06/05/2026
Na espiritualidade, assim como na vida material, nem toda influência que se aproxima de nós deve ser acolhida sem discernimento.
Há presenças que elevam, orientam, acalmam e fortalecem. Mas também há influências que confundem, alimentam vaidade, estimulam medo, divisão, desequilíbrio e pensamentos de baixa vibração.
Por isso, a mediunidade exige cuidado.
Ser médium não é abrir-se a qualquer energia, a qualquer voz ou a qualquer sensação. É aprender, com humildade e responsabilidade, a filtrar aquilo que acessa a mente, o corpo, o coração e o espírito.
Nem tudo que se apresenta como espiritualidade vem da luz. E um dos caminhos mais seguros para perceber isso é observar os frutos.
Uma orientação espiritual verdadeira não diminui ninguém. Não estimula orgulho, agressividade, manipulação ou descontrole. Ela traz firmeza, mas também traz paz. Pode corrigir, mas não humilha. Pode alertar, mas não apavora. Pode orientar, mas não escraviza.
Como já nos foi ensinado, reconhecemos a árvore pela qualidade dos frutos que ela gera.
Se uma manifestação produz desequilíbrio constante, vaidade, confusão, medo, dependência ou afastamento do bem, é preciso acender um sinal de atenção.
Em um terreiro sério, sustentado por disciplina, respeito, fundamento e uma egrégora bem cuidada, o trabalho espiritual acontece com mais amparo. Não porque ali não exista responsabilidade individual, mas porque há preparo, vigilância e compromisso com a luz.
O bom terreiro não é aquele que impressiona. É aquele que educa, acolhe, orienta e gera bons frutos na vida das pessoas.
Por isso, no Cantinho de Cosme e Damião, acreditamos que espiritualidade também é discernimento.
É saber com quem caminhamos.
É observar o que uma orientação produz em nós.
É escolher estar perto daquilo que nos torna mais conscientes, mais equilibrados, mais humildes e mais comprometidos com o bem.
Tudo aquilo que vem da luz nunca nos afasta da paz, da verdade, da humildade e da caridade.
Salve!