceto e Fócio de Nicomedia12 de agosto -- Calendário JulianoAniceto e Fócio, seu sobrinho, eram nativo...
25/08/2026

Santos Mártires Aniceto e Fócio de Nicomedia
12 de agosto -- Calendário Juliano

Aniceto e Fócio, seu sobrinho, eram nativos de Nicomedia. O primeiro era oficial militar e denunciou o Imperador Diocleciano [284-305] por construir na praça da cidade um instrumento de tortura e execução visando amedrontar os cristãos.

Enraivecido, o Imperador ordenou que Aniceto fosse supliciado e atirado às feras selvagens. Mas os leões acabavam por se deitar mansamente aos seus pés.

De repente houve um forte terremoto que resultou no colapso do templo de Hércules e muitos pagãos pereceram sob as paredes que caíram. O carrasco, que empunhava a espada para decapitar o santo, caiu sem sentidos.

Eles tentaram matar Santo Aniceto na roda de tortura e queimá-lo em uma fogueira, mas a roda emperrou e o fogo se extinguiu. Lançaram-no então em um caldeirão com óleo fervente, mas o líquido esfriou. Desse modo o Senhor preservou Seu servo para a edificação de muitos.

O sobrinho do mártir, São Fócio, saudou seu tio e se voltou para o Imperador dizendo, ''ó idólatra, seus deuses nada são!'' Os dois mártires foram jogados na prisão.

Depois de três dias, Diocleciano exigiu deles a apostasia em troca de glórias e riquezas. Mas os mártires se recusaram e confessaram mais uma vez sua fé em Cristo.

As torturas continuaram, mas os santos escapavam ilesos de todas as tentativas de execução. Muitos cristãos, inspirados pelo que ocorria com Santo Aniceto e São Fócio, confessaram publicamente sua fé. Muitos pagãos se converteram.

Os nomes dos santos são mencionados na Benção das Águas.

Santo Mártir Euplo de Catania11 de agosto -- Calendário JulianoEuplo sofreu no ano 304, sob os Imperadores Diocleciano [...
25/08/2026

Santo Mártir Euplo de Catania
11 de agosto -- Calendário Juliano

Euplo sofreu no ano 304, sob os Imperadores Diocleciano [284-305] e Maximiano [305-311]. Ele servia a Igreja como Diácono na cidade de Catania, na Sicília.

Certa feita, enquanto explicava a Boa Nova a uma multidão que se encontrava reunida, foi preso e levado diante do governador da cidade, Calvisiano. Santo Euplo afirmou ser cristão e denunciou a impiedade do culto idolátrico. Foi assim condenado à tortura.

Jogaram-no na prisão, onde passou sete dias em oração. O Senhor fez com que uma fonte de água fluísse na cela para aplacar a sede do santo.

Levado pela segunda vez ao tribunal, mais uma vez confessou sua fé em Cristo e denunciou os carrascos por derramarem sangue de cristãos inocentes. O juiz ordenou que as orelhas do santo fossem arrancadas e que ele fosse decapitado.

Quando o levaram para a execução, penduraram um Evangelho em seu pescoço. Pedindo tempo para orar, Santo Euplo começou a explicar a Boa Nova aos que o rodeavam, convertendo a muitos.

Os soldados o decapitaram com uma espada. Suas santas relíquias se encontram na aldeia de Vico della Batonia, perto de Nápoles.

Synaxis dos Santos de Solovki09 de agosto -- Calendário JulianoAs remotas florestas da Rússia do século XV se tornaram r...
23/08/2026

Synaxis dos Santos de Solovki
09 de agosto -- Calendário Juliano

As remotas florestas da Rússia do século XV se tornaram refúgio para ascetas zelosos que partilhava da vida angélica e uma concentrada comunhão com Deus. Foi por essa razão que Germano escolheu habitar na área pouco povoada nas costas do Mar Branco.

Como outros eremitas, se estabeleceu próximo de uma capela para poder participar dos Divinos Mistérios. Ali, perto do Rio Vyg, teve a companhia de outro monge, Sabátio, que já possuía muitos anos de vida solitária, inclusive no Mosteiro de Valaam.

Mas em todo lugar sua santidade levantava louvores dos homens, e por isso ele buscava um lugar desabitado. Tanto ele quanto Germano escolheram uma ilha com abundância de frutos silvestres e peixes e que, na maior parte do ano, era inacessível.

Ele e Sabátio construíram um bote e, em 1429, se estabeleceram juntos no local, em um pequeno monte acima da praia. Ali começaram a cultivar o solo enquanto permaneciam imersos em oração incessante.

O Maligno, no entanto, instou maus pensamentos nos corações dos pescadores da região contra aqueles que vivam na ilha.

Desse modo, alguns deles buscavam expulsar os monges da ilha para que pudessem monopolizar os recursos do local. Mas eles receberam uma visita atemorizante à noite, de jovens luminosos que os admoestavam a deixar a ilha pois ela havia sido dada aos monges, de outra forma seriam punidos por Deus. A partir de então, nenhum leigo ousou mais viver no local.

Seis anos se passaram até que São Germano decidiu retornar ao continente, deixando Sabátio na companhia de Deus e de Seus anjos. Mas pouco depois, o eremita recebeu a notícia que em breve repousaria no Senhor, e também deixou a ilha para poder partilhar dos Divinos Mistérios em uma paróquia.

São Sabátio encontrou um hieromonge que ficou de lhe trazer a Santa Eucaristia mas, quando retornava para junto do ancião, o encontrou já falecido em meio ao odor de incenso, e, junto com um comerciante que também passava por ali, o sepultou.

São Germano, enquanto isso, vivia perto do rio Onega, onde orientava um jovem monge chamado Zosimas. Junto com ele, partiu para Solovki, e ali tiveram a visão de uma magnífica igreja no ar e da região toda banhada de luz.

Os dois ascetas construíram celas e plantaram um jardim. Depois de algum tempo, São Germano deixou Zosimas sozinho para suportar e vencer as tentações da vida solitária. No ano seguinte, retornou com mais um discípulo, um pescador chamado Marco.

Gradualmente outros se uniram a eles na luta pelas benções celestes. No lugar em que tiveram a visão da igreja luminosa, construíram uma capela dedicada à Transfiguração do Senhor.

Quando São Zosimas foi apontado Hegúmeno da nova comunidade, teve como uma de suas primeiras medidas transferir as relíquias de São Sabátio para a ilha, o que aconteceu em 1465, trinta anos depois do repouso do santo asceta. As relíquias se encontravam incorruptas.

Aconselhando-se com São Germano a respeito de todas as coisas, São Zosima governou sabiamente a comunidade até adormecer em paz no Senhor, em 17 de abril de 1478.

São Germano faleceu em idade bastante avançada, no mosteiro de Santo Antônio Romano, em Novgorod, onde havia ido a pedido do Hegúmeno da comunidade. Em 30 de julho suas relíquias foram transferidas para Solovki, onde aguarda a Ressurreição Geral.

Venerável São Pimen, o adoentado07 de agosto -- Calendário JulianoSão Pimen alcançou o Reino dos Céus suportando graves ...
20/08/2026

Venerável São Pimen, o adoentado
07 de agosto -- Calendário Juliano

São Pimen alcançou o Reino dos Céus suportando graves doenças. O asceta russo cresceu e viveu com vários problemas de saúde, mas elas lhe preservaram dos males da alma.

Vivendo no fim do século XI e início do XII, Pimen pediu aos seus pais para ser levado ao mosteiro das cavernas de Kiev. Assim fizeram, e oravam pelo restabelecimento de sua saúde. O santo, porém, consciente do valor do sofrimento, pediu ao Senhor pela continuidade de seu estado doentio. Ali abraçou a vida monástica e foi tonsurado por anjos que, aparecendo à noite na frente de membros da comunidade, lhe contaram que recobraria a saúde somente perto de sua morte.

Passou vinte anos em severos sofrimentos, e um dia, tal como lhe foi previsto, ficou saudável. Depois de tomar os Santos Mistérios, indicou à comunidade o local de seu sepultamento, em um lugar onde outros monges haviam sido enterrados. Contou-lhes que havia ali o corpo de um monge que, embora houvesse sido enterrado com seu schema, se encontrava agora nu; e de outro que, embora enterrado nu, estava agora com vestes monásticas.

Eventos miraculosos ocorreram no dia de seu repouso, e suas santas relíquias se encontram hoje nas cavernas Antoniev.

Festa da Santa Transfiguração de Nosso Senhor Deus e Salvador Jesus CristoSegunda ''Festa do Salvador'' em Agosto06 de a...
19/08/2026

Festa da Santa Transfiguração de Nosso Senhor Deus e Salvador Jesus Cristo
Segunda ''Festa do Salvador'' em Agosto
06 de agosto -- Calendário Juliano

DISCURSO SOBRE A SANTA TRANSFIGURAÇÃO DE NOSSO SENHOR, DEUS E SALVADOR JESUS CRISTO

de São Gregório Palamas, Arcebispo da Tessalônica

Para explicar a presente Festa e entender sua verdade é necessário que nos voltemos para o início da leitura do Evangelho de hoje: '' Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e conduziu-os à parte a uma alta montanha.'' (Mt.17:1).

Antes de tudo devemos perguntar, a partir de quando o evangelista Mateus começou a contar os seis dias? Que tipo de dia é esse? O que indica a anterior mudança de expressão, quando o Salvador, ensinando aos seus discípulos, lhes diz: ''Porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai com seus anjos, e então recompensará a cada um segundo suas obras”, e ainda : ''Em verdade vos declaro: muitos destes que aqui estão não verão a morte sem que tenham visto o Filho do Homem voltar na majestade de seu Reino'' (Mt.16:27-28)? Isso quer dizer que é a Luz de Sua própria Transfiguração futura que Ele chama de Glória de Seu Pai e de Seu Reino.

O Evangelista Lucas aponta e revela mais claramente ao dizer: ''Passados uns oitos dias, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, e subiu ao monte para orar. Enquanto orava, transformou-se o seu rosto e as suas vestes tornaram-se resplandecentes de brancura.” (Lc 9:28-29). Mas como podem ambos serem reconciliados se um diz que o intervalo de tempo foi de oito dias entre as afirmações e a manifestação, enquanto o outro diz: ''depois de seis dias''?

Eram oito na montanha, mas só seis visíveis. Três, Tiago, Pedro e João, haviam subido com Jesus, e viram Moisés e Elias lá em pé e conversando com Ele. Entretanto, o Pai e o Espírito Santo estavam invisivelmente com o Senhor: O Pai, com Sua voz testificando que aquele era Seu Filho Amado, e o Espírito Santo brilhando com Ele na nuvem radiante. Assim, os seis eram na verdade oito, e não há contradição em relação ao oito. De modo similar, não há contradição entre os Evangelistas quando um diz ''depois de seis dias'', e o outro diz ''passados oito dias''.

Mas esses dizeres com mais de um sentido nos apresentam um conjunto de mistérios ao lado desse sobre os que realmente se encontravam presentes na Montanha. É lógico, e todos que estudam racionalmente as Escrituras sabem, que os Evangelistas estão de acordo. Lucas falou de oito dias sem contradizer Mateus, que declara ''depois de seis dias''. Não há outro dia acrescentado para representar o dia em que estas afirmações foram pronunciadas, nem é somado o dia em que o Senhor foi transfigurado [como uma pessoa racional pode razoavelmente imaginar ter sido acrescentado aos dias de Mateus].

O Evangelista Lucas não diz ''depois de oito dias'' [como o Evangelista Mateus diz ''depois de seis dias''], mas sim ''passados oitos dias''. Mas onde os Evangelistas parecem se contradizer, eles na verdade apontam para algo maior e mais misterioso. De fato, por que eles dizem ''depois de seis dias'', mas o outro, ignorando o sétimo dia, tem em mente o oitavo dia? Porque a grande visão da Luz da Transfiguração do Senhor é o mistério do Oitavo Dia, isto é, do século futuro, a ser revelado após o mundo criado em seis dias ter passado.

E sobre o poder do Espírito Divino, através de Quem o Reino de Deus é revelado, o Senhor prediz: ''Há alguns aqui que não passarão pela morte sem que tenham visto chegar o Filho do Homem em Seu Reino'' (Mt. 16:28). Em todo lugar e de todas as formas o Rei estará presente, e todo lugar será Seu Reino, já que o advento do Reino não significa passar de um lugar para outro, mas sim a revelação do poder do Espírito Divino. Daí porque Ele diz: ''vem em poder''. E esse poder não se manifesta para pessoas ordinárias, mas para os que permanecem com o Senhor, isto é, aqueles que firmaram sua fé Nele como fez Pedro, Tiago e João, e especialmente aqueles que estão livres da corrupção natural. E precisamente por causa disso Deus se manifestou sobre o Monte, por um lado descendo de Suas Alturas, e por outro lado, elevando-nos dos abismos da corrupção, já que o Transcendente tomou natureza mortal. Certamente, tal manifestação visível ultrapassa de longe os limites do alcance da mente, já que efetuado pelo poder do Espírito Divino.

Assim, a Luz da Transfiguração do Senhor não é algo que vem a ser e depois se esvanece, nem está sujeita às faculdades sensoriais, embora seja contemplada por olhos corpóreos por curto tempo sobre uma montanha desimportante. Mas os iniciados ao Mistérios, (os discípulos) do Senhor passaram para além da carne, para o espírito, através de uma transformação de seus sentidos, efetuada no interior deles pelo Espírito, e foi desse modo que contemplaram em que medida o Espírito produziu neles a bem aventurança para que vissem a Luz Inefável. Aqueles que não alcançaram esse ponto conjecturaram que os escolhidos dentre os Apóstolos contemplaram a Luz da Transfiguração do Senhor por meio de uma faculdade criada e sensual, e desse jeito tentaram reduzir ao nível da criatura não apenas essa Luz, o Reino e a Glória de Deus, mas também o Poder do Espírito Divino, através de Quem os Mistérios Divinos são revelados. Com toda a probabilidade, tais pessoas não ouviram as palavras do Apóstolo Paulo: ''Coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou (Is 64,4), tais são os bens que Deus tem preparado para aqueles que o amam.Todavia, Deus no-las revelou pelo seu Espírito, porque o Espírito penetra tudo, mesmo as profundezas de Deus'' (1 Cor 2:9-10). [...]''

Os Sete Jovens ''Adormecidos'' de Éfeso04 de agosto -- Calendário JulianoMaximiliano, Jâmblico, Martiniano, João, Dionís...
17/08/2026

Os Sete Jovens ''Adormecidos'' de Éfeso
04 de agosto -- Calendário Juliano

Maximiliano, Jâmblico, Martiniano, João, Dionísio, Exacustodiano (Constantino) e Antonino viveram no século III. Maximiliano era filho do administrador da cidade de Éfeso, e os demais seis jovens pertenciam a famílias ilustres da mesma cidade. Eles eram amigos desde crianças e todos adentraram juntos o serviço militar.

Quando o Imperador Décio [249-251] chegou em Éfeso, ordenou que todos os cidadãos oferecessem sacrifícios aos deuses. A tortura e a morte esperavam aqueles que desobedecessem. Os sete jovens foram denunciados por informantes e convocados para responder às acusações. Diante do Imperador, eles confessaram sua fé em Cristo. Seus cinturões e insígnias militares foram tomados. Décio permitiu que fossem libertados, esperando que eles mudassem de idéia enquanto ele, o Imperador, se encontrava em campanha.

Os jovens fugiram da cidade e se esconderam em uma caverna no Monte Ochlon, onde passavam o tempo em oração, se preparando para o martírio. O mais jovem deles, São Jâmblico, era encarregado de, vestido como mendigo para não ser reconhecido, ir de vez em quando à cidade comprar pão. Foi assim que soube que o Imperador havia retornado e que procurava por eles.

São Maximiano instou seus companheiros a deixarem a caverna e se apresentarem o tribunal. Mas Décio descobriu o esconderijo dos jovens, e ordenou que a entrada da caverna fosse selada com pedras, para que morressem de sede e fome. Dois dos dignitários que bloquearam a entrada da caverna eram cristãos em segredo, e desejando preservar a memória dos mártires colocaram duas placas de metal na entrada selada. Nelas se podia ler os nomes e os detalhes da paixão e morte dos sete jovens.

O Senhor colocou os jovens em um sono miraculoso que durou cerca de dois séculos. No decorrer desse tempo, as perseguições contra os cristãos haviam cessado. Durante o Reinado do Santo Imperador Teodósio o Jovem [408-450] havia hereges que negavam a ressurreição geral dos mortos na Segunda Vinda do Senhor Jesus Cristo. Alguns deles perguntavam, ''Como pode acontecer a ressurreição dos mortos já que tanto os corpos quantos as almas deixaram de existir e foram desintegrados?'' Outros afirmavam, ''Apenas as almas serão restauradas, já seria impossível aos corpos ressurgirem e viverem depois de mil anos ou mais''. Portanto, o Senhor revelou o mistério da Ressurreição dos mortos e da vida futura através dos sete santos.

O proprietário da terra em que o Monte Ochlon estava localizado descobriu a entrada selada da caverna e seus trabalhadores a abriram. O Senhor havia mantido os jovens vivos, e eles despertaram de seu sono, sem sabe que haviam se passado dois séculos. Seus corpos e roupas estavam completamente preservados. Preparados para aceitar a tortura, os jovens pediram mais uma vez a São Jâmblico para comprar pão na cidade.

Ao chegar em Éfeso, o Santo ficou atônito ao ver cruzes no topo de vários edifícios. Ouvindo o Nome de Jesus ser pronunciado de forma livre, começou a duvidar que estivesse de verdade se aproximando de sua própria cidade. Quando pagou pelo pão, Jâmblico deu ao comerciante moedas com a imagem de Décio. Foi detido sob acusação de estar retendo dinheiro antigo, e assim foi levado ao administrador da cidade, que era o Bispo de Éfeso. Ouvindo as respostas do jovem, o Bispo percebeu que Deus lhe estava revelando algum tipo de mistério, e foi, acompanhado de outras pessoas, à caverna.

Na entrada, o hierarca encontrou o selo e o abriu. Ele leu na placa de metal o nome dos sete jovens e sobre a perseguição que sofreram. Entrando na caverna, encontrou os jovens vivos, todos se regozijaram e perceberam que o Senhor, ao acordá-los do longo sono, mostrava à Igreja o mistério da Ressurreição dos mortos. Logo o próprio Imperador chegou a Éfeso e falou com os jovens.

E então os sete jovens, à vista de todos, deitaram no chão e caíram novamente no sono, desta vez até a Ressurreição Geral. O Imperador desejava colocar cada um deles em caixões ornamentados por jóias, mas eles apareceram em um sonho e lhe disseram que seus corpos deveriam ser deixados no chão da caverna. No século XII,o Hegúmeno russo Daniel, em uma peregrinação, viu as santas relíquias dos sete jovens em uma caverna. Há uma segunda comemoração dos sete jovens no dia 22 de outubro, dia que, de acordo com uma tradição, eles adormeceram mais uma vez nesse data.

Bem Aventurado Tolo de Cristo São Basílio02 de agosto -- Calendário JulianoBasílio nasceu em dezembro de 1468 no pórtico...
15/08/2026

Bem Aventurado Tolo de Cristo São Basílio
02 de agosto -- Calendário Juliano

Basílio nasceu em dezembro de 1468 no pórtico da igreja de Elokhovsk, que homenageia o Santo Ícone de Theotokos de Vladimir. Seus pais eram camponeses e enviaram o filho para aprender o ofício de sapateiro. Durante o aprendizado, o mestre de Basílio percebeu que ele não se tratava de um homem ordinário dadas as profecias que o jovem era capaz de pronunciar.

Certa vez, um comerciante veio à loja para encomendar um par de grandes botas que pretendia usar por um uno inteiro sem que precisasse tirá-las. Basílio lhe disse, ''Nós a faremos, e você não vai retirá-las''. Dias depois o comerciante morreu.

Aos 16 anos, Basílio foi para Moscou e começou a exibir sua ''loucura'' por meio de ações simbólicas. Andava nu e descalço, sendo espancado e ridicularizado por muitos. O Santo pregava a misericórdia e doava suas esmolas para outros que não tinham coragem de pedir em público. Para salvar a todos, o Abençoado tolo de Cristo visitava também as tavernas para levar aos que se aproximavam da ruína a bondade que dele transbordava.

Purificado por seus esforços e pela oração de sua alma, São Basílio também possuía o dom de ver o futuro. Através de sinais, falava das punições vindouras por causa dos pecados cometidos, e também das recompensas por causa dos bons atos. Recebeu do Senhor os dons do discernimento e da taumaturgia.

Por suas orações, toda a Rússia se viu livre da invasão do Khan da Criméia, Makhment-Guirey, em 1521. O Khan havia saqueado os subúrbios de Moscou quando ficou atemorizado pela visão de um grande número de legiões, retirando-se assim das terras russas. Previu a grande conflagração em Moscou, em 1547; por meio da oração extinguiu uma conflagração em Novgorod; certa feita chamou vigorosamente a atenção do Tsar Ivan o Terrível porque este se ocupava com pensamentos mundanos na nave da Igreja.

Dava lições de piedade ao povo nas praças e ruas. Ele encontrava um grão de bondade mesmo naquelas pessoas mais desprezadas e pecadoras, a quem ajudava com co***lo e orientação.

São Basílio passava as noites em oração e meditação na porta da Igreja,O Bem Aventurado Tolo de Cristo repousou no Senhor em 2 de agosto de 1557. Uma descrição resume algumas das características de São Basílio: ''todo nu, na mão um bastão''.

Endereço

CATEDRAL DA APRESENTAÇÃO SANTÍSSIMA VIRGEM MARIA Rua Saint Roman 226, Copacabana/Rio De Janeiro/
Rio De Janeiro, RJ

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