Paróquia Nossa Senhora Mãe da Divina Providência

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Página oficial da Paróquia Nossa Senhora Mãe da Divina Providência - Taquara - Vicariato Jacarepaguá

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•Terça feira - Fechada
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Santo do dia 24 de maio  São Vicente de LérinsVicente era um soldado romano do século V que, na França, abandonou a desr...
24/05/2026

Santo do dia 24 de maio

São Vicente de Lérins

Vicente era um soldado romano do século V que, na França, abandonou a desregrada vida no exército para "espantar a banalidade e a soberba de sua vida e dedicar-se somente a Deus na humildade cristã". Para isso dirigiu-se a um dos principais mosteiros da época, na ilha de Lérins (hoje, Santo Honorato) no Mar Mediterrâneo, próximo a Cannes. Foi ordenado sacerdote, adotando o nome de Peregrinus (peregrino). Pelas suas qualidades de caráter e austeridade monástica, acabou sendo eleito abade.

Nesta função, promoveu grande reforma, transformando o mosteiro num centro de cultura e espiritualidade, de onde surgiram bispos e santos de grande importância para a evangelização da França.

Sendo um profundo conhecedor das Sagradas Escrituras e de larga cultura humanística, destacou-se como teólogo e escritor famoso, em cujos textos brilham o estilo apurado, o vigor, e a clareza e precisão de pensamento. Polemizou com Santo Agostinho sobre livre-arbítrio, predestinação e necessidade da Graça. Sua obra, de enorme difusão, tem repercussão até os dias atuais, e entre outros temas, como Cristologia e Trindade, oferece argumentos claros contra as heresias do arianismo, pelagianismo e donatismo.

Seu livro mais famoso é justamente o Commonitorium ("Manual de Advertência aos Hereges", ou “Tratado para Reconhecer a Antiguidade e Universalidade da Fé Católica Contra as Profanas Novidades dos Hereges”) de 434, que estabelece critérios básicos para se viver integralmente a mensagem evangélica, e combate o pelagianismo. “Commonitorium” ou “conmonitorium” é uma palavra muito usada como título de obras daquela época, e significa notas ou apontamentos de auxílio à memória, sem a intenção de se compor um tratado exaustivo.

Realmente, através de exemplos da Tradição e da História da Igreja, Vicente quis tornar acessível a todos os fiéis, de todos os tempos, os critérios para diferenciar a verdade do erro e conservar intacta a Santa Doutrina. Trata-se simplesmente de manter a fidelidade à Tradição viva da Igreja: o católico deve crer quod semper, quod ubique, quod ab ómnibus, “só e tudo quanto foi crido sempre, por todos e em todas as partes” isto é, deve-se considerar por verdadeiro na Fé aquilo que sempre e por toda parte foi aceito por certo na Igreja.

Este conceito é como que uma definição do seja a Tradição, e muitos Papas, e Concílios, confirmaram com sua autoridade a imutável validez desta regra de Fé. Por este motivo, o Commonitorium é plenamente atual, útil para esclarecer as confusões doutrinais desde as heresias antigas, passando pelo protestantismo e chegando até a crise modernista; ele traz respostas para os riscos do ceticismo e do relativismo teológico.

O Commonitorium é de fato uma joia da literatura patrística, uma obra prima com regras claras e fáceis para a perfeição cristã e orientação para a verdadeira Fé, e por isso chamado por São Roberto Belarmino de “livro todo de ouro”, uma das obras mais reproduzidas da História***.

São Vicente de Lérins faleceu no seu mosteiro, em 450 ou pouco antes. É considerado um farol de ortodoxia da Igreja, o teólogo, pensador e escritor mais importante da França no século V.

***O leitor interessado pode facilmente descarregar este opúsculo de 33 páginas gratuitamente, da internet.

Colaboração: José Duarte de Barros Filho

Reflexão:

Num momento histórico em que qualquer coisa “tradicional” é considerada sem valor e tratada pejorativamente (ainda que, certamente, muitas tradições mundanas sejam de fato desprezíveis), e a própria Tradição da Igreja venha sendo contestada de forma agressiva e por caminhos inimagináveis, parece mais do que recomendável reproduzir os pensamentos de São Vicente de Lérins que há mais de 15 séculos servem de orientação doutrinal, pois de resto a Verdade – Deus (“Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”, disse Jesus, cf. Jo 14,6) é mesmo imutável. Isso não significa que a Verdade – Deus! – é estagnada e incapaz de lidar com as novidades humanas, mas sim que para A entendermos e segui-La, devemos nos aprofundar Nela, não desvirtuá-La segundo interesses paritculares. São Vicente já denunciava a este respeito, isto é, das confusões doutrinárias: a causa delas é “… a introdução de crenças humanas no lugar do dogma vindo do céu.” Por isso, ensina: “… é próprio da humildade e da responsabilidade cristã não transmitir a quem nos suceda nossas próprias opiniões, mas conservar o que tem sido recebido de nossos maiores.”; “Todo cristão que queira desmascarar as intrigas dos hereges que brotam ao nosso redor, evitar suas armadilhas e manter-se íntegro e incólume em uma fé incontaminada, deve, com a ajuda de Deus, apetrechar sua fé de duas maneiras: com a autoridade da lei divina antes de tudo, e com a tradição da Igreja Católica.”; “… o verdadeiro e autêntico católico é o que ama a verdade de Deus e à Igreja, Corpo de Cristo; aquele que não antepõe nada à religião divina e à fé católica: nem a autoridade de um homem, nem o amor, nem o gênio, nem a eloquência, nem a filosofia; mas que desprezando todas estas coisas e permanecendo solidamente firme na fé, está disposto a admitir e a crer somente o que a Igreja sempre e universalmente tem crido.”; E, citando São Paulo: “Meus irmãos, eu vos peço que tomeis cuidado com os que provocam divisões e escândalos em contradição com a doutrina que aprendestes. Evitai-os. Esta gente não serve a Cristo, Nosso Senhor, mas ao próprio estômago. Eles seduzem os corações simples com frases belas e adulações.” (Rm 16,17-18); “Pois bem, mesmo se nós próprios, mesmo se um anjo descido do céu vos anunciasse um Evangelho diferente daquele que vos anunciamos, ma***to seja! Já vos dissemos e agora repito: se alguém vos anunciar um Evangelho diferente daquele que recebestes, ma***to seja!” (Gl 1,8-9). Não se enganem os católicos. Cristo mesmo deixou claro, “Tomai cuidado para que ninguém vos engane; porque muitos virão invocando Meu nome. Dirão: ‘Eu sou o Messias’, e enganarão a muitos”, e “Muitos falsos profetas surgirão e não vão ser poucos os arrastados para o erro” (cf. em Mt 24,4-14. Recomenda-se vivamente ao leitor que reveja toda esta passagem). Só na Tradição da Igreja, que remonta a Cristo e não aos homens, está a Verdade, e, como advertiu o Apóstolo das Gentes, não se deve seguir ninguém, sequer apóstolo ou anjo, que dela se afaste. A Igreja tem por obrigação, sim, estar atenta aos sinais dos tempos, mas é somente o imutável Espírito Santo que na sã Doutrina a dirige. O que estiver em desacordo com isso não vem de Deus.

Oração:

Ó Deus, que sois a Verdade, e que pela Tradição, a qual precede e dá suporte à própria Bíblia, Vos manifestastes, concedei-nos por intercessão de São Vicente de Lérins sermos como ele peregrinos de reto caminhar nesta vida, abandonando os exércitos mundanos para combater o Bom Combate; e a graça de livrar a Igreja dos falsos profetas atuais, para que não se percam em confusão os Vossos filhos: mas suscitai a clareza e a santidade nos Vossos fiéis, de modo a crerem no que já ensinastes e que não mudará, rejeitando firmemente as seduções mentirosas dos lobos que se apresentam em pele de ovelha. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, e Nossa Senhora. Amém.

Fonte: A12

24/05/2026

Liturgia Diária

24 – DOMINGO
PENTECOSTES

(vermelho, glória, sequência, creio, prefácio próprio – ofício da solenidade)

O Espírito do Senhor encheu a terra inteira; ele, que abrange todo o universo, conhece também cada palavra, aleluia (Sb 1,7).

Primeira Leitura: Atos 2,1-11

Leitura dos Atos dos Apóstolos – 1Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. 2De repente, veio do céu um barulho como se fosse uma forte ventania, que encheu a casa onde eles se encontravam. 3Então apareceram línguas como de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. 4Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito os inspirava. 5Moravam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações do mundo. 6Quando ouviram o barulho, juntou-se a multidão e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua. 7Cheios de espanto e admiração, diziam: “Esses homens que estão falando não são todos galileus? 8Como é que nós os escutamos na nossa própria língua? 9Nós que somos partos, medos e elamitas, habitantes da Mesopotâmia, da Judeia e da Capadócia, do Ponto e da Ásia, 10da Frígia e da Panfília, do Egito e da parte da Líbia próxima de Cirene, também romanos que aqui residem; 11judeus e prosélitos, cretenses e árabes, todos nós os escutamos anunciarem as maravilhas de Deus na nossa própria língua!” – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 103(104)

Enviai o vosso Espírito, Senhor, / e da terra toda a face renovai.

1. Bendize, ó minha alma, ao Senhor! / Ó meu Deus e meu Senhor, como sois grande! / Quão numerosas, ó Senhor, são vossas obras! / Encheu-se a terra com as vossas criaturas! – R.

2. Se tirais o seu respiro, elas perecem / e voltam para o pó de onde vieram. / Enviais o vosso espírito e renascem, / e da terra toda a face renovais. – R.

3. Que a glória do Senhor perdure sempre, / e alegre-se o Senhor em suas obras! / Hoje, seja-lhe agradável o meu canto, / pois o Senhor é a minha grande alegria! – R.

Segunda Leitura: 1 Coríntios 12,3-7.12-13

Leitura da primeira carta de São Paulo aos Coríntios – Irmãos, 3ninguém pode dizer: “Jesus é o Senhor”, a não ser no Espírito Santo. 4Há diversidade de dons, mas um mesmo é o Espírito. 5Há diversidade de ministérios, mas um mesmo é o Senhor. 6Há diferentes atividades, mas um mesmo Deus que realiza todas as coisas em todos. 7A cada um é dada a manifestação do Espírito em vista do bem comum. 12Como o corpo é um, embora tenha muitos membros, e como todos os membros do corpo, embora sejam muitos, formam um só corpo, assim também acontece com Cristo. 13De fato, todos nós, judeus ou gregos, escravos ou livres, fomos batizados num único Espírito, para formarmos um único corpo, e todos nós bebemos de um único Espírito. – Palavra do Senhor.

Evangelho: João 20,19-23

Aleluia, aleluia, aleluia.

Vinde, Espírito divino, e enchei com vossos dons os corações dos fiéis; / e acendei neles o amor, como um fogo abrasador! – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João – 19Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e, pondo-se no meio deles, disse: “A paz esteja convosco”. 20Depois dessas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor. 21Novamente, Jesus disse: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio”. 22E depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. 23A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem não os perdoardes, eles lhes serão retidos”. – Palavra da salvação.

Reflexão:
Não há mais barreiras que o Ressuscitado não possa atravessar. No mesmo dia da Páscoa, ele aparece aos apóstolos amedrontados e lhes deseja a paz: “A paz esteja com vocês”. É o desejo de plenitude que o Mestre lhes oferece. É a primeira Boa Notícia que recebem e a dádiva por excelência que os auxilia na superação do medo. Alegraram-se ao ver as marcas da crucificação, e pensaram: é ele mesmo. Após uma segunda saudação com o desejo da paz, os discípulos são convidados a dar continuidade à obra do Mestre, e para isso são enviados. Em seguida, sopra sobre eles o Espírito Santo, que é a certeza da sua presença e da sua força na missão dos seus. Com o sopro do Espírito, o Ressuscitado renova a ação de Deus criador que deu vida ao ser humano, criado para viver a paz, a reconciliação e a harmonia entre si. Com o sopro do Espírito, Jesus ressuscitado impele sua Igreja e cada fiel a sair de si, superando o medo e o comodismo, e levando à sociedade os valores do Reino de Deus.

(Dia a dia com o Evangelho 2026)

Fonte: Paulus Editora

Santo do Dia 23 de maio  São João Batista de RossiLocalização: ItáliaJoão Batista de Rossi nasceu em Voltagio, província...
23/05/2026

Santo do Dia 23 de maio

São João Batista de Rossi
Localização: Itália

João Batista de Rossi nasceu em Voltagio, província de Gênova, Itália, no ano de 1698. Aos dez anos, precisando trabalhar, foi como pajem para uma rica família em Gênova. Em 1711 mudou-se para Roma e morou com um seu primo que era sacerdote.

Teve então oportunidade de estudar Filosofia no Colégio Romano dos jesuítas, e depois formou-se em Teologia com os frades dominicanos de Minerva. Conviveu neste período com os mais bem preparados religiosos da sua geração.

Paralelamente aos estudos, João juntou-se ao Sodalício da Virgem Maria e dos Doze Apóstolos, cujos membros se dedicavam a exercícios de piedade e visitas a doentes nos hospitais, evangelização dos jovens, assistência aos pobres e abandonados, e outras obras de misericórdia. Sua intensa atividade o levou a um esgotamento físico e psicológico, despertando nele ataques epiléticos e uma grave doença ocular, males dos quais jamais se recuperou. Apesar disso, não abandonou as penitências, e pouco comia, comprometendo ainda mais a sua já frágil saúde.

Foi ordenado sacerdote em 1721, e começou a atender os homens que semanalmente levavam seu gado para vender em Roma, buscando atraí-los para os Sacramentos, bem como dava atenção aos adolescentes mendicantes da cidade. Fundou a Pia União de Sacerdotes Seculares, que dirigiu durante alguns anos (onde, até 1935, grandes personagens do clero se formaram, incluindo santos canonizados, bispos e Papas). Igualmente fundou e dirigiu a Casa de Santa Gala, para moços carentes, e seu correspondente feminino, a Casa de São Luís Gonzaga.

Além disso, era cônego da igreja Santa Maria in Cosmedin. Porém, até então, não atendia confissões, por temor sagrado. Mas o bispo de Civita Castellana, ao norte de Roma, para onde fora transferido, insistiu para que ele o fizesse.

A partir daí, seu apostolado frutificou extraordinariamente: de início, as Irmãs de Caridade, da própria Santa Maria, então quase deserta, teve significativo aumento de frequência; nele manifestou-se o dom do conselho, da consolação, da exortação e da orientação, e sua atenção e paciência atraíam cada vez mais pessoas de toda a cidade e vizinhanças, que formavam longas filas para serem atendidas; passava deste modo muitas horas no confessionário. Ele mesmo declarou: “Eu não sabia um caminho mais curto para ir ao Paraíso; mas agora, já sei: é dirigir os outros na confissão. Quanto bem se pode fazer aí”. Tornou-se famoso confessor.

João buscava também os hospitalizados e os pobres, sendo igualmente encarregado das catequeses aos encarcerados; tornou-se o apóstolo dos abandonados. Pregava quatro ou cinco vezes por dia nas igrejas, capelas, conventos, hospitais, quartéis e prisões.

Aos 66 anos, doente, faleceu em 23 de maio de 1764. Seu funeral foi custeado pelos devotos, pois sua pobreza era extrema.

Colaboração: José Duarte de Barros Filho

Reflexão:

Não bastassem as formidáveis obras caritativas de São João Batista de Rossi, por si já suficientes para a santidade de qualquer um, Deus ainda quis nele ressaltar o primeiro trabalho de amor propriamente devido aos sacerdotes: a pregação e a dedicação aos Sacramentos. Com efeito, a caridade prática é necessária para todos na Igreja, mas o cuidado direto aos pobres, enfermos, encarcerados, pode ser feito por leigos também. Mas o ministério sacerdotal é um dom e uma vocação específica de Deus, e o mais necessário para a salvação das almas, pois sem o clero, santo, não é possível aos homens receberem os Sacramentos, caminhos mais essenciais para esta salvação. A Confissão é um dos Sacramentos mais frequentes e necessários: ao longo da vida, é através dele que podemos nos reconciliar com Cristo e, assim, recebê-Lo na Eucaristia, verdadeiro alimento da alma para a vida celeste, sem o qual o espírito definha e morre de inanição. Mais de um santo destacou-se na diligência em confessar, e talvez o mais recente e famoso seja São Pio de Pietreltina. Os presbíteros podem se santificar de muitas formas, porém a mais simples e direta é dedicar-se ao sacerdócio. Nada há de mais importante para o clero.

Oração:

Ó Deus, Sacerdote supremo, concedei-nos por intercessão de São João Batista de Rossi imitá-lo na sua incessante caridade, e por suas orações obter a santificação daqueles aos quais Vos dignastes chamar para a hierarquia eclesiástica, protegendo-os dos enganos deste mundo, esclarecendo-os no intelecto e na alma, e os iluminando para priorizar o exercício da sua vocação específica em plenitude, de modo a que se salvem e à salvação conduzam o rebanho. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho e Supremo Pastor, e Nossa Senhora. Amém.

Fonte: A12

23/05/2026

Liturgia Diária

23 – SÁBADO
7ª SEMANA DA PÁSCOA
missa matutina

(branco, pref. [depois] da Ascensão – ofício do dia)

Os discípulos perseveraram na oração em comum junto com algumas mulheres, entre as quais Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos de Jesus, aleluia (At 1,14).

Nesta Eucaristia, demos graças ao Senhor por todos aqueles que fizeram a Boa-nova do Ressuscitado chegar até nós e peçamos as luzes do Espírito Santo, para anunciá-la “com toda a coragem” no hoje da nossa história.

Primeira Leitura: Atos 28,16-20.30-31

Leitura dos Atos dos Apóstolos – 16Quando entramos em Roma, Paulo recebeu permissão para morar em casa particular, com um soldado que o vigiava. 17Três dias depois, Paulo convocou os líderes dos judeus. Quando estavam reunidos, falou-lhes: “Irmãos, eu não fiz nada contra o nosso povo nem contra as tradições de nossos antepassados. No entanto, vim de Jerusalém como prisioneiro e, assim, fui entregue às mãos dos romanos. 18Interrogado por eles no tribunal e não havendo nada em mim que merecesse a morte, eles queriam me soltar. 19Mas os judeus se opuseram, e eu fui obrigado a apelar para César, sem nenhuma intenção de acusar minha nação. 20É por isso que eu pedi para ver-vos e falar-vos, pois estou carregando estas algemas exatamente por causa da esperança de Israel”. 30Paulo morou dois anos numa casa alugada. Ele recebia todos os que o procuravam, 31pregando o Reino de Deus. Com toda a coragem e sem obstáculos, ele ensinava as coisas que se referiam ao Senhor Jesus Cristo. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 10(11)

Ó Senhor, quem tem reto coração / há de ver a vossa face.

1. Deus está no templo santo / e no céu tem o seu trono; / volta os olhos para o mundo, / seu olhar penetra os homens. – R.

2. Examina o justo e o ímpio / e detesta o que ama o mal. / Porque justo é nosso Deus, / o Senhor ama a justiça. / Quem tem reto coração / há de ver a sua face. – R.

Evangelho: João 21,20-25

Aleluia, aleluia, aleluia.

Eu hei de enviar-vos o Espírito da verdade; / ele vos conduzirá a toda a verdade (Jo 16,7.13). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João – Naquele tempo, 20Pedro virou-se e viu atrás de si aquele outro discípulo que Jesus amava, o mesmo que se reclinara sobre o peito de Jesus durante a ceia e lhe perguntara: “Senhor, quem é que te vai entregar?” 21Quando Pedro viu aquele discípulo, perguntou a Jesus: “Senhor, o que vai ser deste?” 22Jesus respondeu: “Se eu quero que ele permaneça até que eu venha, o que te importa isso? Tu, segue-me!” 23Então, correu entre os discípulos a notícia de que aquele discípulo não morreria. Jesus não disse que ele não morreria, mas apenas: “Se eu quero que ele permaneça até que eu venha, que te importa?” 24Este é o discípulo que dá testemunho dessas coisas e que as escreveu; e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro. 25Jesus fez ainda muitas outras coisas, mas, se fossem escritas todas, penso que não caberiam no mundo os livros que deveriam ser escritos. – Palavra da salvação.

Reflexão:
Assim João encerra o seu Evangelho, identificando-se como “discípulo amado” e com o belo testemunho de que nada do que foi escrito, e ainda seria e será, pode conter toda a grandeza e riqueza de ensinamento do Mestre. É impossível narrar tudo o que Jesus fez e todos os sentimentos e emoções que gerou ao longo da sua vida neste mundo. Conheceremos o Messias totalmente somente no dia do Juízo, quando ele nos estiver aguardando à direita do Pai. Aí então o conheceremos de modo pleno, pois o veremos face a face, não mais “por reflexo em espelho” (cf. 1Cor 13,12). Por enquanto, mantemos a fé e a esperança, depois teremos o conhecimento e o entendimento.

(Dia a dia com o Evangelho 2026)

Fonte: Paulus Editora

Santo do dia 22 de maioSanta Rita de CássiaLocalização: ItáliaMargarita Lotti nasceu em 1381 na periferia de Roccaporena...
22/05/2026

Santo do dia 22 de maio

Santa Rita de Cássia
Localização: Itália

Margarita Lotti nasceu em 1381 na periferia de Roccaporena, perto de Cássia, região da Úmbria na Itália. Era filha única, e foi apelidada de “Rita”. Seus pais eram humildes camponeses, iletrados, mas ensinaram-lhe a Fé e lhe proporcionaram uma boa educação num colégio dos agostinianos, em Cássia. Ela ouvia histórias dos santos, e desenvolveu a devoção à Nossa Senhora, São João Batista, Santo Agostinho e São Tolentino, aos quais escolheu como protetores.

Criança, manifestou vocação religiosa, mas obedecendo aos pais casou-se em 1385. Seu marido, Paolo Ferdinando de Mancino, revelou-se agressivo, violento, alcoólatra e infiel. Mas sua paciência, resignação, caridade e orações acabaram por convertê-lo ao longo do tempo, e de tal forma que outras mulheres casadas vinham se aconselhar com ela.

Mas os desmandos da vida anterior de Paolo deixaram inimizades sérias, e ele foi assassinado. Rita perdoou os culpados – chegando a abrigá-los em casa, para que não fossem presos. Os dois filhos do casal, porém, tinham desejos de vingança. Rita pediu a Deus que desistissem, mas que se isto fosse impossível, os levasse antes de matarem alguém. De fato, ambos ficaram gravemente doentes, incuráveis, e neste período ela conseguiu que se convertessem e perdoassem o assassino paterno. Dentro de um ano, ambos faleceram, sem cometer o crime.

Viúva, Rita, aos 36 anos, pediu admissão no Mosteiro de Santa Maria Madalena de Cássia, das agostinianas. Mas foi recusada, pois as religiosas temiam por sua segurança, sendo Rita viúva de um homem assassinado, e assim talvez perseguida. Rita rezou aos seus protetores, e afinal as famílias envolvidas na morte de Paolo fizeram as pazes, e enfim ela conseguiu entrar na vida consagrada.

Durante o noviciado, a superiora, testando a humildade de Rita, deu-lhe a incumbência de regar um tronco seco de videira. Milagrosamente, esta planta, ainda hoje, produz uvas que de sabor especial, amadurecidas em novembro.

Rita tornou-se uma monja exemplar, de obediência humilde e total às regras da Ordem, dedicando-se à oração, penitências, jejuns, e zelo nos trabalhos. E não deixou de cuidar dos enfermos, assistir aos pobres e visitar os idosos, o que a levou, junto com algumas outras religiosas, a ser conhecida pela caridade também fora do mosteiro. D

Durante a Quaresma de 1443, ouvindo um sermão magnífico sobre a Paixão de Jesus, que enfatizava a Sua coroação de espinhos, Rita desejou participar dos Seus sofrimentos. Em oração diante de um crucifixo, um espinho da coroa da imagem desprendeu-se e cravou-se na sua testa: esta ferida ali permaneceu até a sua morte, 14 anos depois. O estigma lhe provocava muitas enfermidades e exalava mau odor, de modo que ela tinha que ficar isolada das irmãs.

Já muito enferma, ela pediu a Jesus um sinal de que seus filhos estavam no Céu. Recebeu então primeiro uma rosa, depois um figo, de sua antiga casa em Roccaporana, em pleno e rigoroso inverno. Por fim, faleceu em 22 de maio de 1457, aos 76 anos, desaparecendo o estigma na sua testa; os sinos começaram a repicar sozinhos. Uma irmã, Catarina Mancini, paralítica de um braço, ficou curada ao abraçá-la no leito de morte. Seu corpo passou a exalar um perfume de rosas, que perdura até hoje, na urna em que está depositado, incorrupto, na igreja do mosteiro.

Santa Rita de Cássia é invocada como Advogada dos impossíveis, e protetora das esposas e mães maltratadas pelos maridos. Também é padroeira das cidades de Cássia, em Minas Gerais, e de Santa Cruz, no Rio Grande do Norte, Brasil (onde há uma estátua sua de 56 metros de altura, uma das maiores estátuas católicas do mundo); é igualmente considerada Madrinha dos Sertões no país.

Colaboração: José Duarte de Barros Filho

Reflexão:

Não é importante, nesta vida, que tenhamos o corpo incorrupto, mas sim a alma. Alma incorrupta é quela que ama a Deus e ao próximo por amor a Ele. E para isso não há limites, pois, parafraseando Santo Agostinho, o limite do amor é amar sem limites. Santa Rita não mediu esforços: para obedecer, uma das mais difíceis virtudes, pois obediência significa fazer a vontade de outro contrariamente à própria, o que mortifica a natureza humana que recebeu de Deus a liberdade; perdoou as violências do marido e contra ele, incluindo o assassinato; preferiu, por verdadeiro amor, a morte física dos próprios filhos, a que se perdessem no inferno – e perder um filho é tão grande dor que Nossa Senhora dela não foi poupada; perseverou diante de todos os obstáculos que o mundo e o diabo colocaram diante da sua vocação religiosa; praticou de modo iminente a caridade para com todos os necessitados; e por tudo isso, fez florir o que era estéril, na Comunhão com Cristo. Não à toa foram uvas de sabor especial que brotaram “impossivelmente” por seu trabalho, pois é o vinho da parreira que se transforma, na ação divina, no Sangue Eucarístico de Jesus. A que ponto desejamos participar, como ela, da Paixão do Senhor? Em cada vocação particular, está a potencialidade para a santidade, já que esta é a vontade de Deus para cada um de nós.

Oração:

Senhor Deus, que sacias a nossa sede de vida infinita através do Vosso próprio Sangue, concedei-nos pela intercessão de Santa Rita de Cássia transformarmos com a Vossa graça os espinhos desta vida em frutos de amor e imensa caridade, para que o bom odor das nossas obras apague o fedor das chagas que produzem os nossos pecados. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, e Nossa Senhora. Amém.

Fonte: A12

22/05/2026

Liturgia Diária

22 – SEXTA-FEIRA
7ª SEMANA DA PÁSCOA
(branco, pref. [depois] da Ascensão – ofício do dia)

Jesus nos ama, por seu sangue nos libertou dos nossos pecados e fez de nós um reino, sacerdotes para seu Deus e Pai, aleluia (Ap 1,5s).

A tríplice profissão de amor do apóstolo Pedro é sinal da exigente missão que lhe será confiada pelo Mestre. A seu exemplo, sustentemos até o fim nosso compromisso com o Senhor ressuscitado e demos-lhe contínuas provas do nosso amor.

Primeira Leitura: Atos 25,13-21

Leitura dos Atos dos Apóstolos – Naqueles dias, 13o rei Agripa e Berenice chegaram a Cesareia e foram cumprimentar Festo. 14Como ficassem alguns dias aí, Festo expôs ao rei o caso de Paulo, dizendo: “Está aqui um homem que Félix deixou como prisioneiro. 15Quando eu estive em Jerusalém, os sumos sacerdotes e os anciãos dos judeus apresentaram acusações contra ele e pediram-me que o condenasse. 16Mas eu lhes respondi que os romanos não costumam entregar um homem antes que o acusado tenha sido confrontado com os acusadores e possa defender-se da acusação. 17Eles vieram para cá e, no dia seguinte, sem demora, sentei-me no tribunal e mandei trazer o homem. 18Seus acusadores compareceram diante dele, mas não trouxeram nenhuma acusação de crimes de que eu pudesse suspeitar. 19Tinham somente certas questões sobre a sua própria religião e a respeito de um certo Jesus que já morreu, mas que Paulo afirma estar vivo. 20Eu não sabia o que fazer para averiguar o assunto. Perguntei então a Paulo se ele preferia ir a Jerusalém, para ser julgado lá. 21Mas Paulo fez uma apelação para que a sua causa fosse reservada ao juízo do augusto imperador. Então ordenei que ficasse preso até que eu pudesse enviá-lo a César”. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 102(103)

O Senhor pôs o seu trono lá nos céus.

1. Bendize, ó minha alma, ao Senhor, / e todo o meu ser, seu santo nome! / Bendize, ó minha alma, ao Senhor, / não te esqueças de nenhum de seus favores! – R.

2. Quanto os céus por sobre a terra se elevam, / tanto é grande o seu amor aos que o temem; / quanto dista o nascente do poente, / tanto afasta para longe nossos crimes. – R.

3. O Senhor pôs o seu trono lá nos céus, / e abrange o mundo inteiro seu reinado. / Bendizei ao Senhor Deus, seus anjos todos, / valorosos que cumpris as suas ordens. – R.

Evangelho: João 21,15-19

Aleluia, aleluia, aleluia.

O Espírito Santo, o Paráclito, / haverá de lembrar-vos de tudo o que tenho falado (Jo 14,26). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João – Jesus manifestou-se aos seus discípulos 15e, depois de comerem, perguntou a Simão Pedro: “Simão, filho de João, tu me amas mais do que estes?” Pedro respondeu: “Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo”. Jesus disse: “Apascenta os meus cordeiros”. 16E disse de novo a Pedro: “Simão, filho de João, tu me amas?” Pedro disse: “Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo”. Jesus disse-lhe: “Apascenta as minhas ovelhas”. 17Pela terceira vez, perguntou a Pedro: “Simão, filho de João, tu me amas?” Pedro ficou triste, porque Jesus perguntou três vezes se ele o amava. Respondeu: “Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo”. Jesus disse-lhe: “Apascenta as minhas ovelhas. 18Em verdade, em verdade te digo, quando eras jovem, tu te cingias e ias para onde querias. Quando fores velho, estenderás as mãos e outro te cingirá e te levará para onde não queres ir”. 19Jesus disse isso significando com que morte Pedro iria glorificar a Deus. E acrescentou: “Segue-me”. – Palavra da salvação.

Reflexão:
Jesus Cristo confia a Pedro a liderança do seu rebanho. Neste profundo e ao mesmo tempo enigmático diálogo entre Jesus e Pedro, vemos expressa a vontade do Mestre de dar continuidade à missão através dos seus discípulos. São eles que levarão o Evangelho a todos os povos, fazendo com que Cristo possa encarnar em cada rosto humano. Mais importante nesse diálogo, porém, é o sentido de unidade e comunhão que Cristo confere simbolicamente ao apóstolo. Pedro, a rocha sobre a qual se edifica a Igreja, não apenas “alimenta as suas ovelhas”, mas garante a presença de Jesus junto ao rebanho, junto a nós, guiando-nos e protegendo-nos contra as ameaças do mundo. A nossa fidelidade a Cristo deve hoje se revelar e prolongar, portanto, na fidelidade ao papa, o seu vigário no mundo.

(Dia a dia com o Evangelho 2026)

Fonte: Paulus Editora

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