26/07/2026
Há exatos 27 anos atrás, no dia 26 de julho de 1999, a Comunidade de Terreiro Afro Indígena, Casa do Perdão, era fundada pela matriarca Mãe Flávia Pinto inicialmente instalada na Rua Mesquita, número 5, na Comunidade da Vila do Vintém. Após 7 anos nos mudamos para a Estrada do Guandu, 57, no bairro do Mendanha, em Campo Grande e nos últimos quatro anos, nossa sede é na Rua José Monteiro, 21, bairro Campo Lindo em Seropédica onde divide o espaço com o terreiro de Candomblé recém-fundado também sobre a liderança de Mãe Flávia Pinto.
Ao longo de sua trajetória, a Casa do Perdão honrou o legado de seus ancestrais e da Umbanda, dedicando-se à preservação e à divulgação dos valores religiosos afro-indígenas. Sua atuação estende-se às ações sociais de combate à fome, promoção da segurança alimentar, assistência afro-religiosa em unidades prisionais, educação, proteção das mulheres, valorização da cultura afro-indígena, enfrentamento ao racismo, defesa dos direitos humanos e diversas outras iniciativas voltadas ao fortalecimento da cidadania e da justiça social.
Somos uma comunidade de terreiro que atua para além da prática religiosa, assumindo o compromisso político e social de promover os direitos humanos por meio de ações de cidadania que valorizam e acolhem as pessoas em situação de maior vulnerabilidade. Permanecemos firmes na convicção de que nossa missão vai além da vivência da fé: buscamos construir relações comprometidas com a realidade social da comunidade, contribuindo para a transformação do território em que estamos inseridos.
Atualmente, a Casa do Perdão atende, em média, 50 famílias por mês, com transferências de alimentos e assistência voluntária nos presídios femininos Talavera Bruce e Djanira Dolores.
Esses trabalhos são absolutamente voluntários, sendo mantidos através da ajuda de doações espontâneas, apadrinhamentos ou eventuais doações, ou recursos oriundo de editais.
Agradecemos a todos aqueles que fizeram parte da nossa história até aqui.
Seguimos adiante, levando o legado de perpetuar uma tradição milenar étnico-cultural, ética-filosófica-cultural, que tem mais de 10 mil anos e não 2026 anos.