CarmoInfo Noticias da Paróquia, Nossa Senhora do Carmo Vila Kosmos RJ

27/08/2026

Evangelho — Mt 24, 42-51

℣. O Senhor esteja convosco.

℟. Ele está no meio de nós.

℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠segundo Mateus

℟. Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 42“Ficai atentos, porque não sabeis em que dia virá o Senhor. 43Compreendei bem isso: se o dono da casa soubesse a que horas viria o ladrão, certamente vigiaria e não deixaria que a sua casa fosse arrombada.

44Por isso, também vós f**ai preparados! Porque na hora em que menos pensais, o Filho do Homem virá. 45Qual é o empregado fiel e prudente, que o senhor colocou como responsável pelos demais empregados, para lhes dar alimento na hora certa? 46Feliz o empregado, cujo senhor o encontrar agindo assim, quando voltar.

47Em verdade vos digo, ele lhe confiará a administração de todos os seus bens. 48Mas, se o empregado mau pensar: ‘Meu senhor está demorando’, 49e começar a bater nos companheiros, a comer e a beber com os bêbados; 50então o senhor desse empregado virá no dia em que ele não espera, e na hora que ele não sabe. 51Ele o partirá ao meio e lhe imporá a sorte dos hipócritas. Ali haverá choro e ranger de dentes”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Homilia:

Estaremos preparados quando a morte vier?

Há segundos decisivos, tempos na vida em que se põe em jogo uma decisão definitiva. É a hora de todas as horas — a hora da morte. E quando será a nossa morte? Em um segundo.

O Evangelho de hoje nos diz que devemos estar sempre atentos porque não sabemos o dia em que virá o Senhor. Jesus usa parábolas e comparações para fazer nossa imaginação captar uma verdade, e qual é a verdade que Ele nos propõe? É a seguinte. Nossa vida não tem sentido em si mesma. Vivemos para preparar um encontro num momento decisivo. O porquê de nossa existência decide-se no último instante, quando nos encontraremos com Nosso Senhor. É algo muito sério e importante. Ora, do que é feito o nosso dia? De tempo. São ao todo 24 horas. Cada hora tem 60 minutos, cada minuto tem 60 segundos… Enquanto estamos aqui, os segundos vão passando. Pode até ser que os segundos de nossa vida sejam quantitativamente idênticos (o segundo que está acontecendo agora é igual ao que aconteceu antes; ao que virá depois), mas qualitativamente não o são. De fato, há segundos decisivos, tempos na vida em que se põe em jogo uma decisão definitiva. É a hora de todas as horas — a hora da morte. E quando será a nossa morte? Em um segundo! A morte não dura quase tempo algum. Acontece numa fração de segundos. Morrer, afinal, é ir do estar ao não estar vivo, sem meio termo. “Ah, fulano está quase morrendo”, mas ainda está vivo; “se você tivesse vindo antes, tê-lo-ia visto com vida”, mas já morreu! No fundo, não há um “quase morrer” nem um “acabar de morrer”, só o estar vivo e o estar morto, e é da fração de segundos que separa um estado do outro que depende nossa eternidade. Mas o que signif**a “eternidade”? Quer dizer para sempre, é um nunca mais acabar. (Santa Teresa d’Ávila, quando criança, gostava de repetir com o irmãozinho Rodrigo que tanto a salvação quanto a condenação são para sempre: ¡Siempre, siempre, siempre!) Nosso destino eterno depende de um único instante. Como estaremos na hora da morte? Em que condição traremos a alma no momento do encontro? Se morrermos em graça, estaremos salvos para sempre; se em pecado, condenados também para sempre… Quem nunca passou por ao menos um ensaio de morte, por algum risco ou perigo grave, por algum acidente do qual escapou por um fio? Eu já passei por vários. Quando ainda era seminarista, estava um dia conduzindo pela estrada. Era de noite, e minha velocidade era bastante considerável. À minha frente ia um caminhão sem lanternas a “incríveis” 30 km/h… Assim que o vi, freei rapidamente e, graças a Deus e ao meu anjo da guarda, estou hoje aqui fazendo homilias, embora pudesse ter morrido naquela noite, sem nunca ser ordenado padre. Outra história. Durante o meu primeiro ano de filosofia, vim a Cuiabá comemorar os 25 anos de ordenação (não me lembro se episcopal ou presbiteral) de D. Bonifácio. Na volta, meu ônibus capotou. Também ali poderia ter-se encerrado tudo, e eu não teria concluído sequer os estudos. A pergunta básica e fundamental é: se em um daqueles momentos eu tivesse morrido, estaria preparado? Estaria pronto para me apresentar diante de Deus? Quando entrei naquele ônibus de Cuiabá para Campo Grande, não me passava pela cabeça que aquela pudesse ser minha última viagem. Quando peguei o volante naquela noite, não pensava que aquele pudesse ser meu último carro. Se eu não estivesse em estado de graça, e a morte ali me assaltasse como um ladrão, haveria um padre mais no inferno, condenado para sempre! Quantas vezes Deus nos permite experimentar que a morte vem frequentemente sem aviso prévio, como um ladrão! Por isso diz Jesus: Vigiai! Precisamos, sim, estar prontos porque tudo depende daquele último momento, o momento da morte, o momento da prestação de contas. Quem disse que teremos tempo de nos arrepender? Sabemos às vezes estar em pecado, mas nos iludimos pensando: “Não, depois eu me confesso”. Ora, quem disse que teremos tempo de nos confessar, ou mesmo de fazer um ato de contrição? Ouçamos o que Nosso Senhor nos está dizendo hoje: Vigiai! Não sabemos nem o dia nem a hora. Se o dono da casa soubesse quando viria o ladrão, vigiaria para que sua casa não fosse arrombada. Estejamos preparados, irmãos. Cristo é amor, misericórdia e compaixão. Deus Filho se fez homem para nos alertar. Que grande caridade para conosco! Deus não faz “terrorismo espiritual”, mas nos chama a atenção para o que realmente importa: Vigiai! Não nos revoltemos nem fiquemos indignados com o Senhor; pelo contrário, mudemos o quanto antes de vida e nos arrependamos enquanto ainda é possível. Chegará o momento em que cessará todo o tempo, e não teremos nem sequer um momento para nos mudar. Mudemos já, antes de o tempo mudar-se em eternidade.

Deus abençoe você!

26/08/2026

Evangelho — Mt 23, 23-26

℣. O Senhor esteja convosco.

℟. Ele está no meio de nós.

℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Mateus

℟. Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus: 23“Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós pagais o dízimo da hortelã, da erva-doce e do cominho, e deixais de lado os ensinamentos mais importantes da Lei, como a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Vós deveríeis praticar isto, sem contudo deixar aquilo.

24Guias cegos! Vós filtrais o mosquito, mas engolis o camelo. 25Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós limpais o copo e o prato por fora, mas, por dentro, estais cheios de roubo e cobiça. 26Fariseu cego! Limpa primeiro o copo por dentro, para que também por fora fique limpo”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Homilia:

Não transforme o amor num ritual vazio!

“Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós pagais o dízimo da hortelã, da erva-doce e do cominho, e deixais de lado os ensinamentos mais importantes da Lei, como a justiça, a misericórdia e a fidelidade.”

No Evangelho de hoje, Jesus continua repreendendo os fariseus, mas exatamente por ter uma imensa caridade e querer a salvação das almas de todos — também a nossa, porque igualmente corremos o risco de reduzir a santa religião a um farisaísmo hipócrita. Mas o que é esse farisaísmo criticado por Jesus? Nosso Senhor o exprime na seguinte comparação: “Vós filtrais o mosquito, mas engolis o camelo” (Mt 23, 24). Isso signif**a que os fariseus, ao terem recebido uma série de leis que precisavam observar, começaram a se preocupar com as pequenas minúcias da lei e esqueceram do núcleo que as fundamenta: o amor, transformando a religião do Antigo Testamento, a qual Cristo veio trazer à plenitude, em pequenos rituais neuróticos. Cristo ainda faz uma segunda comparação para ilustrar de modo mais nítido como isso se dava na vida dos fariseus: “Vós limpais o copo e o prato por fora, mas, por dentro, estais cheios de roubo e cobiça” (Mt 23, 25). Todas as religiões do mundo são preocupadíssimas com rituais externos, mas o cristianismo é uma religião “de dentro para fora”, ou seja, antes de mais nada, Deus quer que o amor brote de nossos corações, para depois o manifestarmos nas práticas exteriores. Como, então, devemos aplicar a verdade desse Evangelho em nossas vidas? Façamos primeiro uma auto-análise. Pode ser que já sejamos bons católicos: rezamos o terço, vamos à Missa, comungamos, confessamo-nos, buscamos não pecar etc. No entanto, é fácil transformarmos esses atos de amor a Deus em rituais vazios e esmagadores que, em pouco tempo, vão nos cansando. Desse modo, começamos a realizá-los por mero formalismo; tão somente para não cairmos em pecado. Claro, deve haver a preocupação de não pecar, mas não podemos perder de vista o amor para não cairmos no farisaísmo, na hipocrisia. Imaginemos o seguinte: um sujeito casado f**a neuroticamente preocupado em não trair a esposa. Passa uma mulher e ele tapa os olhos; passa outra, ele se esconde atrás do poste; uma outra, e ele sai correndo desesperado. Ora, a intenção de não trair a esposa e o gesto de evitar olhares a outras mulheres é boa, mas não estaria esse homem se esquecendo do principal, que é amar a sua esposa? Ora, a fidelidade deve estar fundamentada no amor, na entrega e na doação pelo outro. Portanto, diríamos a este sujeito: “Ama! E você se sentirá muito mais livre e ignorará as mulheres que depravadamente tentarão se aproximar de você”. Eis a lição de Jesus aos fariseus. Na nossa religião, em tudo devemos partir do núcleo do amor, para, assim, a lei ter sentido. Se nos esquecermos do amor, as pequenas observâncias virarão um moralismo neurotizante que, com o passar do tempo, fatalmente redunda em teatro e nos faz agir como os hipócritas que Nosso Senhor exortou a se emendar. Contudo, se verdadeiramente brotar o amor de nossos corações, as pequenas observâncias serão importantes, porque irão se tornar gestos caridosos.

Deus abençoe você!

E vamos de missão da Arqrio.
25/08/2026

E vamos de missão da Arqrio.

Mesmo com o tempo chuvoso, não deixamos de rezar o nosso terço de segunda feira. Venha fazer parte dessa familia.
25/08/2026

Mesmo com o tempo chuvoso, não deixamos de rezar o nosso terço de segunda feira. Venha fazer parte dessa familia.

25/08/2026

Evangelho — Mt 23, 23-26

℣. O Senhor esteja convosco.

℟. Ele está no meio de nós.

℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Mateus

℟. Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus: 23“Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós pagais o dízimo da hortelã, da erva-doce e do cominho, e deixais de lado os ensinamentos mais importantes da Lei, como a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Vós deveríeis praticar isto, sem contudo deixar aquilo.

24Guias cegos! Vós filtrais o mosquito, mas engolis o camelo. 25Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós limpais o copo e o prato por fora, mas, por dentro, estais cheios de roubo e cobiça. 26Fariseu cego! Limpa primeiro o copo por dentro, para que também por fora fique limpo”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Não transforme o amor num ritual vazio!

“Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós pagais o dízimo da hortelã, da erva-doce e do cominho, e deixais de lado os ensinamentos mais importantes da Lei, como a justiça, a misericórdia e a fidelidade.”

No Evangelho de hoje, Jesus continua repreendendo os fariseus, mas exatamente por ter uma imensa caridade e querer a salvação das almas de todos — também a nossa, porque igualmente corremos o risco de reduzir a santa religião a um farisaísmo hipócrita. Mas o que é esse farisaísmo criticado por Jesus? Nosso Senhor o exprime na seguinte comparação: “Vós filtrais o mosquito, mas engolis o camelo” (Mt 23, 24). Isso signif**a que os fariseus, ao terem recebido uma série de leis que precisavam observar, começaram a se preocupar com as pequenas minúcias da lei e esqueceram do núcleo que as fundamenta: o amor, transformando a religião do Antigo Testamento, a qual Cristo veio trazer à plenitude, em pequenos rituais neuróticos. Cristo ainda faz uma segunda comparação para ilustrar de modo mais nítido como isso se dava na vida dos fariseus: “Vós limpais o copo e o prato por fora, mas, por dentro, estais cheios de roubo e cobiça” (Mt 23, 25). Todas as religiões do mundo são preocupadíssimas com rituais externos, mas o cristianismo é uma religião “de dentro para fora”, ou seja, antes de mais nada, Deus quer que o amor brote de nossos corações, para depois o manifestarmos nas práticas exteriores. Como, então, devemos aplicar a verdade desse Evangelho em nossas vidas? Façamos primeiro uma auto-análise. Pode ser que já sejamos bons católicos: rezamos o terço, vamos à Missa, comungamos, confessamo-nos, buscamos não pecar etc. No entanto, é fácil transformarmos esses atos de amor a Deus em rituais vazios e esmagadores que, em pouco tempo, vão nos cansando. Desse modo, começamos a realizá-los por mero formalismo; tão somente para não cairmos em pecado. Claro, deve haver a preocupação de não pecar, mas não podemos perder de vista o amor para não cairmos no farisaísmo, na hipocrisia. Imaginemos o seguinte: um sujeito casado f**a neuroticamente preocupado em não trair a esposa. Passa uma mulher e ele tapa os olhos; passa outra, ele se esconde atrás do poste; uma outra, e ele sai correndo desesperado. Ora, a intenção de não trair a esposa e o gesto de evitar olhares a outras mulheres é boa, mas não estaria esse homem se esquecendo do principal, que é amar a sua esposa? Ora, a fidelidade deve estar fundamentada no amor, na entrega e na doação pelo outro. Portanto, diríamos a este sujeito: “Ama! E você se sentirá muito mais livre e ignorará as mulheres que depravadamente tentarão se aproximar de você”. Eis a lição de Jesus aos fariseus. Na nossa religião, em tudo devemos partir do núcleo do amor, para, assim, a lei ter sentido. Se nos esquecermos do amor, as pequenas observâncias virarão um moralismo neurotizante que, com o passar do tempo, fatalmente redunda em teatro e nos faz agir como os hipócritas que Nosso Senhor exortou a se emendar. Contudo, se verdadeiramente brotar o amor de nossos corações, as pequenas observâncias serão importantes, porque irão se tornar gestos caridosos.

Deus abençoe você!

24/08/2026

Evangelho — Jo 1, 45-51

℣. O Senhor esteja convosco.

℟. Ele está no meio de nós.

℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠segundo João

℟. Glória a vós, Senhor.

45Filipe encontrou-se com Natanael e lhe disse: “Encontramos aquele de quem Moisés escreveu na Lei, e também os profetas: Jesus de Nazaré, o filho de José”.

46Natanael disse: “De Nazaré pode sair coisa boa?” Filipe respondeu: “Vem ver!” 47Jesus viu Natanael que vinha para ele e comentou: “Aí vem um israelita de verdade, um homem sem falsidade”. 48Natanael perguntou: “De onde me conheces?” Jesus respondeu: “Antes que Filipe te chamasse, enquanto estavas debaixo da figueira, eu te vi”. 49Natanael respondeu: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel”.

50Jesus disse: “Tu crês porque te disse: Eu te vi debaixo da figueira? Coisas maiores que esta verás!” 51E Jesus continuou: “Em verdade, em verdade, eu vos digo: Vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

O encontro de Bartolomeu com o Verbo encarnado

Cristo é a escada vista por Jacó, que une na unidade de sua pessoa as naturezas divina e humana, o Céu e a terra, sendo assim o nosso único Mediador, Sumo e eterno Pontífice.

Celebramos hoje, com grande alegria, a Festa de São Bartolomeu, Apóstolo, chamado também de Natanael. Vemos no Evangelho desta Festa o encontro de Jesus com esse santo. Nele, Cristo fala de si como sendo a escada que une o Céu e a terra. Essa é uma das mensagens mais centrais da pregação apostólica, pois a Igreja está fundamentada no alicerce da fé dos Doze Apóstolos, que tem como objeto central a divina Pessoa de Nosso Senhor, o qual nos revelou os mistérios da salvação de Deus. Cristo quer que nós estejamos com Ele no Céu e participemos da sua glória. Para isso, Ele se fez homem, e é exatamente a sua divina humanidade que une o Céu e a terra. Quando Jesus diz a Natanael: “Vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem” (Jo 1, 51), percebemos claramente que Ele é a ponte que nos une a Deus, a qual é capaz de transpor o abismo infinito entre Deus e o homem. Entre Cristo e o ser humano, existe tanto uma proximidade como também uma grande distância. A proximidade acontece porque Deus está no mais íntimo do nosso ser, sustentando-nos a cada momento. Contudo, embora Nosso Senhor esteja tão próximo, há uma distância infinita, porque Ele é Criador, e nós, suas criaturas; Ele é infinito, e nós, limitados; Ele é Santíssimo, e nós, pecadores. Portanto, não é óbvio que os seres humanos cheguem a Deus para participar da própria vida divina no Céu, como muitos supõem. Qualquer filósofo sábio iria rejeitar uma conclusão dessa, porque reconheceria o abismo entre Deus e o homem, entre Aquele que é a fonte do ser e aquilo que é somente um ser limitado. Mas Cristo, com infinita misericórdia, não nos deixou sozinhos e veio como amigo nos visitar, querendo nos unir a Deus. Portanto, celebrar hoje o martírio de São Bartolomeu é celebrarmos a fé apostólica e a luz que ilumina nossas vidas, dizendo: “Somente Jesus une o Céu e a terra.” As outras religiões podem ter até valores e verdades interessantes, mas nenhuma delas faz o mesmo que a Santa Igreja Católica Apostólica Romana: transmitir a fé dos Apóstolos na sua integridade e, com ela, a chance de participar dos frutos da Redenção operada pelo Filho de Deus encarnado, Nosso Senhor Jesus Cristo, Sumo Pontífice que une o Céu à terra.

Deus abençoe você!

21/08/2026

Evangelho — Mt 22, 34-40

℣. O Senhor esteja convosco.

℟. Ele está no meio de nós.

℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠segundo Mateus

℟. Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 34os fariseus ouviram dizer que Jesus tinha feito calar os saduceus. Então eles se reuniram em grupo, 35e um deles perguntou a Jesus, para experimentá-lo: 36“Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?”

37Jesus respondeu: “ʽAmarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento!’ 38Esse é o maior e o primeiro mandamento. 39O segundo é semelhante a esse: ‘Amarás ao teu próximo como a ti mesmo’. 40Toda a Lei e os profetas dependem desses dois mandamentos”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

De todo o teu coração amar o Senhor

O primeiro e maior mandamento, diz Jesus, é amar a Deus de todo o coração, de toda a alma e de todo o entendimento, e o segundo é semelhante a esse: amar o próximo como a si mesmo. O que o Mestre nos quer ensinar com esses dois preceitos?

Hoje, Jesus nos apresenta o mandamento da caridade, que é duplo (são os dois lados de uma mesma moeda): primeiro, “amar a Deus sobre todas as coisas”, ou seja, amar a Deus com todo coração, com toda alma, com todo entendimento, e “ao próximo como a si mesmo”. Desses mandamentos dependem a Lei e os Profetas.

O que é que Jesus está querendo realmente nos ensinar aqui? Bom, a primeira coisa que nós temos de entender é o seguinte: um ato não é virtuoso somente na sua materialidade, ou seja, não interessa somente o que é que eu faço (isso é importante, mas não basta); é preciso também fazer a coisa certa pela razão certa, ou seja, a finalidade do que fazemos muda completamente a moralidade da ação.

Por exemplo, por que é que eu vou dar esmola a um pobre? Se eu ajudar o pobre por amor a Cristo, porque vejo Cristo nele, estou amando Cristo de todo coração, de toda alma e de todo entendimento.

Isso é virtuoso. Mas, se eu amo o próximo por interesse (se amo o pobre porque quero que todos vejam que sou maravilhoso e, por vaidade, me louvem; ou simplesmente amo o próximo porque, como fazem os espíritas, por exemplo, quero me livrar das p***s; dos castigos; quero já subir, evoluir na escala espiritual, como eles dizem.) existe nessas ações um certo egoísmo que está manchando aquele ato, que em si mesmo é bom, mas cuja intencionalidade está afetada, há nela algo que não deveria existir.

Nosso Senhor diz que “o primeiro mandamento”, aquele que rege tudo, aquele que é a coluna vertebral da moralidade cristã, “é amar a Deus com todo o coração”. Santo Tomás de Aquino nos lembra o que quer dizer amar a Deus coração. Quer dizer amar a Deus como fim último. E é isso que normalmente nos falta: podemos amamos a Deus simplesmente porque Ele vai nos abençoar economicamente, segundo prega a teologia da prosperidade. É um “amor” egoísta, em que estamos amando a Deus, mas não de todo coração. Porque amar a Deus de todo coração, ensina o grande Doutor Tomás de Aquino, é amar a Deus como finalidade, ou seja, colocando Ele como a razão de ser da nossa vida, o porquê de tudo que fazemos. Então, amar a Deus de todo coração signif**a que até recolher uma folha de papel no chão deve ser por amor a Deus. Tudo aquilo que eu faço precisa ser por amor a Ele.

Até mesmo o amor a si mesmo, deve ser por amor a Deus. Já que Ele me amou, seria uma blasfêmia contra Ele eu mesmo não me amar. Eu não posso querer corrigir a Deus e dizer: “Deus, você está errado, você fez mal ao me amar”. E é exatamente porque Ele me amou que eu posso ser um presente para o outro, que é a forma concreta de retribuirmos a Deus o seu amor.

Ora, o amor começa nisto: Deus nos ama, nós mesmos nos amamos e, em seguida, precisamos amar a Deus; mas o lugar concreto onde amarmos a Deus é no irmão, é no próximo. Então, ao fazer isto, estaremos amando a Deus de todo o coração, porque tudo o que amamos, até mesmo o amor que temos por nós mesmos e o amor que temos pelo irmão, é por causa Dele, que é a finalidade última da nossa vida.

Deus abençoe você!

20/08/2026

Evangelho — Mt 22, 1-14

℣. O Senhor esteja convosco.

℟. Ele está no meio de nós.

℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠segundo Mateus

℟. Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1Jesus voltou a falar em parábolas aos sumos sacerdotes e aos anciãos do povo, 2dizendo: “O Reino dos Céus é como a história do rei que preparou a festa de casamento do seu filho. 3E mandou os seus empregados para chamar os convidados para a festa, mas estes não quiseram vir. 4O rei mandou outros empregados, dizendo: ‘Dizei aos convidados: já preparei o banquete, os bois e os animais cevados já foram abatidos e tudo está pronto. Vinde para a festa!’ 5Mas os convidados não deram a menor atenção: um foi para o seu campo, outro para os seus negócios, 6outros agarraram os empregados, bateram neles e os mataram. 7O rei ficou indignado e mandou suas tropas, para matar aqueles assassinos e incendiar a cidade deles. 8Em seguida, o rei disse aos empregados: ‘A festa de casamento está pronta, mas os convidados não foram dignos dela. 9Portanto, ide até as encruzilhadas dos caminhos e convidai para a festa todos os que encontrardes’. 10Então os empregados saíram pelos caminhos e reuniram todos os que encontraram, maus e bons. E a sala da festa ficou cheia de convidados. 11Quando o rei entrou para ver os convidados, observou ali um homem que não estava usando traje de festa 12e perguntou-lhe: ‘Amigo, como entraste aqui sem o traje de festa?’ Mas o homem nada respondeu. 13Então o rei 9disse aos que serviam: ‘Amarrai os pés e as mãos desse homem e jogai-o fora, na escuridão! Ali haverá choro e ranger de dentes’. 14Porque muitos são chamados, e poucos são escolhidos”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Homilia:

Como participar das núpcias do Cordeiro?

O Reino dos Céus é comparado por Nosso Senhor a um rei que, tendo preparado as bodas de seu filho, “mandou os seus empregados chamar os convidados para a festa”. Mas quem são, afinal, “os convidados para o banquete nupcial do Cordeiro” e como eles devem responder concretamente ao chamado de Deus?

O Evangelho de hoje nos fala do convite para a festa nupcial do Filho de Deus. É uma dessas parábolas que abrangem toda a história da salvação. O que nós vemos naquele relato feito por Jesus? Em primeiro lugar, temos um rei que preparou as núpcias do seu filho. Isso aqui é a história da salvação, que é a união entre a humanidade e a divindade. Jesus é a própria união entre a humanidade e Deus: Ele, perfeitamente homem e perfeitamente Deus, quer que nós entremos nessa união, nesse casamento, ou seja, já não existe mais abismo entre Deus e o homem. O fato, porém, é que o pai convida para as núpcias do seu filho aqueles que são judeus, o povo eleito. Há um primeiro convite e esse primeiro convite é o que temos no Antigo Testamento, com Moisés e os profetas; depois, devido à rejeição, Deus insiste e faz um segundo convite. É quando, então, Jesus vem ao mundo e pede aos judeus que aceitem a Boa-nova da Salvação. Já está tudo pronto, esta é a plenitude dos tempos. No entanto, os judeus mesmo assim rejeitam Jesus. Então, a salvação se abre para todos os povos, para os gentios. É uma grande graça vermos que essa salvação, desde toda a eternidade, estava endereçada a nós, que não somos de sangue judeu. Nós, que somos gentios e cremos, devemos notar que, para aceitarmos o convite de ir às núpcias, precisamos do ato de fé. É através da fé que começamos a entrar nesse casamento entre Deus e o homem. O ato da fé é o primeiro ato. No entanto, é necessário dar mais passos. E isso é simbolizado por aquele homem que é encontrado dentro do banquete, mas não leva consigo o hábito nupcial. Ou seja: ele, sim, teve fé, aceitou o convite, foi até a Jesus, mas não estava em estado de graça. Estar em estado de graça signif**a exatamente esse “revestir-se” de Cristo, o hábito nupcial. É assim que somos configurados a Cristo cada vez mais e poderemos participar na eternidade das núpcias do Cordeiro. Essa é a explicação da parábola. O projeto divino desde o Antigo Testamento até chegar às núpcias do Cordeiro no fim dos tempos. Mas como aplicar isso à nossa vida? Em primeiro lugar e muito claramente, o convite de Deus para termos fé. A fé é o primeiro passo, mas infelizmente as pessoas não se dão conta do quanto nós precisamos crescer na fé. A pessoa presunçosa acha que já tem fé suficiente. Mas, não. Talvez você seja um desses que, pertencentes aos convidados, ao povo de Deus, não ouvem realmente a Palavra de Deus que ecoa no seu coração pedindo uma mudança de vida. Essa mudança de vida é a mudança de hábito, de veste — “Revesti-vos de Cristo!” —, onde nós verdadeiramente renunciamos a nós mesmos e começamos a viver de Cristo. Isso só é possível se houver fé, uma fé que, aprofundada, faz com que você cada vez mais tenha pressa de amar a Deus. Essas são as três virtudes teologais: a fé; a pressa, que é a esperança; e o amar a Deus. É assim que vamos crescer espiritualmente. Essa grande história da salvação se reflete na pequena história de salvação que é a de cada um de nós.

Deus abençoe você!

Santo terço luminoso, todas as 2ª feiras as 18:30min. No patio da nossa Paróquia Nossa Senhora do Carmo - Vila Kosmos
19/08/2026

Santo terço luminoso, todas as 2ª feiras as 18:30min. No patio da nossa Paróquia Nossa Senhora do Carmo - Vila Kosmos

19/08/2026

Evangelho — Mt 20, 1-16a

℣. O Senhor esteja convosco.

℟. Ele está no meio de nós.

℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠segundo Mateus

℟. Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos esta parábola: 1“O Reino dos Céus é como a história do patrão que saiu de madrugada para contratar trabalhadores para a sua vinha. 2Combinou com os trabalhadores uma moeda de prata por dia, e os mandou para a vinha. 3Às nove horas da manhã, o patrão saiu de novo, viu outros que estavam na praça, desocupados, 4e lhes disse: ‘Ide também vós para a minha vinha! E eu vos pagarei o que for justo’.

5E eles foram. O patrão saiu de novo ao meio-dia e às três horas da tarde, e fez a mesma coisa. 6Saindo outra vez pelas cinco horas da tarde, encontrou outros que estavam na praça, e lhes disse: ‘Por que estais aí o dia inteiro desocupados?’ 7Eles responderam: ‘Porque ninguém nos contratou’. O patrão lhes disse: ‘Ide vós também para a minha vinha’. 8Quando chegou a tarde, o patrão disse ao administrador: ‘Chama os trabalhadores e paga-lhes uma diária a todos, começando pelos últimos até os primeiros!’

9Vieram os que tinham sido contratados às cinco da tarde e cada um recebeu uma moeda de prata. 10Em seguida vieram os que foram contratados primeiro, e pensavam que iam receber mais. Porém, cada um deles também recebeu uma moeda de prata. 11Ao receberem o pagamento, começaram a resmungar contra o patrão: 12‘Estes últimos trabalharam uma hora só, e tu os igualaste a nós, que suportamos o cansaço e o calor o dia inteiro’.

13Então o patrão disse a um deles: ‘Amigo, eu não fui injusto contigo. Não combinamos uma moeda de prata? 14Toma o que é teu e volta para casa! Eu quero dar a este que foi contratado por último o mesmo que dei a ti. 15Por acaso não tenho o direito de fazer o que quero com aquilo que me pertence? Ou estás com inveja, porque estou sendo bom?’ 16aAssim, os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Homilia:

Endereço

Avenida Vicente De Carvalho
Rio De Janeiro, RJ
21221-623

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 09:00 - 22:00
Terça-feira 09:00 - 22:00
Quarta-feira 09:00 - 22:00
Quinta-feira 09:00 - 22:00
Sexta-feira 09:00 - 22:00

Telefone

+5521982901730

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando CarmoInfo posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com O Local De Adoração

Envie uma mensagem para CarmoInfo:

Atalhos

Compartilhar