Cemitérios Históricos do Rio de Janeiro

Cemitérios Históricos do Rio de Janeiro Fotos, textos e estudos sobre os cemitérios históricos do Estado do Rio de Janeiro. Quem desejar publicar, entre em contato para ser autorizado.

Espaço aberto a todos os historiadores da ABEC - Associação Brasileira de Estudos Cemiteriais ou quaisquer outros historiadores e interessados que queiram publicar sobre os aspectos históricos dos cemitérios do RJ, da relação da sociedade com a morte, dos túmulos, artes cemiteriais e afins.

Flagrantes fotojornalísticos do Dia de Finados de 1952 no Cemitério de São João Batista (acervo Última Hora/Arquivo Públ...
31/08/2020

Flagrantes fotojornalísticos do Dia de Finados de 1952 no Cemitério de São João Batista (acervo Última Hora/Arquivo Público do Estado de São Paulo).

Cemitério de Petrópolis-RJ após o Dia de Finados
25/11/2019

Cemitério de Petrópolis-RJ após o Dia de Finados

Você sabia que o Marechal Deodoro da Fonseca está sepultado  na Praça Paris?Por José RoitbergNeste dia que poucos se imp...
15/11/2019

Você sabia que o Marechal Deodoro da Fonseca está sepultado na Praça Paris?

Por José Roitberg

Neste dia que poucos se importam com a celebração dos 130 anos da Proclamação da República do Brasil vou falar sobre o enorme monumento localizado no finalzinho da Praça Paris defronte à Praça Mahatma Gandi.

Lá está o monumento-mausoléu do Marechal Deodoro da Fonseca, o militar imperial golpista, nosso primeiro presidente, e nosso primeiro presidente a abandonar o cargo. Não vou tratar do governo dele.

A Praça Paris, foi obra do arquiteto francês Agache, aquele mesmo do Plano Agache de reurbanização total do centro do Rio de Janeiro, plano que nunca aconteceu. O projeto original da Praça Paris ia da Glória até a Praça Mauá, passando pelo que era a já Avenida Rio Branco, antes Avenida Central. Mas ficou restrito a área da Glória até a Rio Branco em linha reta.

Os marechais Deodoro e seu vice-presidente Floriano Peixoto, eram homens nascidos em Alagoas, oficias de carreira tendo participado de combates na Guerra do Paraguai nas patentes de tenente até capitão. Ambos nasceram após a proclamação da Independência e eram fiéis miltares imperiais até darem um golpe de estado e chutarem a família imperial Orleans e Bragança.

Uma das primeiras medidas de Deodoro, presidente-ditador, sem congresso inicialmente, foi de remover todos os sinais visíveis do Império. Seus sucessores removeram também boa parte da história do Império, como se entre 1822 e 1889 nada de bom tivesse acontecido no Brasil. Todos os locais com nomes referentes à família real foram renomeados. O exemplo mais simples é a Praça D. Pedro, renomeada para Praça XV (de Novembro). Quando eu era pequeno, não entendia porque havia praça 15 e praça 11. Onde ficavam as praças 10, 9, 8, 14 etc? Na verdade é Praça 11 de Junho, data da vitória na Batalha do Riachuelo. uma batalha naval entre Brasil e Paraguai no Rio da Prata, vencida pelo Almirante Barroso.

A presidência custou caro à Deodoro e debilitou a saúde dele. Ficou no cargo apenas por dois anos, saiu e morreu no ano seguinte, em 1892. foi substituído pelo eu vice, o Marechal Floriano Peixoto, nosso segundo presidente.

Deodoro foi sepultado no cemitério de São Francisco Xavier, no Caju.

O monumento a ele, foi inaugurado onde está, apenas em 1937, longos 45 anos após a sua morte, no Governo Vargas. Os restos mortais de Deodoro e sua esposa foram traladados e estão dentro da estrutura de 23 metros de altura pesando 850 toneladas. Ficava apenas há algumas dezenas de metros do Palácio Monroe, em direção ao mar.

Quem passa rapidamente pelo monumento, mal dá duas olhadas. Além de ser um dos três maiores monumentos da cidade, ele contém, não apenas a figura de Deodoro acenando sobre o cavalo, mas quase todas as personalidades envolvidas na proclamação da república e algumas curiosidades. O autor foi o escultor fluminense Modestino Kanto.

Abaixo um texto que não é meu detalhando as personalidades esculpidas neste monumento. Vários nomes já não fazem sentido para ninguém e entraram no rol das coisas, pessoas e fatos não ensinados sobre a história do Brasil.

"No pilar anterior direito há esculpido em bronze os vultos da época da Proclamação: o major Frederico Sólon de Sampaio Ribeiro, o tenente-coronel João Teles, o coronel Marciano de Magalhães, o general Almeida Barreto e os marechais José Antônio Correia da Câmara e Floriano Peixoto.

No pilar anterior esquerdo, também há esculpido em bronze os jovens da antiga Escola Militar, conduzida por Benjamim Constant.

Nos pilares posteriores estão esculpidos em bronze, representando a Marinha de Guerra, as figuras dos almirantse Eduardo Wandenkolk, Alexandrino Faria de Alencar, e Frederico Guilherme de Lorena além de outros e, representando os jornalistas e os republicanos históricos, as figuras Quintino Bocaiúva, Saldanha Marinho, Júlio de Castilhos, Aristides Lobo, João Pinheiro e Prudente de Morais.

Na frente do pedestal em um pequeno pilar está esculpida em bronze uma mulher em pé, simbolizando República.

Na traseira do pedestal em um pequeno pilar está esculpida em bronze uma mulher sentada, representando D. Rosa Paulina da Fonseca, mãe de Deodoro.

Entre os pilares do pedestal há 5 baixos-relevos, nos lados maiores, e 3 nos lados menores, representando Rui Barbosa, Campos Sales, Lauro Muller, capitão Pedro Paulino, Silva Jardim, o general Glicério, Cesário Alvim, Lopes Trovão, padre João Manuel, Martins Júnior, Clodoaldo da Fonseca, Vespasiano, marechal Mallet, Mena Barreto e Sampaio Ferraz. (Texto de Alexei)"

Como se vê, o monumento imortalizou a todos os militares e civis que lideram o golpe de estado e criou o país republicano e democrático que temos hoje.

Dois, de uma longa linhagem de afanadores de metais em cemitérios brasileiros foram presos em flagrante. Para vender os ...
25/09/2019

Dois, de uma longa linhagem de afanadores de metais em cemitérios brasileiros foram presos em flagrante. Para vender os metais por uma quantia ínfima e provavelmente comprar dr**as este tipo de criminoso destrói a memória das famílias e a memória da sociedade.

Vão receber uma pena leve e boba.

Não se trata de crime contra o cemitério, como a Polícia Civil sempre os enquadra, mas de crime contra CADA UMA DAS FAMÍLIAS, pois os túmulos são privados e não públicos.

Este tipo de crime acaba sendo registrado como UM FURTO, e não como um somatório de furtos, um para cada placa removida.

Segundo a PM, homens roubaram 88 molduras de metal e 15 lápides de túmulos.

Catacumbas em Jerusalém põem à prova mitos e tradições fúnebres do JudaísmoPor José RoitbergO espaço do maior cemitério ...
29/08/2019

Catacumbas em Jerusalém põem à prova mitos e tradições fúnebres do Judaísmo

Por José Roitberg

O espaço do maior cemitério judaico de Jerusalém, localizado sobre o Har Hamenunot, está quase esgotado. Atualmente, são cerca de 250 mil túmulos individuais, os quais, de acordo com a Halachá (o conjunto das leis religiosas judaicas) jamais poderão ser removidos ou terem seus ocupantes exumados.

Por conta disso, há três anos foi iniciada a escavação de uma montanha na capital israelense para a criação de uma nova necrópole, a um custo de 50 milhões de dólares. A obra criou uma gigantesca caverna de 1,5 km de extensão, com oito mil nichos nas paredes e no solo para os sepultamentos.

Apesar da dimensão colossal, o complexo utiliza apenas 5% da área possível dentro da montanha. A inauguração da primeira fase do cemitério está prevista para outubro, logo após o Yom Kippur (Dia do Perdão). Futuramente, se prevê uma segunda fase de abertura, aumentando a capacidade das catacumbas para 23 mil sepultamentos.

O projeto arquitetônico interno é muito moderno. O túnel conta com um “sol” subterrâneo, misto de luminária e escultura, da artista alemã Yvelle Gabriel. A temperatura interna é de constantes 23 graus.

TALVEZ VOCÊ ESTEJA ESTRANHANDO ISSO. JUDEUS SEPULTADOS EM GAVETAS?

"Mas os judeus não telêm que serem enterrados diretamente no solo? A sete palmos da superfície? Em total contato com a terra?"

Não.

Este cemitério está completamente de acordo com a Halachá e é sancionado pelas autoridades rabínicas ortodoxas de Israel. Assim como outros cemitérios verticais já existentes em diversas cidades de Israel.

Há vários mitos familiares e aspectos que judeus imaginam serem tradição judaica, mas não são. Vamos explicar alguns:

1) "Cemitérios judaicos devem ficar afastados da zona urbana".

Talvez este seja o maior dos mitos. O que ocorreu foi muito simples: durante milhares de anos, os cristãos fizeram questão de serem enterrados no interior das igrejas ou de seus adros. Todo espaço possível virava um jazigo. Isso provocou uma série de problemas de saúde pública e de conforto para os frequentadores das igrejas, além da necessidade constante de exumações para abrir espaço para novos mortos. Até que as pestes da Idade Média explodiram a conta, e enterramentos coletivos no solo ou em catacumbas artificiais se tornaram inevitáveis. Hoje, estes são espaços turísticos populares na Europa, como em Paris e em Roma.

Mas no Brasil, foi somente na década de 1850 que os primeiros cemitérios católicos começaram a operar de fato. Construídos e administrados por irmandades católicas, todo e qualquer morto protestante ou judeu era proibido de ser abrigado em seus solos. Assim, as comunidades judaicas precisaram comprar terras para seus cemitérios e as terras mais baratas eram as mais distantes das cidades.

2) "Não se pode ter árvores ou flores no cemitério judaico, nem trazer flores para os enterros".

A questão de um cemitério sem vegetação vem das famílias de judeus árabes do Oriente Médio e do Norte da África, pois os cemitérios deles eram localizados nos desertos. Assim, ao chegarem na Amazônia ou no Rio de Janeiro, eles copiaram o padrão de suas terras de origem. É por isso que os cemitérios Israelitas mais antigos são cercados apenas de grama ou de cimento, enquanto que os mais recentes seguem o padrão moderno de parques.

Em Israel, o costume é o inverso do brasileiro: se oferecem coroas de flores para os enterros de judeus não-ortodoxos, inclusive nos sepultamentos de soldados ou de personalidades do governo.

3) "Sefaradim têm túmulos baixos, rentes ao solo. Askenazim usam lápides altas".

Sempre existe o erro conceitual na definição mais ampla de sefaradim. Essa denominação deveria servir apenas para os descendentes dos judeus oriundos da Península Ibérica. Mas muita gente chama os judeus de origem árabe -- cujos costumes e interpretações são diferentes -- de sefaradim. Mas não são.

Os verdadeiros sefaradim se espalharam por todo mundo a partir da expulsão dia judeus de Espanha e Portugal no final do século 15. Isso fez com que os sefaradim passassem a ser encontrados em praticamente todos os países da Europa e em muitos países árabes. Mas os sefaradim mantiveram-se como uma comunidade separada das dos demais judeus locais.

E tanto para os sefaradim quanto para os judeus árabes, a lei muçulmana de apartheid religioso (dhimmis) determinava que seus templos sempre fossem construídos em altura menor do que a das mesquitas.

A determinação islâmica não era estendida aos túmulos. Mas sabendo disso, a lógica é que para não ferir o princípio da "dhimitude", em algum momento os judeus decidiram fazer seus túmulos o mais rente ao solo possível, para evitar serem enquadrados em violação de altura em relação aos seus dominadores.

4) "Os judeus têm que ser enterrados diretamente no solo".

Originalmente, nos tempos de Canaã e da Monarquia Judaica, ou seja no período até o ano 1000 AEC, os corpos eram depositados em cavernas ou criptas, que tinham sua entrada lacrada com pedras. Segundo os arqueólogos, nas condições do deserto, bastavam oito meses para que não restassem mais tecidos moles. Era quando os ossos eram removidos, limpos e guardados em definitivo em caixas de pedra lavrada. Exatamente o que se faz até hoje em cemitérios públicos mundo afora.

No entanto, a prática caiu em desuso para os judeus europeus durante a Idade Média, quando eles também passaram a ser vítimas das pestes e tiveram que imitar os procedimentos católicos. O mais famoso dos cemitérios judaicos na Europa é o de Praga, em uso ininterrupto há 700 anos, e que possui até oito camadas superpostas de sepultamentos.

No Brasil, os enterros judaicos obedecem às leis seculares. É proibido sepultar um cadáver fora de um caixão, tal como ocorre em Israel. Mas ainda há exemplos de enterramentos em mausoléus familiares e em gavetas individuais, tal como nos cemitérios cristãos, embora raros.

Nos Estados Unidos há muitos cemitérios judaicos verticais, com gavetas. Muitos também são sepultados em cemitérios mistos, como se vê principalmente na Califórnia, tanto em covas quanto em nichos. Assim como ocorrerá nas novas catacumbas de Jerusalém. E 100% kosher.

Túmulo de Clarice Lispector, famosa escritora brasileira de origem judaico-ucraniana.Cemitério Comunal Israelita do Caju...
10/12/2018

Túmulo de Clarice Lispector, famosa escritora brasileira de origem judaico-ucraniana.

Cemitério Comunal Israelita do Caju (Velho).

5 de dezembro - 127 anos da morte de D. Pedro II. Na imagem, o interior do Mausoléu Imperial, na Catedral de S. Pedro de...
05/12/2018

5 de dezembro - 127 anos da morte de D. Pedro II.

Na imagem, o interior do Mausoléu Imperial, na Catedral de S. Pedro de Alcântara, em Petrópolis, que abriga os túmulos do imperador; de sua esposa D. Teresa Cristina Maria; da Princesa Isabel; do Mal. Gastão de Orléans, conde d'Eu, do Príncipe D. Pedro de Alcântara e da condessa Elizabeth.

Endereço

Rio De Janeiro, RJ
20931-670

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