Asé Inhomirim

Asé Inhomirim ESTA PAGINA FOI CRIADA COM INTUITO DE DIFUNDIR A CULTURA YORUBA, O AXÉ ALAKETU , E ORIENTAÇÕES ESPIRITUAIS .

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15/03/2026

KOLOFE
CAMINHOS DE OXUM

ABAE OU MABE - Tem ligação com Yemanjá.
ABALU ou ABALO - a mais velha de todas, considerada velha e decrépita e envolvida em ações misteriosas e obscuras relacionadas, talvez, à prática da feitiçaria. Tem numerosos filhos e netos. É severa e autoritária É muito ciumenta e adora receber hortênsias como oferenda. Sua ligação com Omolú o Orixá da peste, tido como o médico dos pobres, é notável e segundo dizem, acompanha este Orixá em suas andanças pelos quatro cantos do mundo. Guardiã do Iyawô no período de kelê, sendo considerada a dona do kelê. Neste período deve-se sempre manter uma vela acessa reverenciando Osún para que tudo transcorra bem. Veste-se de cores claras,(azul-claro) usa abebé (é a verdadeira dona do leque e sempre se apresenta com ele) e alfange, tem ligação com Nanã, Oyá de culto Igbalé.Come com Yemanjá no rio ou na lagoa. Carrega Ogum . Tem ligação tb com Omulu e Oxossi

ABOMI OU OMI OU OMIN OU LOMIN - Um dos nomes ou qualidades de Oxum que significa 'Senhora da água'. Suas filhas têm o direito de usar o Jogo de Adivinhação com até 16 búzios. Não tem ligação com os demais Orixás. É considerada uma das mais velhas, devido ao longo tempo de culto.

ABOTÔ OU YABOTO OU BOTO OU OSOGBO OU OGBO - Aspecto maduro da orisá. Feminina e coquete. Muito bonita e vaidosa. Relacionada ao parto e ao nascimento, ajuda as mulheres a terem filhos. É a origem de Oxum. Seu culto é realizado nas nascentes dos rios. É a Oxum das nascentes e dos encontros das águas doces e salgadas. Ela deu origem ao nome da cidade de Osogbo. Tem fundamentos com Yemanjá e Oxalá. Geralmente seus filhos são Àbìkús. É a ela que devem se dirigir todas as mulheres que queiram dar à luz ou que procuram saúde para toda a gestação. É a Oxum que ajuda as mulheres durante o parto a terem os seus filhos. Veste-se predominantemente com o branco e alguns detalhes amarelos ou amarelo ouro e azul-claro.; Oxun Oxogbô assiste a mulher na hora do parto, desempenhando aí, a função de parteira.

ADOLÁ - Senhora dos cabelos, representa a beleza feminina e o adorno facial. Tem como protegidos todos que dependem dos cabelos para sobreviver. A esta Ósún é entregue os cabelos de um Iyawó quando ele completa um ano de feitura.

AJAGURÁ ou AJAGIRA - Senhora de todas as aves de p***s coloridas e aves aquáticos e terrestres. Responsável pelo Ekodidé e pela hora da apresentação do Iyawô a sociedade.Tem um enredo com Aganju, uma qualidade de Xangô mais carregado e ligado ao fogo. Jovem e guerreira. Pertence à nação nagô

AKURA IBÚ - A inconstância do caráter feminino é representada por Akura, que se faz presente nos locais de encontro das águas do rio com as do mar.

APARÁ - a mais jovem de todas com instinto guerreiro, confundindo-se muitas vezes com IANSÃ. Dona dos objetos cortantes, sendo dona da navalha. Esta fase de Osún tem duplo caminho, sendo que uma tem fase Oyá e a fase Ogún. Quando vem na fase Ogún é aconselhável oferecer nas obrigações de sete em diante um Odá (bode castrado). É muito guerreira e veste-se com o rosa-claro ou o azul-claro. Os mais antigos do candomblé dizem que Oxum Apara é a verdadeira esposa de Ogum Wári, uma qualidade de Ogum que vive nas águas. É a Oxum Apara quem dá a visão no jogo e tem uma relação com Exu. Como as outras Oxuns, essa qualidade de Oxum não come cabra nos seus rituais e sim o odan, o bode capado. Os membros do bode são oferecidos a Exu antes de ser sacrificado; Oxun Apará é a poderosa guerreira que acompanha Ogun em suas campanhas, porta um sabre que manipula com força e destreza. Esta Oxun tem fundamento com Yemanjá, de quem é filha e com quem costuma comer.

AYALÁ, ALANLÁ, ALÁ ou ÌYÁNLÁ - Tem forte ligação com OGUM. Uma das mais velhas,também ligada com as Yamis. Retem o poder sobre a bolsa lacrimal, manifestando através das lágrimas de alegria e de tristeza, dando força a todos que passam dificuldades na vida. Tem ainda participação no Axexê. Representa o sofrimento através da lágrima. Oxun Ayalá teria sido mulher de Ogun com quem trabalhava na forja, acionando o fole para atiçar as brasas. Conta a lenda que o fole acionado por Oxun Ayalá produzia um som ritmado e muito agradável. Atraído por este som, Egun pôs-se a dançar diante da ferramentaria, atraindo um grande número de assistentes que por ali passavam. Encantados com o bailado de Egun os passantes lhe fizeram muitas oferendas de dinheiro, o que o deixou feliz e vaidoso.
Ao saber que Egun estava ganhando dinheiro com sua apresentação, Oxun exigiu que metade da renda obtida fosse dividida com ela, caso contrário, não acionaria mais o fole que produzia o ritmo sem o qual Egun não poderia mais dançar. Sem alternativas, Egun teve que aceitar a exigência da Yagbá passando, a partir de então, a dividir com ela tudo o que ganhava em suas apresentações. Esta Oxun além de sua ligação com Ogun Alagbede tem sérios fundamentos com Egun. Veste o amarelo e o azul-claro. Tem forte ligação tb com Oxalá, neste caminho veste branco.

AWE - Oxun, então, assume e revela todo o poder feiticeiro da mulher. Desprovida agora de escrúpulos e do sentimento de piedade, contesta a pseudo superioridade do macho e cria uma sociedade secreta estritamente matriarcal denominada Sociedade Gueledé, onde a face maligna é encoberta por máscaras muitíssimo elaboradas. É quem se encarrega de organizar esta sociedade onde o homem não tem vez, devendo, tão somente, submeter-se de bom grado às exigências de suas líderes.
BUMI - O gosto pela riqueza, pela opulência e pelo uso de jóias e adornos se revela no caminho de onde a yagbá cobre-se de pulseiras, brincos e colares de ouro, metal que lhe pertence por direito e ao qual está ligada de todas as formas.

EDE - A mulher madura, consciente de sua graça e elegância, revestida de respeito e classe.

FUMIKE - proporciona a possibilidade de gerar filhos,

FUNKE - é a mestra, representando a mãe que orienta e ensina aos filhos as primeiras palavras e passos no seu primeiro contacto com o mundo e com a própria vida.

IBERIN OU MERIN MERIN - Protege o Iyawô no período de kelê contra pragas e queimações, dando ao Iyawô neste período o poder de cobrar injustiças por conta própria. Feminina, elegante, rica e vaidosa. É a Oxum de Mãe Menininha do Gantois. Aspecto maduro da orisá, nessa forma não desce nas cabeças.

IBUKOLA - é a sedutora irresistível e representa o poder de sedução feminino.

IJUMÚ, IJIMUN, JUMU,JUMUN OU YGEMUM - Rainha entre todas as OXUNS, tendo estreita ligação com as IYAMI-AJÉ, ostentando, por isto, o título de Yalode. Essa estreita ligação é que faz com que as OXUNS alcancem a vitória em suas brigas ou vinganças. Senhora do okutá, responsável por tudo que vive no fundo dos rios. Está demarcação leva 16 okutás em seu assentamento, sendo que ap***s um é consagrado ao Ori. É para essa Osún que se entrega a cabeça enrolada na hora da morte. Essa Osún tem o poder de segurar uma gravidez conturbada ou mesmo impossível. É considerada por muitos zeladores como o terceiro caminhos das Ìyámìs. entre as que pegam os seus filhos, é uma das mais antigas e a única Oxum que através do jogo do búzio não responde por meio do odu Oxê. Veste-se de azul claro ou cor de rosa. Leva abèbé e alfange. É a senhora da fecundidade e do feitiço, é a velha e vira bruxa na beira do rio.Come com Oxalá e Omolu. Não come bicho-fêmea, exceto pata.

IKOLE - Seu mito a liga a Iemanjá e Ode Erinlé. Transformou- se numa ave.

IPETU - ingênua e sensual, tem um enredo com Obaluaiê, com quem entra no cemitério. Veste-se com tecidos muito estampado em que predomina o amarelo. Ipetú é a guardiã dos segredos insondáveis. Sobre esta Oxun pouco se sabe e nada se fala. A simples pronúncia de seu nome é revestida de muito respeito e considerada quase como um tabu. Akolê: Semelhante a Oxum Ipetu;

KAYODE - representada pela dança de Oxun, repleta de movimentos que denotam a sensualidade revelada na maneira de andar, de se movimentar e de proceder das mulheres.

KARE - muito guerreira. É aquela que auxilia todo e qualquer movimento ligado a abundância e fertilidade. Possui o poder da multiplicação do útero (gêmeos e trigêmeos). Dona da bolsa d’água, com o direito de aumentar o espaço da gestação. Òsún karè é a deusa da pesca, rainha da caça, é aquela que mora dentro das águas da cachoeira e(ao mesmo tempo mora na entrada das matas). Senhora que acompanha Ode nas caçadas noturnas. Tem enredo com Oxóssi Inle e Logun-Edé. Também é ligada a Ode Karê, caçador que vive nas águas e se apresenta como um iabá, orixá feminino. Yeye Kare representa o culto à beleza e à vaidade feminina, é descrita como "O Espírito que se reflete no espelho", motivo pelo qual Oxun está permanentemente se admirando na superfície de um espelho, do qual não se separa nunca. Sua arma é um ofá (arco e flecha). Muito bonita, jovem, autoritária e agressiva. Veste saia branca com forro amarelo-claro. Acompanha Yemanjá e Oxalá. Come na lagoa e no encontro das águas salgadas com as doces. É manca da perna esquerda e só come bichos-fêmeas. Kare é um de seus títulos, na verdade Kare tem seu próprio nome que poucos conhecem. Tem ligação com Oyá.

LOBÁ-GUERÊ OU GUERÉ - Oxum velha que dirige os trabalhos do qual o auxiliar é o Exu Laboré Fumen. Gueré quer dizer docemente ou alegremente. Tem ligação com Xangô

MIWA - o Espirito das Águas Doces, está, de certa forma, ligada ao processo de gestação e dizem que assiste e protege o feto durante todo o período de gravidez, sendo a dona do líquido aminiótico. Cultuada especialmente no 'Asé Ilê Opô Afonjá'. Não é propriamente uma qualidade, e sim o nome de um Orixá. Mi = diferente e Wá = ser = Ser Diferente.

ODÓ - reina nas nascentes dos rios. Iyawô dessa qualificação deve ser coberto com Alá e dentro do seu ibá cinco ovas de peixe. No fim do Orô, lava-se imediatamente o Iyawô ainda virado. Essa demarcação tem kizilas de ejé. É a Mãe das Ancestres. É muito parecida com Yemanjá. Veste branco e azul. Come com Oxalá e Yemanjá. Senhora dos perdões. Nas nascentes dos rios reside Yèyé Odó.

OGA ou OLÓKO - Velha e brigona. Representa à mulher envelhecida, cheia de manias e preconceitos, ranzinza e implicante Representa a existência absoluta da humanidade, sendo responsável por todo Iyawô após 60 anos. Protege os idosos. Senhora da feitiçaria e mandingas. - vive nas florestas é tida como a adversária de Oxóssi. . Yeye Oloko, que habita nos mananciais d’água existentes no interior das florestas mantendo ligações fundamentais com Oxóssi e Osain. Existe um mito que diz que Oxóssi teve que dividir a floresta com Yeye Olokô e Ossãe depois de uma disputa;
OKÉ OU LOKE OU LÊ IÊ OKE OU EOQUÊ - muito guerreira. Semelhante a Oxum Karê que para muitos faz com que elas sejam uma só;: Apresenta-se como caçadora, mais também é muito guerreira. Vive no interior das matas ou florestas e é associada as Iyami. Veste amarelo-ouro e usa ofá, traz ainda uma espada e o abebê. Come com Oxossi e Ewá somente a caça. Foi esposa do mais velho Oxossi que existe e criou os filhos que lansã teve com seu marido, aliás, só permitia que Oyá tratasse de seus filhos quando eles adoeciam

OMINIBU - É uma Oxum mais nova. É a que vive na nascente do rio. Não vira na cabeça de ninguém. Tem enredo com Oxóssi

PONDA OU YPONDÁ OU PANDÁ - guerreira, rica, bela, Governa a criação infantil, sendo a verdadeira mãe de Logún e também senhora da inocência. Para está Òsún é aconselhável que o okutá seja umedecido com leite materno. Yeye que m***a a cavalo, de onde originou-se o mito de que essa Oxum pega o seu cavalo e com a sua espada sai batendo de porta em porta desafiando quem encontra para um duelo;
Oxun Ipondá é guerreira e dona de caráter irrascível. Esta Oxun costuma formar, junto com Oyá, uma dupla de combatentes invencíveis. : Esposa de Oxossi Ibualama. Porta um leque. É Mãe de Logun-Edé e com sua espada guerreia bravamente. Vive no mato com seu marido. Veste amarelo-ouro e azul-claro na barra da saia. Relacionada ao fogo e aos cemitérios, tem ligação com Egun. A pata é a sua maior quizila, seu bicho de fundamento é a tartaruga. É uma jovem da cidade de Iponda. Tem ligação com Ogum, Oyá, Oxossi e Oxaguiã. Come com Iyemonjá e Oxalá. Alguns dizem ser companheira de Omulu, muito feiticeira tendo ligação com o fogo

POPOLÓKUM - Responsável pelos Cawris. Herdou de Bàbá Ifá o conhecimento do futuro. Tem como propriedade o Opelê Ifá,além de ser a senhora da intuição,audição e governantes de todos os métodos divinatórios. Oxun Popolokun, também revestida de uma enorme aura de mistério, é cultuada em lagoas de águas profundas, onde estabelece a sua residência. Conta a lenda que esta Oxun costuma aprisionar em seu reino aqueles que se aventuram a mergulhar em suas águas.

SEKESE - representa a aparente fragilidade feminina, artifício usado para obter a proteção dos representantes do s**o masculino.

A mulher guerreira, batalhadora e belicosa é representada por quatro caminhos de Oxun, nos quais porta sempre uma espada. Nestes caminhos a Orixá é conhecida como: Oxun Apará, Oxun Oke, Oxun Ipondá e Yeye Iberin, todas consideradas como guerreira poderosas.

No percurso do rio, que corresponde à trajetória do próprio Orixá, Oxun assume diferentes características, todas ligadas à maneira de ser das mulheres, de seu caráter e atitudes, de suas qualidades e defeitos.
Assim, o africano se refere à diferentes "caminhos" deste Orixá, que foram descritos de forma particular, sempre comparados a situações específicas do procedimento feminino. No Brasil, outras manifestações de Oxun podem ser verificadas nos tradicionais terreiros ou roças de candomblé.
Enquanto na África, as diferentes manifestações são consideradas como caminhos percorridos por Oxun como uma única entidade, no Brasil considera-se cada "qualidade" como sendo um Orixá diferente e assim, Oxun deixa de ser uma só e diferentes Oxuns, componentes de uma grande família serão cultuadas de acordo com cada diferente qualidade.

Obs. Nas descrições dos caminhos de Oxum existem muitas variantes, longe de mim, achar que estou colocando aqui a experiência das iniciações nas casas de santo e nem fechando questão com as verdades de cada um.

PAI FOLHA

Ogunjá – ItanOgun era o grande Rei de Irê.Homem sério, de poucas palavras, sempre entrava em rixa com Esú, que não o res...
11/03/2026

Ogunjá – Itan

Ogun era o grande Rei de Irê.
Homem sério, de poucas palavras, sempre entrava em rixa com Esú, que não o respeitava e vivia tentando provocá-lo.

Certo dia, enquanto Ogun seguia pelo caminho de Irê, encontrou Esú no meio da estrada.
Esú perguntou:
— Ogun, de que você tem medo?
Ogun respondeu com firmeza que não temia coisa alguma.

Para provar o contrário, Esú passou a fazer várias traquinagens tentando assustá-lo, mas nenhuma surtia efeito. Até que, em certo momento, invocou uma matilha de cães selvagens para atacar Ogun.

Sem demonstrar medo, Ogun empunhou sua espada e enfrentou os animais. Um a um foram tombando sob a lâmina afiada do guerreiro. Mas os cães eram muitos. Em meio à luta, Ogun acabou perdendo sua espada e, tomado pela fúria da batalha, passou a morder os cães para continuar lutando.

O barulho da luta chamou a atenção do povo da cidade, que correu para ver o que acontecia. Ao chegarem, encontraram os cães mortos e Ogun com a boca manchada de sangue. Espantados, todos gritaram:
“Ogun Nje Aja!”
Que significa: “Ogun comeu os cães!”

Desde então, para mostrar que Ogun nada teme, em alguns festivais dedicados a ele realizam-se sacrifícios rituais de cães que depois são preparados como alimento para seus devotos.

⚠️ Observação: nos festivais tradicionais de Ogun na África, os cães utilizados são cães selvagens, nunca cães domésticos.

Ogun Yê!

08/03/2026

FOLHAS QUENTES,MORNAS E FRIAS
FOLHAS PARA BANHOS

Apesar do axé de todas as folhas pertencer a OSSANYN, todos os Orixás possuem suas próprias folhas.
Existem folhas mornas, quentes e frias. Algumas folhas só são recomendadas para feitiços e cada tipo de folha pode pertencer a mais de um Orixá.


As folhas são divididas por elementos:

Ewé Aféefé – folhas de ar

Ewé Inón – folhas de fogo

Ewé Omin – folhas de água

Ewé Ilé ou Igbó – folhas de terra

As ervas podem ser quentes, mornas ou frias.

Ervas Quentes ou Agressivas: – São ervas que tem a capacidade de dissolver as larvas astrais, miasmas e cascões energéticos. A atuação dessas ervas é semelhante a de um ácido, que possui um alto poder de limpeza. Servem para limpar, consumir, purificar, dissolver, descarregar. Algumas ervas quentes: erva de bicho, guiné, peregum roxo, arruda, aroeira, jurema preta, pinhão roxo, bambu, quebra demanda, espada de São Jorge, fumo, casca de alho, casca de cebola, entre outras.

Ervas Mornas ou Equilibradoras: – Esse tipo de ervas tem a propriedade de equilibrar e restaurar nosso corpo energético quando da utilização de ervas quentes. Esse tipo de ervas pode ser utilizado diariamente sem restrições. Servem para equilibrar, manter, adequar, fluir, restaurar, energizar. Algumas ervas mornas: sálvia, alfavaca, alfazema, cana do brejo, erva de Santa Maria, manjericão, verbena, alecrim, manjerona, hortelã, calêndula (flor), camomila (flor), cipó de caboclo, umbaúba, angico, entre outras.

Ervas Frias ou Específicas: – Ervas frias são as ervas de uso específico, são usadas para mediunidade, para atrair bons fluidos, para prosperidade, para fitoterapia, etc. Algumas ervas frias: macela (flor), algodoeiro, anis estrelado, jasmim, louro, noz moscada, losna, angélica, sândalo, erva de Santa Luzia, mil folhas, pichuri, imburana (semente), entre outras.

As ervas podem entrar em quente, morna ou fria, pois elas nunca se anulam e sim se completam, pois carrega mais de um fator realizador. Mas nunca esquecendo de uma simples palavra “Intenção”.

Abaixo estão relacionadas as ervas mais conhecidas e usadas para banhos e outras finalidades.

OXALÁ – Boldo ou Tapete de Oxalá; Saião ou Folha da Costa ; Manjericão ou Alfavaca Branca ; Sândalo; Patchuli; Colônia; Alfazema; Algodoeiro; Capim Limão; Girassol; Maracujá; Jasmim; Erva Cidreira, Oripepê, Lágrima de Nossa Senhora, Alecrim, Beti cheiroso, Fruta pão, Sálvia, Erva doce, Lírio branco, Maria sem vergonha branca, Malva branca, etc.

XANGÔ – Levante ou Elevante; Quebra-Pedra; Fortuna ; Erva Lírio; Pata de Vaca; Pára-Raio; Gervão Roxo; Manjericão Branco; Erva de Santa Maria; Malva Branca; Sucupira; Limoeiro; Café; Alecrim do Mato, Xanan (aipim ou carurú sem espinho – para Barú), Erva Tostão, Gerânio cheiroso, Capim fino, Orobô, Urucum, Castanha do Pará, Manjerona, Negra-mina, Lírio vermelho, Kitoko, Cipó milomi, Panacéia, etc.

ÒGÚN – Espada de São Jorge; Peregum Folhas Amarelas e Verdes; São Gonçalinho; Aroeira; Vence-Demanda ou Vence tudo; Comigo-Ninguém-Pode; Romã; Jurubeba; Mangueira (principalmente espada); Pinheiro; Goiabeira; Abacateiro; Canela, Akokô, Milho, Abre caminho, Dendezeiro ou mariwô, Folhas de inhame cará, Dandá da costa (capim e raiz), Peregum Verde, Cordão de frade, Eucalipto, Losna, etc.

OBALUAIÊ (OMULU) – Hera; Canela de Velho; Assa-Peixe; Erva-de-Passarinho; Levante ou Elevante; Jurubeba; Manjericão Roxo; Camomila; Babosa; Mamona Branca; Aroeira; Jamelão; Carnaúba, Pata de vaca branca, Erva passarinho, Sete sangrias, Melão de São Caetano, Quebra pedra, Barba de velho, Vassourinha, Erva de bicho, Erva de Santa Maria, Crisântemo, Cana do brejo, Cipó cabeludo, Confrei, etc.

IEMANJA– Manjericão; Colônia; Saião; Levante; Jasmim; Malva Rosa; Lágrimas de Nossa Senhora; Pata de Vaca; Parreira; Camomila ou Macela; Poejo; Trevo; Violeta; Boldo; Alaga Marinha; Gerânio, Lírio do brejo, Malva branca, Árvore da felicidade (lamacimalé), Agrião d’água, Rosa branca, Vassourinha, Araçá da praia, Papiroba, Mostarda, Erva da jurema, Beti branco, Beti cheiroso, Maricotinha, Melão d’água, Melancia, uva, Umbaúba branca, algas, etc.

OXÓSSI – Alecrim do Campo; Peregun Verde; Mangueira; Chapéu de Coro; Abre Caminho; Vence-Demandas; Jureminha; Erva Doce; Pitangueira; Romã; Sabugueiro; Malva Rosa; Levante; Capim Limão; Violeta, Folhas de milho, Folhas de coqueiro, Pinhão branco, Guiné, Guiné pipiu, Guapo, Alfavaca, Jurubeba, Carqueja, etc.

NANÃ – Erva Quaresma; Manjericão; Agoniada; Mostarda; Agrião; Bertalha; Espinafre; Hortênsia; Cedinho; Erva-Cidreira; Camomila; Berinjela; Erva-Mate; Avenca; Jaqueira; Cavalinha, Para de vaca branca, rosa ou lilás, Taioba, Arnica do campo, Viuvinha, Cana do brejo, Cipó milomi, Avenca, Broto de feijão, Mãe boa, Erva passarinho, Manacá, Quaresmeira, Azedinha do brejo, etc.

OXUM– Jasmim; Erva -Cidreira; Colônia; Agoniada; Camomila; Lágrimas de Nossa Senhora; Erva Doce; Lírio Amarelo; Mamão; Boldo; Bem me quer, Cana de jardim, Vitória-régia;Gengibre;Melancia;Agrião; Melão; Coentro; Celidônia, Erva doce, Erva de Santa luzia, Erva vintém, Girassol (pétalas), Macacá ou Catinga de Mulata, Flor de laranjeira, Malva branca, Dinheiro em penca, Trevo de quatro folhas, Alface, Flor de ouro, Poejo, Dólar, Melissa, Oriri, Jambeiro rosa, etc.

IANSÃ – Pára-Raio; Dormideira; Erva Santa Bárbara; Cana do Brejo; Erva Prata; Gervão Roxo; Anil.; Violeta; Losna; Arruda; Orquídea; Mal-me-quer; Alfazema; Anil; Cipó Azougue; Alfazema de Caboclo, Mutamba, Espada de Santa Bárbara, Para-raio, Cinco chagas, Erva santa, Malva rosa, Negra-mina, Canela de macaco, Parietária, Gerânio cheiroso, Bambú (folhas), Aroeira, Peregum rajado, Amora, Taioba branca, Língua de vaca, Parietária, Mutamba, Maracujá, etc.

IBEJI – Amoreira; Anil; Alfazema; Abre-Caminhos; Parreira; Colônia; Erva-Cidreira; Pitangueira; Camomila; Erva Doce; Cajá; Morango; Capim Limão; Lírio; Benjoim; Tangerina; Fruta de Conde; Hortelão, Sapoti, Flamboyant, Quiabo, Maracujá, Araruta, Poejo, Maracujá, Uva.

EXÚ – Vassourinha; Fumo; Babosa; Tiririca; Bananeira; Pinhão Roxo; Picão, Erva do diabo, Vence-Demandas; Comigo-Ninguém-Pode; Jurubeba; Urtiga; Amendoeira; Mastruz, Bredo com espinho, Arrebenta cavalo, Cambará, Aroeira vermelha, Figueira do inferno, Tiririca, Carrapicho, Arruda, Olho de gato, Folha de fogo, Erva grossa, Cacto, Barba de diabo, Garra de exú, Unha de pombo gira, Jamelão, Hortelã pimenta, Corredeira, Coroa de cristo, Mamona vermelha, Dormideira, Mandacaru, Pau d’alho, Bico de papagaio, Mastruz, Palmatória de exu, etc.

OSSANYN – Apesar de todas as folhas pertencerem a Ossaim, as folhas de fundamento de uso mais comum são: Baunilha de nicuri ou nicurizeiro, Tira teima, Umbaúba branca, Aroeira, Akokô, Cipó Milomi ou Jarrinha, Balainho de velho, Aridan (folhas e favas), Pimenta da costa, Cipó chumbo, Bejerecum (folhas e favas), Erva pombinho, Erva vintém, Hibisco vermelho, Pitangueira, Peregum (verde ou rajado), Erva pita, Jureminha, Cacau, Café, Losna, Olho de boi, Erva andorinha, Beldroega, Louro, Alecrim, Folhas de fumo, Alfavaquinha, Folhas de ficus, Barba de São Pedro, etc.

OXUMARÊ – Erva passarinho, Folha da riqueza (fortuna ou dólar ou dinheiro em penca), Jibóia, Folhas de batata doce, Maria preta, Vitória-régia, Melão de São Caetano, Mutamba, Coqueiro de Vênus, Tomateiro, Trancinha de Oxumarê, Samambaia de poço ou pente de cobra, Folhas trepadeiras, etc.

IROKO – Gameleira branca ou Iroko, Abiu, Barba de velho, Cajueiro, Jaqueira, Graviola, Folhas de fruta pão, Árvores centenárias de grande porte, Castanha do Pará, Cipó, Erva pita, etc.

LOGUM EDE – Combinação das folhas de Oxóssi e Oxum (verificar os caminhos para haver o equilíbrio) + Coqueiro de Vênus, Chifre de v***o, Comigo ninguém pode, Peregum rajado, etc.

EWÁ – Maravilha, Batata de purga, Cana de jardim ou Bananeira de jardim, Oxibatá lilás, Tomateiro, Dormideira, etc.
Obá – Vitória-régia, Oxibatá vermelho, Tangerina, Rosa vermelha, etc.

Conhecimento
07/03/2026

Conhecimento

06/03/2026
06/03/2026
06/03/2026

Hoje comemoro 12 anos no Facebook. Obrigado pelo apoio contínuo de vocês, que foi indispensável para mim. 🙏🤗🎉

A pedido de uma irmã de mesmo culto, venho através desta publicação desmistificar a importância e posse do HUNJEBI ou HU...
03/03/2026

A pedido de uma irmã de mesmo culto, venho através desta publicação desmistificar a importância e posse do HUNJEBI ou HUNJEVI.
Que todos os dois termos levam a (filho).
É uma conta da etnia FON, sem ter passagem em outras etnias.
Essa conta é a credencial do VODUNSI(o iniciado no cunho FON a tê-lo), independente de idades.
É a conta que nasce com o VODUNSI., e só um determinado Ogan tem direito de tê-lo.
Ekedys não tem direito.
Isso falo com a propriedade do culto o qual eu comungo.
Como a conta ALADÔ, é de extrema importância da família sangue real de "Rodolfo Martins de Andrade", Bamboşé, e hoje virou uma coisa comum de todos como o HUNJEBI, em todas as etnias.
Essa conta existe dia, hora para ser confeccionada e sacralizada.
O mais importante de tudo é que existem duas contas de suma importância que somente o Acè do Alaketu conhece e o Jeje, e não foi banalizada .
Sinto-me satisfeito por isso, deste segredo ser mantido.
Caso contrário teria sido banalizando como essa conta HUNJEBI, que nunca foi uma conta ou YAN de grau como colocam.
Temos contagens e o que a acompanha.
Muitos na cerimônia fúnebre, o colocam dentro da boca do KOIBI!
Ato erradissimo!
Conta que vai no corpo do vodunsi, menos na boca.
São essas diferenças que precisamos compreender que nós Fon'ns estamos mais vivos do que nunca para obedecermos outras etnias que não tem a propriedade para falar por nós.
HUNJEBI é a conta do vodunsi, iniciado no Jeje.

Boipoé.

Crédito
Candomblé Jeje Vodun

19/02/2026

A Quizila

A quizila, em alguns casos, é como se fosse uma "alergia" natural, que comemos alguma coisa, e imediatamente temos uma reação alérgica, porém a mais perigosa é aquela que não sentimos de imediato alguma reação, o que erradamente leva alguns filhos de santo, usarem, um sistema, Ah! Eu comi, não fez mal, não terá problema, aí é que se enganam, pois a reação virá quando menos esperam, atingindo de alguma outra forma.

Quizila o que é?

É tudo aquilo que provoca uma reação contrária ao axé, dá-se o nome de kizila ou èèwò, ou seja, são as energias contrárias a energia positiva do orixá. Estas energias negativas podem estar em alimentos, cores, situações, animais e até mesmo na própria natureza.
Como algumas kizilas ou èèwò dos orixás, tem-se:
Exu – água e mel em excesso
Ogum – quiabo
Oxóssi – mel de abelha
Iansã – abóbora
Oxalá – dendê, vinho da palma
A quizila é uma forma de reação negativa que atinge as pessoas, quer seja fisicamente, causando algum mal estar ou gerando algum transtorno na vida pessoal. Acontece quando comemos ou fazemos algo que não devemos; todos os orixás tem suas quizilas e seus filhos devem respeitá-las.
A quizila, em alguns casos, é como se fosse uma alergia natural, a qual se manifestará imediatamente. No entanto, a mais perigosa é aquela reação alérgica que não é imediata.
Os iniciados sabem o que devem respeitar, embora existam casos de desconhecimento decorrente de uma iniciação mal feita. As proibições mais comuns são determinadas comidas, temperos, folhas, bebidas, cores, etc.
Todo iniciado (feito no santo) convive com as quizilas (èèwó), que são certas proibições determinadas pelo orixá, “dono da cabeça” do filho ou filha-de-santo.
Quizilas de Iansã
Abóbora (Na verdade o que Iansã tem pela abóbora não é bem quizila, a quizila é para os filhos desta, Iansã tem pela abóbora GRATIDÃO.
Conforme uma determinada lenda, normalmente contada nos candomblés, Iansã quase foi morta por um carneiro que a traiu chamando inimigos de Oyá para que a matassem, e para fugir destes, Iansã precisou se esconder no meio de uma plantação de abóboras por toda uma noite disfarçada como tal, e por gratidão de ter escapado da morte jurou nunca mais comer abóbora, carneiro, lagartixa)

MAIS QUIZILAS:

Tudo aquilo que o nosso orixa rejeita, por qualquer motivo peculiar, que por vezes desconhecemos. Existem as quizilas da própria Nação e as de cada Orixá. As principais delas são:

Não passar atrás de corda de animal
Não deixar passar com fogo nas nossas costas
Não pagar nem receber dinheiro em jejum
Não passar embaixo de escadas
Não comer abóbora
Não comer peixe de pele (só comer peixe de escamas)
Não comer caranguejos
Não comer siri
Não comer muçum ou arraia (quizila de Oxum)
Não comer cajá
Não comer carambola (pertence à Egum)
Não comer fruta-do-conde ou sapoti
Evitar abacaxi (quizila de Omolu)
Evitar comer carne de porco (quizila de Omulu)
Evitar manga-espada (quizila de Ogum)
Evitar manga-rosa (quizila de Iansã)
Evitar tangerina (quizila de Oxóssi)
Não comer caça (quizila de Oxóssi)
Não comer carne nas segundas e sexta-feira
Usar roupa branca nas segundas e sextas-feiras
Evitar carne de pato (quizila de Iemanjá)
Evitar carne de ganso (quizila de Oxumarê)
Não comer carne de pombo ou galinha D’angola
Não ter em casa p***s de pavão (tiram a sorte)
Não varrer casa à noite
Evitar coco (quizila de Oxóssi)
Evitar melancia (quizila de Oxum)
Evitar fubá de milho (quizila de Oxóssi)
Não pregar botão em roupa no corpo
Não usar roupas pretas ou vermelhas
Evitar cemitérios
Não comer a comida queimada do fundo das panelas
Evitar aipim ou mandioca (pertencente à Egum)
Não comer bertália
Não comer taioba (quizila de Nanã)
Não comer pepino
Não comer das folhas do jambo
Não comer jaca
Evitar ovos (quizila de Oxum)
Não comer as pontas: cabeças, pés e asas de aves
Não jurar pelo santo, nem pedir mal aos outros
Nunca se fala cuscuzeiro nem cuscuz, para não revoltar Obaluaiê e Omulu fala-se agerê e bolo branco.
Filho de Oxóssi não come milho vermelho, nem milho verde.
Evitar comer uva itália (quizila de Ogum)
Evitar mostarda (quizila de Nanã)
Oxalá tem quizila a todas as comidas preparadas no azeite de dendê, portanto os filhos de Oxalá não podem comer delas.
Não comer amoras e evitar passar embaixo do pé de amora (pertence a Babá Egum).

Texto crédito
Daysse Soares

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