20/02/2026
A Diocese Anglocatólica Cristo Bom Pastor, à luz do Santo Evangelho, reafirma diante de todos os que acompanham nossa missão que o chamado de Deus é sagrado e exige discernimento, fidelidade e verdade. Pois o próprio Senhor nos recorda: “Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi” (Jo 15,16). Por isso, toda vocação precisa ser acolhida com amor, mas também provada no tempo da oração, da formação e do testemunho.
Em um mundo marcado pela pressa e pela busca de posições, permanecemos firmes na pedagogia de Cristo, que não constituiu seus discípulos de imediato, mas primeiro os chamou para que “ficassem com Ele” (Mc 3,14), formando-os no caminho, no serviço e na entrega. Assim também fazemos: cada irmão que chega até nós, é recebido com caridade, porém passa por um tempo de escuta e avaliação, pois o ministério não é honra humana, mas serviço ao Reino, conforme o Senhor ensinou: “Quem quiser ser o maior, seja aquele que vos serve” (Mt 23,11).
Não concedemos graus ou títulos de maneira imediata, "Não se precipite em impor as mãos sobre ninguém" (1 Timóteo 5,22) nem mesmo àqueles que já trilharam caminho em outras realidades eclesiais, porque desejamos agir com a responsabilidade daquele administrador fiel e prudente “a quem o Senhor confiará o cuidado de sua casa” (Lc 12,42). Este zelo é expressão do nosso compromisso com a Igreja, com a tradição apostólica e com a sociedade que espera pastores segundo o coração de Cristo.
Entristece-nos ver quando o ministério é reduzido a reconhecimento ou promoção pessoal, pois o Evangelho nos recorda: “Aquele que se exalta será humilhado, e aquele que se humilha será exaltado” (Lc 14,11). Na Igreja de Cristo, autoridade é serviço, e quem deseja segui-Lo deve primeiro abraçar a cruz de cada dia (cf. Lc 9,23).
Nosso propósito é preservar a credibilidade do testemunho cristão, formando ministros que sejam verdadeiramente luz do mundo e sal da terra (cf. Mt 5,13-14), comprometidos com a fé, com a moral, com a ética e com a dignidade do povo de Deus. Assim, permanecemos vigilantes, como recomenda o Senhor: “Pelos seus frutos os conhecereis” (Mt 7,16).
Mais do que uma norma, esta é uma fidelidade ao próprio Cristo, o Bom Pastor, que conhece suas ovelhas e por elas dá a vida (cf. Jo 10,14-15). Caminhamos no tempo de Deus, certos de que somente aquilo que é construído sobre a rocha permanece (cf. Mt 7,24-25).
Dessa forma, nosso agir torna-se testemunho vivo do Evangelho, para que tudo seja realizado com verdade, retidão e para a glória de Deus.