Igreja Ortodoxa Antioquina do Rio de Janeiro

Igreja Ortodoxa Antioquina do Rio de Janeiro Catedral Ortodoxa Antioquina de São Nicolau – Av. Gomes Freire 569 - Centro - CEP: 20.231-014 A Igreja foi inaugurada em 18 de Abril de 1918.

A história do Vicariato Patriarcal Antioquino da Igreja Católica Apostólica Ortodoxa no Rio de Janeiro
A história da mais antiga Sociedade Ortodoxa na América Latina remonta ao dia 17 de outubro de 1897 e que se tornou depois Vicariato patriarcal, quando a Sociedade Ortodoxa São Nicolau foi estabelecida sob a jurisdição do Patriarcado Ortodoxo de Antioquia, no Brasil. Iniciando suas atividades em

uma sala alugada na Rua da Alfândega, número 352, os membros desta sociedade deram início aos ofícios religiosos, presididos pelo Arquimandrita Basílios Chahin, enquanto também empreenderam esforços para angariar recursos visando a construção de uma igreja e uma escola para catequese. No dia 22 de setembro de 1917, durante uma reunião geral da sociedade, teve início a construção do templo de acordo com o projeto concebido pelo engenheiro Natos Junior. Sob a orientação do Patriarca Gregório Haddad, que concedeu sua bênção aos trabalhos e fez uma doação substancial de 100 libras, a comunidade se mobilizou vigorosamente, arrecadando fundos significativos, totalizando 35 contos. Em 23 de setembro de 1917, o governo brasileiro, então liderado por Venceslau Braz, concedeu a isenção de taxas para a construção da igreja. Neste mesmo ano, em 26 de setembro, celebrou-se a cerimônia da Pedra Fundamental da Igreja Ortodoxa São Nicolau, localizada na Avenida Gomes Freire, 569. Estes acontecimentos significativos testemunham o empenho e a dedicação da comunidade ortodoxa no Brasil em consolidar sua presença religiosa e cultural, contribuindo assim para a rica história da imigração e da fé ortodoxa na América Latina. No 1° de outubro de 1921, foi eleito o Arquimandrita Miguel, filho de Antônio Chehade, nativo de Cousba, Coura, Líbano, por unanimidade como Bispo do Rio de Janeiro e de todo o Brasil. Sua ordenação ocorreu em 10 de outubro, e sua primeira Divina Liturgia como Bispo se deu no dia seguinte. Contudo, logo após sua investidura, enfrentou problemas de saúde, sendo submetido a cirurgias e necessitando de repouso até janeiro de 1922. Em 17 de janeiro de 1922, o Patriarca de Antióquia e de todo o Oriente, Gregório IV, enviou uma carta à comunidade, informando sobre o estado de saúde do Bispo Miguel e solicitando o apoio dos fiéis. O Bispo Miguel partiu de Beirute para o Brasil, levando consigo a bênção e o apoio do Patriarca Gregório, com o objetivo de servir à comunidade brasileira como representante da fé ortodoxa. Chegando ao Rio de Janeiro em março de 1922, o Bispo Michael Chehade foi calorosamente recebido pela comunidade árabe. Posteriormente, fundou um colégio em São Paulo, com regime de internato e externato, adormeceu em Deus em 8 de Julho de 1931. Após o falecimento do Bispo Michael, a igreja enfrentou um período de incerteza, até que o Arquimandrita Elias Mouawad assumiu a liderança por cerca de dois anos e meio, antes de ser eleito Arcebispo para a Arquidiocese de Aleppo E de Escandaruna. Em 18 de abril de 1951, testemunhou-se a chegada do Arquimandrita Georges El Hajj ao Rio de Janeiro, assumindo o papel de Vigário Patriarcal para a Diocese. Sua chegada marcou um período de revitalização da fé ortodoxa entre os imigrantes, bem como o estabelecimento da União da Juventude Ortodoxa, que representou um avanço significativo na organização e engajamento da comunidade. Em 22 de novembro de 1951, foi realizada uma Assembleia Geral para a aprovação dos Estatutos da UJO, consolidando assim sua estrutura e propósitos. No cenário de outubro de 1955, ocorreu o notável Congresso Ortodoxo, o primeiro e único realizado no Brasil até então. Nesse encontro histórico, ficou decidido que todas as comunidades ortodoxas seriam visitadas, evidenciando o compromisso do Arquimandrita Georges El Hajj em fortalecer e expandir a presença da fé ortodoxa. Sob sua liderança, foram fundadas sociedades e igrejas em diversas cidades, como Anápolis, Goiânia e Salvador (uma tentativa sem sucesso), ampliando assim o alcance da ortodoxia pelo território nacional. Em 1968, o Arquimandrita Georges El Hajj foi ordenado bispo do vicariato do Rio de Janeiro, em uma cerimônia que contou com a participação de proeminentes figuras da Igreja Ortodoxa. Sua elevação a essa posição de destaque não diminuiu seu zelo pastoral; ao contrário, ele continuou seu trabalho incansável, promovendo programas de rádio, reportagens em revistas e traduções de livros com o intuito de promover uma compreensão mais profunda da fé ortodoxa. Ao longo dos anos, o Bispo Georges El Hajj liderou uma variedade de atividades educacionais, sociais e religiosas, incluindo a manutenção de escolas dominicais, catequeses e programas de rádio. Sua dedicação também se estendeu à tradução de textos religiosos importantes para o português, visando assim disseminar ainda mais a ortodoxia no Brasil. A colaboração d Vicariato do Rio de Janeiro com outras igrejas e iniciativas sociais foi marcada por eventos significativos ao longo das décadas, como a fundação da Sociedade Ortodoxa de Senhoras do Rio de Janeiro em 1935, as honrarias concedidas ao Bispo Georges El Hajj pelo governo sírio em 1957 e 1969, e a formação do Conselho Religionário após anos de esforço do Vigário Patriarcal. A construção do Lar Nossa Senhora da Glória em 1960 e a conclusão do novo prédio para a Sociedade Ortodoxa São Nicolau, com doações generosas e administração diligente, são exemplos tangíveis do compromisso duradouro do Vicariato com a caridade, a colaboração ecumênica e o apoio a iniciativas sociais ao longo das décadas. Dom Georges El Hajj adormeceu em Deus em 15 de agosto de 2000, dia da celebração da festa de Dormição de Nossa Senhora Mae de Deus. Em 2000, com a decisão do Patriarca Inácio IV, o Bispo Demétrio Hosni foi designado para servir como vigário Patriarcal no Rio de Janeiro. Após um breve período, enfrentando problemas de saúde, ele retornou à Síria em 2005, sendo continuamente apoiado pela Sociedade de São Nicolau até seu falecimento no início de Setembro de 2010. A partir desse momento até 2017, o Rio de Janeiro viu a chegada de vários Arquimandritas e Sacerdotes, marcando uma fase de transição e desafios. Em 14 de Fevereiro de 2018, o Patriarca João X decidiu enviar o Bispo Theodore El-Ghandour, eleito em 5 de outubro de 2017 e ordenado em 25 de novembro de 2017, para atuar como Vigário Patriarcal no Rio de Janeiro. Dom Theodore assumiu suas funções em 5 de Abril de 2018, celebrando a liturgia na Catedral de São Nicolau na Quinta-feira Santa. Após a Páscoa, iniciaram-se visitas pastorais e reuniões com o objetivo de estabelecer uma nova estrutura administrativa para a igreja e suas dependências no Rio de Janeiro. Com a colaboração de diversos membros da comunidade, especialmente do Conselho Deliberativo, presidido pelo Sr. Maurício Haddad, e do Conselho Administrativo, presidido pelo Sr. Georges El Hajj, foi realizada uma mudança estatutária em 11 de novembro de 2018. A Sociedade de São Nicolau passou então a ser reconhecida como a organização religiosa " Vicariato Patriarcal Antioquino da Igreja Católica Apostólica Ortodoxa no Rio de Janeiro ", liderada pelo Vigário Patriarcal, com o apoio de três conselhos consultivo, deliberativo e administrativo. Durante os anos de 2019 a 2024, diversos membros assumiram a presidência do Conselho Administrativo, incluindo os senhores Cesar Farah, Khazaa El Warrak, Talal Saba e Elia el Dahr, e o Sr. Luis Riche como secretário do Conselho Deliberativo. Neste novo contexto, o Vicariato obteve isenção do IPTU e iniciou processos de reorganização interna, incluindo a administração da Catedral e dos imóveis associados, além do desenvolvimento de iniciativas sociais e espirituais, como campanhas de assistência aos moradores de rua, a revitalização da UJO "Joventude da Luz", a catequese infantil e a publicação de materiais educativos, com auxílio do Clero da Catedral: Pe. Spiridon Chasse, Pe Nektarios Bichara, Pe. Simão El Homsi , Subdiácono Gregório Siquiera e Subdiácono Matias Leite. Além disso, o Vicariato dedicou esforços à tradução e publicação de Livros de Catequese infantil para a língua portuguesa, com autorização do Centro de Mídia Ortodoxa do Patriarcado de Antioquia e Todo o Oriente. Este importante trabalho foi realizado com a colaboração do Subdiácono Gregório Siqueira, a revisão do Padre Nektarios Bichara e da Professora Isabel Levantoglou. Também, o Vicariato dedicou esforços à tradução e publicação do Livro de Divina Liturgia para a língua portuguesa. Este importante trabalho foi realizado com a benção de nosso Pai e Patriarca João X e nosso Bispo Theodore El Ghandour e com a colaboração da Comitê de tradução: Os Padres Nektarios Bichara, Simão El Homsi, e Spiridon Chasse, Subdiacono Gregório Siqueira, Professora Isabel levantoglou, Senhora Maria Luiza dos Santos (secretaria) e a Consulta de Sua Eminência Metropolita Yaakub Khouri (Argentina) e Rev. Arquimandrita Yaakub Khalil (Instituto de Teologia do Balamand). O livro foi finalmente publicado no início de janeiro de 2024, contribuindo significativamente para a prática litúrgica da comunidade ortodoxa no Rio de Janeiro. Além disso, houve investimentos em tecnologia, como a introdução de telas de TV para auxiliar na liturgia, e em obras de restauração e reforma na Catedral e em outros edifícios, com o apoio de fiéis e voluntários. Em 2023, as igrejas de Duque de Caxias também foram beneficiadas com a isenção do IPTU, enquanto o trabalho pastoral continuou a ser realizado com os Padres Nicolau Cristo, Estêvão Torres e Gabriel José Luiz. A Associação Ortodoxa de Senhoras do Rio de Janeiro manteve seu compromisso com a administração do Lar Nossa Senhora da Glória, sob a supervisão do Vigário Patriarcal, e a assistência da Irmã Justina Abou Faisal. Em 2019, o Vicariato recebeu uma doação de um terreno em Itaipava para a construção de um Mosteiro Patriarcal de Nossa Senhora da Anunciação. O projeto está em andamento, com Divinas Liturgias e orações sendo realizadas no local, juntamente com reuniões e consultas com especialistas e engenheiros para planejar os próximos passos da construção. O Vicariato também se engajou ativamente em eventos no Rio de Janeiro e manteve relações cordiais com outras igrejas ortodoxas, bem como com a Igreja Católica Romana, preservando os princípios fundamentais da fé ortodoxa. Os Cânticos Bizantinos representam uma parte intrínseca e rica da tradição musical da Igreja Ortodoxa, carregando consigo séculos de história e espiritualidade. No contexto contemporâneo, a gravação desses cânticos ganha destaque especial com a participação da Cantora da Catedral Nabila Salloum. Além disso, surge o projeto de fundar o coro de São Romanos, o Melodista, visando preservar e promover essa forma de arte sacra.

O Veneno que se Torna Cura: o Mistério da Serpente de Bronze e a Cruz Salvífica+ Bispo Theodore El GhandourHá passagens ...
01/05/2026

O Veneno que se Torna Cura: o Mistério da Serpente de Bronze e a Cruz Salvífica
+ Bispo Theodore El Ghandour

Há passagens da Bíblia Sagrada que, à primeira vista, parecem desconcertantes. Uma delas é a da serpente de bronze no deserto. Como pode algo que simboliza morte tornar-se instrumento de vida? E por que o próprio Cristo recorre a essa imagem para revelar o mistério da Sua cruz?

A espiritualidade da Igreja Ortodoxa nos convida a não fugir desses paradoxos, mas a habitá-los. Porque é justamente neles que Deus revela a profundidade do Seu amor. No livro dos Números, vemos um povo cansado. Não apenas fisicamente, mas espiritualmente esgotado. A nova geração de israelitas já não tem memória viva do Egito, nem a mesma esperança da Terra Prometida. O que resta é a monotonia do caminho, a repetição dos dias, o peso da caminhada.

E então vem a murmuração. O desprezo pelo maná, o “pão do céu”, revela que quando o coração se fecha, até os dons de Deus perdem o sabor. É nesse contexto que surgem as serpentes. Elas não são apenas um castigo externo, mas um reflexo de um veneno interior já presente: a ingratidão, a rebeldia, o afastamento de Deus. O deserto não é apenas geográfico. Ele continua existindo hoje — nas rotinas vazias, nas crises silenciosas, na sensação de que tudo perdeu o sentido.

Quando o povo se arrepende, Deus não elimina imediatamente as serpentes. Isso já diz muito. A fé não é um atalho que remove todas as dores da vida. Em vez disso, Deus ordena algo inesperado: Moisés deve erguer uma serpente de bronze. Aqui está o escândalo e, ao mesmo tempo, a beleza do gesto divino. Deus usa a imagem do próprio mal para conduzir à cura. Aquilo que causava morte torna-se sinal de vida.

Mas o ponto central não está no objeto. Está no gesto: olhar para cima. Na tradição ortodoxa, esse movimento é profundamente espiritual. É o levantar dos olhos da alma. É sair do fechamento em si mesmo e voltar-se para Deus com confiança. A cura não vinha do bronze. Vinha da fé obediente.

Séculos depois, o próprio Senhor, ao conversar com Nicodemos, revela o sentido mais profundo desse episódio: “Assim como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado”. Aqui, tudo se ilumina. A serpente de bronze era figura. A cruz é realidade.

Assim como o veneno das serpentes destruía o corpo, o pecado corrói a alma humana. E Cristo, sem pecado, assume a condição do pecador. Não se torna pecador, mas toma sobre Si as consequências do pecado. Ele é como a serpente de bronze: tem a forma, mas não o veneno. Na cruz, o instrumento de tortura se torna o trono da vitória. A morte é vencida por dentro. O que parecia derrota torna-se salvação.

Na espiritualidade ortodoxa, isso é uma experiência. Contemplar a cruz não é um exercício intelectual, mas um encontro que cura. A história da serpente de bronze não termina no deserto. Séculos depois, o povo começou a adorá-la. Aquilo que apontava para Deus tornou-se um substituto de Deus. O rei Ezequias precisou destruí-la, chamando-a de “Neustã” — um simples pedaço de metal.

Esse episódio é um alerta muito atual. Também hoje existe o risco de reduzir a fé a formas vazias: símbolos sem vida, práticas sem coração, tradições desconectadas de Deus. A Igreja Ortodoxa preserva os símbolos, os ícones, a beleza litúrgica — mas sempre com uma consciência clara: tudo deve conduzir ao encontro com Cristo. Quando isso se perde, até o sagrado pode se tornar obstáculo.

Um detalhe muitas vezes esquecido: as serpentes não desapareceram do acampamento. Isso muda completamente a compreensão do milagre. Deus não prometeu um mundo sem veneno, mas ofereceu um caminho de salvação dentro dele. Essa é uma mensagem urgente para a nossa geração, que frequentemente busca soluções imediatas, alívio rápido, ausência de sofrimento.

A fé cristã não elimina automaticamente as dores da existência. Mas oferece direção, sentido e cura no meio delas. Olhar para Cristo não significa escapar da realidade, mas atravessá-la com esperança. A serpente de bronze continua a falar. Em um mundo cheio de distrações, ruídos e crises, o convite permanece simples e exigente: levantar o olhar. Não para qualquer direção, mas para Aquele que foi levantado por amor.

A cruz é o lugar onde Deus entrou no sofrimento humano e o transformou desde dentro. Para a geração de hoje, tão marcada por feridas visíveis e invisíveis, essa mensagem não poderia ser mais atual: o veneno não tem a última palavra. Há cura. Há vida. Há salvação. Mas tudo começa com um gesto interior: olhar para Cristo.

Na quinta-feira, 30 de abril de 2026, nosso pai e bispo Theodore El Ghandour realizou visitas pastorais ao Sr. Armando K...
30/04/2026

Na quinta-feira, 30 de abril de 2026, nosso pai e bispo Theodore El Ghandour realizou visitas pastorais ao Sr. Armando Kaiuca e à sua esposa, Sra. Clea Abduche Kaiuca, presidente de honra da Associação Ortodoxa de Senhoras, bem como à Desembargadora Telma Musse Diuna.

يوم الخميس ٣٠ نيسان ٢٠٢٦، قام سيادة المطران تيودور الغندور بزيارات رعائية للاطمئنان على كل من السيد ارماندو كايوكا والسيدة كليا عبدوش كايوكا الرئيسة الفخرية لجمعية السيدات الأرثوذكسيات و كذلك زيارة الرئيسة القاضية تلما موسي ديونا.

Cristo ressuscitou! Verdadeiramente ressuscitou!Neste domingo, 3 de maio de 2026, será celebrado o Trisagion fúnebre pel...
30/04/2026

Cristo ressuscitou! Verdadeiramente ressuscitou!

Neste domingo, 3 de maio de 2026, será celebrado o Trisagion fúnebre pelo descanso da alma do servo de Deus Philipe Nascimento Saba, ao fim da Divina Liturgia, na Catedral de São Nicolau.

Seja sua memória eterna!

Quando o Dia se Cala, Deus Fala+ Bispo Theodore El Ghandour Quando o dia se cala, Deus fala… não no barulho das palavras...
30/04/2026

Quando o Dia se Cala, Deus Fala
+ Bispo Theodore El Ghandour

Quando o dia se cala, Deus fala… não no barulho das palavras, mas na paz que envolve o coração. Há dias em que o tempo parece escorrer pelas mãos como areia fina. O dia começa com vozes, histórias, dores e expectativas que chegam de todos os lados. Ouço a todos, procuro compreender cada coração, cada angústia, cada pergunta não dita. Dou palavras, ofereço conselhos, sustento quem precisa de um pouco de paz. E assim o dia passa.

Mas quando o silêncio finalmente chega, ele revela que no meio de tantas presenças, resta uma solidão que só a Tua presença pode preencher. E é nesse momento, Senhor, que já não há palavras bonitas, nem respostas prontas. Apenas o silêncio… e nele, a certeza de que Tu me ouves mais profundamente do que qualquer som poderia expressar. Tu escutas o que não consigo dizer. Tu compreendes o peso que nem eu mesmo sei explicar.

Porque diante de Ti, não preciso ser forte, nem sábio, nem ter todas as respostas. Diante de Ti, posso simplesmente ser pequeno. Posso reconhecer minha pobreza, minha limitação, minha fragilidade. E ainda assim, não sou rejeitado. Pelo contrário, é exatamente nesse lugar de verdade que sinto Tua presença mais próxima. Tu não Te afastas da minha miséria, mas Te inclinas sobre ela com misericórdia. Tu não Te cansas do meu cansaço, nem Te impacientas com minhas fraquezas.

No silêncio da noite, quando tudo se cala, nasce uma confiança que não vem de mim: a certeza de que não estou sozinho. Tu estás aqui. Tu sempre estiveste. E mesmo quando meu coração se dispersa entre tantas vozes, é para Ti que ele retorna. Porque só em Ti há descanso verdadeiro. Só em Ti há compreensão plena. Só em Ti há salvação.

Recebe, Senhor, este silêncio que Te ofereço. Recebe este coração cansado, mas confiante. Recebe minha vida, com tudo o que ela é. E permanece comigo: porque eu sei que nunca me deixarás.

Na manhã de quarta-feira, 29 de abril de 2026, Sua Excelência Reverendíssima, nosso pai e bispo Theodore El Ghandour, re...
29/04/2026

Na manhã de quarta-feira, 29 de abril de 2026, Sua Excelência Reverendíssima, nosso pai e bispo Theodore El Ghandour, recebeu a visita do Dr. Gustavo Bastos de Oliveira e da Dra. Sabrina Campos de Cunha, do escritório Campos Advocacia. Ambos são membros da OAB/RJ, atuando nas Comissões de Direito do Consumidor, Inteligência Artificial e Brasil-África, bem como na Diretoria de Esportes; representam também o Instituto Lutando pela Vida, sendo editores do portal Uma Só Voz.

A visita teve como objetivo a apresentação mútua e o conhecimento da Igreja Ortodoxa Antioquina no Rio de Janeiro.

‎صباح يوم الأربعاء ٢٩ نيسان ٢٠٢٦، استقبل صاحب السيادة المطران تيودور الغندور كل من الدكتور غوستافو باستوس دي أوليفيرا والدكتورة سابرينا كامبوس دي كونيا من مكتب كامبوس للمحاماة، وهما عضوان في لجنة قانون المستهلك، ولجنة الذكاء الاصطناعي، ولجنة البرازيل-أفريقيا، والإدارة الرياضية لنقابة المحامين البرازيلية في ريو دي جانيرو. كما انهما من معهد “النضال من أجل الحياة”، ومحرري بوابة “صوت واحد”. وكانت الزيارة للتعارف والتعرّف على كنيسة أنطاكية الأرثوذكسية في ريو دي جانيرو.

A Verdade Provada pelo Fogo: Ananias e Safira à Luz da Espiritualidade Ortodoxa+ Bispo Theodore El Ghandour O episódio d...
28/04/2026

A Verdade Provada pelo Fogo: Ananias e Safira à Luz da Espiritualidade Ortodoxa
+ Bispo Theodore El Ghandour

O episódio de Ananias e Safira, narrado no livro de Atos dos Apóstolos (5,1-11), além de um relato severo dos primeiros dias da Igreja, é um espelho espiritual que revela a profundidade da luta interior do homem diante de Deus. À luz da tradição da Igreja Ortodoxa e dos ensinamentos dos Santos Padres, essa passagem não deve ser lida com superficialidade ou temor mundano, mas com tremor espiritual, como quem se aproxima de um mistério sagrado.

Após o Pentecostes, a Igreja nascente em Jerusalém manifestava uma unidade que não era fruto de imposição externa, mas de uma transformação interior operada pelo Espírito Santo. Como ensinam os Padres, tratava-se da restauração da natureza humana em sua vocação original: a comunhão.

Os fiéis viviam como “um só coração e uma só alma”, partilhando seus bens livremente. Nesse contexto, surge a figura luminosa de Barnabé, que vende seu campo e deposita o valor aos pés dos apóstolos. Ele não buscava reconhecimento, mas expressava, com simplicidade, a verdade de um coração indiviso.

À primeira vista, o pecado de Ananias e Safira poderia parecer uma simples retenção de parte do dinheiro. Contudo, o apóstolo Pedro deixa claro que a propriedade lhes pertencia; não havia obrigação de entregar tudo. O erro não foi econômico, mas espiritual.

Segundo a leitura dos Padres, especialmente na tradição ascética, o pecado fundamental aqui é a duplicidade do coração. O casal desejava a glória da renúncia sem abraçar sua realidade. Criaram uma aparência de santidade que não correspondia ao seu interior.

Esse estado de divisão é denunciado na espiritualidade ortodoxa como “hipocrisia espiritual” — quando o homem tenta parecer diante dos outros aquilo que não é diante de Deus. Ao mentirem à comunidade, mentiram ao próprio Espírito Santo, pois a Igreja é o Corpo vivo de Cristo, e o Espírito habita nela de forma real e ativa.

O relato impressiona: Ananias cai morto após a palavra de Pedro, e, cerca de três horas depois, o mesmo acontece com Safira. Não se trata de uma execução humana, nem de uma condenação pronunciada pelos apóstolos. A tradição patrística insiste: Pedro apenas revela a verdade; a consequência vem da própria presença de Deus.

Aqui encontramos um paralelo com o episódio de Livro de Josué, no caso de Acã. Em ambos os momentos, o povo de Deus está no início de uma nova etapa — a entrada na Terra Prometida e o nascimento da Igreja. Em tais momentos fundacionais, a santidade divina manifesta-se com intensidade particular, para estabelecer um fundamento incorruptível.

Na visão dos Padres, não é Deus quem “reage com ira”, mas o homem que, estando em estado de falsidade, não suporta a verdade plena da presença divina. Como o fogo que ilumina e aquece também consome o que é impuro, assim a presença de Deus revela e julga ao mesmo tempo.

O efeito imediato foi um “grande temor” sobre toda a comunidade. Este temor, na tradição ortodoxa, não é medo servil, mas consciência viva da santidade de Deus. É o início da sabedoria, como ensinam as Escrituras e confirmam os Padres. Esse temor purifica o coração, desfaz as ilusões e conduz o homem à verdade. Ele nos recorda que Deus não se deixa enganar, não porque vigia externamente, mas porque conhece o íntimo do ser humano.

O episódio de Ananias e Safira não é uma lição sobre bens materiais, mas sobre integridade espiritual. Ele nos confronta com uma pergunta essencial: quem somos diante de Deus, quando toda aparência cai? A espiritualidade ortodoxa insiste que a salvação não está em aparentar santidade, mas em tornar-se verdadeiro. Um coração dividido não pode sustentar-se diante da luz divina. Somente a verdade permanece.

Diante disso, o ensinamento é o de que Deus “olha para o coração”. No encontro com o sagrado, não sobrevive aquilo que fingimos ser, mas apenas aquilo que, pela graça, nos tornamos de fato.

O fogo que não vem de Deus: a santidade não admite improvisos+ Bispo Theodore El GhandourHá episódios na Bíblia Sagrada ...
27/04/2026

O fogo que não vem de Deus: a santidade não admite improvisos
+ Bispo Theodore El Ghandour

Há episódios na Bíblia Sagrada que nos desconcertam. Um deles é a morte de Nadabe e Abiú, filhos de Arão, narrada no livro de Levítico (cf. Lv 10,1-3). À primeira vista, a reação divina parece dura demais. Mas, à luz da espiritualidade da Igreja Ortodoxa, esse acontecimento revela que a santidade de Deus não é simbólica, não é adaptável, e não pode ser manipulada pelo homem.

A questão não é apenas um erro ritual. Trata-se de uma ruptura espiritual que, se tolerada, teria comprometido todo o caminho de comunhão entre Deus e o Seu povo. O texto diz que Nadabe e Abiú ofereceram “fogo estranho” diante do Senhor. A palavra hebraica zará indica algo estranho, ilegítimo, não autorizado. O fogo que deveria subir como incenso era aquele que vinha do altar, o fogo que o próprio Deus havia acendido.

Aqui está o ponto central: eles não rejeitaram Deus abertamente. Eles quiseram servi-Lo, mas à sua própria maneira. Na tradição ortodoxa, isso é extremamente sério. O culto não é invenção humana, mas participação na realidade divina. Quando o homem introduz “seu próprio fogo”, ele deixa de oferecer a Deus aquilo que é de Deus e passa a oferecer a si mesmo — sua criatividade, sua emoção, sua vontade. E isso, paradoxalmente, não é comunhão, mas ruptura.

Logo após esse episódio, Deus estabelece uma proibição clara: os sacerdotes não devem entrar no Tabernáculo sob efeito de vinho ou bebida forte. A sequência não é acidental. Isso sugere que Nadabe e Abiú podem ter agido em estado de embriaguez — não apenas física, mas espiritual. A embriaguez, na linguagem dos Padres, é toda condição em que o homem perde a vigilância interior (nípsis), tornando-se incapaz de discernir o sagrado.

Na vida espiritual, não se trata apenas de evitar o pecado evidente, mas de manter o coração sóbrio, atento, desperto. Um sacerdote embriagado — seja por vinho, orgulho ou emoção — torna-se incapaz de servir como mediador. Outro aspecto marcante é que Nadabe e Abiú agiram por iniciativa própria. O texto não diz que foram enviados. Cada um tomou seu incensário, como se dissesse: “Nós também podemos”.

Isso revela uma tentação constante: confundir proximidade com autoridade. Eles haviam subido ao Monte Sinai (cf. Êxodo 24), haviam contemplado a glória de Deus, mas não haviam aprendido o essencial: diante de Deus, não se improvisa. Na Igreja Ortodoxa, isso ecoa profundamente. O ministério não é um espaço de expressão pessoal, mas de obediência. O sacerdote não age em nome próprio, mas como ícone de Cristo. Quando ele se coloca no centro, mesmo com boas intenções, rompe-se a ordem espiritual.

Após a morte de seus filhos, o texto diz: “E Arão se calou”. Esse silêncio não é frieza, nem resignação passiva. Arão compreende que a santidade de Deus não pode ser julgada pelos critérios humanos. Ele não protesta, porque percebe que seus filhos ultrapassaram um limite real. Na tradição dos Padres, esse silêncio é uma forma de adoração. Diante do mistério, a alma se cala.

Por que Deus agiu com tanto rigor? Aqui está a chave teológica: o Tabernáculo era o lugar onde Deus habitava no meio do povo. Todo o sistema sacrificial existia para tornar possível essa presença. Se, logo no início, a desobediência sacerdotal fosse tolerada, todo o sistema se corromperia. O culto perderia sua verdade, e a presença de Deus se tornaria uma ilusão. Não seria mais Deus habitando entre os homens, mas uma construção humana disfarçada de religião.

Por isso, o julgamento foi imediato. Não como vingança, mas como proteção. Deus preserva a santidade do Seu povo impedindo que o erro se torne norma. Nadabe e Abiú morreram sem deixar descendência. Na cultura hebraica, isso significava o desaparecimento do nome, da memória, da continuidade. O sacerdócio prosseguiu por meio de Eleazar e Itamar. A mensagem é clara: a vocação não é garantida por posição ou herança. Ela exige fidelidade.

Essa passagem não pertence apenas ao passado. Ela fala diretamente à vida da Igreja hoje. Existe sempre o risco de oferecer a Deus um “fogo estranho”: orações sem atenção, liturgias transformadas em expressão pessoal, ministérios vividos como palco, decisões tomadas sem discernimento espiritual. Na espiritualidade ortodoxa, aprendemos que Deus já nos deu tudo: a fé, a liturgia, os sacramentos, a vida em Cristo. Não precisamos inventar outro caminho.

Cristo é o único mediador, o verdadeiro “fogo” que sobe ao Pai. Fora d’Ele, tudo se torna estranho. A exigência de santidade não diminuiu. Pelo contrário, foi revelada em plenitude. Servir a Deus não é criar, é obedecer. Não é improvisar, é participar. Não é oferecer o nosso fogo, mas deixar que o fogo de Deus nos consuma.

Finalmente, a misericórdia de Deus nunca anula a Sua santidade. Elas caminham juntas. E somente quando o homem aprende a temer com amor — e amar com reverência — ele entra, de fato, na presença de Deus.

⛪️ Divina Liturgia do Domingo das Miróforas ☦️Trisagion pelo descanso das almas dos servos de Deus Adib Saab, Munir Gabr...
26/04/2026

⛪️ Divina Liturgia do Domingo das Miróforas ☦️
Trisagion pelo descanso das almas dos servos de Deus Adib Saab, Munir Gabriel Constantino e Edson Ananias.

قداس الاحد الثاني بعد الفصح- حاملات الطيب ٢٦ نيسان ٢٠٢٦
في كاتدرائية القديس نيقولاوس في الريو دي جانيرو.
تريصاجيون لراحة انفس الراقدين على رجاء القيامة والحياة الابدية:
اديب صعب
منير غبريال قسطنتين
ادسون انانياس

Ao vivo
26/04/2026

Ao vivo

Divina Liturgia do Domingo das Miróforas 26/04/2026

No segundo domingo após a Páscoa, a Igreja Ortodoxa comemora diversas pessoas ligadas aos últimos acontecimentos da vida...
25/04/2026

No segundo domingo após a Páscoa, a Igreja Ortodoxa comemora diversas pessoas ligadas aos últimos acontecimentos da vida de Jesus, que foram testemunhas importantes de Sua morte e Ressurreição. São elas as mulheres portadoras de mirra, que foram ungir o corpo de Jesus; José de Arimateia, que O sepultou; e Nicodemos, que o auxiliou.

Neste dia, recordamos as mulheres que foram ao túmulo de Jesus para ungir Seu corpo, apenas para encontrá-lo vazio. Nós conhecemos o nome de algumas delas: Maria Madalena, Maria Salomé, Maria de Cléofas, Joana, Susana, Maria de Betânia e Marta de Betânia. Nossos Santos Padres também incluem Maria, “mãe de Jesus”, como é chamada em João 19:25, a qual vemos e sabemos que estava aos pés da Cruz.

Por volta do início de Seu trigésimo segundo ano, quando o Senhor Jesus percorria a Galileia, pregando e realizando milagres, muitas mulheres que haviam recebido Seus benefícios deixaram sua própria terra e, desde então, passaram a segui-Lo. Elas O serviam com seus próprios bens, até mesmo durante Sua crucificação e sepultamento; e, depois, sem perder a fé n’Ele após Sua morte, nem temer a ira das autoridades judaicas, foram ao Seu sepulcro levando os óleos de mirra que haviam preparado para ungir Seu corpo. É por causa desses óleos de mirra que essas mulheres amantes de Deus levaram ao túmulo de Jesus que são chamadas Miróforas.

Jesus transformou todas as coisas ao proclamar a alegria ao mundo por meio da Cruz. Ele elevou à grande dignidade essas mulheres humildes que, de outra forma, permaneceriam desconhecidas para o mundo. Concedeu-lhes um papel essencial no anúncio da Boa Nova (Marcos 16:1-10): por meio de seu testemunho, sabemos que o aguilhão da morte foi vencido pela Ressurreição de Cristo. Enquanto o Evangelho for proclamado, celebraremos a memória das Santas Miróforas e nos alegraremos com elas.

25 de abril - Festa de São Marcos Quando Deus edifica com mãos imperfeitas: os apóstolos no alvorecer da Igreja.+ Bispo ...
25/04/2026

25 de abril - Festa de São Marcos
Quando Deus edifica com mãos imperfeitas: os apóstolos no alvorecer da Igreja.
+ Bispo Theodore El Ghandour

A fundação da Igreja não começou com homens impecáveis, mas com homens de corações frágeis, em processo de conversão. A espiritualidade da Igreja Ortodoxa nunca escondeu essa realidade; ao contrário, ela a contempla com sobriedade e esperança: a graça de Deus não elimina a fraqueza humana de imediato, mas a transfigura ao longo do caminho. Desde os primeiros passos da missão apostólica, vemos tensões, quedas e recomeços. Isso não enfraquece o testemunho da Igreja, mas o torna mais verdadeiro. O que sustenta a Igreja não é a perfeição dos homens, mas a fidelidade de Deus.

Um exemplo marcante é a história de São Marcos Evangelista. No início, ele aparece como alguém ainda imaturo na fé missionária. Durante a primeira viagem de São Paulo e São Barnabé, Marcos abandona a missão (cf. Atos 13,13). As Escrituras não explicam o motivo: poderia ter sido cansaço, medo, saudade de Jerusalém ou até discordâncias internas. O silêncio bíblico aqui é eloquente, porque nos permite reconhecer nossas próprias razões ocultas nas desistências.

Esse abandono teve consequências sérias. Quando chegou o momento de uma nova viagem missionária, Paulo recusou firmemente levar Marcos novamente (cf. Atos 15,37-39). A divergência entre Paulo e Barnabé foi tão intensa que levou à separação dos dois. A Igreja nascente experimentava, já naquele momento, a dor da divisão entre seus próprios líderes.

E, no entanto, essa não é a última palavra. Anos depois, o mesmo Paulo que recusara Marcos escreve com ternura: “Toma contigo Marcos e trazê-lo, porque me é útil para o ministério” (2Tm 4,11). Aqui vemos algo profundamente evangélico: a reconciliação. Aquele que falhou torna-se novamente digno de confiança. Aquele que caiu levanta-se e passa a ser cooperador no anúncio do Reino.

A tradição da Igreja também nos oferece uma imagem ainda mais profunda de Marcos. Ele é frequentemente identificado com o jovem que, na noite da prisão de Cristo no Getsêmani, fugiu deixando para trás o lençol e escapando nu (cf. Mc 14,51-52). Esse detalhe, aparentemente estranho, carrega um simbolismo espiritual poderoso: o homem que foge, despido de coragem e fidelidade, é o mesmo que, mais tarde, será revestido da graça e da missão apostólica.

Esse mesmo Marcos, outrora frágil, torna-se um grande missionário. Segundo a tradição, ele leva o Evangelho ao continente africano e funda a Igreja de Alexandria. Ali, sua primeira ação missionária é simples e profundamente humana: cura o dedo ferido de um sapateiro chamado Aniano. A partir desse gesto concreto de compaixão, nasce uma das mais antigas e importantes comunidades cristãs do mundo.

A pedagogia divina é clara: Deus não escolhe os perfeitos, mas aperfeiçoa os escolhidos. Esse caminho não foi exclusivo de Marcos. São Pedro negou Cristo três vezes; São Tomé duvidou da ressurreição; os próprios discípulos discutiam entre si sobre quem seria o maior. A Igreja nasce no meio dessas imperfeições, mas também no meio de encontros reais com Cristo ressuscitado, que transforma medo em coragem, divisão em comunhão, fraqueza em testemunho.

Na espiritualidade ortodoxa, isso nos ensina algo essencial: a santidade não é a ausência de quedas, mas a fidelidade no retorno. O verdadeiro fracasso não está em cair, mas em recusar-se a levantar. Os apóstolos são, portanto, espelhos da nossa própria condição. Eles nos mostram que a Igreja não é um lugar de perfeitos, mas de curados. Não é uma assembleia de irrepreensíveis, mas de pecadores em caminho de transfiguração.

No fim, a história de Marcos filho espiritual de São Pedro — do jovem que foge nu ao evangelista que ilumina nações — revela o coração do Evangelho: Deus escreve sua obra não apesar das nossas imperfeições, mas através delas.

Vossa Excelência Reverendíssima,Bispo eleito de Tarso Paulo Ordologlu,Com profunda alegria espiritual, apresentamos a Vo...
24/04/2026

Vossa Excelência Reverendíssima,
Bispo eleito de Tarso Paulo Ordologlu,

Com profunda alegria espiritual, apresentamos a Vossa Excelência nossas mais sinceras felicitações por ocasião de sua ordenação episcopal pela imposição das mãos de Sua Beatitude Patriarca JoãoX e nossos irmãos no Santo Episcopado, no sábado, 25 de abril de 2026. Rogamos a Deus que derrame abundantemente Suas graças e bênçãos sobre Vossa missão, fortalecendo-o com o Espírito Santo para que seu ministério seja frutuoso e abençoado na vinha do Senhor.

Este chamado elevado é sinal de confiança divina e de responsabilidade apostólica, que Vossa Excelência assume com espírito de humildade e amor, à imagem do Bom Pastor, para o serviço do povo de Deus e a edificação de Sua Santa Igreja.

Lamentamos não poder estar presentes fisicamente nesta ocasião tão abençoada, mas asseguramos que estaremos unidos em oração, pedindo ao Senhor que lhe conceda força e sabedoria, guiando seus passos no caminho do ministério, para que seja luz e guia para todos os fiéis.

Que seu ministério seja coroado de graça e paz.

Com estima e respeito,
Dom Theodore El Ghandour

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