Fiéis da Eparquia Ortodoxa Do Brasil

Fiéis da Eparquia Ortodoxa Do Brasil A Eparquia Ortodoxa do Brasil é jurisdição da Igreja Autocéfala da Polônia. Acontece que esse jornalista também era um padre ortodoxo. Como alimentar a fé? D.

A Eparquia Ortodoxa do Brasil, sob jurisdição da Igreja Autocéfala da Polônia, tem a característica de ter sido constituída a partir de brasileiros que não são descendentes de povos tradicionalmente ortodoxos. O seu ‘povo’ inicial tem sua origem em pessoas residentes em Recife e no Rio de Janeiro que, nos idos de 1985, se dedicavam ao estudo de saberes metafísicos e esotéricos. Essas pessoas busca

vam encontrar uma Tradição Sagrada, que ainda se mantivesse autêntica e não contaminada pelo materialismo e racionalismo ocidentais. O grupo de Recife tinha, no seu organizador, um ponto de contato e intercambio com o grupo residente no Rio de Janeiro. Uma série de coincidências levou a que esses dois grupos viessem a promover a vinda de um jornalista e intelectual português, com o objetivo de ministrar, no Rio de Janeiro e em Recife, um curso sobre simbolismo e arte sagrada. Esse encontro do padre ortodoxo com esse grupo de brasileiros causou uma profunda impressão em ambas as partes. Semanas após a partida do padre, os brasileiros receberam, da parte do Metropolita Gabriel de Lisboa, superior hierárquico daquele padre, um convite para visitar o mosteiro ortodoxo que ficava em Mafra-Portugal.

É assim que, na primeira quinzena de julho de 1986, parte para Lisboa um grupo composto de 5 pessoas do Recife e 4 do Rio de Janeiro. Lá chegando, ficaram todos impactados com o ambiente do mosteiro, com a pessoa de Dom Gabriel, com a doutrina ortodoxa, que ele nos apresentava a cada noite até altas madrugadas, e, principalmente, com os Ofícios Divinos cantados em português. O certo é que, alguns dias após a chegada, estavam todos decididos a fazer parte desta grande família das igrejas ortodoxas. Pediram, então, que fossem recebidos como cristãos ortodoxos. Surgiu aí o primeiro problema: como serem batizados e voltar para o Brasil? Como se manterem fiéis à doutrina ortodoxa? No Brasil não se conhecia, naquela altura, nenhuma das igrejas de imigrantes. Dom Gabriel recusava recebê-los na Igreja, numa situação em que não havia perspectiva deles, ao voltarem ao Brasil, continuar a serem santificados e alimentados espiritualmente pelos sacramentos e pela Sagrada Liturgia. Nessa situação emergencial, a solução encontrada foi a de que alguns dos brasileiros aceitassem a ordenação presbiterial para iniciar no Brasil, uma missão da Santa Igreja Ortodoxa. Na festa de Pentecostes do ano de 1986, esses brasileiros foram batizados e crismados na Catedral Ortodoxa de Lisboa. Semanas depois foram celebrados um casamento, uma tonsura monástica e as ordenações de dois padres: o hieromonge Paulo e o presbítero Aléxis, e ainda, dois subdiáconos: os reverendos Alexandre e Filipe. Em julho de 1986 desembarca no Brasil uma perfeita missão de ortodoxos brasileiros, com o intuito de implantar a Fé Ortodoxa neste país. Logo após o retorno desse grupo de nove brasileiros, tivemos no Rio de Janeiro um primeiro batismo de sete pessoas e, no Recife, o de um grupo de vinte e cinco pessoas. Esse foi o início dessa Igreja Ortodoxa voltada para brasileiros. O Metropolita D. Gabriel era integrante do Sínodo vetero-calendarista Grego. No entanto, uma profunda divergência teológica fez com que ele se retirasse daquele Sínodo. Essa divergência consistia em que o arcebispo Auxentios passara a afirmar, a partir de 1987, que a Igreja que não fosse Velho-Calendarista não possuía a Graça Divina e, por isso, não tinha nem Sucessão Apostólica nem Sacramentos. Tal posição doutrinal era inaceitável para D. Gabriel. Após romper com o Sinodo vetero-calendarista, D. Gabriel fez gestões junto a várias Igrejas Ortodoxas canônicas, inclusive junto ao Patriarcado Ecumênico, mas foi a Igreja Ortodoxa Autocéfala da Polônia que respondeu. Com o apoio de Sua Beatitude, o Metropolita Basílio de Varsóvia e de Toda a Polônia, o Metropolita de Lisboa foi aceito no Santo Sínodo polonês. No final de 1989, foi assinado o protocolo de comunhão canônica entre a Metrópole Ortodoxa de Portugal, Espanha e todo Brasil e a Igreja Católica Apostólica Ortodoxa Autocéfala da Polônia, solenidade que ocorreu em Lisboa. Quem presidiu as solenidades representando o Metropolita de Varsóvia foi o, na época, Arcebispo de Bialystok e Gdansk, Sua Excelência Reverendíssima o Sr Dom Sawa, atual Primaz da Igreja da Polônia. No fim do ano de 1991, Dom Gabriel, acompanhado dos Bispos Thiago e Theodoro, do Monsenhor João e ainda do Arquimandrita Chrisóstomo, fez uma visita à Polônia. Na reunião do Sínodo dos Bispos da Igreja da Polônia, realizada durantes as comemorações da Festa da Transfiguração, no Monastério de Grabarka, dois bispos são eleitos: Monsenhor João como Bispo auxiliar para Portugal e o Arquimandrita Chrisóstomo como Bispo residencial para o Brasil. As respectivas sagrações vão ocorrer no mês de dezembro de 1991, em Portugal, contando com a presença do Arcebispo Simão, delegado do Metropolita Basílio de Varsóvia. Em visita ao mosteiro de Mafra, o Metropolita Basílio se encontra com o clero brasileiro
No segundo semestre de 1992 toma posse da Diocese do Rio de Janeiro e Olinda-Recife o primeiro Bispo ortodoxo brasileiro para o Brasil. A Diocese do Brasil, neste momento, era composta de quase mil fiéis, 4 paróquias, 5 missões, 1 Arquimandrita, 10 presbíteros, 1 protodiácono, 4 diáconos, uma dezena de leitores e subdiáconos, alguns estudando e servindo na Metrópole de Portugal. Os monges e rasophores brasileiros, nos mosteiros da Europa, chegaram ao número de 30. Em fevereiro de 1997, Sua Beatitude D. Gabriel – de memória eterna – nasce para os céus. E no transcurso desse mesmo ano, o Arcebispo João é elevado ao cargo de Metropolita de Portugal, Espanha e Todo o Brasil. Em junho de 1998, foi sagrado um Bispo auxiliar para o Brasil, S. Excelência o Sr. Ambrósio, Bispo de Recife. Durante o ano de 2000, conflitos de natureza eclesial e discipinar eclodem envolvendo o Metropolita João, a comunidade de brasileiros ortodoxos e o Metropolita Sawa da Polônia. Surgem conflitos também entre o Metropolita João e a Abadessa do Mosteiro de Mafra. Um grupo de monjas, lideradas pela Abadessa se refugia no Mosteiro Ortodoxo de Gondencourt, França, vinculado ao Patriarcado da Sérvia. Esse refúgio foi obtido com a permissão e a bênção do Metropolita Sawa de Varsóvia. A evolução das divergências entre o Metropolita João e o Santo Sínodo da Polônia levou a ruptura da comunhão canônica. No entanto, os bispos brasileiros não acompanharam D. João. Eles se mantiveram como membros daquele Santo Sínodo. Isso fez com que a Igreja Ortodoxa do Brasil se desvinculasse da Metropolia de Portugal. Em virtude desses acontecimentos, desde o dia 8 de agosto de 2000, a Eparquia do Brasil está sob a proteção direta do homofórion de Sua Beatitude Dom Sawa, Metropolita de Varsóvia e toda Polônia. Essa crise envolvendo a Metropolia de Lisboa, a comunidade de brasileiros ortodoxos e o Santo Sínodo da Polônia resultou em um duro revez para a Eparquia do Brasil. Quatro padres e um diácono do nordeste se transferiram para a jurisdição do patriarcado da Sérvia, e outros 2 diáconos desligaram-se do sacerdócio. No sudeste, um padre migrou para a Igreja Russa fora das fronteiras e outros quatro e mais dois diáconos se desligaram da Igreja. Depois deste golpe, uma nova fase se inicia, marcada pelo desenvolvimento de projetos pastorais, de fortalecimento da fé e também pela aproximação com as Igrejas Ortodoxas originárias da imigração. Iniciou-se a formação de movimentos e organismos vinculados ou postos ao serviço do conjunto das Igrejas Ortodoxas Canônicas presentes no país. A Eparquia Ortodoxa do Brasil, também passou a ter um maior empenho no sentido de melhorar a preparação pastoral do clero, e no sentido de aprofundar o conhecimento dos Ofícios e da Tradição Ortodoxa junto aos fiéis. Hoje no Brasil encontram-se presentes seis Igrejas Ortodoxas Canônicas: quatro com origem na imigração oriunda de povos tradicionalmente ortodoxos, que são os árabes, gregos, russos e ucranianos. E duas Igrejas formadas por brasileiros não descendentes de ortodoxos: a Igreja Ortodoxa sob jurisdição polonesa e a Igreja Ortodoxa sob jurisdição sérvia. O que caracteriza o espirito missionário dessas duas últimas é a tradução do patrimônio da fé ortodoxa para o idioma português, pois que visa a sua difusão entre os brasileiros. Atualmente essas seis Igrejas Ortodoxas irmãs constituem a Assembléia dos Bispos Ortodoxos da América Latina, órgão permanente que visa, entre outros objetivos, a preparação de um Concílio Pan Ortodoxo.

Venerável São João, discípulo de São Gregório Decapolita18 de abril -- Calendário JulianoJoão nasceu no fim do século VI...
01/05/2026

Venerável São João, discípulo de São Gregório Decapolita
18 de abril -- Calendário Juliano

João nasceu no fim do século VIII. Quando jovem, tornou-se discípulo do monge Gregório Decapolita, e aceitou dele a tonsura monástica no mosteiro de Soluneia, em Tessalônica. Guiado por este mestre experiente, João alcançou um elevado grau de realização espiritual.

Quando o imperador Leo o Armênio [813-820] renovou a perseguição iconoclasta aos ortodoxos, tanto São Gregório Decapolita quanto o santo monge João e São José o músico sofreram pela defesa da iconodoulia [veneração dos ícones].

Santo Mártir Suchias e seus soldados na Geórgia15 de abril -- Calendário JulianoSuchias e seus companheiros eram dignatá...
28/04/2026

Santo Mártir Suchias e seus soldados na Geórgia
15 de abril -- Calendário Juliano

Suchias e seus companheiros eram dignatários ilustres que serviam na corte do governante da "Albania Caucasiana'', um Reino localizado no atual Azerbaijão. Eles chegaram em Artashat, capital da antiga Armênia e cidade posteriormente destruída pelos romanos em 163, escoltando Satenika, filha do governante albanês e esposa do Imperador armênio Artaxar [88-123].

Ali se encontrava pregando a Boa Nova um cristão grego de nome Chrysos, que foi iluminado e ordenado pelo Santo Apóstolo Judas Tadeu. Todos eles se converteram e resolveram devotar suas vidas ao serviço de Deus.

Os dezessete convertidos gruzinianos [georgianos] seguiram Chrysos à Mesopotâmia, onde foram batizados nas águas do Eufrates. Neste lugar, os santos ergueram uma venerável cruz e a chamaram de "Cruz da Anunciação", e todos receberam do Bispo Chrysos novos nomes -- Suchias [em lugar de seu velho nome Bagadras], André, Anastasias, Talale, Theodorites, Juhirodion, Jordão, Kondrates, Lukian, Minmenons, Nerangios, Polyeuktos, Tiago, Phoki, Domentiano, Victor e Zózimo.

Depois do martírio do Abençoado Chrysos, São Suchias tornou-se o líder espiritual daquela comunidade. Eles se estabeleceram em uma localidade selvagem no Monte Sukaketi, não muito distante da aldeia montanhosa de Bagrevandi. Ali viviam em uma vida de estrita ascese, alimentando-se da vegetação e bebendo água dos rios da região.

O novo governante da Albania, Datianos, ouviu falar da comunidade e soube que eram os antigos oficiais que abandonaram o mundo e abraçaram a fé cristã. Ele enviou um destacamento de soldados sob a liderança de Barnapas para persuadir os antigos dignatários à apostasia. No entanto, os ascetas recusaram-se a retornar à vida cortesã.

Por ordem de Barnapas, São Suchias e seus companheiros foram crucificados e queimados. Depois seus corpos foram desmembrados e espalhados pelo Monte Sukaketi. Isto ocorreu no ano 123. Os restos dos santos permaneceram incorruptos e não foram enterrados até o século IV, quando então foram colocados em túmulos.

O santo Hieromártir Gregório, o Iluminador da Armênia, construiu uma Igreja no local em que foram enterrados, e lá também estabeleceu um mosteiro. Mais tarde, uma fonte d'água abençoada por Deus com o dom da cura foi lá encontrada.

Santo Papa Martinho, o Confessor14 de abril -- Calendário JulianoMartinho nasceu na região da Toscana, na Itália, e rece...
28/04/2026

Santo Papa Martinho, o Confessor
14 de abril -- Calendário Juliano

Martinho nasceu na região da Toscana, na Itália, e recebeu uma refinada educação. Muito cedo adentrou o sacerdócio da Igreja de Roma, e tornou-se Patriarca após o falecimento do Papa Theodoro I [642-649].

Neste período, a Igreja via-se perturbada pela heresia monotelita, que estabeleceu polêmicas sem fim com os ortodoxos e arregimentou para suas fileiras até mesmo o Imperador Constans [641-668] e o Patriarca de Constantinopla, Paulo II [641-654]. O Imperador publicou um édito herético, tornando obrigatório o monotelitismo e proibindo disputas subsequentes. O Papa Martinho convocou então um Concílio Local que condenou o monotelitismo, ao mesmo tempo em que enviou um carta ao Patriarca Paulo exortando-o a retornar à verdadeira fé.

O Imperador ordenou ao comandante militar Olympios que trouxesse o papa de Roma à Tsar'grad, para que fosse julgado. Temendo, porém, o povo e o clero da cidade de Roma, Olympios enviou um assassino para executar em traição ao Patriarca. Mas quando se aproximou de Martinho, o assassino ficou repentinamente cego. Olympios fugiu para a Sicília, onde morreu logo depois em uma batalha.

Em 654, um novo comandante militar, Theodoro, foi enviado pelo Imperador com acusações graves a Martinho. Ele teria traído o Império ao manter contatos com muçulmanos, blasfemado Theotokos e sido eleito de modo não canônico para a cátedra petrina. O povo e o clero de Roma proporcionaram provas suficientes da inocência de seu amado Bispo, mas ele foi sequestrado à noite pelas forças imperiais e levado para as ilhas cicladianas, no Mar Egeu, onde foi submetido a severa tortura física e psicológica até que caísse doente.

Um ano depois, o santo hierarca foi enviado a Constantinopla, onde foi submetido a um falso julgamento, com testemunhas compradas, mais uma vez torturado e escarnecido por uma multidão também enviesada e a mando do Imperador. Mas São Martinho afirmava que ainda que fosse esmagado não reataria relações com Constantinopla enquanto esta permanecesse na heresia.

Os torturadores se impressionaram tanto com a força espiritual do Patriarca de Roma que comutaram sua pena de execução em exílio na distante região de Chersonesus. Lá, exausto pela doença e maus tratos, além de fome e outras privações, São Martinho adentrou o Reino dos Céus em 655. Foi enterrado fora da cidade, em uma igreja dedicada a Theotokos. A heresia monotelita foi condenada pela VI Concílio Ecumênico em 680, e as relíquias do santo patriarca foram transferidas primeiro para Constantinopla e depois para Roma.

Domingo das MiróforasTerceiro Domingo de Páscoa13 de Abril -- Calendário JulianoNo terceiro domingo após a Páscoa comemo...
26/04/2026

Domingo das Miróforas
Terceiro Domingo de Páscoa
13 de Abril -- Calendário Juliano

No terceiro domingo após a Páscoa comemoramos as Miróforas, mulheres que foram ao túmulo de Cristo no domingo pela manhã, levando óleo e unguentos para cuidarem de seu corpo. Elas acabaram por se tornar as primeiras testemunhas e portadoras da Notícia da Gloriosa Ressurreição.

A primeira a ver Cristo Ressuscitado foi Theotokos. Logo depois, Maria Madalena. As demais miróforas eram Maria e Marta de Betânia, Maria [mulher de Cleopas], Joana, Susana e Salomé.

Comemoramos também o Nobre José de Arimatéia , membro do Sinédrio e um seguidor de Cristo em segredo. Ele e São Nicodemos ajudaram a remover o corpo do Senhor da Cruz, e o depositaram em um sepulcro que pertencia à José.

Por causa disso, o Nobre de Arimatéia foi preso e depois exilado de sua terra natal. Ele passou a vida viajando para espalhar as Boas Novas, e foi na Inglaterra que repousou pacificamente no Senhor.

Santo Isaac, o Sírio, Hegúmeno de Spoleto12 de abril -- Calendário JulianoSanto Isaac viveu durante o século sexto. Da S...
25/04/2026

Santo Isaac, o Sírio, Hegúmeno de Spoleto
12 de abril -- Calendário Juliano

Santo Isaac viveu durante o século sexto. Da Síria chegou à cidade italiana de Spoleto e pediu permissão aos administradores da Igreja para permanecer no templo. Ali ficou em oração por dois dias e meio. Um dos administradores começou a reprová-lo e a golpeá-lo no rosto. Mas logo a verdade se revelou, com o administrador, possuído pelo diabo, caindo aos pés do santo. Isaac livrou o homem do espírito imundo e as notícias deste caso se espalharam por toda a cidade.

As multidões chegavam para vê-lo e muitas pessoas lhe ofereciam ajuda e meios para a construção de um mosteiro. O humilde monge recusou tudo e partiu para o deserto, se estabelecendo em uma pequena cela em meio a um lugar desolado. Mas logo discípulos passaram a viver ao seu redor e uma pequena comunidade se formou.

Quando os discípulos lhe perguntaram por que havia declinado das ofertas, ele respondeu que ''um monge que adquire posse já não é mais um monge.'' Santo Isaac foi agraciado com o dom do discernimento.

Certa feita, Santo Isaac mandou que os monges deixassem suas pás no jardim durante a noite, e pela manhã lhes pediu para que preparassem comida para os trabalhadores. Os monges então viram que durante a noite alguns ladrões, em número igual ao de pás, tinham vindo para assaltar o mosteiro. Mas o poder de Deus fez com que desistissem desta má intenção. Eles pegaram as pás que haviam sido deixadas no jardim e começaram a trabalhar em todo o local. Isaac agradeceu aos trabalhadores e convidou-os para comer. Então os admoestou para que deixassem a vida criminosa e deu-lhes permissão para virem sempre que necessitassem dos frutos do mosteiro do jardim.

Em outra ocasião, dois homens nus pediram ao santo que os vestisse. Ele pediu que esperassem um pouco e enviou um monge à floresta. No buraco de uma árvore o monge encontrou as roupas finas e elegantes que aqueles viajantes haviam escondido com o objetivo de enganar o santo Hegúmeno. O monge trouxe as roupas para o mosteiro e Isaac as deu aos viajantes que, vendo sua fraude exposta, caíram envergonhados.

Ocorreu que um certo homem enviou seu servo ao santo para lhe levar duas colmeias. O servo escondeu uma delas ao longo do caminho. Isaac disse ao servo, ''aceito o presente, mas tome cuidado quando você voltar à colmeia que escondeu: serpentes venenosas entraram nela, e se você estender sua mão para pegá-la acabará picado''. Desse modo o santo desmascarava os pecados das pessoas sabiamente e sem malícia, desejando salvação para todos.

Santo Isaac adentrou o Reino dos Céus em 550. Ele não deve ser confundido com Santo Isaac, o Sírio, Bispo de Nineveh, que viveu durante o século VII, e que é comemorado em 28 de janeiro.

Comemoração da Santificação do templo da Toda Santa Theotokos próximo à Fonte Vivificante11 de abril – Calendário Julian...
24/04/2026

Comemoração da Santificação do templo da Toda Santa Theotokos próximo à Fonte Vivificante
11 de abril – Calendário Juliano

Havia em Constantinopla uma bela igreja dedicada à Mãe de Deus. Foi construída pelo Santo Imperador Leo o Grande [comemorado em 20 de janeiro] no distrito das Sete Torres.

Antes de ascender ao Trono, Leo estava caminhando e uma floresta quando encontrou um homem cego que estava sedento e lhe pediu um pouco de água. Leo procurou água para o ancião, mas não conseguiu encontrar. De repente, ouviu uma voz lhe dizendo que havia água perto. Ele olhou de novo, mas nada viu.

A mesma voz disse, “Imperador Leo, entre na parte mais profundo da floresta e você vai encontrar lá aquilo que procura. Pegue um pouco da água em suas mãos e dê para o cego beber. Então, pegue o barro e coloque em seus olhos. Então você saberá quem sou.”.

Leo obedeceu as instruções e o cego recobrou a visão. Mais tarde, o Santo se tornou Imperador, cumprindo a profecia de Theotokos.
Leo construiu uma igreja próxima ao lugar e a água continuou operando curas milagrosas. Desse modo, foi chamada de ‘’Fonte Vivificante”.

Depois da queda de Constantinopla, em 1453, a igreja foi demolida pelos muçulmanos e suas pedras usadas para erguer uma mesquite. Apenas uma pequena capela permaneceu no lugar. Com a Revolução Grega de 1821, até mesmo essa capela foi destruída, e a fonte acabou soterrada. Tempos depois, os cristãos conseguiram permissão para reconstruir a capela.

Enquanto os homens trabalhavam para limpar o terreno, descobriram os fundamentos da antiga igreja. O sultão lhes permitiu reconstruir não apenas a capela mas também uma bela igreja sobre as fundações da anterior.

A construção terminou em 1934, e o Patriarca a consagrou em 2 de fevereiro de 1835, dedicando-a à Toda Santa Theotokos. Os turcos voltaram a destruir a Igreja em 1955, mas uma pequena capela permanece no local, e as águas da Fonte Vivificante ainda operam milagres.

Hieromártir Antipas, Bispo de Pérgamo e Discípulo de São João Teólogo11 de abril -- Calendário JulianoDiscípulo de São J...
24/04/2026

Hieromártir Antipas, Bispo de Pérgamo e Discípulo de São João Teólogo
11 de abril -- Calendário Juliano

Discípulo de São João Teólogo, Antipas foi Bispo de Pérgamo durante o reinado do Imperador Nero [54-68]. Neste período, Nero ordenou que todos aqueles que não sacrificassem aos ídolos vivessem sob a ameaça do exílio ou execução. Foi desta maneira que o Santo Apóstolo João foi aprisionado na ilha de Patmos, onde recebeu as revelações do Apocalipse.

No capítulo 2 deste livro, o nome de Santo Antipas é citado como fiel testemunha do Senhor. Por seu exemplo pessoal, firme fé e pregação constante da Boa Nova, o santo Bispo dissuadiu a população da cidade à prática da idolatria. Os sacerdotes pagãos o repreenderam por afastar o povo de seus deuses ancestrais. Mas Antipas se recusou a se submeter a eles e a sacrificar aos ídolos.

O santo foi levado pelos pagãos ao templo de Ártemis e lançado em uma fornalha ardente. Ali, orou a Deus e entregou a alma ao Senhor. À noite os cristãos recolheram seu corpo e o enterraram em Pérgamo. Ao redor de sua tumba começaram a se manifestar diversos milagres.

Santos Mártires do Mosteiro Kvabtakhevi10 de abril -- Calendário JulianoDurante o século XIV, no Reinado do Monarca Bagr...
23/04/2026

Santos Mártires do Mosteiro Kvabtakhevi
10 de abril -- Calendário Juliano

Durante o século XIV, no Reinado do Monarca Bagrat V [1360-1394], Tamerlão invadiu a Geórgia não menos que sete vezes, infligindo assim dano irreparável ao país, saqueando tesouros seculares e destruindo mosteiros e igrejas antigas.

Os exércitos de Tamerlão atacaram Kartli e levaram o Rei, a Rainha e toda a corte para o cativeiro em Karabakh, atual Azerbaijão. O líder bárbaro tentou levar o Rei à apostasia em troca da liberdade dos prisioneiros e da permissão de que retornasse ao trono. No início, Tamerlão se viu incapaz de influenciar o Rei, mas no fim, isolado de seus parentes, Bagrat V começou a fraquejar. Ele pensou em converter-se publicamente ao Islã mantendo-se, porém, cristão em segredo.

Assim, Bagrat V pôde retornar ao trono em Kartli, e, por pedido do Rei, Tamerlão enviou doze mil soldados sob ordens do monarca, a fim de completar a transição do país à religião islâmica. Mas quando o exército se aproximava da aldeia de Khunani, no sudeste da Georgia, Bagrat V informou o que ocorrera ao seu filho Giorgi e ordenou que massacrasse os invasores.

As notícias da traição de Bagrat e da destruição de suas tropas enfureceram Tarmelão, que buscou imediata vingança. Sob seu comando, seus exércitos destruíram tudo à sua frente, incendiando cidades e aldeias, devastando paróquias, e forçando caminho em direção ao mosteiro Kvabtakhevi.

Monges e leigos se encontravam reunidos em Kvabtakhevi quando o inimigo caiu sobre eles. Os atacantes derrubaram o portão, adentraram o local sagrado e saquearam seus tesouros. Capturaram os jovens e fortes e os levaram embora. Os velhos e doentes foram passados à espada. Para maior humilhação, os inimigos zombaram do clero e dos monges, pulando e dançando em torno deles. Já bêbados pelo sangue que derramaram, os invasores deram um ultimato ao sobreviventes: renunciar Cristo ou adentrar a igreja e com ela serem queimados vivos.

Diante destes termos, os fiéis disseram que não tinham medo do fogo que consumiria suas carnes., respondendo aos seus algozes que ''no Reino Celestial nossas almas brilhariam com uma chama divina mais radiante do que aquela do sol!” Tendo sido levados como gado para a Igreja, os mártires fizeram uma última oração ao Senhor. Os executores incendiaram o prédio e viram-nos queimar enquanto salmodiavam. O massacre de Kvabtakhevi ocorreu em 1386. Ainda hoje no chão da Igreja é possível ver a impressão deixada pelos corpos carbonizados dos santos mártires.

Dia do Júbilo, Dia dos Finados ou Comemoração dos FalecidosRadonitsa, Dia do JúbiloComemoração dos mortos08 de abril -- ...
21/04/2026

Dia do Júbilo, Dia dos Finados ou Comemoração dos Falecidos
Radonitsa, Dia do Júbilo
Comemoração dos mortos
08 de abril -- Calendário Juliano

Na Terça Feira da Semana de São Tomé os fiéis ortodoxos guardam o pio costume de comemorar os que faleceram desde o início dos tempos.

A base para essa comemoração é a Descida de Cristo ao Hades.

Os fiéis costumam visitar nesse dia os túmulos de seus parentes levando as boas novas da Ressurreição do Senhor; fazem ofertas à igreja para a realização de rituais específicos; oferecem comidas tradicionais nos Ágapes [como certos pães especialmente preparados com receitas ancestrais], ou então frutas, castanhas etc.

Daí porque esse dia é também chamado de Radonitsa [Dia de Júbilo ou Dia do Regozijo].

Depois da Radonitsa, é costume entre eslavos que se inicie a temporada mais propícia a casamentos.

Venerável São Jorge Confessor, Metropolita de Mitilene07 de Abril – Calendário JulianoJorge nasceu na Ásia, no século VI...
20/04/2026

Venerável São Jorge Confessor, Metropolita de Mitilene
07 de Abril – Calendário Juliano

Jorge nasceu na Ásia, no século VIII. Vivia de forma ascética, e adentrou a via angélica ainda na juventude. Era conhecido por sua grande humildade.

No Reinado de Leo, o Isauriano [716/741], o Bem Aventurado foi perseguido pelos iconoclastas, se tornando um Confessor da Fé.

No Reinado do Imperador Constantino Porfirogênito [780/797], São Jorge foi consagrado Arcebispo da cidade de Mitilene, na Ilha de Le**os. Sua vida irradiava prudência e pureza, e imitava a dos anjos. Ele recebeu os dons da taumaturgia, exorcismo e cura. São Jorge se distinguia por sua compaixão e pela ajuda aos necessitados.

O santo pastor foi exilado para Cherson durante o Reinado do iconoclasta Leo, o Armênio [813/820], e faleceu por volta de 820. À hora de sua morte, uma estrela brilhante iluminou os céus da cidade de Mitilene.

AntipaschaDomingo de São ToméSegundo Domingo da Páscoa06 de abril -- Calendário JulianoAs inscrições dos ícones que repr...
19/04/2026

Antipascha
Domingo de São Tomé
Segundo Domingo da Páscoa
06 de abril -- Calendário Juliano

As inscrições dos ícones que representam esse evento chamam-no de ''O Toque de Tomé''. Em eslavão, os ícones são inscritos com a expressão ''A Fé de Tomé''. Quando São Tomé tocou o lado vivificante do Senhor, ele não mais possuía qualquer dúvida.

O dia é também conhecido como ''Antipascha'', que não significa ''contrário à Páscoa'' mas ''em lugar da Páscoa''. Começando com o primeiro domingo após a Páscoa, a Igreja dedica todos os domingos do ano à Ressurreição de Cristo. 'Domingo' é também chamado de ''Ressurreição'' em russo e ''Dia do Senhor'' em grego.

Festa do Encontro entre a Toda Santa Theotokos e Santa IsabelSemana Luminosa04 de abril -- Calendário JulianoO estabelec...
17/04/2026

Festa do Encontro entre a Toda Santa Theotokos e Santa Isabel
Semana Luminosa
04 de abril -- Calendário Juliano

O estabelecimento da Festa da Visitação da Toda Santa Theotokos a Santa Isabel, e a composição do ofício foram obra do Arquimandrita Antonin Kasputin [1817-1894], líder da Missão ortodoxa russa em Jerusalém. A celebração da festa da visitação não foi ainda aceita por todas as jurisdições.

O mosteiro Gorneye, em Jerusalém, construído no lugar do Encontro entre Theotokos e Santa Isabel, celebra a Festa no dia 30 de março. Para evitar possíveis conflitos com a Semana Santa, se o 30 de março cair entre o Sábado de Lázaro e a Páscoa, a Festa é transferida para a Segunda Feira Luminosa.

Endereço

CATEDRAL DA APRESENTAÇÃO SANTÍSSIMA VIRGEM MARIA Rua Saint Roman 226, Copacabana/Rio De Janeiro/
Rio De Janeiro, RJ

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