Ilé Ìyá Ògùn Òpó Airá - Cultura Religiosa

Ilé Ìyá Ògùn Òpó Airá - Cultura Religiosa Templo religioso de Candomblé, ritual Ketu, raiz Axé Opô Afonjá, fundado em 15 de novembro de 2009.

Horários de atendimento e visitação de público variáveis, sujeitos à confirmação prévia.

O egbẹ́ do Ilé Ìyá Ògùn Òpó Airá convida para a celebração de àjọ̀dùn Yemọja do Bábálórìṣà Geraldo de Yemọja, a realizar...
15/04/2025

O egbẹ́ do Ilé Ìyá Ògùn Òpó Airá convida para a celebração de àjọ̀dùn Yemọja do Bábálórìṣà Geraldo de Yemọja, a realizar-se no dia 03 de maio de 2025, às 18h.

Endereço: Rua Motorista Manoel Duarte, lotes 89 e 90, Guaratiba, Rio de Janeiro, RJ.

No Candomblé, cada procedimento, rito e ritual, reflete a natureza! Espelham ensinamentos legados por aqueles que vieram...
14/04/2025

No Candomblé, cada procedimento, rito e ritual, reflete a natureza! Espelham ensinamentos legados por aqueles que vieram antes de nós e que são revividos pela memória ancestral do coletivo.
Mitos e lendas dos segredos das águas, da terra, do fogo, das folhas, favas, minerais... Tudo é, ao mesmo tempo, transformação e agente transformador.
No Candomblé, respira-se natureza. Nele, a natureza se mostra. E inspira.
Produção de sabão da costa artesanal do Ilé Ìyá Ògùn Òpó Airá - Cultura Religiosa.

03/04/2025

O egbẹ́ do Ilé Ìyá Ògùn Òpó Airá convida para a celebração do àjọ̀dùn Yemọja do Bábálórìṣà Geraldo de Yemọja, a realizar-se no dia 03 de maio de 2025, às 18h.
Endereço: Rua Motorista Manoel Duarte, lotes 89 e 90, Guaratiba, Rio de Janeiro, RJ.

13/09/2024
O SILENCIOSO CONTAR DAS FOLHAS.Dias há em que as folhas cantam. Noutros, contam histórias em silêncio.Ele chegou com o s...
08/07/2024

O SILENCIOSO CONTAR DAS FOLHAS.

Dias há em que as folhas cantam. Noutros, contam histórias em silêncio.
Ele chegou com o silêncio de seu Pai. Sem alarde, somente o leve soar dos guizos anunciando sua presença. Também, com o silêncio que o àfòmó abraça as árvores, instalou-se em nossos corações e passou a integrar nossas vidas.
Como no mito, chegou com feridas, dolorido, alquebrado na fé. Yemọja o acolheu e dele cuidou. Renovou-o. E ele a todos nós.
O amargor das decepções passadas transformou-se em entrega plena, em generosidade e grandeza, como o milho se transforma em gbúgbúrú através do calor. Ọmọlu foi refeito, Ọmọlu o refez. Desta vez, trouxe-lhe o orúkọ de Iji Olóore, o Benfeitor. Também em silêncio, Ọmọlu curou-nos, ensinando que as adversidades da vida se curam com o tempo, fé e devoção. Atótóo!
Recebeu o posto de Bàbálòsanyìn do Ilé Ìyá Ògùn Òpó Airá. Zeloso e ciumentíssimo - não negava e, mesmo, afirmava isso - não permitia que nenhuma folha fosse tocada, quanto menos retirada, sem sua presença, sem passar por suas mãos. Agrônomo de formação, irritava-se bastante comigo quando eu queimava o mato seco: "pai-de-santo adora uma fogueira, que ódio que me dá"! Ameaçava dar queixa de mim, sabe-se lá a que santo...
Marcelo Lindenmeyer era meu amigo desde os áureos tempos do Orkut, há 20 anos. Por metade desse tempo, Ọmọlu o colocou sob meus cuidados de sacerdote. Afirmava sempre que Ọmọlu não o deixaria sofrer, quando chegasse a hora de partir. O Pai ouviu seu pedido. Passou para levá-lo no dia 04 deste mês. Abraçou seu filho antes da parada cardíaca, literalmente, não permitindo sequer que ele tivesse dor. Estivemos com ele minutos antes, eu e um dos filhos de quem era Ojúgbọ̀nà. Restou um corpo inerte que, nos 3 dias que se seguiram, foi mantido reanimado por procedimentos médicos e pela esperança de todos. Todos incrédulos.
Ontem, 7/7, a terra acolheu e cobriu-lhe o corpo, após cumpridos os indispensáveis rituais, seguidos dos cânticos que nos relembram a fragilidade da vida, que começa e termina com um sopro.
Morte não é oposto de vida, mas de nascimento! Vida é tudo aquilo entre esses dois momentos. Existência é tudo isso e mais além. Mais o além! Os iniciados no mistério não morrem com o corpo físico, não desaparecem. Renascem e perduram existindo no além.
As folhas não cantam nos próximos dias. Silenciaram em respeito. Mais adiante voltarão a sussurar, aos poucos, contando histórias. Nossa história!

"Nós não somos.
Nós estamos sendo.
Pare de querer ser rocha.
Aceite ser rio."
(Alejandro Jodorowsky)

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminh...
27/05/2024

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares.
É o tempo da travessia.
E, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado para sempre à margem de nós mesmos."
(Fernando Teixeira de Andrade)

Vivenciamos uma época de transformações jamais imaginadas, trazidas pelo avanço exponencial da tecnologia. Assim como o presente não é uma mera imitação do passado, o futuro também não deve se tornar a simples repetição do presente, no Candomblé. Especialmente, deste presente que aí está, de exposição desnecessária sem qualquer conteúdo da essência da prática religiosa, de visibilidade desmedida e competitiva em busca de seguidores virtuais e clientela afoita de informações inócuas, pseudo verdades e saberes momentâneas.
Carecemos, urgentemente, de continuidade, não apenas de continuação. De reprodução, em vez de imitação. De legado ancestral idôneo transmitido por sucessores, ao contrário de um amontoado de sandices reinventadas, vendidas ao bel prazer do oportunismo.

"O que aí está a apodrecer a Vida, quando muito é estrume para o Futuro!
O que aí está não pode durar, porque não é nada!"
(Álvaro de Campos - Ultimatum)

O ẹgbẹ́ do Ilé Ìyá Ògùn Òpó Airá, por intermédio do bàbálórìṣà Geraldo de Yemọja, convida para a cerimônia pública dedic...
27/03/2024

O ẹgbẹ́ do Ilé Ìyá Ògùn Òpó Airá, por intermédio do bàbálórìṣà Geraldo de Yemọja, convida para a cerimônia pública dedicada a Ọ̀ṣàlá e a Òṣàgiyán, pelo encerramento do ciclo das Águas de Ọ̀ṣàlá - Àwọn Omi Ọ̀ṣàlá - a ser realizada em 30 de março de 2024, a partir de as 18h.
É indispensável o uso de trajes brancos.

Àgbà mi, ẹ́gbọn mi, "filhos da mesma mãe" - como ela mesmo diz, embora eu a considere como a mais própria e viva represe...
18/02/2024

Àgbà mi, ẹ́gbọn mi, "filhos da mesma mãe" - como ela mesmo diz, embora eu a considere como a mais própria e viva representação de Yemọja!
Que possamos nos abraçar ainda por muitos anos, com saúde e lucidez! Que Yemọja a conseve de pé, viva e presente a todos os filhos Dela e seus, enquanto o emi sagrado habitar seu corpo.
Só para dizer que a amo. E a tenho em carinho imenso!
Obrigado por sempre acolher a mim e aos meus.
Mo tẹrí ba fún wíwà tí ó wà! Eu me curvo a sua existência.

Endereço

Rua Motorista Manoel Duarte, Lote 89, Guaratiba
Rio De Janeiro, RJ
23028-713

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