Ilê Axé Oyá Messam Orum

Ilê Axé Oyá Messam Orum Ilê Axé Oyá Messam Orum é uma casa de Axé que visa o ensinamento e ajuda sobre a nossa religião (Candomblé). Portanto, não é invenção de brasileiros.

Ensinamentos, iniciação, conhecimento sobre a cultura afro. Aqui poderei ajudar aqueles que são adeptos a religião e simpatizantes que buscam cuidados e ter conhecimentos sobre os Orixás através de: Jogo de Búzios (Caminhos sobre seu Orixá), Ebós (Limpeza espiritual determinada pelo Orixá), Banho de Folhas (Abrir caminhos, trabalhos e para saúde), consultas com Exus ( Caminhos, empregos, laços amo

rosos etc), Tarot Cigano (Cartas), consulta com Cigana Madalena do Oriente. Candomblé: é uma religião derivada do animismo africano onde se cultuam os orixás, voduns ou nkisis, dependendo da nação. Sendo de origem totêmica e familiar, é uma das religiões de matriz africana mais praticadas, tendo mais de três milhões de seguidores em todo o mundo, principalmente no Brasil. Também é possível encontrar o chamado povo do santo em outros países como Uruguai, Argentina , Venezuela, Colômbia, Panamá, México, Alemanha , Itália, Portugal e Espanha . Cada nação africana tem, como base, o culto a um único orixá. A junção dos cultos é um fenômeno brasileiro em decorrência da importação de escravos onde, agrupados nas senzalas nomeavam um zelador de santo também conhecido como Babalorixá no caso dos homens e Iyalorixá no caso das mulheres. A religião tem, por base, a anima (alma) da Natureza, sendo, portanto, chamada de anímica. Os sacerdotes africanos que vieram para o Brasil como escravos, juntamente com seus orixás/nkisis/voduns, sua cultura, e seus idiomas, entre 1549 e 1888, é que tentaram de uma forma ou de outra continuar praticando suas religiões em terras brasileiras. Foram os africanos que implantaram suas religiões no Brasil, juntando várias em uma casa só para a sobrevivência das mesmas.

ÌKÓDÍDE, AGBÈ, ÀLÙKÒ E LÉKELÉKE - AS P***S SAGRADAS E A LENDA DOS PÁSSAROSÌYÉ ORÒ – AS P***S SAGRADAS Ìkódíde, Agbè, àlù...
06/12/2019

ÌKÓDÍDE, AGBÈ, ÀLÙKÒ E LÉKELÉKE - AS P***S SAGRADAS E A LENDA DOS PÁSSAROS

ÌYÉ ORÒ – AS P***S SAGRADAS Ìkódíde, Agbè, àlùkò e Lékeléke são as quatros p***s sagradas de nossa religião, somente sendo utilizadas dentro da ritualística e nunca como um simples adorno. Elementos primordiais e indispensáveis dentro dos Ìgbèrè – Ritos Iniciáticos e de Passagens de qualquer divindade do Panteão Iorubá. Não existem p***s semelhantes, são únicas em sua essência, simbologia e signif**ado, ou seja, são insubstituíveis. Dentro do Corpo Literário de Ifá são mencionadas nos mais diversos Oba Odú e seus Omo Odú. Darei um pequeno resumo sobre a simbologia de cada Egán (p***s sagradas).

ÌKÓDÍDE ou ÌKÓÓDE trata-se de uma pena vermelha, extraída da cauda de um tipo de papagaio africano da espécie Psittacus erithacus conhecido popularmente por papagaio-cinzento, papagaio-do-Gabão ou papagaio-do-congo entre o povo iorubá é denominado de Odíde ou Odíderé. Tornou-se Rei entre todas as aves, simbolo da fecundação, da menstruação, da gestação, representa o nascimento e o simbolo do poder feminino. Representação da realeza, honra e status, esta acima da simbologia do Adé – Coroa. Fixado a frente da cabeça, representa o processo iniciático e confirma os ritos de iniciação e/ou de passagem.

AGBÈ pena azul extraída da cauda da ave africana Turaco da família dos Musophagidae Touraco porphyreolophus. Descritos nos mitos, como o pássaro que carregava a boa sorte e a riqueza para Olokun – Divindade dos Oceanos. Para que possa agir tem que ser utilizada em contrapartida com o Àlùkò.

ÀLÙKÒ pena de cor púrpura (entre escarlate e violeta) extraída das asas da ave africana Turaco da família dos Musophagidae Touraco ruspolii. Descritos nos mitos, como o pássaro que carregava a boa sorte e a riqueza para Olosa – A Divindade das Águas Doces. Da mesma forma que sua contrapartida, somente age em companhia do Agbè.

LÉKELÉKE pena de cor branca, extraída da ave Bubulcus ibis conhecida popularmente por garça-vaqueira ou garça-boieira, nativa da África e do Sul da Europa, que invadiu a América do Norte no início do Século XX e atingiu o Brasil na década de1960. Descritos nos mitos como o pássaro que carregava a boa sorte e a riqueza para Òrìsà Nla e toda a sua corte. Simbolo por excelência de todos os Òrìsà Funfun.
A LENDA
Uma antiga história yorùbá, diz que Olodunmare Eleda Ohun Gbogbo, o criador de todas as coisas, disse que 06 pássaros seriam primordiais, inigualáveis e de prestígio inquestionável no Aye. Disse que esses pássaros seriam respeitados como as próprias Divindades.
Os Adivinhos queriam saber quais seriam os pássaros e o que os diferenciariam dos demais. Olodunmare disse que esses pássaros seriam transformadores de Asè, ele disse que esses pássaros carregariam o próprio Asè. Mas como eles seriam detentores de Asè, como eles carregariam o Asè?
Olodunmare então chamou o pássaro Agbé e disse:
Agbé você será detentor de Asè, você carregará em seu corpo o próprio Asè. Agbé questionou o que deveria fazer. Você deverá banhar sua plumagem no Aro. Agbe o fez, ganhou beleza e passou a receber honrarias. Agbé agora é um primordial inigualável.
Mas, ainda faltavam 05 pássaros. Olodunmare então chamou o pássaro Aluko e disse: Aluko você será detentor de Asè, você carregará em seu corpo o próprio Asè. Aluko questionou o que deveria fazer. Você deverá banhar sua plumagem no Osun. Aluko o fez, ganhou beleza e passou a receber honrarias. Aluko agora é um primordial inigualável.
Mas, ainda faltavam 04 pássaros. Olodunmare então chamou o pássaro Odidere e disse: Odidere você será detentor de Asè, você carregará em seu corpo o próprio Asè. Odidere questionou o que deveria fazer. Você deverá banhar sua plumagem no Epo Pupa. Odidere o fez, ganhou beleza e passou a receber honrarias. Odidere agora é um primordial inigualável.
Mas, ainda faltavam 03 pássaros. Olodunmare então chamou o pássaro Lekeleke e disse: Lekeleke você será detentor de Asè, você carregará em seu corpo o próprio Asè. Lekeleke questionou o que deveria fazer. Você deverá banhar sua plumagem no Efun. Lekeleke o fez, ganhou beleza e passou a receber honrarias. Lekeleke agora é um primordial inigualável.
Mas, ainda faltavam 02 pássaros. Olodunmare então chamou o pássaro Akoko e disse: Akoko você será detentor de Asè, você carregará em seu corpo o próprio Asè. Akoko questionou o que deveria fazer. Você poderá usar a coroa vermelha. Akoko vestiu a coroa, ganhou beleza e passou a receber honrarias. Akoko agora é um primordial inigualável.
Mas, ainda faltava 01 pássaro. Olodunmare então chamou o pássaro Agbufon e disse: Agbufon você será detentor de Asè, você carregará em seu corpo o próprio Asè. Agbufon questionou o que deveria fazer. Você receberá a outra coroa. Agbufon vestiu a coroa, ganhou beleza e passou a receber honrarias. Agbufon agora é um primordial inigualável.
Depois disso, Olodunmare disse que nenhuma outra ave seria inigualável e de prestígio inquestionável no Aye. Mas havia outro pássaro, que não parava de reclamar, ele queria ser inigualável e de prestígio, esse pássaro era Opere. Olodunmare então disse que cortassem a cauda de Opeere e que isso o diferenciaria dos demais, uma cauda muito curta.
Assim, essas 7 aves tornaram-se importantes no culto ao Orisá, sendo veneradas.

O Terreiro, a Egbé (Sociedade) e os de Sempre.O Terreiro de Candomblé é constituído de um Sacerdote e seus filhos de San...
03/12/2019

O Terreiro, a Egbé (Sociedade) e os de Sempre.

O Terreiro de Candomblé é constituído de um Sacerdote e seus filhos de Santo, independente se iniciados, confirmados ou abians.
Esse tipo de formação se dá o nome de Egbé conforme a tradição implantada no Candomblé.
Uma Egbé constituída no Candomblé, pois é esse meu segmento religioso, está sujeita a normas que estabelecem Deveres e Direitos dentro de um todo.
Todavia, o termo Egbé me parece ap***s para compor o nome de um Terreiro, como simples regra de nomenclatura.
Uma Sociedade e seus pares devem agir como tal e sempre convergindo para sua harmonia, seja ela entre os irmãos de Axé, bem como para sua Manutenção.
A tão execrada " mensalidade", na maioria dos Terreiros, não é paga por todos.
Alguns por não estarem trabalhando, outros por não se " lembrarem".
Um Terreiro possui despesas fixas, tal como qualquer residência e até mais.
Em tese, deveria ser considerado como a segunda moradia, mas não é isso que ocorre, infelizmente.
Poucos, mas, poucos mesmo, chamados de "os de Sempre" são os que contribuem em todos os sentidos, sem precisar que alguém os " lembre " das obrigações para com a Egbé..
Candomblé tem que ter mensalidade sim e contribuição para as festas do decorrer do ano. Candomblé não tem dízimo, mas tem que ter colaboração.
No dízimo, o indivíduo doa e pronto. Não tomam banho, não gastam água e nem energia. Não comem 5 refeições em uma função e sequer tomam um " cafezinho". Acabou o Culto, Simbora !!! Vida que segue...
Mas nossa religião não é assim. Vai fazer uma festa e não servir jantar ??? Nunca !!!
É parte da nossa cultura religiosa. Tem que ter comida pra todos.
Não há Candomblé sem comida.

" Kosi Ajeun, Kosi Candomblé", parafraseando um célebre dito Nagô.

Deixo aqui uma reflexão :

O que você comprou de livre e expontânea vontade para a sua Casa de Candomblé ???
O que você fez pela Casa de Candomblé sem que alguém tenha te incluído em um grupo ou " vaquinha" ?
Quando você olha para o lado e vê que está faltando algo e não se pergunta : " Venho aqui há tantos anos e nunca comprei uma lixeira de pia, sequer ?
Mais que a obrigação com a Casa de Candomblé é o bom senso que deve prevalecer.
Não espere pelos outros. Faça a sua parte pelo menos, que já será o suficiente.
Asè ooo

Salve as nossas crianças!!! 🍦🍭🎂🍬🌟🎉Que tenhamos sempre a alegria desses pequenos...Que o amor e a inocência nos façam rel...
27/09/2019

Salve as nossas crianças!!! 🍦🍭🎂🍬🌟🎉
Que tenhamos sempre a alegria desses pequenos...
Que o amor e a inocência nos façam relembrar que pequenos sempre seremos aos olhos de nosso pai Osalá...

Estava aqui pensando sobre a tão falada CRISE que está passando o CANDOMBLÉ... E sim, é verdade. Mas o que aconteceu pra...
19/09/2019

Estava aqui pensando sobre a tão falada CRISE que está passando o CANDOMBLÉ... E sim, é verdade. Mas o que aconteceu pra que essa crise se instalasse e fosse tão danosa para nossa religião? Podemos afirmar que a vaidade impera no ranking dos motivos; hoje o importante é que seu candomblé "bombe" nas redes sociais, mostrar o quão seus adês são "fashions" e quantos entremeios, vagonites e gripis possuem a roupa do Orisá e sem falar no cardápio da festa que há muito tempo deixou de ser executado com a carne do sacrifício dando lugar ao requinte das comidas servidas por Buffets. Mas isso tudo ainda não foi o suficiente para por o candomblé em crise, o grande motivo é a infidelidade, a falta de amor a sua casa, ao sacerdote, ao próprio Orisá ; a dança das cadeiras é grande e isso também é culpa do próprio sacerdote que deixou de rezar, de cantar, de estudar, de agir dentro de casa; que não abre um jogo, que não dá um ebó num filho porque está muito preocupado com a conta corrente. Os filhos por sua vez estão preocupados em somente resolver seus problemas, dificilmente estão num acé por amor ao sagrado; aliás amor ao sagrado a maioria não sabe nem o que é... As pessoas entram pra religião já vislumbrando ser mãe ou pai de santo, já não se vive o tempo de abian, já não se sente feliz porque tomou seus 7 anos e cumpriu com o seu Orisá, não, o importante é tomar deká pra poder logo abrir sua casa para ganhar dinheiro mas sem se preocupar se nasceu pra isso, se tem axé pra isso, se tem conhecimento pra isso.
Feliz daqueles que ainda levam suas casas nos moldes antigos onde um irmão ajudava na lista do outro, onde beber na caneca de ágate era um orgulho por ser a marca da sua iniciação , feliz do axé onde seus filhos sabem o valor do Mokan e se orgulham em ser yawo. Feliz do axé onde os ogans não se sentem o "rei de Oyó" e se colocam como servos dos orixás e honram a palavra pai sem humilhar seus filhos. Feliz do axé que as ekedjes não se colocam como "rainha de Sabá" e fazem jus a palavra mãe dando conforto e ensinamentos aos seus filhos sem que pra isso precise ser grossa nem humilhar. Viva o axé onde a roupa branca é bem quista e que todos se unem para festejar e dar graças ao sagrado.
O candomblé entrou em crise pela vaidade, pela desunião e soberba; entrou em crise porque foi parar nas redes sociais numa disputa desenfreada de quem faz melhor e mais bonito; entrou em crise porque um irmão olha pro outro como se fosse um concorrente quando na verdade somos ap***s fragmentos espalhados de um todo.

Do pó viemos e ao pó retornaremos. TODOS.

Amor ao sagrado...
19/09/2019

Amor ao sagrado...

Voce sabia??ÌBÒSÈ — pronúncia correta IBÔSSÉ ?).ÌBÒSÈ signif**a cobrir os pés, ou seja, calçar as patas do animal. São s...
18/09/2019

Voce sabia??

ÌBÒSÈ — pronúncia correta IBÔSSÉ ?).

ÌBÒSÈ signif**a cobrir os pés, ou seja, calçar as patas do animal. São sacrifícios feitos de aves para cobrir cada pata do animal de quatro patas [ cabra, bode, coelho e porco].O pombo é o animal com o sangue mais quente, e os animais de quatro patas, com o sangue mais frio.
O pato representa a água, a galinha d’angola, o fogo, o galo, a terra, e o pombo, o ar.

Ewé Ogbó – A Folha do orò.A folha de ogbó(Periploca nigrescens) é uma das mais importantes, dentro das casas de Candombl...
18/09/2019

Ewé Ogbó – A Folha do orò.

A folha de ogbó(Periploca nigrescens) é uma das mais importantes, dentro das casas de Candomblé, sendo considerada uma folha de orò (utilizada para todos). Assim como a folha do Amúnimúyè (Centratherum punctatum- balainho de velho) é utilizado junto com outras folhas para facilitar o transe, principalmente em casos em que o orixá tem dificuldade em “tomar a cabeça” do filho.
Conta um itan que quando Oyá espalhou as folhas que Ossanyìn guardava dentro de sua cabaça, essa foi a primeira folha que Odé (Osossi) pegou pra si. Sendo assim ela representa um dos seus principais fundamentos. Tradicionalmente o Ogbó está associado a todos os orixás masculinos (oboró) e a terra (é um ewé igbó), sendo por excelência atribuída a Ossanyìn. Suas folhas costumam ser empregadas nas casas de culto aos orixás em trabalhos específicos para a cura de casos de epilepsia, o que vem sendo estudado no meio científico, onde há relatos da sua ação no mecanismo de contração muscular. No Brasil conhecida por Rama de leite, cipó de leite e orelha de macaco.
Texto: By Gunfaremim
Planta originária da África tropical, trazida pelos Nagôs para o Brasil, conhecida também em àfrica por ogbó pupa, ogbo funfun, asogbókan, sóbomo e gbólogbòlo.
Conta um mito muito popular nos candomblés que esta foi a primeira folha liberada por Ossain para ser utilizada por Oxóssi.
Ogbó kini kini imolê !

E kàáro o !!     O PAPEL DO SACERDOTE..!!O papel do sacerdote da religião de culto africano, consiste na conscientização...
18/09/2019

E kàáro o !!

O PAPEL DO SACERDOTE..!!

O papel do sacerdote da religião de culto africano, consiste na conscientização do ser humano e sua evolução, ou seja, prestar um serviço ao "homem". O sacerdote não deve ser considerado como "pai de santo" e sim como um servidor do Orisá, pois o mesmo já possui uma luz própria e nós ap***s somos o veículo dessa energia denominada Orisá. Somos sem querer psicólogos, educadores, formadores de opiniões diante daqueles que nos procuram, buscando orientações para seus dilemas e muitas vezes pertubações.
O culto praticado no Brasil difere muito do praticado na África que é nossa raiz. Após um longo e árduo período de iniciação e a verif**ação da vocação para ser um sacerdote é que definitivamente averígua-se a potencialidade de cada um, seja homem ou mulher, livre de preconceitos ou dogmas inadequados. Isso faz com que o eleito seja mais responsável em sua conduta, valorizando sempre o lado humano e não fazendo disso uma forma de ganhar dinheiro inescrupulosamente, denegrindo sua própria imagem e de nossa religião.
O conhecimento adquirido após longos anos ainda não é suficiente, para uma religião milenar, pois temos que ter a consciência do que somos e qual a nossa missão, a cada dia se aprende um pouco mais, seja da história, da ancestralidade e o porquê da existência, somente aprofundando- se no estudo é que realmente cumpriremos nosso papel e encontraremos as respostas.
No que concerne aos Culto aos Orixás houve uma grande perda, pois não há registros em nossa história, sobre nossa religião, pois muitos fundamentos foram passados oralmente. Como naquela época o analfabetismo era assustador e só tinham acesso a educação os ricos senhores donos de imensa riqueza. Muito se perdeu e o que fora dito, fora distorcido pela ignorância de alguns mais velhos.
Graças a evolução, hoje, podemos registrar tudo de maneira correta deixando à próxima geração onde estudar e esclarecer suas dúvidas.
A maior conquista da humanidade foi a palavra escrita, pois a palavra proferida o vento leva e a escrita f**a registrada, mas infelizmente muitos adeptos não fazem o uso dessa maravilhosa ferramenta.

Asé o!

Agbá kogbewá lesse Orisá !!
Ficarei velho aos pés do Orisá !!

Texto de Mogbá Sángò

O QUE É BOLONÃ?Bolonã é um ritual, que hoje em dia e pouco utilizado na maioria das casas de Candomblé, porem de suprema...
18/09/2019

O QUE É BOLONÃ?

Bolonã é um ritual, que hoje em dia e pouco utilizado na maioria das casas de Candomblé, porem de suprema importância. Serve para confirmar se o futuro iniciado será um Yiawo (se bolar) ou Ogan ou Ekedy (se não bolar) e também para confirmar o Orixá da pessoa, o Bolonã e o ÚNICO ritual confiável e sem erro para descobrir o Orixa do futuro Yiawo, não se confirma Orixa de um Yiawo através do jogo de Búzios ou Opele e muito menos através da Cabala da data de nascimento. Hoje em dia a algumas casas que mesmo se o iniciado não bolar ou incorporar o raspa e faz a pessoa com Yiawo e passa a ser chamado(a) de Oloyé.
O ritual é feito com uns cânticos e toques específicos de Bolonã para cada Orixa, aonde a pessoa que vai se iniciar passa primeiro pelos ebós específicos, depois o Bori e só na hora em que ela tem que se recolher para o Roncô e realizado o ritual do Bolonã, antes desse ritual não se deve afirmar qual é o Orixa em que a pessoa será iniciada para evitar erros de interpretação.
Pessoas de cargo do Ilé, tocam, cantam, gritam, saúdam os Orixás um á um a começar por Exu e termina com Oxalá até a pessoa desfalecer (BOLAR) na hora que o toque e cântico se referir a divindade dela.

BOLAR NO ORIXÁ

Bolar é a uma das primeiras manifestações de um Orixá em pessoa, podendo acontecer geralmente de forma bruta e sem qualquer tipo de previsão ou apontamento para o fato.
Normalmente é um fato que acontece durante uma festa de Orixá, não se restringindo a só a acontecer nas casas de santo, podendo a acontecer a qualquer lugar, a qualquer momento na vida de uma pessoa, a pessoas que devido ter uma auto grau mediúnico bolam no santo em qualquer lugar, no meio da rua e acaba sendo diagnosticado como queda de pressão ou sem explicação dos médicos.
As vezes é comum ao se cantar para um determinado Orixá; a pessoa é vítima de tremores e sobressaltos, caindo no chão inconsciente aparentemente desmaiada.
Este momento é visto como um apelo ou um pedido do Orixá à iniciação. Bolar vem de embolar, e é uma formar alterada do yorubá Bólónan (Bó, cair + lónan, no caminho).
Bolar é o mesmo que perder a consciência. É quando a energia de um Orixá passa perto de uma pessoa que não está preparada para receber tamanha carga, sendo assim está pessoa cai desfalecida, esse fenômeno é chamado de BOLAR NO ORIXÁ.
Na verdade, O ato de Bolar é uma declaração pública de que aquele determinado Orixá quer a iniciação da pessoa, uma forma de chamar a atenção. Mas vale lembrar, que quando está bolado no Orixá não quer dizer que a pessoa esteja manifestada no Orixá, na verdade alí e o adormecimento dos sentidos corporais (desmaiada), mas Orí está acordado.

A PESSOA QUE BOLAR TEM QUE INICIAR NO ORIXÁ ?

Não, se iniciar no Orixá é uma escolha pessoal, sua!
E mesmo que opte por se iniciar não precisa ser na casa onde aconteceu, porque o fato de Bolar signif**a que o Orixá te escolheu, mas não tem nada a ver com a casa, sempre pesquise bem antes de se iniciar poie infelizmente por falta de um órgão regulador qualquer um pode se intitular sacerdote e abrir uma casa de Candomblé!!
O Orixá manifesta a necessidade daquela pessoa por uma iniciação, mas não obriga ninguém a se iniciar. ( leia sobre iniciação em outra postagem nesse blog).
Quando a pessoa é acordada deste estado, lhe é contado o que aconteceu e dali pra frente às decisões a serem tomadas partem dela, iniciar ou não!
Orixá não obriga e nem "cobra" ninguém a nada. Essa história de que se bolar tem que sair raspada do barracão pois pode morrer é mentira, pois o Orixá entende que a pessoa tem que ajustar a vida aqui fora, levantar o dinheiro e se preparar pra entrar em Roncó, pois a iniciação deve ser realizada com total consentimento e concordância do iniciado com alegria e amor por renascer para uma nova vida através do Orixá é para evitar futuros arrependimentos e pior o abandono da pessoa.
Quando a pessoa bola durante um festa de orixá ela é coberta com um pano branco e ela é carregada para o interior da Casa. Lá é desvirada (acordada ou despertada) e comunicada do acontecimento. Se desejar, já permanecerá para a iniciação e seus familiares e futuros irmãos de santo farão os preparativos. Na maioria das vezes, volta para casa, f**ando o assunto para ser decidido mais tarde.
Se a pessoa mesmo tendo bolado não desejar se iniciar é recomendado que para não sofrer perseguição de energias negativas devido sua mediunidade e desequilíbrio energético fazer uns ebós e o Bori (alimentar a cabeça)para poder continuar sua vida normalmente.
Se permanecer no terreiro, será na qualidade de Abíyán, uma aspirante (recém-introduzida dentro do culto ou aquele que não iniciado como Elegun "feito de Orixá").

ÒRÌṢÀ ÈṢÙ Inteligente e arguto, Èsú é o grande mantenedor da ordem, da organização e da disciplina. Defensor da justiça,...
17/09/2019

ÒRÌṢÀ ÈṢÙ

Inteligente e arguto, Èsú é o grande mantenedor da ordem, da organização e da disciplina. Defensor da justiça, bom amigo e bom conselheiro, é também alegre, leal e fiel. Considerado um dos mais importantes òrìsá do panteão iorubá, Èsú, o Inspetor Geral de Òlódúmarè e o fiscal dos rituais na Religião Tradicional Iorubá, age associado à Òrúnmìlá e Ifá que, segundo as narrativas míticas, é o seu melhor amigo.
Relaciona-se com todos os òrìsá e com todos os seres do reino mineral, vegetal, animal e humano. Está sempre presente nos locais de encontro de caminhos, representados pelas encruzilhadas. Presente também no encontro com o ayé favorece o equilíbrio entre forças materiais e espirituais, possibilitando a realização de um bom destino.
Promove alívio para os sofrimentos e como lhe foi atribuído poder para manipular o ebo, pode influenciar no destino humano. Nos rituais de ebo é Èsú quem propicia a energia necessária à sua manipulação e transporte e é a ele que compete estabelecer canais de comunicação entre o sofrimento humano, o ebo e as divindades que o receberão para promover o alívio do sofrimento humano.
A influência desse òrìsá sobre um destino, inclusive corrigindo caminhos cuja escolha foi determinada por um mau Orí, é possível, desde que seus princípios sejam adotados e respeitados: ordem, organização e disciplina. Esses princípios se manifestam através da prática de virtudes como lealdade, respeito, coragem, perseverança e principalmente, paciência.
A ordem surge do caos e a justiça muitas vezes, decorre da injustiça. Sendo Èsú detentor dos princípios básicos da paz e da harmonia, a ele compete regular a ordem, impondo disciplina e organização, opostos da confusão e da desordem. Disciplina e organização conquistam-se através do exercício da paciência.
Èsú é um personagem controverso, talvez o mais controverso de todas as divindades do panteão iorubá. Alguns o consideram exclusivamente mau, outros o consideram capaz de atos benéficos e maléficos ao mesmo tempo e outros, ainda, enfatizam seus traços de benevolência. Em grande parte da literatura Èsú é apresentado como um ser ambíguo, uma entidade neutra entre o bem e o mal ou simultaneamente, bom e mau, por vezes é apresentado como o inimigo do homem.
Um provérbio iorubá elucida a respeito dessa atribuição feita ao Òrìsá Èsú:

Olótó ni òtá ayé.
Aquele que diz a verdade é inimigo dos seres.

Aponta para o fato de que Èsú julga e ao manifestar a verdade, nem Sempre agradável de ouvir, é considerado inimigo.

Que Èṣù nos livre dos traidores e mentirosos

O conhecimento não está relacionado à idade de santo ou idade carnal, nem muito menos ao Orixá que carregamos. Aprendi q...
17/09/2019

O conhecimento não está relacionado à idade de santo ou idade carnal, nem muito menos ao Orixá que carregamos. Aprendi que a troca de conhecimento existe entre Abùró e EgbomÌ (mais novos e mais velhos) pois aquilo que eu não sei, alguém sabe; e aquilo que alguém não sabe eu ensinarei. É assim que se caminha na Religião, a troca de conhecimento é o que estimula e provoca a eterna evolução HUMANA e RELIGIOSA dentro do candomblé. Aseoo. .

14/08/2019

Voce sabia que o quiabo não é só ofertado a Xangô?
Alimento que na verdade é do culto de Egungum, porém é muito utilizado no culto de vários Orixás como; Òrò (Baba-Eègun) para favorecimento em qualquer assunto, fazer justiça, exemplar os perversos e injustos.
Quando ofertado à Exú sua função é acelerar uma melhoria financeira.
Para Ogum sua finalidade é derrotar um inimigo em confronto declarado.
Para Xangô sua finalidade é atacar ou apaziguar qualquer ameaça que ainda não tenha se manifestado e afastar a morte.
Para Obaluaiê é servido cru pilado a fim de acelerar o andamento de riqueza e prosperidade.
Para Obatalá(Osalá) sua função é apaziguar qualquer força ou situação agressiva. Ou seja, o Ila(quiabo) possui características que para adiantar algo, fazer deslizar, escorregar para dentro ou fora de uma situação.
Numa Oogun (magia) quando sua seiva é colocada sob folha de bananeira tem a
finalidade de causar a queda de um inimigo. Quando usado somente a seiva do Ilá(quiabo) conhecido como agbó, provocada com a mistura de água, tem finalidade apaziguadora, refreadora, calmante diante de uma força agressiva, confusão na vida ou no Ori.
Quando usado como Amalà é utilizado na forma de um molho cozido no Epo ofertado quente com Egba (pirão) também bem quente, sua finalidade é acelerar a chegada ou o desfecho de algo que ambiciona, então se o Amalá for ofertado à Obaluaiê com peixe, búzios, pó de Osun e Efun, é para acelerar a prosperidade, dinheiro e abundancia.
Ofertado à Xangô com peito de carne e Orogbo é para alguém obter coragem e enfrentar algo ou alguém complexo, já com pedras de raio ou fogo em brasa é para pedir defesa contra inimigos perigosos e injustos e trazer de volta a vida.
Ofertado à Òrò (Baba-Eègun) com uma rabada de boi cozida sua finalidade é para acelerar o término de um sofrimento, doença, processo judicial, autoridade excessiva, abuso, tirania ou má intenção de pessoas.

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Rio De Janeiro, RJ
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Segunda-feira 08:00 - 18:00
Terça-feira 08:00 - 18:00
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