O Revmo. Pe. João de Barros, coadjutor de Bonsucesso, desenvolveu grande atividade, tanto no andamento das obras da Igreja como no trabalho pastoral, de tal forma que no dia 13 de julho de 1933 Dom Sebastião Leme da Silveira Cintra, criou a nova Paróquia de N. Sra. das Mercês de Ramos, nomeando, como seu primeiro Vigário, ao Pe. João de Barros,. que tomou posse no dia 13 de agôsto de 1933,
A nova
Paróquia, estimulada por seu dinâmico Vigário, empenhou-se na realização de seu sonho favorito; um grande templo em honra de N. das Mercês. Durante vinte anos o Revmo. João de Barros, auxiliado sucessivamente pelos Revmos. Pes. Feliciano Castelo Branco, Joaquim Pereira Vianna, Francisco Salvini, Carmelo Loréfice, Artur Costa e Comunidade paroquial, conseguiram levantar o majestoso templo atual, em suas estruturas, paredes e telhado.
2. Chegada dos Padres Mercedevrios:
Em abril de 1955, Mons. João de Barros enfermo e cansado, sentiu-se sem fôrças para continuar à frente da Paróquia. Orientado pelo Revnio. Pe. 'Emilio Silva de Castro, pareceu-lhe conveniente renunciar em benefício dos Pes. Mercedários de Castela a Paróquia que estava dedicada a N. O M. Revmo. Antônio Ibarrondo, provincial de Castela apresentou para primeiro pároco mercedário o Revmo. José Vázquez Díaz, Conselheiro provincial e que naquela conjuntura se encontrava no Brasil, com o objetivo de tratar várias fundações. Aceito por S. Emcia. Dom Jaime de Barros Câmara, tomou posse da paróquia no dia 1.° de maio de 1955, recebendo como Coadjutores os Revmos. Fernando López, Cândido Lorenzo González e o Irmão cooperador Fr. Mariano Monpradé. Ao Revmo. José Vázquez Díaz sucederam no cargo de Superior e Pároco, os Revmos. Padres Benjamin Fernández Villar, Adrián Santamaría Arribas, Abel Alonso Núfiez e Cándido Lorenzo González, por sua vez auxiliados pelos Revmos. Mario Fernández Lago, Avelino Cervelo Somoza, José González Blanco, José Fernández Coujil, Vicente Jorge Caramés, Ramón Rivas, José González Cid, Casimiro Vega Quiroga, Modesto Álvarez e Fr. Manuel Medina Sánchez. No correr de treze anos, os Religiosos Mercedários lançaram-se com grande entusiasmo à complementação das obras do grandioso templo, construindo, assim mesmo um salão e casa paroquial. Durante o periodo.de govêrno do Pe. Benjamin, abriram-se as portas laterais e se colocaram os dez vitrais em côres. Com o Pe. Adrián Santamaría emboçou-se internamente a igreja e a tôrre e se concluiu o piso. Governando o Pe. Abel se prolongou a nave central da Igreja para completar a cruz latina. Construiu-se, assim mesmo, o trono da Padroeira e o Salão Paroquial. No triênio do Pe. Cándido Lorenzo se cons-truiu a Casa -Paroquial e -se empreendeu o revesti-mento externo da. Igreja, a pintura e o acabamento da tôrre. Outras obras complementares foram realizadas no correr dêstes treze anos. Em janeiro de 1959, Dom Jaime de Barros Câmara aumentou a Paróquia pela zona do Caminho de Itararé e Itaoca. A Mitra adquiriu um terreno no Jardim Ana Maria, na Rua Eng. Manoel Segurado, destinado à construção de uma Capela em honra de N. de Fátima. As obras se iniciaram em dezembro de 1962, sendo inaugurada por Dom Jaime de Barros Câmara, no dia 16 de maio de 1965. Em setembro de 1965 o Sr. Cardeal entregou aos cuidados dos Pes. Mercedários de Ramos a Ca-pela de Sta. Luzia, localizada nas imediações do antigo IAPETC de Bonsucesso. A Paróquia dispõe, atualmente, de três centros de irradiação religiosa: a Matriz e duas 'Capelas. No campo pastoral, os religiosos mercedários imprimiram grande impulso a todos os aspectos da vida paroquial, conseguindo, em poucos anos, um movimento religioso extraordinário. No setor assistencial e promocional, a Associação Social Mercedária, Conferência Vicentina e de N. das Mercês, muito se têm esforçado para melhorar as condições de vida dos pobres. Mensalmente são distribuídos alimentos e roupas, assim como se promovem cursos de corte e costura, traba-lhos manuais, culinária visando um futuro melhor para a classe menos favorecida. A Igreja de N. das Mercês, orgulho da comunidade católica de Ramos, é conhecida e -admirada em tôda a cidade do Rio de Janeiro.