CCD - Cantinho de Cosme e Damião

CCD - Cantinho de Cosme e Damião Casa de Umbanda voltada para o estudo das verdades espirituais e prática da caridade.

Somos um grupo de irmãos de fé com boa vontade, buscando nossa evolução moral e espiritual, que trabalha pelo bem do próximo na Sagrada Lei de Umbanda.

🌊 Dia de IemanjáHoje reverenciamos Iemanjá, Orixá da continuidade da vida, das águas e da força sagrada do Ser Mãe.Nas á...
15/08/2026

🌊 Dia de Iemanjá

Hoje reverenciamos Iemanjá, Orixá da continuidade da vida, das águas e da força sagrada do Ser Mãe.

Nas águas, elemento que predomina em nosso próprio corpo e cobre a maior parte da Terra, encontramos uma bela lembrança: a vida nasce, flui, transforma-se e continua.

Iemanjá nos inspira o acolhimento que ampara sem aprisionar, o cuidado que fortalece e a sabedoria de permitir que cada filho encontre o seu próprio caminho.

Prece a Iemanjá:

Mãe Iemanjá,
que suas águas sagradas lavem nossas aflições, serenem nossos pensamentos e renovem nossas forças.

Que sua presença maternal nos inspire a acolher, proteger e cuidar, sem impedir que a vida siga o seu curso.

Que haja saúde em nossos corpos, equilíbrio em nossos sentimentos, paz em nossos lares e bons caminhos diante de nós.

E que, como as águas que nunca deixam de seguir, tenhamos sabedoria para compreender os ciclos, coragem para atravessar as mudanças e fé para continuar.

Saravá Iemanjá! 🌊🤍

A Umbanda também pode ensinar muito sobre ser pai.Ensina a estar presente, porque vínculo se constrói na convivência.Ens...
09/08/2026

A Umbanda também pode ensinar muito sobre ser pai.

Ensina a estar presente, porque vínculo se constrói na convivência.

Ensina a ser referência, lembrando que os filhos aprendem muito mais com aquilo que veem sendo vivido do que com aquilo que apenas escutam.

Ensina a transmitir valores, histórias e raízes, mantendo viva uma corrente que começou antes de nós e continuará depois.

Ensina a ter responsabilidade, porque cuidar de alguém também significa assumir compromissos, fazer escolhas e compreender as consequências delas.

Ensina a ter paciência com o tempo de cada um, orientando sem querer viver o caminho pelo outro.

Ensina a dar limites e direção, porque amor também é preparar para a vida.

Ensina a servir e cuidar, mostrando que grandeza não está apenas em conduzir, mas também em colocar-se a serviço daqueles que dependem de nós.

Ensina a reconhecer quando é hora de falar e quando é hora de ouvir.

Ensina a abençoar caminhos sem escolher todos eles, porque chega um momento em que educar também significa confiar no que foi plantado.

E ensina que o próprio pai continua sendo filho, aprendiz e parte de uma ancestralidade. Ele não precisa saber tudo para ser referência. Também pode pedir conselho, aprender com os mais velhos, rever escolhas e continuar crescendo.

Nesse caminho, aprende ainda que força não precisa ser dureza, proteção não é controle, autoridade não precisa ser autoritarismo e demonstrar afeto não diminui sua firmeza.

Talvez uma das mais bonitas lições seja esta:

Ser pai não é formar alguém à sua própria imagem.
É oferecer raízes fortes o bastante para que outro ser humano possa construir o próprio caminho.

Feliz Dia dos Pais! 💙

E estendemos, com carinho, esta homenagem a todas as pessoas que, de alguma forma, exercem essa função na vida de alguém.

🎵 💙Eu fiz um pedido à Mãe Sereia, a Iemanjá, para nunca mais chorar… 🙏🏽💙☀️🙌🏽 imagens de um trecho de um dia feliz no ter...
09/08/2026

🎵 💙Eu fiz um pedido à Mãe Sereia, a Iemanjá, para nunca mais chorar… 🙏🏽💙☀️🙌🏽 imagens de um trecho de um dia feliz no terreiro de Umbanda saravando Iemanjá 💙

Em muitas tradições africanas, conhecimento não se transmitia apenas pela escrita. Ele atravessava gerações pela palavra...
08/08/2026

Em muitas tradições africanas, conhecimento não se transmitia apenas pela escrita. Ele atravessava gerações pela palavra, pelas histórias, pela observação, pelo exemplo e, principalmente, pela convivência.

O Projeto Aprendizes também parte dessa ideia: uma tradição permanece viva quando existe quem compartilhe, quem queira aprender e quem crie condições para esse encontro acontecer.

Para as crianças e jovens, participar é descobrir que aquele espaço também é deles. É entender melhor aquilo que veem e vivenciam, conhecer histórias e significados, perguntar, conviver e perceber que sua tradição tem história, conhecimento e valor.

E o ganho não está apenas no futuro. Acontece agora: na curiosidade, nas amizades, no pertencimento e na possibilidade de compreender aquilo que antes apenas observavam.

Para pais e responsáveis, incentivar e manter a frequência é criar essa oportunidade. Um encontro pode despertar interesse; a continuidade constrói vínculo, repertório e experiência. E aquilo que a criança leva para casa pode se transformar em conversa e aprendizado para toda a família.

Para os voluntários, existe outra descoberta igualmente importante:

quem ensina também é transformado pelo processo de ensinar.

Preparar um tema exige estudar. Explicar exige compreender. E uma pergunta de uma criança pode nos fazer revisitar algo que repetimos durante anos sem nunca termos perguntado por quê.

Assim, todos aprendem.

A criança recebe, experimenta e pergunta.
A família incentiva e dá continuidade.
O voluntário estuda, aprende e compartilha.
E a comunidade mantém o conhecimento em movimento.

Não queremos apenas crianças capazes de repetir respostas. Queremos que possam conhecer, perguntar, refletir e construir conscientemente sua relação com aquilo que recebem.

Porque tradição não permanece viva apenas quando alguém se lembra dela.

Permanece viva quando alguém compartilha, alguém aprende e, um dia, também poderá transmitir.

Salve!

Fé que fortalece não precisa ameaçar quem decide partir.Há pessoas que usam a espiritualidade para plantar medo:“Se você...
08/08/2026

Fé que fortalece não precisa ameaçar quem decide partir.

Há pessoas que usam a espiritualidade para plantar medo:

“Se você sair daqui, seu Orixá vai cobrar.”

“Você mexeu com certas forças. Agora precisa arcar com isso.”

“Longe desta casa, não sei o que pode acontecer com você.”

O problema é que uma ameaça espiritual pode continuar agindo mesmo depois que a pessoa se afasta de quem a fez.

A partir daí, uma doença, um acidente, um conflito, um pesadelo ou uma fase difícil podem ser interpretados como confirmação daquilo que foi dito.

O sofrimento é real.
O medo é real.
Mas isso não transforma automaticamente a ameaça em verdade.

Nossa mente procura sentido para o que acontece. E quando já existe uma explicação pronta, é fácil encaixar nela tudo o que vem depois.

Por isso, uma das formas de recuperar a própria autonomia é parar de entregar ao outro tanto poder sobre a interpretação da nossa vida.

Na Umbanda, acreditamos em Orixás e Guias como forças de orientação, amparo e evolução. Não faz sentido imaginar que seres de luz persigam alguém porque decidiu mudar de religião, sair de uma casa ou seguir outro caminho.

Mesmo para quem acredita na existência de espíritos em desequilíbrio, permanece uma pergunta importante:

por que dar às trevas um poder maior do que aquele que reconhecemos na fé, na luz e no bem?

Espiritualidade pode orientar, advertir, ensinar e responsabilizar.

Mas quando o medo se torna o principal instrumento para manter alguém preso, já não estamos falando apenas de fé.

Estamos falando também de controle.

Dar a volta por cima, às vezes, é perceber que o outro só continua tendo sobre nós o poder que ainda concedemos a ele.

Nem toda dificuldade da vida tem origem espiritual. E compreender isso não diminui a importância da espiritualidade; pel...
07/08/2026

Nem toda dificuldade da vida tem origem espiritual. E compreender isso não diminui a importância da espiritualidade; pelo contrário, amplia seu verdadeiro papel.

Às vezes, um conflito se resolve com uma boa conversa. Uma preocupação diminui com planejamento. Um relacionamento melhora quando aprendemos a ouvir. Um cansaço passa depois de um período de descanso. E há situações em que buscar ajuda profissional também faz parte do cuidado consigo mesmo.

A espiritualidade caminha ao lado de tudo isso.

Na Umbanda, acreditamos que o amparo espiritual fortalece nossa fé, nossa serenidade e nosso discernimento. Mas esse fortalecimento não substitui as atitudes que cabem a cada um de nós.

Da mesma forma, nem tudo se resolve apenas com esforço humano. Também existem momentos em que o cuidado espiritual é importante e faz diferença.

Sabedoria é reconhecer que a vida possui diferentes dimensões e que cada uma delas merece a atenção adequada.

Quando aprendemos a distinguir o que pede oração, o que pede diálogo, o que pede descanso, o que pede estudo e o que pede mudança de atitude, damos um passo importante em direção ao equilíbrio.

A espiritualidade não nos afasta da realidade. Ela nos fortalece para vivê-la com mais consciência, responsabilidade e esperança.

Salve!

Por Anne Rocha, CCT do CCD

Religião é caminho. Ritual é passo.Religião é algo maior do que uma cerimônia, uma oração ou um encontro no terreiro. É ...
01/08/2026

Religião é caminho. Ritual é passo.

Religião é algo maior do que uma cerimônia, uma oração ou um encontro no terreiro. É uma forma de compreender a vida, de se relacionar com o sagrado e de escolher os valores que orientam nossa maneira de viver.

O ritual é a parte visível desse caminho: a oração feita, a vela acesa, o ponto cantado, o passe recebido, a presença na corrente, o silêncio respeitado e o cuidado com a comunidade.

De maneira simples, a religião é o caminho que escolhemos seguir. O ritual é o passo que damos hoje. E nenhum caminho se constrói com um único passo.

É pela continuidade que o ritual ganha profundidade. Assim como o corpo se fortalece com o exercício, nossa vida interior se fortalece pelas práticas que cultivamos.

Quando uma pessoa enfrenta ansiedade, angústia, dificuldades financeiras, conflitos familiares ou uma separação, pode perder o ânimo não apenas para ir ao terreiro, mas para tudo: trabalhar, cuidar da casa, encontrar pessoas, fazer planos e até realizar aquilo que sabe que lhe faz bem.

O terreiro pode ser apenas mais uma das coisas das quais ela se afasta. Não porque perdeu a fé, mas porque o sofrimento diminui sua energia, estreita sua visão e favorece a prostração.

É justamente aí que o ritual pode representar resistência e reação.

Levantar-se, tomar banho, vestir-se, sair de casa, fazer uma oração, participar da corrente ou receber um passe talvez não resolva imediatamente o problema. Mas cada gesto pode romper um pouco a imobilidade e dizer: “Eu ainda estou aqui. Eu não desisti de mim.”

A religião não substitui as atitudes necessárias para mudar a realidade. Mas pode ajudar a recuperar a força interior para enfrentá-la.

Esse caminho também não existe apenas nos momentos difíceis. Quando a vida melhora, a religião continua sendo espaço de gratidão, aprendizado, compromisso e serviço.

Quem recebeu acolhimento pode acolher. Quem foi sustentado pode sustentar. Quem encontrou forças para se levantar pode estender a mão a quem ainda está tentando.

A religião nos ajuda a resistir quando a vida pesa e nos ensina a retribuir quando a vida se abre.

O ritual é o passo de hoje.

A religião é o caminho que continua amanhã.

Despertar a intuição é muito mais do que “seguir o coração”. É aprender a escutar aquilo que permanece quando o ruído se...
29/07/2026

Despertar a intuição é muito mais do que “seguir o coração”. É aprender a escutar aquilo que permanece quando o ruído se cala.

Na sabedoria ancestral, Nanã Buruquê nos ensina esse caminho.

Ela é a guardiã da memória do tempo e da voz dos ancestrais. Por isso, a intuição nem sempre surge como uma ideia nova. Muitas vezes, ela chega como um saber profundo, quase impossível de explicar, como se a alma reconhecesse aquilo que a razão ainda não compreendeu.

Mas esse reconhecimento exige um aprendizado.

Nanã nos ensina a decantar a mente.

Assim como a lama repousa no fundo da água até que ela se torne cristalina, nossos pensamentos também precisam desacelerar. Enquanto a mente estiver agitada pelos medos, desejos, expectativas e ansiedades, corremos o risco de confundir imaginação com intuição.

A imaginação cria possibilidades.

A intuição revela verdades.

E essa revelação raramente acontece na pressa.

A sabedoria de Nanã amadurece dentro de nós. Ela se manifesta em certezas calmas, sólidas e serenas, ensinando que algumas respostas não precisam ser buscadas com mais força, mas aguardadas com mais paciência.

Por fim, Nanã nos reconecta à terra primordial, ao barro de onde viemos. Nesse encontro com a nossa essência, longe das ilusões do ego e das aparências, nasce uma percepção mais pura da vida.

Talvez seja por isso que a verdadeira intuição não seja um dom reservado a poucos.

Ela é um estado de consciência cultivado por quem aprende a silenciar, a esperar e a confiar na sabedoria que o tempo deposita dentro da alma.

Que Nanã nos ensine a reconhecer a voz da intuição e a nunca confundi-la com os ecos da imaginação.

Endereço

Rua Almirante Oliveira Pinto, 385
Rio De Janeiro, RJ
21371510

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