17/02/2024
Mãe Menininha, memória viva no Gantois!
Marco cronológico no solo do Àse Iyamasé, a data de 10 de fevereiro permanece como uma celebração à memória na comunidade-terreiro do Gantois.
Nascida de Maria da Glória e Joaquim, Maria Escolástica da Conceição Nazaretth – a saudosa Mãe Menininha do Gantois – no ano de 1894, em 10 de fevereiro, é rememorada nesses 130 anos in memorian.
A história de Mãe Menininha remonta um histórico de luta e resistência, onde o desempenho e liderança das mulheres do partido alto tiveram importante contribuição para manutenção do legado do Ayrá Intilé – núcleo religioso da Barroquinha.
As ancestrais do Gantois, oriundas de irmandade negra diretamente ligada ao “Candomblé da Barroquinha”, prepararam a territorialidade do Alto do Gantois para que o culto a Xangô firmasse a vida e reafirmasse a essência dos povos que chegaram à Bahia através da diáspora transatlântica.
Assim, honrando a ancestralidade do seu povo e, principalmente, de seus fundadores (a nagô Iyá Maria Júlia da Conceição Nazareth e o jeje Francisco Nazareth de Etra), Mãe Menininha do Gantois, desde criança, enfrentou o desafio de viver os ensinamentos do axé com as mais velhas e conseguiu trilhando um caminho de respeito e reverência aos Orixás, com uma vida inteiramente dedicada, durante mais de 64 anos, ao sentido de família dentro do seio do sagrado, acolhendo a todos sem distinção.
Salve as Águas Ancestrais! Salve Oxum!
ASJEO