Ministério Semeando as Verdades

Ministério Semeando as Verdades Comunhão e divulgação da Palavra de Deus.

A sutil diferença entre pregar e ministrar.Presb. RvpPode parecer trivial, mas a diferença entre pregar e ministrar é mu...
23/02/2022

A sutil diferença entre pregar e ministrar.
Presb. Rvp

Pode parecer trivial, mas a diferença entre pregar e ministrar é muito significativa e estabelece uma importante distinção entre ministros e pregadores. Pregar o Evangelho é anunciá-lo, proclamá-lo, divulgá-lo, promulgá-lo. Ministrar a Palavra de Deus é suprir as necessidades espirituais dos ouvintes. Pregar o Evangelho se aproxima muito de evangelizar, ministrar a Palavra de Deus é edificar a igreja. Obviamente, todo ministro é um pregador, mas nem todo pregador é um ministro. Pregar o Evangelho não exige tanto preparo e unção. Porém, ministrar exige preparo, unção, chamado, consagração, maturidade, sensibilidade ao Espírito Santo, percepção, graça, favor, reconhecimento da soberania de Deus etc.

Você não pode ministrar se não foi ungido para isso, pois ninguém pode dar aquilo que não recebeu (Jo 3.27; 19.10,11; Hb 5.1-4). Pregar, por outro lado, está ao alcance de todo aquele que rende sua vida a Cristo, independente de ser ungido ou não para tal tarefa (II Co 5.18-20).

Normalmente na igreja há muitos pregadores e poucos ministros. Por não ter chamado e não ser ungido para isso, a maioria dos pregadores acaba se concentrando na eloquência ou em tornar o culto uma atração, enquanto que um ministro tem o zelo e o cuidado de falar aquilo que Deus deseja comunicar à igreja. Essa distinção tem um efeito significativo sobre a congregação.

É exatamente em função dessa diferença que muitas pessoas preferem ouvir um ministro a um pregador. Em geral, a preocupação dos pregadores está na reação que a igreja demonstra diante daquilo que ele fala. Um ministro, por outro lado, não usa a reação da igreja como critério ou como termômetro da mensagem. Sua prioridade é fluir na inspiração do Espírito Santo (Mt 10.19,20; Lc 12.11,12; 21.12-15; At 6.8-10; I Pe 4.10,11; Êx 4.10-12).

Não é difícil perceber a diferença entre um ministro e um pregador. Por esse motivo, não podemos condenar as pessoas que tem preferência por um determinado ministro. Essa preferência é uma reação involuntária e não há nada de errado nisso. O equívoco é se recusar a ouvir um pregador e fazer partidarismos em função deste ou daquele (I Co 3.4-7; II Tm 4.3,4). Mas, a simples preferência por determinados ministros não tem nada de errado. Veja esses exemplos bíblicos: Mt 7.28,29; Lc 4.32,36; Jo 7.44-46. Quem você gostaria de ouvir: Jesus ou os fariseus? A Inspiração ou a religião?

A diferença entre ministros e pregadores é também um exemplo do exercício da soberania divina. Quando um sujeito é separado para o ministério por uma escolha meramente humana, Deus não tem obrigação de ungi-lo para tal tarefa. Por mais que se esforce, ele vai falar, falar e não vai edificar ninguém (salvo em raras ocasiões).

Porém, quando é o próprio Deus quem escolhe, normalmente tal escolha é acompanhada por uma unção palpável. Normalmente, um ministro é usado por Deus (ou tem a obrigação de ser) com certa frequência, enquanto que para um pregador, essa frequência é mais baixa. Usado por Deus no contexto em que escrevo aqui se refere a alimentar e nutrir espiritualmente os ouvintes ou fluir naquilo em que foi designado por Deus para ser.

A ausência da unção, da graça e do chamado na vida de uma pessoa faz uma diferença enorme. Nada substitui a unção, a inspiração e a atuação do Espírito Santo (At 4.8; 9.31; 10.38; 13.2; 20.22,23,28; Rm 15.18,19; I Co 12.3-11; Hb 2.4; II Pe 1.21). Você pode ter vários parceiros à unção e ao Espírito Santo:
• eloquência,
• oratória,
• retórica,
• linguagem,
• recursos eletrônicos (data show, tablet, notebook) etc.

Mas substitutos JAMAIS!!! É claro que estes recursos podem ser muito úteis ao ministro, mas não são fundamentos, são acessórios! Parceiros do Espírito Santo são aceitáveis, mas substitutos não!!!

Um culto sem Ele ou um culto onde Sua vontade soberana é ignorada, é como estar num funeral: todos ficam parecendo zumbis. Porém, um culto onde Ele tem liberdade e Seus desígnios são atendidos, é um culto cheio de vida.

Por mais belo que seja um pregador, por mais eloquente que seja sua linguagem, por mais preparo teológico e intelectual que possua, sem unção, sem o chamado e sem a graça divina, tal pregador será um mero animador de auditório.

O máximo que conseguirá fazer é entreter a igreja, distraí-la. E distração deixa o espírito faminto! Ser alimentado com animações e programações meramente humanas deixa o cristão espiritualmente debilitado, sempre precisando de aconselhamento e oração.

Ser alimentado com a essência da Palavra de Deus nutre seu espírito e o leva a um crescimento saudável (Jo 4.34; 6.27,53-58; I Co 3.2; Hb 5.12-14; I Pe 2.2).

Não se iluda: a Palavra de Deus é o nosso maior e melhor alimento. Porém, são poucos os que estão prontos para alimentá-lo com essa Palavra. O simples fato de uma pessoa ter um título eclesiástico não significa nada. Ela pode ter conquistado tal posição através de uma dentre muitas formas humanas que são empregadas atualmente.

Em várias ocasiões saí frustrado de cultos. Nestas ocasiões, os pregadores pareciam não ter qualquer preocupação com seus ouvintes e os subestimava. Acredito que o mínimo que se pode oferecer a uma pessoa em um culto é uma ministração consistente da Palavra de Deus (I Co 4.1).

É possível oferecer às pessoas uma Palavra sólida sem exigir do ouvinte um Ph.D. em teologia. Uma Palavra sólida não é uma Palavra difícil de entender, na verdade não tem nenhuma relação com dificuldade de compreensão ou vocabulário refinado.

A Palavra mais sólida que existe é aquela que é inspirada pelo Espírito Santo. Contudo, a inspiração está sendo negligenciada pela mera ocupação, ou seja, ocupar e preencher um culto virou prioridade.

Muitas vezes tal preenchimento é enchimento de linguiça. NADA SUBSTITUI A INSPIRAÇÃO!!!!

Você pode ter parceiros e auxiliares da inspiração, mas substitutos não! Se não há inspiração, é por que a soberania do Espírito Santo está sendo ignorada. É praticamente impossível dar liberdade ao Espírito Santo e não presenciar o fluir de Sua unção (II Co 3.17; Ef 4.30; I Ts 5.19).

Seja este fluir no ensino, na manifestação dos dons, numa intensa celebração de louvor e adoração a Deus, em cânticos espirituais, na pregação etc. Como será este fluir, não podemos prever e nem determinar, apenas devemos nos entregar a ele (Ez 47.1-12). Obviamente, não é sempre que veremos e presenciaremos este fluir abundante, mas sua frequência certamente não deve ser baixa no Corpo de Cristo.

28/12/2021

A finalidade da consciência!
Rvp

"Mas, ouvindo eles esta resposta e acusados pela própria consciência, foram-se retirando um por um, a começar pelos mais velhos até aos últimos, ficando só Jesus e a mulher no meio onde estava" (Jo 8.9).

Todas as pessoas que acusavam a mulher adúltera perceberam que também eram culpadas pois suas consciências pesaram.

A consciência sempre faz duas coisas: ela aproxima você de Jesus ou leva você para longe dEle. Ela conduz você para mais perto do Senhor ou obriga você a evitar Sua proximidade.

Uma consciência pesada foi o que levou muitas pessoas a deixarem de ler a Bíblia, a evitar a comunhão com os irmãos, a se auto-justificar e a acusar os outros. Mas quem cede à sua consciência acusadora e se refugia junto a Jesus receberá o perdão!

Que o Senhor purifique nossa mente, vontade e emoção, estes 03 itens constituem nossa alma, a qual necessita ser salva dia após dia, porque nela residem toda raiz do mal que não queremos fazer.

28/12/2021

Vasos Quebrados - processo difícil, mas o final será glorioso.
Rvp

Algumas pessoas quebram-se por seus próprios erros. Outras são quebradas pelos homens, por Satanás ou até mesmo por Deus (Salmo 2.9; Pv.29.1; Jr.48.38; Ap.2.27).

Muitos já foram quebrados, mas seus pedaços ainda estão muito grandes. O orgulho ainda prevalece. Mesmo estando em dificuldades, não são capazes de pedir ajuda ou conselho. Então, serão quebrados novamente.

“E ele o quebrará como se quebra o vaso do oleiro, despedaçando-o por completo, de modo que não se achará entre os seus pedaços um caco que sirva para tomar fogo da lareira, ou tirar água da poça” (Is.30.14).

Exemplos bíblicos
Jacó era enganador e usou sua esperteza contra o irmão Esaú e o pai Isaque. Depois de ter sido abençoado pelo pai, ao contrário do que se poderia esperar, começou a ser quebrado por Deus. Certamente, a bênção viria, mas não imediatamente, não antes que o seu caráter fosse transformado pelas mãos do oleiro através de várias experiências dolorosas. Perdeu o convívio familiar, nunca mais viu os pais, foi enganado no casamento, explorado pelo sogro no trabalho, mas aprendeu, afinal, que precisava e dependia de uma aliança com Deus.

Em Êxodo 2.11 encontramos Moisés no auge de sua glória humana: com status de príncipe, jovem, forte e irado. Considerando-se superior, matou um egípcio. Ele precisava ser quebrado. Seu tratamento foi tão rigoroso que, 40 anos depois, não acreditava que poderia libertar o povo de Israel. Em Êxodo 3.11, encontramos um Moisés moído, mas Deus começava a reconstruí-lo. Por tudo isso, ele veio a tornar-se o homem mais manso da terra: resultado da obra de Deus em sua vida (Nm.12.3).

Outro exemplo clássico é Jó. Ele foi quebrado e moído até o pó (Jó 9.17; 16.12; 19.2). Naquele árduo processo, todos os seus conceitos de justiça própria foram destruídos.

A história de Nabucodonozor nos mostra a ação de Deus contra a soberba do homem. Aquele rei foi retirado do seu trono e do convívio humano, passando a comer a relva com os animais durante algum tempo (Dn.4.25).

No início de Atos 9, Paulo encontrava-se no auge do seu poder político e religioso. Então, encontrou-se com Jesus e foi quebrado. Foi humilhado e ficou cego. Paulo foi esvaziado de si mesmo. Muito tempo depois, estava pronto para afirmar: “Não sou eu quem vivo, mas Cristo vive em mim” (Gal.2.20). “Não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus” (2Co.3.5).

Somos quebrados para que somente Cristo seja exaltado.

A quebra pode incluir perdas, humilhações e a desconstrução de uma imagem pessoal que esteja acima do propósito de Deus (Dt.8.2-3). Quando reconhecemos que nada somos, aprendemos a reconhecer o que Cristo pode ser em nós. Muitos querem prosperar, no sentido de verem tudo dando certo, mas estão no tempo de serem quebrados. Portanto, isto pode gerar um grande conflito e decepção, a não ser que aprendam a compreender o momento em que se encontram. Queremos sair do Egito e entrar direto em Canaã, mas não é assim que as coisas de Deus funcionam. Ainda temos um deserto para atravessar e muitos de nós estão apenas entrando nele.

Queremos que Deus nos ajude na realização dos nossos planos, mas o mais importante e necessário é que o plano de Deus prospere. Precisamos viver a prosperidade da cruz, conforme escreveu o profeta Isaías.

“Todavia, foi da vontade do Senhor moê-lo, fazendo-o enfermar. Quando ele se puser como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias, e a vontade do Senhor prosperará nas suas mãos” (Is.53.10).

O texto fala sobre Jesus, mas, se ele mesmo disse que os seus seguidores deveriam tomar suas cruzes, era porque, em alguma medida, haveríamos de experimentar algo semelhante.

Alguns fracassos são resultado do pecado, mas até esses, embora indesejáveis, podem ser usado por Deus para nos moldar. Alguns reveses da vida podem ser necessários, mas não representam o objetivo final de Deus para nós. Não se trata de destruição individual, mas de uma limpeza que precede a nova edificação.

As tribulações são comparadas ao fogo e têm papel purificador em nossas vidas. Tal afirmação pode ser questionada por alguns, pois pensam que toda purificação ocorre através do sangue de Jesus. Não é bem assim. O sangue de Jesus nos purifica dos pecados cometidos, mas o sofrimento nos ajuda a abandonar a prática pecaminosa. Portanto, nos purifica também, aperfeiçoando o nosso caráter, como disse o salmista:

“Antes de ser afligido, andava errado, mas agora guardo a tua palavra!” (Salmo 119.67).

Vejamos o que escreveu Pedro:

“Ora pois, já que Cristo padeceu na carne, armai-vos também vós deste mesmo pensamento; porque aquele que padeceu na carne já cessou do pecado” (IPd.4.1). O apóstolo escreveu para cristãos que estavam sofrendo. Ele estava tentando demonstrar que o sofrimento pode ter um efeito santificador, embora isto não signifique que alguém possa ser salvo pelo sofrimento.

Algumas pessoas precisam de um tratamento de choque contra determinados pecados que, somente assim, serão desarraigados. A idolatria de Israel foi extirpada pelo cativeiro babilônico. Nunca mais houve ídolos em Israel. A nação é hoje um ícone do monoteísmo no mundo.

A palavra de Oséias expressa a experiência daquele povo:

“Vinde, e tornemos para o Senhor, porque ele despedaçou e nos sarará; fez a ferida, e no-la atará. Depois de dois dias nos ressuscitará: ao terceiro dia nos levantará, e viveremos diante dele.” (Os.6.1-2).

Aqueles que contendem com Deus e resistem ao trabalho do oleiro serão despedaçados de modo definitivo e irreparável (ISm.2.10; Jr.19.10-11; Pv.29.1), mas a vontade do Senhor é que não sejamos assim: rebeldes, inflexíveis e intratáveis.

Depois de sermos quebrados e reconstruídos, por mais que cresçamos, será mais difícil que a vaidade nos domine. Teremos superado muitos pecados e adquirido resistência para a jornada. Quem foi quebrado, não se ressente mais dos arranhões da vida. Depois do grande problema com Absalão (2Sm.15), Davi não revidou aos insultos de Simei (2Sm.16.7).

Depois do duro tratamento a que foram submetidos, muitos homens na bíblia foram restaurados, alcançando bênçãos maiores do que as anteriores. Jacó tornou-se Israel. Moisés libertou o povo de Deus. Jó recebeu o dobro do que antes possuía. Nabucodonozor, ao dar glória ao Deus do céu, recuperou o trono da Babilônia. Paulo foi usado poderosamente por Deus para levar o evangelho a vários lugares do Império Romano e escrever cartas que estabeleceriam a doutrina da igreja em todos os tempos.

Coloque sua vida nas mãos de Deus, o oleiro supremo, para que ele possa moldá-lo conforme a sua vontade.Vasos Quebrados - processo difícil, mas o final será glorioso.
Rvp

Algumas pessoas quebram-se por seus próprios erros. Outras são quebradas pelos homens, por Satanás ou até mesmo por Deus (Salmo 2.9; Pv.29.1; Jr.48.38; Ap.2.27).

Muitos já foram quebrados, mas seus pedaços ainda estão muito grandes. O orgulho ainda prevalece. Mesmo estando em dificuldades, não são capazes de pedir ajuda ou conselho. Então, serão quebrados novamente.

“E ele o quebrará como se quebra o vaso do oleiro, despedaçando-o por completo, de modo que não se achará entre os seus pedaços um caco que sirva para tomar fogo da lareira, ou tirar água da poça” (Is.30.14).

Exemplos bíblicos
Jacó era enganador e usou sua esperteza contra o irmão Esaú e o pai Isaque. Depois de ter sido abençoado pelo pai, ao contrário do que se poderia esperar, começou a ser quebrado por Deus. Certamente, a bênção viria, mas não imediatamente, não antes que o seu caráter fosse transformado pelas mãos do oleiro através de várias experiências dolorosas. Perdeu o convívio familiar, nunca mais viu os pais, foi enganado no casamento, explorado pelo sogro no trabalho, mas aprendeu, afinal, que precisava e dependia de uma aliança com Deus.

Em Êxodo 2.11 encontramos Moisés no auge de sua glória humana: com status de príncipe, jovem, forte e irado. Considerando-se superior, matou um egípcio. Ele precisava ser quebrado. Seu tratamento foi tão rigoroso que, 40 anos depois, não acreditava que poderia libertar o povo de Israel. Em Êxodo 3.11, encontramos um Moisés moído, mas Deus começava a reconstruí-lo. Por tudo isso, ele veio a tornar-se o homem mais manso da terra: resultado da obra de Deus em sua vida (Nm.12.3).

Outro exemplo clássico é Jó. Ele foi quebrado e moído até o pó (Jó 9.17; 16.12; 19.2). Naquele árduo processo, todos os seus conceitos de justiça própria foram destruídos.

A história de Nabucodonozor nos mostra a ação de Deus contra a soberba do homem. Aquele rei foi retirado do seu trono e do convívio humano, passando a comer a relva com os animais durante algum tempo (Dn.4.25).

No início de Atos 9, Paulo encontrava-se no auge do seu poder político e religioso. Então, encontrou-se com Jesus e foi quebrado. Foi humilhado e ficou cego. Paulo foi esvaziado de si mesmo. Muito tempo depois, estava pronto para afirmar: “Não sou eu quem vivo, mas Cristo vive em mim” (Gal.2.20). “Não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus” (2Co.3.5).

Somos quebrados para que somente Cristo seja exaltado.

A quebra pode incluir perdas, humilhações e a desconstrução de uma imagem pessoal que esteja acima do propósito de Deus (Dt.8.2-3). Quando reconhecemos que nada somos, aprendemos a reconhecer o que Cristo pode ser em nós. Muitos querem prosperar, no sentido de verem tudo dando certo, mas estão no tempo de serem quebrados. Portanto, isto pode gerar um grande conflito e decepção, a não ser que aprendam a compreender o momento em que se encontram. Queremos sair do Egito e entrar direto em Canaã, mas não é assim que as coisas de Deus funcionam. Ainda temos um deserto para atravessar e muitos de nós estão apenas entrando nele.

Queremos que Deus nos ajude na realização dos nossos planos, mas o mais importante e necessário é que o plano de Deus prospere. Precisamos viver a prosperidade da cruz, conforme escreveu o profeta Isaías.

“Todavia, foi da vontade do Senhor moê-lo, fazendo-o enfermar. Quando ele se puser como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias, e a vontade do Senhor prosperará nas suas mãos” (Is.53.10).

O texto fala sobre Jesus, mas, se ele mesmo disse que os seus seguidores deveriam tomar suas cruzes, era porque, em alguma medida, haveríamos de experimentar algo semelhante.

Alguns fracassos são resultado do pecado, mas até esses, embora indesejáveis, podem ser usado por Deus para nos moldar. Alguns reveses da vida podem ser necessários, mas não representam o objetivo final de Deus para nós. Não se trata de destruição individual, mas de uma limpeza que precede a nova edificação.

As tribulações são comparadas ao fogo e têm papel purificador em nossas vidas. Tal afirmação pode ser questionada por alguns, pois pensam que toda purificação ocorre através do sangue de Jesus. Não é bem assim. O sangue de Jesus nos purifica dos pecados cometidos, mas o sofrimento nos ajuda a abandonar a prática pecaminosa. Portanto, nos purifica também, aperfeiçoando o nosso caráter, como disse o salmista:

“Antes de ser afligido, andava errado, mas agora guardo a tua palavra!” (Salmo 119.67).

Vejamos o que escreveu Pedro:

“Ora pois, já que Cristo padeceu na carne, armai-vos também vós deste mesmo pensamento; porque aquele que padeceu na carne já cessou do pecado” (IPd.4.1). O apóstolo escreveu para cristãos que estavam sofrendo. Ele estava tentando demonstrar que o sofrimento pode ter um efeito santificador, embora isto não signifique que alguém possa ser salvo pelo sofrimento.

Algumas pessoas precisam de um tratamento de choque contra determinados pecados que, somente assim, serão desarraigados. A idolatria de Israel foi extirpada pelo cativeiro babilônico. Nunca mais houve ídolos em Israel. A nação é hoje um ícone do monoteísmo no mundo.

A palavra de Oséias expressa a experiência daquele povo:

“Vinde, e tornemos para o Senhor, porque ele despedaçou e nos sarará; fez a ferida, e no-la atará. Depois de dois dias nos ressuscitará: ao terceiro dia nos levantará, e viveremos diante dele.” (Os.6.1-2).

Aqueles que contendem com Deus e resistem ao trabalho do oleiro serão despedaçados de modo definitivo e irreparável (ISm.2.10; Jr.19.10-11; Pv.29.1), mas a vontade do Senhor é que não sejamos assim: rebeldes, inflexíveis e intratáveis.

Depois de sermos quebrados e reconstruídos, por mais que cresçamos, será mais difícil que a vaidade nos domine. Teremos superado muitos pecados e adquirido resistência para a jornada. Quem foi quebrado, não se ressente mais dos arranhões da vida. Depois do grande problema com Absalão (2Sm.15), Davi não revidou aos insultos de Simei (2Sm.16.7).

Depois do duro tratamento a que foram submetidos, muitos homens na bíblia foram restaurados, alcançando bênçãos maiores do que as anteriores. Jacó tornou-se Israel. Moisés libertou o povo de Deus. Jó recebeu o dobro do que antes possuía. Nabucodonozor, ao dar glória ao Deus do céu, recuperou o trono da Babilônia. Paulo foi usado poderosamente por Deus para levar o evangelho a vários lugares do Império Romano e escrever cartas que estabeleceriam a doutrina da igreja em todos os tempos.

Coloque sua vida nas mãos de Deus, o oleiro supremo, para que ele possa moldá-lo conforme a sua vontade.

07/10/2021

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Rio De Janeiro, RJ
23060275

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