O Núcleo Espírita Alan de Mello, situado na Rua Otávio de Faria, 41 Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro, foi fundado em 17 de março de 2002, tendo como presidente fundador, Sancler Mello. O Alan sempre teve muita vocação de ajudar o próximo se preocupava com a sociedade. Aos 15 anos me pediu duas vacas leiteiras para tirar o leite e dar para as crianças pobres e sempre falava comigo sobre out
ras vidas, ele acreditava que havia outra vida além desta. Ele sempre me dizia: pai a gente está aqui por muito pouco tempo, isto é passageiro, existe uma vida diferente, desta em outro plano. Eu sempre fui humanista, nunca fui espírita sempre acreditei no cuidar da humanidade por uma vocação de cuidar e não aceitava muito o que ele falava, mas ele sempre me influenciando nessa questão até o dia em que ele sofreu o acidente e partiu. Quando voltei do cemitério, estava no meu quarto e lembrei que ele dizia que as pessoas não morriam. Então, eu meio apavorado pensei, se ele diz que as pessoas não morrem então ele está vivo. Perguntei, “meu filho se você está vivo mostre-me que você está vivo?”
Foi ai que ele foi ao espelho e colocou sua mão, a impressão ficou no espelho e percebi que era ele. Entrei em desespero, “meu filho esta vivo, preso em algum lugar e eu tenho que salvá-lo, trazê-lo de volta”. Isso aconteceu por uns 10 a 15 dias, eu dentro de casa, não conseguia sair até que um dia estava em meu quarto e entraram duas pessoas, uma moça, loira e um senhor. Ele olhou para mim e perguntou:
-Você quer continuar vendo seu filho?
- Falei, claro que quero, lógico!
- Então você vai ao quarto dele pega os livros e começa a estudar. Aquilo desapareceu e comentei com minha mulher, que coisa estranha eu vi duas pessoas aqui no quarto, depois, não estavam mais. Curioso fui ao quarto dele, onde nunca mais entrei e, quando abri o armário tinha 118 livros; peguei-os e comecei a ler. Uma coisa interessante, cada vez que eu lia já sabia o final do livro.” Eu falava, já sei essa história. Já li essa essa história em algum momento da minha vida”. Fui lendo e os livros acabaram. O homem retornou, a mulher não. Ele falou, “você já está pronto, para iniciar um trabalho”; eu perguntei que trabalho? Você vai pegar uma parte do seu escritório, colocar mesa, cadeiras e vai convidar dois amigos que eram amigos do Alan também para participar desse trabalho. Então peguei uma sala que tinha na Avenida Sernambetiba, fiz o que disse e convidei os dois amigos. Na primeira quinta-feira, às 19h30 eles não apareceram, fiquei sozinho. Novamente o homem voltou me orientou e disse que na próxima eles apareceriam e foi o que aconteceu. Tudo começou a acontecer, quando eu percebi a sala estava lotada, fazíamos psicografia e outras coisas chegando ao ponto em que falei, vou parar com isto as pessoas estão na escada, é um sofrimento, a sala é muito pequena; falei num domingo, na segunda-feira quando retorno para o trabalho, aquela casa onde funciona o Neam era o meu escritório de engenharia, quando o Alan partiu eu aluguei para uma empresa de São Paulo que avisou iria fechar o escritório. Então entendi tudo, transferimos o centro para cá e depois fomos orientados a fazer as obras. Basicamente a história é essa.