20/02/2026
A dignidade da família não é caricatura
Mateus 22.21
Nesta semana fomos surpreendidos por uma representação da ala da Acadêmicos de Niterói que retratou a família em latas de conserva, como se aquilo que sustenta a formação humana pudesse ser reduzido a algo descartável. A repercussão foi intensa, marcada por indignação e também por reações agressivas. Quando algo tão essencial é exposto ao escárnio, as emoções se acendem e o ambiente rapidamente se contamina por discursos que pouco constroem.
Vivemos em uma cultura que, muitas vezes, transforma a provocação em estratégia de visibilidade. Quanto maior a reação, maior a exposição. No entanto, nem toda provocação merece nossa amplificação. Há momentos em que a resposta mais madura não é o grito, mas o posicionamento claro, sereno e fundamentado.
Jesus declarou: “Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” (Mt 22.21). Ele ensinou que existem esferas distintas de responsabilidade. A cultura possui sua liberdade de expressão e seus espaços de manifestação. Contudo, aquilo que pertence a Deus não pode ser tratado com banalidade. A família, como ambiente de aliança, formação de caráter, cuidado e transmissão de valores, não é apenas um tema social; é parte do projeto divino para a humanidade.
Temos o direito e o dever de discordar quando valores fundamentais são tratados com desdém. Nosso repúdio à banalização da família é legítimo. Ainda assim, não respondemos com a mesma lógica de agressão que criticamos. A firmeza de convicção não precisa caminhar com violência verbal. Defendemos princípios com clareza, mas também com a postura de Cristo.
Se a cultura pode provocar, nós podemos testemunhar. Se há ruído nas ruas, que haja lucidez em nossa voz e coerência em nossas atitudes. A família não é objeto de prateleira; é espaço de vida, cuidado e responsabilidade diante de Deus. Que sejamos uma voz que afirma a verdade sem perder a graça, revelando mais luz do que calor.
Tenha uma ótima semana em Cristo Jesus.
Pr. Jeferson Torres
Pastor e amigo